segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Segunda-feira, dia 22 de Janeiro de 2018

Segunda-feira da 3ª semana do Tempo Comum

S. Vicente, diác., m., +304, S. Vicente Pallotti, presb., fundador, +1850, Beata Laura Vicunha, v., +1904

Comentário do dia
São Tomás de Aquino : O príncipe deste mundo vai ser lançado fora

2 Sam. 5,1-7.10.

Naqueles dias, todas as tribos de Israel foram ter com David a Hebron e disseram-lhe: «Nós somos dos teus ossos e da tua carne.
Já antes, quando Saul era o nosso rei, eras tu quem dirigia as entradas e saídas de Israel. E o Senhor disse-te: 'Tu apascentarás o meu povo de Israel, tu serás rei de Israel'».
Todos os anciãos de Israel foram à presença do rei, a Hebron. O rei David concluiu com eles uma aliança diante do Senhor, e eles ungiram David como rei de Israel.
David tinha trinta anos quando começou a reinar e reinou durante quarenta anos.
Em Hebron foi rei de Judá sete anos e seis meses e em Jerusalém foi rei de Israel e de Judá trinta e três anos.
David marchou com os seus homens sobre Jerusalém, contra os jebuseus, que habitavam na região, e estes disseram-lhe: «Não entrarás aqui! Os coxos e os cegos te hão-de repelir». Queriam dizer: «David não entrará aqui».
Mas ele apoderou-se da fortaleza de Sião, que é a «Cidade de David».
David tornava-se cada vez mais poderoso e o Senhor, Deus do Universo, estava com ele.


Salmos 89(88),20.21-22.25-26.

Falastes outrora aos vossos fiéis
e numa visão lhes dissestes:
«Impus uma coroa a um herói,
exaltei um eleito de entre o meu povo.

Encontrei a David, meu servo,
ungi-o com óleo santo.
Estarei sempre a seu lado
e com a minha força o sustentarei.

A minha fidelidade e minha bondade estarão com ele,
pelo meu nome será firmado o seu poder.
Estenderei a sua mão sobre o mar
e a sua direita sobre os rios».




Marcos 3,22-30.

Naquele tempo, os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: «Está possesso de Belzebu», e ainda: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios».
Mas Jesus chamou-os e começou a falar-lhes em parábolas: «Como pode Satanás expulsar Satanás?
Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode aguentar-se.
E se uma casa estiver dividida contra si mesma, essa casa não pode durar.
Portanto, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não pode subsistir: está perdido.
Ninguém pode entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens, sem primeiro o amarrar: só então poderá saquear a casa.
Em verdade vos digo: Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e blasfémias que tiverem proferido;
mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: será réu de pecado para sempre».
Referia-Se aos que diziam: «Está possesso dum espírito impuro».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, doutor da Igreja
Suma Teológica

O príncipe deste mundo vai ser lançado fora

Os milagres de Cristo visavam manifestar a sua divindade; ora, esta devia ficar oculta aos demónios, senão o mistério da Paixão seria impedido: «Se eles tivessem conhecido o Senhor de glória, não O teriam crucificado» (1Cor 2,8). Parece portanto que Cristo não devia fazer milagres sobre os demónios. […] No entanto, o profeta Zacarias predissera esses prodígios, ao dizer: «Expulsarei do país o espírito de impureza» (Zac 13,2). De facto, os milagres de Cristo eram provas em favor da fé que Ele ensinava; desse modo, era natural que, pela força da sua divindade, Ele abolisse o poder dos demónios nos homens que iam crer em Si, segundo as palavras de S. João : «Agora, o príncipe deste mundo vai ser lançado fora» (Jo 12,31).

Convinha portanto que, entre outros milagres, Cristo libertasse dos demónios os homens que estavam por eles possuídos. […] Por outro lado, escreve S.to Agostinho, «Cristo deu-Se a conhecer aos demónios tanto quanto quis, e qui-lo quanto Lhe foi preciso, […] através de certos efeitos materiais do seu poder». Ao ver os seus milagres, o demónio acreditou por conjetura que Cristo era Filho de Deus: «Os demónios sabiam que Ele era Cristo», diz S. Lucas; se reconheciam que Ele era o Filho de Deus, «era mais por via da conjetura do que pela via da certeza», faz notar S. Beda. Quanto aos milagres que Cristo realizou ao expulsar os demónios, não os fez para utilidade destes, mas para a dos homens, para que estes dessem glória a Deus. Era por isso que Ele impedia os demónios de dizerem fosse o que fosse em seu louvor. S. João Crisóstomo observa : «Não convinha que os demónios se arrogassem a glória do papel desempenhado pelos apóstolos, nem que línguas de mentira pregassem o mistério de Cristo».







domingo, 21 de janeiro de 2018

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Domingo, dia 21 de Janeiro de 2018

3º Domingo do Tempo Comum

Santa Inês, v. m., +304

Comentário do dia
São Jerónimo : «Eles [...] seguiram Jesus»

Jonas 3,1-5.10.

