sábado, 21 de novembro de 2009

Profecia do Dia

Sabado, dia 21 de Novembro de 2009
Sábado da 33a semana do Tempo Comum

Apresentação de Nossa Senhora no Templo



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Paciano de Barcelona : «Deus não é Deus de mortos, mas de vivos»

Leituras

1 Mac. 6,1-13.
O rei Antíoco atravessava as províncias superiores, quando soube que, na
Pérsia, em Elimaida, havia uma cidade famosa pelas suas riquezas em prata e
ouro.
O seu templo, extraordinariamente rico, possuía armaduras de ouro, couraças
e armas, deixadas ali por Alexandre, filho de Filipe, rei da Macedónia, o
primeiro que reinou sobre a Grécia.
Dirigiu-se para esta cidade com o propósito de a tomar e saquear, mas não
pôde, porque os habitantes estavam prevenidos.
Resistiram-lhe com as armas, e viu-se obrigado a fugir e a regressar à
Babilónia com grande humilhação.
Na Pérsia, um mensageiro foi dizer-lhe que as tropas enviadas à Judeia
tinham sido derrotadas,
e que Lísias, partindo com um poderoso exército, fora vencido pelos judeus,
que aumentaram o seu poderio com as armas, as munições e os despojos,
tomados ao exército desbaratado.
E que tinham destruído também a abominação edificada por ele sobre o altar,
em Jerusalém, e tinham cercado o templo com altas muralhas como outrora,
assim como a cidade de Bet-Sur.
Ouvindo estas notícias, o rei ficou irado e profundamente perturbado. Caiu
de cama, doente de tristeza, ao ver que os acontecimentos não tinham
correspondido aos seus desejos.
Passou assim muitos dias, porque a sua mágoa se renovava sem cessar, e
julgou morrer.
Mandou, então, chamar todos os seus amigos e disse-lhes: «O sono fugiu dos
meus olhos e o meu coração desfalece de preocupação.
E digo a mim mesmo: A que grande aflição fui reduzido e em que abismo de
tristeza me encontro, eu, que antes vivia alegre e era amado quando era
poderoso!
Mas agora lembro-me dos males que causei a Jerusalém, de todos os objectos
de ouro e prata que roubei, e de todos os habitantes da Judeia que
exterminei sem motivo.
Reconheço que foi por causa disto que me sobrevieram todos estes males, e,
agora, morro de tristeza numa terra estrangeira.»


Salmos 9(9A),2-3.4.6.16.19.
Quero louvar te, SENHOR, com todo o coração, e narrar todas as tuas
maravilhas.
Em ti exultarei de alegria e cantarei salmos ao teu nome, ó Altíssimo.
Os meus inimigos batem em retirada, tropeçam e caem mortos diante de ti.
Ameaçaste os pagãos, exterminaste os ímpios, apagaste o seu nome para
sempre.
Os pagãos caíram no fosso que fizeram; os seus pés ficaram presos na rede
que esconderam.
Mas o pobre não será esquecido eternamente, nem para sempre se há-de perder
a esperança dos infelizes.


Lucas 20,27-40.
Aproximaram-se alguns saduceus, que negam a ressurreição, e
interrogaram-no:
«Mestre, Moisés prescreveu nos que, se morrer um homem deixando a mulher,
mas não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva, para dar descendência
ao irmão.
Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou-se e morreu sem filhos;
o segundo,
depois o terceiro, casaram com a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que
morreram sem deixar filhos.
Finalmente, morreu também a mulher.
Ora bem, na ressurreição, a qual deles pertencerá a mulher, uma vez que os
sete a tiveram por esposa?»
Jesus respondeu-lhes: «Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se;
mas aqueles que forem julgados dignos da vida futura e da ressurreição dos
mortos não se casam, sejam homens ou mulheres,
porque já não podem morrer: são semelhantes aos anjos e, sendo filhos da
ressurreição, são filhos de Deus.
E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da
sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de
Jacob.
Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão
vivos.»
Tomando, então, a palavra, alguns doutores da Lei disseram: «Mestre,
falaste bem.»
E já não se atreviam a interrogá lo sobre mais nada.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Paciano de Barcelona (? – c. 390), bispo
Homilia sobre o baptismo, 6-7; PL 13, 1093 (a partir da trad. do breviário)

«Deus não é Deus de mortos, mas de vivos»

«Assim como trouxemos a imagem do homem da terra, assim também levaremos a
imagem do homem celeste; [porque] o primeiro homem, tirado da terra, é
terrestre; o segundo vem do céu» (1Cor 15,49.47). Se assim agirmos, meus
bem-amados, não morreremos no futuro. Mesmo que o nosso corpo se dissolva,
viveremos em Cristo, conforme Ele afirma: «Eu sou a Ressurreição e a Vida.
Quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá» (Jo 11, 25). Estamos
certos, segundo o testemunho do próprio Senhor, de que Abraão, Isaac, Jacob
e todos os santos estão vivos. Porque é acerca deles que o Senhor diz:
«Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão
vivos» (Lc 20,38). E o apóstolo Paulo diz, falando de si próprio: «É que,
para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro. [...] Tenho o desejo de partir
e de estar com Cristo» (Fil 1, 21.23). Diz ainda: «Estamos sempre
confiantes e conscientes de que, permanecendo neste corpo, vivemos
exilados, longe do Senhor, pois caminhamos pela fé e não pela visão» (2Cor
5, 6-7). Eis aquilo em que acreditamos, irmãos bem-amados. Aliás, o
apóstolo diz também: «E se nós temos esperança em Cristo apenas para esta
vida, somos os mais miseráveis de todos os homens» (1Cor 15,19).

