terça-feira, 1 de novembro de 2016

Todos os Santos

Prezados leitores

Toda a equipa do Evangelho Quotidiano vos deseja uma bela festa de Todos os Santos!

Dentro de alguns dias, a 20 de novembro, terminará o ano jubilar ordenado pelo Santo Padre, o Papa Francisco. Tenhamos a audácia de seguir o exemplo dos santos que festejamos hoje e lembremo-nos de que somos todos chamados a ir para o Céu, a ser santos. Aproveitemos os últimos dias que nos restam para nos confessarmos e cumprirmos a caminhada jubilar.

Deus é nosso Pai, o seu amor é infinito, imenso, louco a ponto de nos ter oferecido o seu Filho para nos salvar. Deus é como o Pai do filho pródigo: espera-nos, procura-nos, espreita o nosso regresso a Ele. Tenhamos a coragem e a simplicidade do filho pródigo, venhamos humildemente aos pés do nosso Pai para lhe pedir perdão e Ele nos erguerá justificados, nos dará a consolação e a alegria eternas. Perante os nossos pecados, Deus responde com a plenitude do perdão. O seu amor ultrapassa as exigências da justiça e torna-se misericórdia. “A misericórdia é própria de Deus cuja omnipotência consiste precisamente em fazer misericórdia” (S. Tomás de Aquino).

Peçamos à Santíssima Virgem que nos ajude, com a sua solicitude materna, a reencontrar e conservar o verdadeiro caminho de Jesus Cristo. Graças à confissão, partiremos de novo em direção á nossa pátria, a dos santos glorificados.

 

A equipa de Evangelho Quotidiano em língua portuguesa, um serviço evangelizo.org.

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Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Terça-feira, dia 01 de Novembro de 2016

TODOS OS SANTOS – Solenidade
Todos-os-Santos

Comentário do dia
Santo Ambrósio : «Apareceu na visão uma multidão enorme [...], de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé [...] diante do trono e diante do Cordeiro» (Ap 7,9)

Apoc. 7,2-4.9-14.

Eu, João, vi um Anjo que subia do Nascente, trazendo o selo do Deus vivo. Ele clamou em alta voz aos quatro Anjos a quem foi dado o poder de causar dano à terra e ao mar:
«Não causeis dano à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus».
E ouvi o número dos que foram marcados: cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel.
Depois disto, vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão.
E clamavam em alta voz: «A salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro».
Todos os Anjos formavam círculo em volta do trono, dos Anciãos e dos quatro Seres Vivos. Prostraram-se diante do trono, de rosto por terra, e adoraram a Deus,
dizendo: «Ámen! A bênção e a glória, a sabedoria e a ação de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Ámen!».
Um dos Anciãos tomou a palavra e disse-me: «Esses que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e de onde vieram?».
Eu respondi-lhe: «Meu Senhor, vós é que o sabeis». Ele disse-me: «São os que vieram da grande tribulação, os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro».


Salmos 24(23),1-2.3-4ab.5-6.

Do Senhor é a terra e o que nela existe,
o mundo e quantos nele habitam.
Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre as águas.

Quem poderá subir à montanha do Senhor?
Quem habitará no seu santuário?
O que tem as mãos inocentes e o coração puro,
que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso.

Este será abençoado pelo Senhor
e recompensado por Deus, seu Salvador.
Esta é a geração dos que O procuram,
que procuram a face do Deus de Jacob.




1 João 3,1-3.

Caríssimos: Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamar filhos de Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele.
Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos como Ele é.
Todo aquele que tem n'Ele esta esperança purifica-se a si mesmo, para ser puro, como Ele é puro.


Mateus 5,1-12a.

Naquele tempo, ao ver as multidão, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n'O os discípulos
e Ele começou a ensiná-los, dizendo:
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa. Assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Sobre o bem da morte

«Apareceu na visão uma multidão enorme [...], de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé [...] diante do trono e diante do Cordeiro» (Ap 7,9)

Fortalecidos com os ensinamentos [da Escritura], caminhemos sem tremer para o nosso Redentor, Jesus, para a assembleia dos patriarcas, caminhemos para o nosso pai, Abraão, assim que o dia chegar. Caminhemos para a congregação dos santos, para a assembleia de justos. Iremos para junto dos nossos pais, daqueles que nos ensinaram a fé; mesmo que nos faltem as obras, que a fé nos ajude, defendamos a nossa herança! Iremos para o lugar onde Abraão abre o seu seio aos pobres como Lázaro (Lc 16,19s), onde repousam aqueles que suportaram o rude peso da vida deste mundo. Agora, Pai, estende mais e mais as tuas mãos para acolheres estes pobres, abre os teus braços, alarga o teu seio para os acolheres melhor, pois são muitos os que acreditaram em Deus.

Iremos para o paraíso de felicidade, onde Adão, outrora caído numa emboscada de salteadores, já não pensa em curar as suas feridas, onde o próprio malfeitor goza da sua parte do Reino celeste (cf Lc 10,30; 23,43). Para onde nenhuma nuvem, nenhuma trovoada, nenhum raio, nenhuma tempestade de vento, nem trevas, nem crespúsculo, nem verão, nem inverno, marcarão a instabilidade dos tempos; nem frio, nem granizo, nem chuva. O nosso pobre sol, a lua, as estrelas, já não servirão para nada; só a luz de Deus resplandecerá, porque Deus será a luz de todos, e essa luz verdadeira que ilumina todo o homem resplandecerá para todos (Ap 21,5; Jo 1,9). Iremos para onde o Senhor Jesus preparou moradas para todos os seus servos, para que, onde Ele está, nós estejamos também (Jo 14,2-3).

«Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste, para que contemplem a minha glória» (Jo 17,24). [...] Nós seguimos-Te, Senhor Jesus; mas, para isso, chama-nos, pois sem Ti ninguém ascende. Tu és o caminho, a verdade, a vida (Jo 14,6), a possibilidade, a fé, a recompensa. Recebe-nos, fortalece-nos, dá-nos a vida!







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