sexta-feira, 28 de maio de 2010

Profecia do Dia

Sabado, dia 29 de Maio de 2010
Sábado da 8a semana do Tempo Comum

Beato Félix de Nicósia, religioso, +1787, S. Fernando, rei de Leão e Castela, +1252, Nossa Senhora, Rainha dos Apóstolos



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Hilário : «Com que autoridade fazes estas coisas?»

Leituras

Judas 1,17.20-25.
Caríssimos: Recordai o que vos foi predito pelos Apóstolos de Nosso Senhor
Jesus Cristo.
Construí o vosso edifício espiritual sobre o fundamento da vossa fé
santíssima. Orai em união com o Espírito Santo
e conservai-vos no amor de Deus, esperando na misericórdia de Nosso Senhor
Jesus Cristo para a vida eterna.
Procurai convencer os que hesitam 23 e salvai-os, arrancando-os do fogo;
dos outros, compadecei-vos, mas com prudência, detestando até a túnica
contaminada pela sua carne.
Àquele que vos pode preservar da queda e apresentar-vos diante da sua
glória, na alegria duma consciência sem mancha,
ao único Deus, nosso Salvador, por Nosso Senhor Jesus Cristo, a glória e a
majestade, a força e o poder, antes de todos os séculos, agora e para
sempre. Amen.


Salmos 63,2.3-4.5-6.
Ó Deus, Tu és o meu Deus! Anseio por ti! A minha alma tem sede de ti; todo
o meu ser anela por ti, como terra árid
Quero contemplar te no santuário, para ver o teu poder e a tua glória.
O teu amor vale mais do que a vida; por isso, os meus lábios te hão de
louvar.
Quero bendizer te toda a minha vida e em teu louvor levantar as minhas
mãos.
A minha alma será saciada com deliciosos manjares, com vozes de júbilo te
louvarei.


Marcos 11,27-33.
Regressaram a Jerusalém e, andando Jesus pelo templo, os sumos sacerdotes,
os doutores da Lei e os anciãos aproximaram-se dele
e perguntaram-lhe: «Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu
autoridade para as fazeres?»
Jesus respondeu: «Também Eu vos farei uma pergunta; respondei-me e
dir-vos-ei, então, com que autoridade faço estas coisas:
O baptismo de João era do Céu, ou dos homens? Respondei-me.»
Começaram a discorrer entre si, dizendo: «Se dissermos 'do Céu', dirá:
'Então porque não acreditastes nele?'
Se, porém, dissermos 'dos homens', tememos a multidão.» Porque todos
consideravam João um verdadeiro profeta.
Por fim, responderam a Jesus: «Não sabemos.» E Jesus disse-lhes: «Nem Eu
vos digo com que autoridade faço estas coisas.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers e Doutor da Igreja
De Trinitate, VII, 26-27

«Com que autoridade fazes estas coisas?»

É de facto como Seu Pai, este Filho que Se Lhe assemelha. D'Ele procede,
este Filho que podemos comparar ao Pai, pois que Lhe é semelhante. É-lhe
igual, este Filho que realiza as mesmas obras que o Pai (Jo 5, 19). [...]
Sim, o Filho cumpre as obras do Pai; por isso, pede-nos que acreditemos que
é o Filho de Deus. Com isto não Se arroga um título que não Lhe fosse
devido; não é com base nas Suas próprias obras que Ele sustenta tal
reivindicação. Não! Ele dá testemunho de que as obras que faz não são Suas,
mas do Pai. E assim atesta que o esplendor das Suas acções Lhe vem do Seu
nascimento divino. Mas como teriam os homens podido reconhecer n'Ele o
Filho de Deus, no mistério desse corpo que Ele assumira, nesse homem
nascido de Maria? Era para fazer penetrar no coração dos homens a fé n'Ele
que o Senhor fazia todas aquelas obras: «Mas se as faço, embora não
queirais acreditar em Mim, acreditai nas obras!» (Jo 10, 38).

Se a humilde condição do Seu corpo se afigura um obstáculo a que
acreditemos na Sua palavra, Ele pede-nos para ao menos acreditarmos nas
Suas obras. Com efeito, por que haveria o mistério do Seu nascimento humano
de nos impedir a percepção do Seu nascimento divino ? [...] «Embora não
queirais acreditar em Mim, acreditai nas obras, e assim vireis a saber e
ficareis a compreender que o Pai está em Mim e Eu no Pai». [...]

Tal é a natureza que por nascimento Ele possui; tal é o mistério de uma fé
que nos há-de assegurar a salvação: não dividir Os que são Um, não privar o
Filho da Sua natureza, e proclamar a verdade do Deus Vivo nascido do Deus
Vivo [...]. «Assim como o Pai que Me enviou vive [...], Eu vivo pelo Pai»
(Jo 6, 57). «Assim como o Pai tem a vida em Si mesmo, também deu ao Filho o
poder de ter a vida em Si mesmo» (Jo 5, 26).




