Segunda-feira, dia 24 de Maio de 2010
Segunda-feira da 8ª semana do Tempo Comum
Santa Joana Antida Thouret, virgem, +1826, Nossa Senhora Auxiliadora, Nossa Senhora da Estrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Relato de três companheiros de São Francisco de Assis : Início da conversão de São Francisco
Leituras
1 Pedro 1,3-9.
Bendito seja Deus, Pai do Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua grande
misericórdia nos gerou de novo através da ressurreição de Jesus Cristo
dentre os mortos para uma esperança viva,
para uma herança incorruptível, imaculada e indefectível, reservada no Céu
para vós,
a quem o poder de Deus guarda, pela fé, até alcançardes a salvação que
está pronta para se manifestar no momento final.
É por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de
andar aflitos por diversas provações;
deste modo, a qualidade genuína da vossa fé muito mais preciosa do que o
ouro perecível, por certo também provado pelo fogo será achada digna de
louvor, de glória e de honra, na altura da manifestação de Jesus Cristo.
Sem o terdes visto, vós o amais; sem o ver ainda, credes nele e vos
alegrais com uma alegria indescritível e irradiante,
alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas.
Salmos 111(110),1-2.5-6.9.10.
Louvarei o SENHOR de todo o coração, no conselho dos justos e na
assembleia.
Grandes são as obras do SENHOR, dignas de meditação para quem as ama.
dá sustento aos que o temem e jamais se esquece da sua aliança.
Revelou ao seu povo o poder das suas obras, dando-lhe a herança das nações.
Enviou a redenção ao seu povo, firmou com ele uma aliança para sempre;
santo e venerável é o seu nome.
temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; são prudentes todos os que o
praticam. O seu louvor permanece eternamente.
Marcos 10,17-27.
Quando se punha a caminho, alguém correu para Ele e ajoelhou-se,
perguntando: «Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?»
Jesus disse: «Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um só: Deus.
Sabes os mandamentos: Não mates, não cometas adultério, não roubes, não
levantes falso testemunho, não defraudes, honra teu pai e tua mãe.»
Ele respondeu: «Mestre, tenho cumprido tudo isso desde a minha juventude.»
Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele e disse: «Falta-te
apenas uma coisa: vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e
terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.»
Mas, ao ouvir tais palavras, ficou de semblante anuviado e retirou-se
pesaroso, pois tinha muitos bens.
Olhando em volta, Jesus disse aos discípulos: «Quão difícil é entrarem no
Reino de Deus os que têm riquezas!»
Os discípulos ficaram espantados com as suas palavras. Mas Jesus
prosseguiu: «Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!
É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico
entrar no Reino de Deus.»
Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode, então,
salvar-se?»
Fitando neles o olhar, Jesus disse-lhes: «Aos homens é impossível, mas a
Deus não; pois a Deus tudo é possível.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Relato de três companheiros de São Francisco de Assis (c. 1244)
§§ 7-8 (a partir da trad. de Debonnet e Vorreux, Ed. Franciscaines, 1968, p.810)
Início da conversão de São Francisco
Certa noite, depois do seu regresso a Assis, os companheiros do jovem
Francisco elegeram-no como chefe do grupo. Com tantas vezes tinha feito,
mandou então preparar um sumptuoso banquete. Depois de saciados, saíram
todos e percorreram a cidade, a cantar. Os companheiros, em grupo, iam à
frente de Francisco; este, empunhando o bastão de chefe, fechava o cortejo,
um pouco mais atrás, sem cantar, mergulhado nos seus pensamentos. E eis
que, de súbito, o Senhor lhe aparece, enchendo-lhe o coração de uma doçura
tal, que ele ficou sem conseguir falar, sem se mexer [...].
Quando os companheiros se voltaram para trás e o viram assim tão longe
deles, voltaram atrás e aproximaram-se, receosos; encontraram-no mudado,
como se fosse outro homem. Perguntaram-lhe: «Em que é que pensavas para te
esqueceres assim de nos seguir? Estarias a pensar em arranjar mulher?» «Têm
toda a razão! Decidi ter esposa, uma esposa mais nobre, mais rica e mais
bela do que todas as que vocês já viram». Os companheiros puseram-se a
troçar dele [...].
A partir daquele momento, ele fazia os possíveis para que Jesus Cristo lhe
ocupasse a alma, e bem assim aquela pérola que tanto desejava comprar
depois de tudo ter vendido (Mt 13, 46). Furtando-se frequentemente aos
olhos dos que dele troçavam, ia muitas vezes quase diariamente rezar em
segredo. De alguma maneira a isso era impelido pelo gozo antecipado daquela
doçura extrema que tantas vezes o visitava e que com tanta força o atraía,
estando ele na praça ou noutros locais públicos, para a oração.