A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas nos seguintes termos:
«Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e apregoa nela a mensagem que Eu te direi».
Jonas levantou-se e foi a Nínive, conforme a palavra do Senhor. Nínive era uma grande cidade aos olhos de Deus; levava três dias a atravessar.
Jonas entrou na cidade e caminhou durante um dia, apregoando: «Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída».
Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, proclamaram um jejum e revestiram-se de saco, desde o maior ao mais pequeno.
Quando Deus viu as suas obras e como se convertiam do seu mau caminho, desistiu do castigo com que os ameaçara e não o executou.


Salmos 25(24),4bc-5ab.6-7bc.8-9.

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador.

Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
e das vossas graças, que são eternas.
Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,
por causa da vossa bondade, Senhor.

O Senhor é bom e reto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.




1 Cor. 7,29-31.

O que tenho a dizer-vos, irmãos, é que o tempo é breve. Doravante, os que têm esposas procedam como se as não tivessem;
os que choram, como se não chorassem; os que andam alegres, como se não andassem; os que compram, como se não possuíssem;
os que utilizam este mundo, como se realmente não o utilizassem. De facto, o cenário deste mundo é passageiro.


Marcos 1,14-20.

Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo:
«Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.
Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens».
Eles deixaram logo as redes e seguiram Jesus.
Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes;
e chamou-os. Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, doutor da Igreja
Homílias sobre o Evangelho de S. Marcos

«Eles [...] seguiram Jesus»

«Disse-lhes Jesus: "Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens"». Feliz mutação da pesca: Simão e André são a pesca de Jesus. [...] Estes homens são comparados a peixes, pescados por Cristo, antes de irem eles próprios pescar outros homens. «Eles deixaram logo as redes e seguiram Jesus.» Uma fé verdadeira não conhece demora; quando O ouviram, acreditaram, seguiram-no e tornaram-se pescadores: «deixaram logo as redes». E, com estas redes, foram todos os vícios da vida deste mundo que eles deixaram. [...]

«Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; e chamou-os. Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus.» Dir-me-eis: a fé é audaciosa; que indício tinham eles, que sinaal sublime tinham observado, para O seguirem, assim que Ele os chamou? É evidente que alguma coisa de divino emanava do olhar de Jesus, da expressão do seu rosto, que incitava os que O olhavam a aderirem a Ele. [...] Porque digo eu tudo isto? Para vos mostrar que a palavra do Senhor agia, e que, através da menor das suas palavras, Ele realizva a sua obra: «ordenou e logo foram criados» (Sl 148,5). Com a mesma simplicidade, chamou, e eles seguiram- no. «Ouve, filha, vê e presta atenção; esquece o teu povo e a casa do teu pai; porque o rei se deixou prender da tua beleza» (Sl 44,11-12).

Presta atenção, irmão, e segue as pegadas dos apóstolos; escuta a voz do Salvador, ignora o teu pai pela carne, e vê o verdadeiro Pai da tua alma e do teu espírito. [...] Os apóstolos deixam o pai, deixam o barco, deixam todas as suas riquezas; abandonam o mundo e as suas inumeráveis riquezas; renunciam a tudo o que possuem. Mas não é a quantidade das riquezas que Deus considera, é a alma daquele que a elas renuncia. Também os que deixaram poucas coisas renunciaram verdadeiramente a uma grande fortuna.







sábado, 20 de janeiro de 2018

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sabado, dia 20 de Janeiro de 2018

Sábado da 2ª semana do Tempo Comum

S. Fabião (ou Fabiano), p., m., +250, S. Sebastião, m., +288

Comentário do dia
Imitação de Cristo: Entregue aos homens e a seu Pai, Cristo alimenta-nos com a Palavra e o Pão da Vida