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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 28 de Maio de 2010
Sexta-feira da 8ª semana do Tempo Comum

Santa Maria Ana de Paredes, virgem, +1645



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Jean Tauler : «Não está escrito: A Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões.»

Leituras

1 Pedro 4,7-13.
Ora, o fim de todas as coisas está próximo. Sede, portanto, sensatos e
sóbrios para vos poderdes dedicar à oração.
Acima de tudo, mantende entre vós uma intensa caridade, porque o amor cobre
a multidão dos pecados.
Exercei a hospitalidade uns com os outros, sem queixas.
Como bons administradores das várias graças de Deus, cada um de vós ponha
ao serviço dos outros o dom que recebeu.
Se alguém tomar a palavra, que seja para transmitir palavras de Deus; se
alguém exerce um ministério, faça-o com a força que Deus lhe concede, para
que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo. A Ele a
glória e o poder por todos os séculos dos séculos. Ámen.
Caríssimos, não estranheis a fogueira que se ateou no meio de vós para vos
pôr à prova, como se vos acontecesse alguma coisa estranha.
Pelo contrário, alegrai-vos, pois assim como participais dos padecimentos
de Cristo, assim também rejubilareis de alegria na altura da revelação da
sua glória.


Salmos 96,10.11-12.13.
Proclamai entre os povos: "O Senhor é rei!" Por isso, a terra está firme,
não vacila; Deus governa os povos com equidade.
Alegrem se os céus, exulte a terra! Ressoe o mar e tudo o que nele existe!
Alegrem se os campos e todos os seus frutos, exultem de alegria todas as
árvores dos bosques
na presença do SENHOR, que se aproxima e vem para governar a terra! Ele
governará o mundo com justiça e os povos, com a sua fidelidade.


Marcos 11,11-26.
Chegou a Jerusalém e entrou no templo. Depois de ter examinado tudo em seu
redor, como a hora já ia adiantada, saiu para Betânia com os Doze.
Na manhã seguinte, ao deixarem Betânia, Jesus sentiu fome.
Vendo ao longe uma figueira com folhas, foi ver se nela encontraria alguma
coisa; mas, ao chegar junto dela, não encontrou senão folhas, pois não era
tempo de figos.
Disse então: «Nunca mais ninguém coma fruto de ti.» E os discípulos ouviram
isto.
Chegaram a Jerusalém; e, entrando no templo, Jesus começou a expulsar os
que vendiam e compravam no templo; deitou por terra as mesas dos cambistas
e os bancos dos vendedores de pombas,
e não permitia que se transportasse qualquer objecto através do templo.
E ensinava-os, dizendo: «Não está escrito: A minha casa será chamada casa
de oração para todos os povos? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões.»
Os sacerdotes e os doutores da Lei ouviram isto e procuravam maneira de o
matar, mas temiam-no, pois toda a multidão estava maravilhada com o seu
ensinamento.
Quando se fez tarde, saíram para fora da cidade.
Ao passarem na manhã seguinte, viram a figueira seca até às raízes.
Pedro, recordando-se, disse a Jesus: «Olha, Mestre, a figueira que
amaldiçoaste secou!»
Jesus disse-lhes: «Tende fé em Deus.
Em verdade vos digo, se alguém disser a este monte: 'Tira-te daí e lança-te
ao mar', e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai
realizar, assim acontecerá.
Por isso, vos digo: tudo quanto pedirdes na oração crede que já o
recebestes e haveis de obtê-lo. Quando vos levantais para orar, se tiverdes
alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe primeiro,
para que o vosso Pai que está no céu vos perdoe também as vossas ofensas.
Porque, se não perdoardes, também o vosso Pai que está no Céu não perdoará
as vossas ofensas.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano
Sermão 46 (a partir da trad. Cervo 1980, t. 2, p. 24)

«Não está escrito: A Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões.»

Nosso Senhor entrou no Templo e expulsou todos os que compravam e vendiam,
dizendo: «A Minha casa será chamada casa de oração. Mas vós fizestes dela
um covil de ladrões». Que templo é este que se tornou um covil de ladrões?
É a alma e o corpo do homem, que são muito mais o verdadeiro templo de Deus
que todos os templos alguma vez edificados (1Cor 3, 17; 6, 19).

