sexta-feira, 16 de abril de 2010

Profecia do Dia

Sabado, dia 17 de Abril de 2010
Sábado da 2ª semana da Páscoa

Beata Maria Ana de Jesus, virgem, +1624, Beata Catarina Tekakwitha, índia, mártir, +1680



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo : «E o barco chegou imediatamente à terra para onde iam»

Leituras

Actos 6,1-7.
Por esses dias, como o número de discípulos ia aumentando, houve queixas
dos helenistas contra os hebreus, porque as suas viúvas eram esquecidas no
serviço diário.
Os Doze convocaram, então, a assembleia dos discípulos e disseram: «Não
convém deixarmos a palavra de Deus, para servirmos às mesas.
Irmãos, é melhor procurardes entre vós sete homens de boa reputação, cheios
do Espírito e de sabedoria; confiar-lhes-emos essa tarefa.
Quanto a nós, entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da
Palavra.»
A proposta agradou a toda a assembleia e escolheram Estêvão, homem cheio de
fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócuro, Nicanor, Timão, Parmenas e
Nicolau, prosélito de Antioquia.
Foram apresentados aos Apóstolos que, depois de orarem, lhes impuseram as
mãos.
A palavra de Deus ia-se espalhando cada vez mais; o número dos discípulos
aumentava consideravelmente em Jerusalém, e grande número de sacerdotes
obedeciam à Fé.


Salmos 33(32),1-2.4-5.18-19.
Exultai, ó justos, no SENHOR; louvai o, rectos de coração.
Louvai o SENHOR com a cítara; cantai lhe salmos com a harpa de dez cordas.
As palavras do SENHOR são verdadeiras, as suas obras nascem da fidelidade.
Ele ama a rectidão e a justiça; a terra está cheia da sua bondade.
Os olhos do SENHOR velam pelos seus fiéis, por aqueles que esperam na sua
bondade,
para os libertar da morte e os manter vivos no tempo da fome.


João 6,16-21.
Ao cair da tarde, os seus discípulos desceram até ao lago
e, subindo para um barco, foram atravessando o lago em direcção a
Cafarnaúm.
Já tinha escurecido e Jesus ainda não fora ter com eles. Soprando uma forte
ventania, o lago começou a agitar-se.
Depois de terem remado mais ou menos uma légua, avistaram Jesus que se
aproximava do barco, caminhando sobre o lago, e tiveram medo.
Mas Ele disse-lhes: «Sou Eu, não tenhais medo!»
Quiseram recebê-lo logo no barco, e o barco chegou imediatamente à terra
para onde iam.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), Bispo de Ravena, Doutor da Igreja
Sermão 50, 1.2.3; PL 52, 339-340 (a partir da trad. De Bouchet, Lectionnaire, p. 324 rev.)

«E o barco chegou imediatamente à terra para onde iam»

Cristo sobe a um barco: não foi Ele quem descobriu o leito do mar depois de
ter afastado as águas, para que o povo de Israel passasse a pé enxuto como
num vale? (Ex 14, 29) Não foi Ele quem acalmou as ondas do mar sob os pés
de Pedro, de forma a que a água fosse para os seus passos um caminho sólido
e seguro? (Mt 14, 29).

Ele sobe para o barco. Para atravessar o mar deste mundo até ao fim dos
tempos, Cristo sobe para o barco da Sua Igreja para conduzir numa travessia
pacífica, até à pátria do céu, aqueles que crêem n'Ele, e fazer cidadãos do
Reino aqueles com quem comunga na Sua humanidade. Cristo não precisa
certamente do barco, mas o barco precisa de Cristo. De facto, sem este
piloto vindo do céu, o barco da Igreja, agitado pelas ondas, nunca chegaria
ao porto.