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domingo, 23 de maio de 2010
Profecia do Dia
sábado, 22 de maio de 2010
Profecia do Dia
Domingo, dia 23 de Maio de 2010
SOLENIDADE DE PENTECOSTES
Domingo de Pentecostes (ofício próprio)
São João Batista de Rossi, presbítero, +1764, S. Julião (Juliano), hospedeiro, mártir, +308
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo António de Lisboa : «Também vós dareis testemunho»
Leituras
Actos 2,1-11.
Quando chegou o dia do Pentecostes, encontravam-se todos reunidos no mesmo
lugar.
De repente, ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de
vento, que encheu toda a casa onde eles se encontravam.
Viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo,
e poisou uma sobre cada um deles.
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas,
conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem.
Ora, residiam em Jerusalém judeus piedosos provenientes de todas as nações
que há debaixo do céu.
Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou estupefacta, pois cada
um os ouvia falar na sua própria língua.
Atónitos e maravilhados, diziam: «Mas esses que estão a falar não são todos
galileus?
Que se passa, então, para que cada um de nós os oiça falar na nossa língua
materna?
Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da
Capadócia, do Ponto e da Ásia,
da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia cirenaica,
colonos de Roma,
judeus e prosélitos, cretenses e árabes ouvimo-los anunciar, nas nossas
línguas, as maravilhas de Deus!»
Salmos 104,1.24.29-30.31.34.
Bendiz, ó minha alma, o SENHOR! SENHOR, meu Deus, como Tu és grande! Estás
revestido de esplendor e majestade!
SENHOR, como são grandes as tuas obras! Todas elas são fruto da tua
sabedoria! A terra está cheia das tuas criaturas!
Se deles escondes o rosto, ficam perturbados; se lhes tiras o alento,
morrem e voltam ao pó donde saíram.
Se lhes envias o teu espírito, voltam à vida. E assim renovas a face da
terra.
Glória ao SENHOR por toda a eternidade! Que o SENHOR se alegre em suas
obras!
Que o meu cântico lhe seja agradável, pois no SENHOR encontro a minha
alegria.
1 Cor. 12,3-7.12-13.
Por isso, quero que saibais que ninguém, falando sob a acção do Espírito
Santo, pode dizer: «Jesus seja anátema», e ninguém pode dizer: «Jesus é
Senhor», senão pelo Espírito Santo.
Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo;
há diversidade de serviços, mas o Senhor é o mesmo;
há diversos modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.
A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum.
Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do
corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo.
De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo,
judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito.
João 20,19-23.
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas
do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades
judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja
convosco!»
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de
alegria por verem o Senhor.
E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me
enviou, também Eu vos envio a vós.»
Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo.
Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os
retiverdes, ficarão retidos.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja
Sermões para o domingo e as festas dos santos (a partir da trad. Bayart, eds. Franciscanas 1944, p. 170)
«Também vós dareis testemunho»
Pentecostes é a palavra grega que quer dizer «quinquagésimo». Este
quinquagésimo dia, que o povo judaico festejava, contava-se a partir do dia
em que tinham imolado o cordeiro pascal; e isto porque, cinquenta dias
depois da saída do Egipto, a Lei foi dada no cume incendiado do monte
Sinai. Assim também, no Novo Testamento, cinquenta dias depois da Páscoa de
Cristo, o Espírito Santo descia sobre os apóstolos e aparecia-lhes sob a
forma de fogo. A Lei foi dada sobre o monte Sinai, o Espírito sobre o monte
Sião; a Lei foi dada no cume da montanha, o Espírito no Cenáculo.
«Todos os discípulos estavam reunidos no mesmo lugar. Subitamente fez-se
ouvir um grande barulho». [...] Como diz o salmo, «o ímpeto do rio alegra a
cidade de Deus» (45, 5). Um grande barulho acompanha a chegada Daquele que
vem ensinar os fiéis. Notai como isso está de acordo com o que lemos no
Êxodo: «Era já chegado o terceiro dia, e já tinha amanhecido, eis senão
quando começaram a ouvir-se trovões, e o fuzilar de relâmpagos; e uma nuvem
muito espessa cobriu o monte e um som de buzina muito forte atroava e todo
o povo se atemorizou» (19, 16). O primeiro dia foi a Incarnação de Cristo;
o segundo dia foi a Sua Paixão; o terceiro dia é a missão do Espírito
Santo. Chegou este dia: ouve-se o trovão, faz-se um grande barulho; brilham
os relâmpagos, os milagres dos apóstolos; uma espessa nuvem a compunção
do coração e a penitência cobre a montanha, o povo de Jerusalém (Act 2,
37-38). [...]
«Apareceu-lhes então como línguas de fogo». As línguas, as da serpente, de
Eva e de Adão, tinham aberto à morte o acesso a este mundo. [...] É por
isso que o Espírito aparece sob a forma de línguas, opondo línguas às
línguas, curando pelo fogo o veneno mortal. [...] «Eles começaram a falar.»