A vida neste mundo, como vedes, é igual para os animais, as feras, os
pássaros, e para nós próprios, e pode até ser mais longa para eles. Mas o
que é próprio do homem, é o que Cristo nos deu pelo Seu Espírito, e que é a
vida sem fim, sob condição de não voltarmos a pecar: «É que o salário do
pecado é a morte; ao passo que o dom gratuito que vem de Deus é a vida
eterna, em Cristo Jesus, Senhor nosso» (Rom 6, 23).




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 20 de Novembro de 2009
Sexta-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Santo Edmundo, rei, mártir, +870



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Todo o povo ficava suspenso dos Seus lábios»

Leituras

1 Mac. 4,36-37.52-59.
Judas e os seus irmãos disseram então: «Os nossos inimigos estão
aniquilados; subamos, pois, purifiquemos e restauremos o santuário.»
Reunido todo o exército, subiram ao monte de Sião.
No dia vinte e cinco do nono mês, que é o mês de Quisleu, do ano cento e
quarenta e oito, levantaram-se muito cedo
e ofereceram um sacrifício, segundo a lei, sobre o novo altar dos
holocaustos, que tinham levantado.
Precisamente no mesmo dia e na mesma hora em que os gentios o haviam
profanado, o altar foi de novo consagrado ao som de cânticos, harpas, liras
e címbalos.
Todo o povo se prostrou com o rosto por terra, para adorar e bendizer
aquele que lhes deu tão feliz triunfo.
Durante oito dias celebraram a dedicação do altar e, com alegria,
ofereceram holocaustos e sacrifícios de comunhão e de acção de graças.
Adornaram a fachada do templo com coroas de ouro e com pequenos escudos,
consagraram as entradas do templo e as salas, nas quais colocaram portas.
Foi grande a alegria do povo, e foi afastado o opróbrio infligido pelas
nações.
Judas e seus irmãos, assim como toda a assembleia de Israel, estabeleceram
que os dias da dedicação do altar fossem celebrados, cada ano, na sua data
própria, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de
Quisleu, com alegria e regozijo.


1 Crónicas 29,10.11-12.
Sê bendito para todo o sempre, SENHOR, Deus do nosso pai Israel!
A ti, SENHOR, a grandeza, o poder, a honra, a majestade e a glória, porque
tudo te pertence no céu e na terra. A ti, SENHOR, a realeza, pois estás
soberanamente elevado acima de todos os seres.
É de ti que vêm a riqueza e a glória, és Tu o SENHOR de todas as coisas, na
tua mão residem a força e o poder. Ela tem o poder de dar grandeza e
solidez a todas as coisas.


Lucas 19,45-48.
Depois, entrando no templo, começou a expulsar os vendedores.
E dizia-lhes: «Está escrito: A minha casa será casa de oração; mas vós
fizestes dela um covil de ladrões.»
Ensinava todos os dias no templo, e os sumos sacerdotes e os doutores da
Lei, assim como os chefes do povo, procuravam matá-lo.
Não sabiam, porém, como proceder, pois todo o povo, ao ouvi-lo, ficava
suspenso dos seus lábios.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão sobre o Salmo 130, § 3

«Todo o povo ficava suspenso dos Seus lábios»

Reza-se no templo de Deus quando se reza na paz da Igreja, na unidade do
Corpo de Cristo, porque o Corpo de Cristo é constituído pela multidão dos
crentes espalhados por toda a terra. [...] Para sermos atendidos, é neste
templo que temos de rezar, «em espírito e verdade» (Jo 4, 23), e não no
Templo material de Jerusalém. Este era «uma sombra das coisas que hão-de
vir» (Col 2,17), e por isso caiu em ruínas. [...] Este templo que caiu não
podia ser a casa de oração da qual foi dito: «A Minha casa será chamada
casa de oração para todas as nações» (Mc 11, 17; Is 56, 7).

Será que os que a transformaram num «covil de ladrões» foram realmente os
causadores da sua queda? Pois também os que levam na Igreja uma vida de
desordem, os que procuram fazer da casa de Deus um covil de ladrões,
estando ela em seu poder, também esses não poderão destruir este templo.
Virá o tempo em que serão expulsos sob o chicote dos seus pecados. Esta
assembleia de fiéis, templo de Deus e Corpo de Cristo, tem apenas uma voz e
canta como um só homem. [...] Se quisermos, essa voz será a nossa; se
quisermos escutar o cântico, cantá-lo-emos também no nosso coração.