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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 16 de Abril de 2010
Sexta-feira da 2ª semana da Páscoa

S. Bento José Labre, peregrino, +1783, Santa Engrácia de Saragoça, virgem, mártir, +305, Santa Bernadette, vidente de Lourdes



Comentário ao Evangelho do dia feito por
João Paulo II : «Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os»

Leituras

Actos 5,34-42.
Ergueu-se, então, um homem no Sinédrio, um fariseu chamado Gamaliel, doutor
da Lei, respeitado por todo o povo. Mandou sair os acusados por alguns
momentos
e, tomando a palavra, disse: «Homens de Israel, tende cuidado com o que
ides fazer a esses homens!
Nos últimos tempos, apareceu Teudas, que se dizia alguém e ao qual seguiram
cerca de quatrocentos homens. Ele foi liquidado e todos os seus partidários
foram destroçados e reduzidos a nada.
Depois dele, apareceu também Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e
arrastou o povo atrás dele. Morreu, igualmente, e todos os seus adeptos
foram dispersos.
E, agora, digo-vos: não vos metais com esses homens, deixai-os. Se o seu
empreendimento é dos homens, esta obra acabará por si própria;
mas, se vem de Deus, não conseguireis destruí-los, sem correrdes o risco de
entrardes em guerra contra Deus.» Concordaram, então, com as suas palavras.

Trouxeram novamente os Apóstolos e, depois de os mandarem açoitar,
proibiram-lhes de falar no nome de Jesus e libertaram-nos.
Quanto a eles, saíram da sala do Sinédrio cheios de alegria, por terem sido
considerados dignos de sofrer vexames por causa do Nome de Jesus.
E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de
anunciar a Boa-Nova de Jesus, o Messias.


Salmos 27,1.4.13-14.
O SENHOR é minha luz e salvação: de quem terei medo? O SENHOR é o baluarte
da minha vida: quem me assustará?
Uma só coisa peço ao SENHOR e ardentemente a desejo: é habitar na casa do
SENHOR todos os dias da minha vida, para saborear o seu encanto e ficar em
vigília no seu templo.
Creio, firmemente, vir a contemplar a bondade do SENHOR, na terra dos
vivos.
Confia no SENHOR! Sê forte e corajoso, e confia no SENHOR!


João 6,1-15.
Depois disto, Jesus foi para a outra margem do lago da Galileia, ou de
Tiberíades.
Seguia-o uma grande multidão, porque presenciavam os sinais miraculosos que
realizava em favor dos doentes.
Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos.
Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus.
Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele,
Jesus disse então a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para esta gente
comer?»
Dizia isto para o pôr à prova, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe
respondeu-lhe:
«Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho.»
Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro:
«Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é
isso para tanta gente?»
Jesus disse: «Fazei sentar as pessoas.» Ora, havia muita erva no local. Os
homens sentaram-se, pois, em número de uns cinco mil.
Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que
estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram.
Quando se saciaram, disse aos seus discípulos: «Recolhei os pedaços que
sobraram, para que nada se perca».
Recolheram-nos, então, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de
cevada que sobejaram aos que tinham estado a comer.
Aquela gente, ao ver o sinal milagroso que Jesus tinha feito, dizia: «Este
é realmente o Profeta que devia vir ao mundo!»
Por isso, Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei,
retirou-se de novo, sozinho, para o monte.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

João Paulo II, Papa entre 1978 e 2005
Carta apostólica  «Mane nobiscum domine», §§ 15-16 (© copyright Libreria Editrice Vaticana)

«Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os»

Não há dúvida de que a dimensão mais saliente da Eucaristia é a de
banquete. A Eucaristia nasceu, na noite de Quinta-feira Santa, no contexto
da ceia pascal. Traz, por conseguinte, inscrito na sua estrutura, o sentido
da comensalidade: «Tomai, comei [...]. Tomou, em seguida, um cálice e [...]
entregou-lho dizendo: Bebei dele todos» (Mt 26, 26.27). Este aspecto
exprime bem a relação de comunhão que Deus quer estabelecer connosco e que
nós mesmos devemos fazer crescer uns com os outros.