Eis o sinal da plenitude; o vaso repleto transborda; o fogo não pode
conter-se. [...] Estas línguas diversas são as diferentes lições que Cristo
nos deixou, como a humildade, a pobreza, a paciência, a obediência. Falamos
essas línguas diversas quando damos ao próximo o exemplo dessas virtudes.
Viva está a palavra, quando falam as obras. Façamos falar as nossas obras!
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
Profecia do Dia
Sabado, dia 22 de Maio de 2010
Sábado da 7ª semana da Páscoa
Santa Rita de Cássia, viúva, religiosa, +1457, Santa Quitéria, virgem, mártir, séc. II, Beato João Baptista Machado, presbítero, mártir, +1617
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa de Ávila : «Se Eu quiser que ele fique até Eu voltar, que tens tu com isso? Tu, segue-me!»
Leituras
Actos 28,16-20.30-31.
Quando entrámos em Roma, Paulo foi autorizado a ficar em alojamento próprio
com o soldado que o guardava.
Três dias depois, convocou os principais dos judeus e, quando estavam todos
reunidos, disse-lhes: «Irmãos, embora nada tenha feito contra o povo ou
contra os costumes paternos, fui preso em Jerusalém e entregue às mãos dos
romanos.
Estes, depois de me terem interrogado, queriam libertar-me, por não haver
em mim crime algum digno de morte.
Mas, como os judeus se opuseram, fui constrangido a apelar para César, sem
querer, de modo algum, acusar o meu povo.
Foi por este motivo que pedi para vos ver e falar, pois é por causa da
esperança de Israel que trago estas cadeias.»
Paulo permaneceu dois anos inteiros no alojamento que alugara, onde recebia
todos os que iam procurá-lo,
anunciando o Reino de Deus e ensinando o que diz respeito ao Senhor Jesus
Cristo, com o maior desassombro e sem impedimento.
Salmos 11,4.5.7.
O SENHOR habita no seu santuário; o SENHOR tem nos céus o seu trono; os
seus olhos contemplam o mundo e as suas pupilas observam os filhos dos
homens.
O SENHOR perscruta o justo e o ímpio, mas odeia os que amam a violência.
Na verdade, o SENHOR é justo e ama a justiça; os homens honestos
contemplarão a sua face.
João 21,20-25.
Pedro voltou-se e viu que o seguia o discípulo que Jesus amava, o mesmo que
na ceia se tinha apoiado sobre o seu peito e lhe tinha perguntado: 'Senhor,
quem é que te vai entregar?'
Ao vê-lo, Pedro perguntou a Jesus: «Senhor, e que vai ser deste?»
Jesus respondeu-lhe: «E se Eu quiser que ele fique até Eu voltar, que tens
tu com isso? Tu, segue-me!»
Foi assim que, entre os irmãos, correu este rumor de que aquele discípulo
não morreria. Jesus, porém, não disse que ele não havia de morrer, mas sim:
«Se Eu quiser que ele fique até Eu voltar, que tens tu com isso?»
Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas e que as escreveu. E nós
sabemos bem que o seu testemunho é verdadeiro.
Há ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se elas fossem escritas, uma
por uma, penso que o mundo não teria espaço para os livros que se deveriam
escrever.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita, Doutora da Igreja
Poema «Vuestra soy, para vos nací» (a partir da trad. de OC, Seuil 1995, p. 1225)
«Se Eu quiser que ele fique até Eu voltar, que tens tu com isso? Tu, segue-me!»
Sou Tua, para Ti nasci,
Que queres Tu de mim?
Majestade soberana,
Sabedoria eterna
Bondade tão boa para a minha alma,
Deus Altíssimo, Ser único, Bondade,
Repara na minha extrema pequenês,
Em mim que Te canto hoje o meu amor.
Que queres Tu de mim?
Sou Tua, pois me criaste
Tua, pois me resgataste,
Tua, pois me sustentas,
Tua, pois me chamaste,
Tua, pois me esperaste,
Tua, pois não me perdi,
Que queres Tu de mim?
Que queres Tu, pois, Senhor tão bom,
Que faça uma tão vil serva?
Que missão deste Tu
A esta escrava pecadora?
Eis-me aqui, meu doce amor,
Doce amor, eis-me aqui.
Que queres Tu de mim?
Eis o meu coração,
Deponho-o na Tua mão,
Juntamente com o meu corpo, a minha vida, a minha alma,
As minhas entranhas e todo o meu amor.
Doce Esposo, meu Redentor,
Ofereci-me para ser Tua,
Que queres Tu de mim?
Dá-me a morte, dá-me a vida,
A saúde ou a doença
Dá-me honrarias ou humilhações,
A guerra ou a mais profunda paz,
A debilidade ou a força absoluta,
A tudo Te digo sim:
Que queres Tu de mim? [...]
Sou Tua, para Ti nasci,
Que queres Tu de mim?
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