Quando Nosso Senhor quer vir a este templo, encontra-o transformado num
covil de ladrões e numa feira de mercadores. Quem é o mercador? São os que
dão o que têm – o seu livre árbitro – por aquilo que não têm – as coisas
deste mundo. O mundo está cheio desses mercadores! Há-os entre os padres e
os leigos, entre os religiosos, monges e freiras. [...] Tanta gente tão
cheia da sua própria vontade [...]; tanta gente que procura em tudo o seu
próprio interesse. Pelo contrário, se quisessem fazer negócio com Deus,
oferecendo-Lhe a sua vontade, que feliz negócio fariam!

O homem deve querer, deve seguir, deve procurar Deus em tudo o que faz; e
quando tiver feito tudo – beber, dormir, comer, falar, ouvir –, deixe então
completamente as imagens das coisas e esvazie o seu templo. Uma vez o
templo esvaziado, uma vez expulso esse bando de vendedores, a imaginação
que te estorva, poderás ser uma casa de Deus (Ef 2, 19). Terás então a paz
e a alegria do coração, e mais nada te perturbará, nada do que agora te
preocupa, te deprime e te faz sofrer.




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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 27 de Maio de 2010
Quinta-feira da 8ª semana do Tempo Comum

Santo Agostinho de Cantuária, bispo, +605



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório Magno : «Filho de David, tem misericórdia de mim»

Leituras

1 Pedro 2,2-5.9-12.
como crianças recém-nascidas, ansiai pelo leite espiritual, não adulterado,
para que ele vos faça crescer para a salvação,
se é que já saboreastes como o Senhor é bom.
Aproximando-vos dele, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e
preciosa aos olhos de Deus,
também vós – como pedras vivas – entrais na construção de um edifício
espiritual, em função de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer
sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.
Vós, porém, sois linhagem escolhida, sacerdócio régio, nação santa, povo
adquirido em propriedade, a fim de proclamardes as maravilhas daquele que
vos chamou das trevas para a sua luz admirável;
a vós que outrora não éreis um povo, mas sois agora povo de Deus, vós que
não tínheis alcançado misericórdia e agora alcançastes misericórdia.
Caríssimos, rogo-vos que, como estrangeiros e peregrinos, vos abstenhais
dos desejos carnais, que combatem contra a alma.
Tende entre os gentios um comportamento exemplar, de modo que, ao
acusarem-vos de malfeitores, vendo as vossas boas obras, acabem por dar
glória a Deus no dia da sua visita.


Salmos 100,2.3.4.5.
servi ao SENHOR com alegria, vinde à sua presença com cânticos de júbilo!
Sabei que o SENHOR é Deus; foi Ele quem nos criou e nós pertencemos lhe,
somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho.
Entrai pelas suas portas em acção de graças; entrai nos seus átrios com
hinos de louvor; glorificai-o e bendizei o seu nome.
O SENHOR é bom! O seu amor é eterno! É eterna a sua fidelidade!


Marcos 10,46-52.
Chegaram a Jericó. Quando ia a sair de Jericó com os seus discípulos e uma
grande multidão, um mendigo cego, Bartimeu, o filho de Timeu, estava
sentado à beira do caminho.
E ouvindo dizer que se tratava de Jesus de Nazaré, começou a gritar e a
dizer: «Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim!»
Muitos repreendiam-no para o fazer calar, mas ele gritava cada vez mais:
«Filho de David, tem misericórdia de mim!»
Jesus parou e disse: «Chamai-o.» Chamaram o cego, dizendo-lhe: «Coragem,
levanta-te que Ele chama-te.»
E ele, atirando fora a capa, deu um salto e veio ter com Jesus.
Jesus perguntou-lhe: «Que queres que te faça?» «Mestre, que eu veja!»
respondeu o cego.
Jesus disse-lhe: «Vai, a tua fé te salvou!» E logo ele recuperou a vista e
seguiu Jesus pelo caminho.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Gregório Magno (c. 540-604), Papa e Doutor da Igreja
Homilias sobre os Evangelhos, n°2 (a partir da trad. Tissot, Les Pères nous parlent, 1954, p. 190)

«Filho de David, tem misericórdia de mim»

Com razão a Escritura nos apresenta este cego sentado à beira do caminho e
pedindo esmola, porque a Verdade diz acerca de Si mesma: «Eu sou o caminho»
(Jo 14, 6). Assim, todo aquele que ignora a claridade da luz eterna é cego.


Se já cremos no Redentor, estamos sentados à beira do caminho. Se já
cremos, mas descuramos pedir que nos seja dada a luz eterna e descuramos a
oração, podemos estar sentados à beira do caminho, mas não pedimos esmola.
Mas se cremos, se conhecemos a cegueira do nosso coração e oramos a fim de
recebermos a luz da verdade, então somos efectivamente este cego sentado à
beira do caminho e que pede esmola.

Assim, aquele que reconhece as trevas da sua cegueira e sente a privação da
luz eterna, grite do fundo do seu coração, grite com toda a sua alma:
«Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!»




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