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 19 de Novembro de 2009
Quinta-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Santa Matilde de Hackeborn, monja, +1298, S. Roque Gonzales e comp., mártires



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Paulo VI : «Mas agora isto está oculto aos teus olhos»

Leituras

1 Mac. 2,15-29.
Entretanto, os delegados do rei chegaram à cidade de Modin, para obrigar à
apostasia e exigir que oferecessem sacrifícios.
Muitos israelitas obedeceram-lhes, mas Matatias e os filhos permaneceram
firmes.
Os enviados do rei, dirigindo-se a Matatias, disseram-lhe: «Possuis nesta
cidade notável poder, influência e consideração, os teus irmãos e os teus
filhos reconhecem-te autoridade.
Vem, pois, e sê o primeiro a executar a ordem do rei como o fizeram todas
as nações, os habitantes de Judá e os que ficaram em Jerusalém. Serás
contado, tu e os teus filhos, entre os amigos do rei; tu e os teus filhos
sereis honrados pelo rei, o qual vos enriquecerá de prata, ouro e numerosos
presentes.»
Matatias respondeu-lhes com voz forte: «Ainda que todas as nações que
formam o império do rei renegassem a fé dos seus pais e obedecessem às suas
ordens,
eu, os meus filhos e os meus irmãos, obedeceremos à aliança dos nossos
antepassados.
Que Deus nos preserve de abandonar a lei e os seus preceitos!
Não escutaremos as ordens do rei e não nos desviaremos da nossa religião,
nem para a direita, nem para a esquerda.»
Mal acabara de falar, eis que um judeu, à vista de todos, se aproximou para
imolar no altar de Modin, conforme as ordens do rei.
Matatias, ao vê-lo, e no ardor do seu zelo, sentiu estremecer as suas
entranhas. Num ímpeto de indignação pela lei, atirou-se sobre ele e matou-o
mesmo no altar.
Ao mesmo tempo, matou o delegado do rei, que obrigava a sacrificar, e
destruiu o altar.
Com semelhante gesto mostrou o seu amor pela lei, como fizera Fineias, a
respeito de Zimeri, filho de Salú.
Então, em altos brados, Matatias levantou a voz através da cidade e disse:
«Aquele que sentir zelo pela lei e permanecer fiel à aliança, venha e
siga-me.»
E fugiu com os filhos, em direcção às montanhas, abandonando todos os seus
bens na cidade.
Então, muitos dos que procuravam a rectidão e a justiça, encaminharam-se
para o deserto, para ali se refugiarem,


Salmos 50(49),1-2.5-6.14-15.
O SENHOR, Deus dos deuses, falou e convocou os habitantes da terra, desde o
nascente até ao poente.
De Sião, cheia de beleza, Deus mostra o seu esplendor.
"Reuni junto a mim os que me são fiéis, os que selaram a minha aliança com
um sacrifício."
Até os céus proclamarão a sua justiça, porque Deus é quem julga.
Oferece a Deus um sacrifício de louvor e cumpre as promessas feitas ao
Altíssimo.
Invoca me no dia da tribulação; Eu te livrarei e tu me glorificarás."


Lucas 19,41-44.
Quando se aproximou, ao ver a cidade, Jesus chorou sobre ela e disse:
«Se neste dia também tu tivesses conhecido o que te pode trazer a paz! Mas
agora isto está oculto aos teus olhos.
Virão dias para ti, em que os teus inimigos te hão-de cercar de
trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados;
hão-de esmagar-te contra o solo, assim como aos teus filhos que estiverem
dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, por não teres
reconhecido o tempo em que foste visitada.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Paulo VI, Papa de 1963 a 1978
Exortacão apostólica sobre a alegria cristã «Gaudete in Domino» (a partir da trad. DC n° 1677, 1/6/1975 © copyright Libreria Editrice Vaticana)

«Mas agora isto está oculto aos teus olhos»

É evidente que nenhuma cidade santa deste mundo constitui a meta da nossa
peregrinação no tempo. Esta meta está escondida para além deste mundo, no
coração do mistério de Deus ainda invisível para nós; porque é na fé que
caminhamos, não na clara visão, e o que seremos não nos foi ainda revelado.
A nova Jerusalém, da qual somos já cidadãos e filhos, desce do alto, de
junto de Deus. Dessa cidade, a única definitiva, ainda não contemplámos o
esplendor a não ser como num espelho, de maneira confusa, sustentando com
firmeza a palavra profética. Mas a partir de agora somos seus cidadãos, ou
somos convidados a sê-lo; toda a peregrinação espiritual recebe o seu
sentido interior deste destino último.

Assim sucedeu com a Jerusalém celebrada pelos salmistas. O próprio Jesus e
Sua mãe cantaram na terra, subindo a Jerusalém, os cânticos de Sião:
«Beleza perfeita, alegria de toda a terra». No entanto, é Cristo que
doravante torna atractiva a Jerusalém do alto, é para Ele que caminhamos em
marcha interior.

(Referências bíblicas: 1Jo 3, 2; Gal 4, 26; Ap 21, 2; 1Cor 13, 12; Sl 49,
2; Sl 47, 3)




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org