2 Sam. 1,1-4.11-12.19.23-27.

Naqueles dias, David, ao voltar da vitória sobre os amalecitas, ficou dois dias em Siclag.
Ao terceiro dia, chegou um homem que vinha do acampamento de Saul: trazia as vestes rasgadas e a cabeça coberta de poeira. Ao chegar à presença de David, prostrou-se por terra em profunda reverência.
David perguntou-lhe: «De onde vens?». Ele respondeu: «Escapei-me do acampamento de Israel».
Disse David: «Que aconteceu? Conta-me tudo». O homem respondeu: «O exército fugiu do campo de batalha, muitos homens tombaram e o próprio Saul e seu filho Jónatas também pereceram».
Então David agarrou as suas vestes e rasgou-as e o mesmo fizeram todos os que estavam com ele.
Depois lamentaram-se, choraram e jejuaram até à tarde por Saul e seu filho Jónatas, pelo povo do Senhor e pela casa de Israel, porque tinham sucumbido ao fio da espada.
E David exclamou: «Como pereceram nos altos montes os que eram o teu esplendor, Israel! Como sucumbiram os heróis!
Saul e Jónatas, tão amados e queridos, nem na vida nem na morte foram separados. Eram mais velozes do que as águias, mais valentes do que os leões.
Filhas de Israel, chorai por Saul, que vos vestiu de púrpura e linho e enfeitava de ouro os vossos vestidos.
Como sucumbiram os heróis no combate! Como pereceu Jónatas nos altos montes!
Choro por ti, Jónatas, meu irmão. Eras o meu melhor amigo e para mim a tua amizade era mais maravilhosa que o amor de uma mulher.
Como sucumbiram os heróis, como pereceram estes valentes guerreiros!».


Salmos 80(79),2-3.5-7.

Pastor de Israel, escutai,
Vós que conduzis José como um rebanho.
Vós que estais sobre os Querubins, aparecei
à frente de Efraim, Benjamim e Manassés.

Despertai o vosso poder
e vinde em nosso auxílio.
Senhor, Deus do universo, até quando ardereis em cólera,
apesar da oração do vosso povo?

Destes-nos a comer o pão das lágrimas
e a beber copioso pranto.
Fizestes de nós objeto de contenda entre vizinhos
e os inimigos zombam de nós.




Marcos 3,20-21.

Naquele tempo, Jesus chegou a casa com os seus discípulos. E de novo acorreu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer.
Ao saberem disto, os parentes de Jesus puseram-se a caminho para O deter, pois diziam: «Está fora de Si».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Imitação de Cristo, tratado espiritual do século XV, Livraria Moraes, 1959
Livro IV, capítulo 11, 3-5

Entregue aos homens e a seu Pai, Cristo alimenta-nos com a Palavra e o Pão da Vida

Tu me és testemunha, ó Deus, de que nenhuma coisa me pode consolar, nenhuma criatura dar repouso, senão Tu, meu Deus, a quem desejo contemplar eternamente. Mas tal não é possível enquanto eu viver neste estado mortal. [...] Até lá, terei os livros sagrados por consolação e espelho de vida e, sobre tudo isto, o teu santíssimo Corpo por único remédio e refúgio.

Na verdade, sinto que duas coisas me são sobretudo necessárias neste mundo, sem as quais esta vida miserável se me tornaria impossível. Prisioneiro no cárcere deste corpo, confesso faltarem-me duas coisas: alimento e luz. E assim me deste, a mim, fraco, o teu sagrado Corpo, para refeição do espírito e do corpo, e «a tua palavra é qual farol para os meus passos e uma luz para meus caminhos» (Sl 118,105). Sem estas duas coisas, não poderia viver bem: a Palavra de Deus, luz da minha alma, e o teu sacramento, Pão da Vida.

Ambos se podem comparar também a duas mesas, postas dum e doutro lado do tesouro da Santa Igreja. Uma das mesas é a do altar sagrado, que tem o Pão santo, ou seja, o precioso Corpo de Cristo; a outra é a da Lei divina, que contém a doutrina santa, instruindo na verdadeira fé e conduzindo com firmeza para além do último véu, onde está o Santo dos Santos. [...]

Graças a Ti, Criador e Redentor dos homens, que, para mostrares a todo o mundo a tua caridade, preparaste a grande ceia, na qual deste a comer, não o cordeiro simbólico, mas o teu santíssimo Corpo e Sangue, e que alegras todos os fiéis com o sagrado banquete, inebriando-os com o cálice da salvação, onde se encontram todas as delícias do paraíso.







Textos Retirados de: Evangelho Quotidiano. org