terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 13 de Janeiro de 2010


S. Hilário, bispo de Poitiers, Doutor da Igreja, +367



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Jesus saiu; foi para um lugar solitário e ali Se pôs em oração»

Leituras

1 Sam. 3,1-10.19-20.
O jovem Samuel servia o Senhor sob a direcção de Eli. O Senhor, naquele
tempo, falava raras vezes e as visões não eram frequentes.
Ora certo dia aconteceu que Eli estava deitado, pois os seus olhos tinham
enfraquecido e mal podia ver.
A lâmpada de Deus ainda não se tinha apagado e Samuel repousava no templo
do Senhor, onde se encontrava a Arca de Deus.
O Senhor chamou Samuel. Ele respondeu: «Eis-me aqui.»
Samuel correu para junto de Eli e disse-lhe: «Aqui estou, pois me
chamaste.» Disse-lhe Eli: «Não te chamei, meu filho; volta a deitar-te.»
O Senhor chamou de novo Samuel. Este levantou-se e veio dizer a Eli: «Aqui
estou, pois me chamaste.» Eli respondeu: «Não te chamei, meu filho; volta a
deitar-te.»
Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois até então nunca se lhe tinha
manifestado a palavra do Senhor.
Pela terceira vez, o Senhor chamou Samuel, que se levantou e foi ter com
Eli: «Aqui estou, pois me chamaste.» Compreendeu Eli que era o Senhor quem
chamava o menino e disse a Samuel:
«Vai e volta a deitar-te. Se fores chamado outra vez, responde: «Fala,
Senhor; o teu servo escuta!» Voltou Samuel e deitou-se.
Veio o Senhor, pôs-se junto dele e chamou-o, como das outras vezes:
«Samuel! Samuel!» E Samuel respondeu: «Fala, Senhor; o teu servo escuta!»
Samuel ia crescendo, o Senhor estava com ele e cumpria à letra todas as
suas predições.
Todo o Israel, desde Dan até Bercheba, reconheceu que Samuel era um profeta
do Senhor.


Salmos 40,2.5.7-10.
Invoquei o SENHOR com toda a confiança; Ele inclinou se para mim e ouviu o
meu clamor.
Feliz o homem que confia no SENHOR e não se volta para os idólatras, para
os que seguem a mentira.
Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas abriste me os ouvidos para
escutar; não pediste holocaustos nem vítimas.
Então eu disse: "Aqui estou! No Livro da Lei está escrito aquilo que devo
fazer."
Esse é o meu desejo, ó meu Deus; a tua lei está dentro do meu coração.
Anunciei a tua justiça na grande assembleia; Tu bem sabes, SENHOR, que não
fechei os meus lábios.


Marcos 1,29-39.
Saindo da sinagoga, foram para casa de Simão e André, com Tiago e João.
A sogra de Simão estava de cama com febre, e logo lhe falaram dela.
Aproximando-se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela
começou a servi-los.
À noitinha, depois do sol-pôr, trouxeram-lhe todos os enfermos e possessos,

e a cidade inteira estava reunida junto à porta.
Curou muitos enfermos atormentados por toda a espécie de males e expulsou
muitos demónios; mas não deixava falar os demónios, porque sabiam quem Ele
era.
De madrugada, ainda escuro, levantou-se e saiu; foi para um lugar solitário
e ali se pôs em oração.
Simão e os que estavam com Ele seguiram-no.
E, tendo-o encontrado, disseram-lhe: «Todos te procuram.»
Mas Ele respondeu-lhes: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas,
a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim.»
E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expulsando os
demónios.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Carta a Proba sobre a prece, 8-9; CSEL 44, 56 ss. (a partir da trad. breviário)

«Jesus saiu; foi para um lugar solitário e ali Se pôs em oração»

Para que serve dispersarmo-nos em todas as direcções e procurarmos o que
devemos pedir na oração? Digamos antes com o salmo: «Uma só coisa peço ao
Senhor, aquilo que procuro é habitar a casa do Senhor todos os dias da
minha vida, para saborear a doçura do Senhor e frequentar o Seu templo» (Sl
26, 4). De facto, aí «todos os dias» não passam nascendo e desaparecendo, e
um não começa quando o outro acaba; eles existem todos juntos, não têm fim,
pois a própria vida, da qual são os dias, não tem fim.

Para obtermos esta vida feliz, Aquele que é em pessoa a verdadeira Vida
ensinou-nos a rezar. Não com uma série de palavras, como se devêssemos
ficar satisfeitos com a nossa conversa; de facto, como o próprio Senhor
diz, nós rezamos Àquele que sabe do que necessitamos mesmo antes de Lho
pedirmos (Mt 6, 8). [...]

Ele sabe do que necessitamos mesmo antes do Lho pedirmos? Então porque nos
exorta continuamente à oração? (Lc 18, 1) Podemos admirar-nos com isso, mas
devemos compreender que Deus nosso Senhor não quer ser informado dos nossos
desejos, que não pode ignorar. Mas Ele quer que os nossos desejos sejam
excitados pela oração, para que sejamos capazes de acolher aquilo que Ele
se dispõe a dar-nos. Pois isso é muito grande, enquanto nós somos pequenos
e de capacidade pobre! É por isso que nos dizem: «Abri completamente os
vossos corações» (2Cor 6, 13). É algo de muito grande [...]: e seremos
tanto mais capazes de O receber, com quanto mais fé crermos, com quanto
mais segurança esperarmos, com quanto mais ardor desejarmos. É portanto na
fé, na esperança e no amor, pela continuação do desejo, que rezamos
continuamente.




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