Todavia, não se pode esquecer que o banquete eucarístico tem também um
sentido primária e profundamente sacrificial. Nele, Cristo torna presente
para nós o sacrifício realizado de uma vez por todas no Gólgota. Embora aí
presente como ressuscitado, Ele traz os sinais da Sua paixão, da qual cada
Santa Missa é «memorial», como a liturgia nos recorda com a aclamação
depois da consagração: «Anunciamos, Senhor, a Vossa morte, proclamamos a
Vossa ressurreição». Ao mesmo tempo que actualiza o passado, a Eucaristia
projecta-nos para o futuro da última vinda de Cristo, no final da história.
Este aspecto escatológico dá ao sacramento eucarístico um dinamismo
cativante, que imprime ao caminho cristão o passo da esperança.

Todas estas dimensões da Eucaristia se encontram num aspecto que, mais do
que qualquer outro, põe à prova a nossa fé: é o mistério da presença
«real». Com toda a tradição da Igreja, acreditamos que, sob as espécies
eucarísticas, está realmente presente Jesus. Uma presença — como
eficazmente explicou o Papa Paulo VI — que se diz «real», não por exclusão,
como se as outras formas de presença não fossem reais, mas por antonomásia,
enquanto por ela Se torna substancialmente presente Cristo completo, na
realidade do Seu corpo e do Seu sangue. Por isso, a fé pede-nos para
estarmos diante da Eucaristia com a consciência de que estamos na presença
do próprio Cristo. É precisamente a Sua presença que dá às outras dimensões
— de banquete, memorial da Páscoa, antecipação escatológica — um
significado que ultrapassa, e muito, o de puro simbolismo. A Eucaristia é
mistério de presença, mediante o qual se realiza, de modo excelso, a
promessa que Jesus fez de ficar connosco até ao fim do mundo (Mt 28, 20).




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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 15 de Abril de 2010
Quinta-feira da 2ª semana da Páscoa

S. Damião de Veuster, presbítero, +1889



Leituras

Actos 5,27-33.
Trouxeram-nos, pois, e levaram-nos à presença do Sinédrio. O Sumo
Sacerdote, interrogando-os,
disse: «Proibimo-vos formalmente de ensinardes nesse nome, mas vós
enchestes Jerusalém com a vossa doutrina e quereis fazer recair sobre nós o
sangue desse homem.»
Mas Pedro e os Apóstolos responderam: «Importa mais obedecer a Deus do que
aos homens.
O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem matastes, suspendendo-o
num madeiro.
Foi a Ele que Deus elevou, com a sua direita, como Príncipe e Salvador, a
fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.
E nós somos testemunhas destas coisas, juntamente com o Espírito Santo, que
Deus tem concedido àqueles que lhe obedecem.»
Enraivecidos com tal linguagem, pensaram a sério em matá-los.


Salmos 34,2.9.17-18.19-20.
Em todo o tempo, bendirei o SENHOR; o seu louvor estará sempre nos meus
lábios.
Saboreai e vede como o SENHOR é bom; feliz o homem que nele confia!
A ira do SENHOR volta se contra os malfeitores, para apagar da terra a sua
memória.
Os justos clamaram e o SENHOR atendeu os e livrou os das suas angústias.
O SENHOR está perto dos corações contritos e salva os espíritos abatidos.
Muitas são as tribulações do justo, mas o SENHOR o livra de todas elas.


João 3,31-36.
Aquele que vem do Alto está acima de tudo. Quem é da terra à terra pertence
e fala da terra. Aquele que vem do Céu está acima de tudo
e dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu
testemunho.
Quem aceita o seu testemunho reconhece que Deus é verdadeiro;
pois aquele que Deus enviou transmite as palavras de Deus, porque dá o
Espírito sem medida.
O Pai ama o Filho e tudo põe na sua mão.
Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem se nega a crer no Filho não verá
a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus.


Da Bíblia Sagrada




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