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sábado, 22 de maio de 2010

Profecia do Dia

Domingo, dia 23 de Maio de 2010
SOLENIDADE DE PENTECOSTES

Domingo de Pentecostes (ofício próprio)
São João Batista de Rossi, presbítero, +1764, S. Julião (Juliano), hospedeiro, mártir, +308



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo António de Lisboa : «Também vós dareis testemunho»

Leituras

Actos 2,1-11.
Quando chegou o dia do Pentecostes, encontravam-se todos reunidos no mesmo
lugar.
De repente, ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de
vento, que encheu toda a casa onde eles se encontravam.
Viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo,
e poisou uma sobre cada um deles.
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas,
conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem.
Ora, residiam em Jerusalém judeus piedosos provenientes de todas as nações
que há debaixo do céu.
Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou estupefacta, pois cada
um os ouvia falar na sua própria língua.
Atónitos e maravilhados, diziam: «Mas esses que estão a falar não são todos
galileus?
Que se passa, então, para que cada um de nós os oiça falar na nossa língua
materna?
Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da
Capadócia, do Ponto e da Ásia,
da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia cirenaica,
colonos de Roma,
judeus e prosélitos, cretenses e árabes ouvimo-los anunciar, nas nossas
línguas, as maravilhas de Deus!»


Salmos 104,1.24.29-30.31.34.
Bendiz, ó minha alma, o SENHOR! SENHOR, meu Deus, como Tu és grande! Estás
revestido de esplendor e majestade!
SENHOR, como são grandes as tuas obras! Todas elas são fruto da tua
sabedoria! A terra está cheia das tuas criaturas!
Se deles escondes o rosto, ficam perturbados; se lhes tiras o alento,
morrem e voltam ao pó donde saíram.
Se lhes envias o teu espírito, voltam à vida. E assim renovas a face da
terra.
Glória ao SENHOR por toda a eternidade! Que o SENHOR se alegre em suas
obras!
Que o meu cântico lhe seja agradável, pois no SENHOR encontro a minha
alegria.


1 Cor. 12,3-7.12-13.
Por isso, quero que saibais que ninguém, falando sob a acção do Espírito
Santo, pode dizer: «Jesus seja anátema», e ninguém pode dizer: «Jesus é
Senhor», senão pelo Espírito Santo.
Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo;
há diversidade de serviços, mas o Senhor é o mesmo;
há diversos modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.
A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum.
Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do
corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo.

De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo,
judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito.


João 20,19-23.
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas
do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades
judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja
convosco!»
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de
alegria por verem o Senhor.
E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me
enviou, também Eu vos envio a vós.»
Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo.
Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os
retiverdes, ficarão retidos.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja
Sermões para o domingo e as festas dos santos (a partir da trad. Bayart, eds. Franciscanas 1944, p. 170)

«Também vós dareis testemunho»

Pentecostes é a palavra grega que quer dizer «quinquagésimo». Este
quinquagésimo dia, que o povo judaico festejava, contava-se a partir do dia
em que tinham imolado o cordeiro pascal; e isto porque, cinquenta dias
depois da saída do Egipto, a Lei foi dada no cume incendiado do monte
Sinai. Assim também, no Novo Testamento, cinquenta dias depois da Páscoa de
Cristo, o Espírito Santo descia sobre os apóstolos e aparecia-lhes sob a
forma de fogo. A Lei foi dada sobre o monte Sinai, o Espírito sobre o monte
Sião; a Lei foi dada no cume da montanha, o Espírito no Cenáculo.

«Todos os discípulos estavam reunidos no mesmo lugar. Subitamente fez-se
ouvir um grande barulho». [...] Como diz o salmo, «o ímpeto do rio alegra a
cidade de Deus» (45, 5). Um grande barulho acompanha a chegada Daquele que
vem ensinar os fiéis. Notai como isso está de acordo com o que lemos no
Êxodo: «Era já chegado o terceiro dia, e já tinha amanhecido, eis senão
quando começaram a ouvir-se trovões, e o fuzilar de relâmpagos; e uma nuvem
muito espessa cobriu o monte e um som de buzina muito forte atroava e todo
o povo se atemorizou» (19, 16). O primeiro dia foi a Incarnação de Cristo;
o segundo dia foi a Sua Paixão; o terceiro dia é a missão do Espírito
Santo. Chegou este dia: ouve-se o trovão, faz-se um grande barulho; brilham
os relâmpagos, os milagres dos apóstolos; uma espessa nuvem – a compunção
do coração e a penitência – cobre a montanha, o povo de Jerusalém (Act 2,
37-38). [...]

«Apareceu-lhes então como línguas de fogo». As línguas, as da serpente, de
Eva e de Adão, tinham aberto à morte o acesso a este mundo. [...] É por
isso que o Espírito aparece sob a forma de línguas, opondo línguas às
línguas, curando pelo fogo o veneno mortal. [...] «Eles começaram a falar.»
Eis o sinal da plenitude; o vaso repleto transborda; o fogo não pode
conter-se. [...] Estas línguas diversas são as diferentes lições que Cristo
nos deixou, como a humildade, a pobreza, a paciência, a obediência. Falamos
essas línguas diversas quando damos ao próximo o exemplo dessas virtudes.
Viva está a palavra, quando falam as obras. Façamos falar as nossas obras!




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