Sabado, dia 17 de Julho de 2010
Sábado da 15ª semana do Tempo Comum
Beato Nicolau Dinis, mártir, +1570, Beato Inácio de Azevedo e companheiros, mártires, +1570, Beato Bento de Castro, mártir, +1570
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Orígenes : «Aqui está o Meu servo»
Leituras
Miqueias 2,1-5.
Ai dos que planeiam a iniquidade, dos que maquinam o mal em seus leitos, e
o executam logo ao amanhecer do dia, porque têm o poder na sua mão!
Cobiçam as terras e apoderam-se delas, cobiçam as casas e roubam-nas; fazem
violência ao homem e à sua família, ao dono e à sua herança.
Por isso, assim fala o Senhor: «Tenho planeado um mal contra esta raça, do
qual não livrareis o pescoço. Não andareis mais com a cabeça erguida,
porque será tempo calamitoso.
Naquele dia será composta sobre vós uma sátira, e cantar-se-á uma elegia:
'Estamos perdidos completamente, a parte do meu povo passa a outros.
Ninguém a restituirá. Roubam e distribuem os nossos campos.'
Por isso, não terás ninguém que meça com cordel as porções, na assembleia
do Senhor.»
Salmos 9(9B),1-2.3-4.7-8.14.
SENHOR, porque te conservas à distância e te escondes nos tempos de
angústia?
No seu orgulho, o ímpio persegue o infeliz; que ele seja apanhado na cilada
que armou.
O pecador vangloria se da sua ambição; o ganancioso blasfema e despreza o
SENHOR.
O ímpio diz, na sua arrogância: "Ele não me castigará! Deus não existe!" É
só nisto que ele pensa.
A sua boca está cheia de maldição e mentira; na sua língua só há malícia e
maldade.
Põe-se de emboscada junto aos povoados e esconde se para matar o inocente;
os seus olhos espiam o infeliz.
Mas Tu vês a angústia e o pesar, observas tudo e tomas essa causa nas tuas
mãos. A ti se abandona confiadamente o pobre; Tu és o amparo do órfão.
Mateus 12,14-21.
Os fariseus, saindo dali, reuniram-se em conselho contra Jesus, a fim de o
matarem.
Quando soube disso, Jesus afastou-se dali. Muitos seguiram-no e Ele
curou-os a todos,
ordenando-lhes que o não dessem a conhecer.
Assim se cumpriu o que fora anunciado pelo profeta Isaías:
Aqui está o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se
deleita. Derramarei sobre Ele o meu espírito, e Ele anunciará a minha
vontade aos povos.
Não discutirá nem bradará, e ninguém ouvirá nas praças a sua voz.
Não há-de quebrar a cana fendida, nem apagar a mecha que fumega, até
conduzir a minha vontade à vitória.
E, no seu nome, hão-de esperar os povos!
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
Comentário do Evangelho de João 32, 4; PG 14, 741-752 (a partir da trad. Evangile selon Jean, DDB 1985, p. 116)
«Aqui está o Meu servo»
No decurso de uma refeição, Jesus levantou-Se da mesa e despojou-Se das
Suas vestes, tomando a aparência de escravo, como demonstram estas
palavras: «tomou uma toalha e atou-a à cintura», para não ficar
completamente nu e para limpar os pés dos discípulos com as Suas próprias
vestes (Jo 13, 2-5). Vede a que ponto se baixa a grandeza e a glória do
Verbo feito carne; para lavar os pés dos Seus discípulos, «deitou água na
bacia».
«Abraão ergueu os olhos e viu três homens de pé em frente dele.
Imediatamente correu da entrada da tenda ao seu encontro, prostrou-se por
terra
e disse: «Meu Senhor, se mereci o teu favor, peço-te que não passes adiante
sem parar em casa do teu servo»» (Gn 18, 2-3). Mas Abraão não leva
pessoalmente a água e não declara que vai lavar os pés dos estrangeiros que
chegaram a casa dele, mas diz antes: «Permiti que se traga um pouco de água
para vos lavar os pés; e descansai debaixo desta árvore». Nem José trouxe
água para lavar os pés aos seus onze irmãos: foi o seu intendente que os
mandou entrar em casa e seguidamente «deram-lhes água para lavarem os pés»
(Gn 43, 24).
Mas Aquele que declarou que «o Filho do Homem não veio para ser servido,
mas para servir» (Mt 20, 28) e que disse, de pleno direito, «aprendei de
Mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 29), deitou
pessoalmente água na bacia. Sabia que ninguém, com excepção d'Ele, podia
lavar os pés aos discípulos de forma que essa purificação lhes permitisse
tomar parte com Ele. Penso que a água era uma palavra capaz de lavar os pés
aos discípulos, quando eles se aproximassem da bacia ali colocada para eles
por Jesus.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Profecia do Dia
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 16 de Julho de 2010
Sexta-feira da 15ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora do Carmo
Nossa Senhora do Carmo
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Aelred de Rielvaux : Observar o descanso sabático
Leituras
Is. 38,1-6.21-22.7-8.
Por este tempo, o rei Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal. O profeta
Isaías, filho de Amós, veio visitá-lo e disse-lhe: «Eis o que diz o SENHOR:
Faz o testamento, porque vais morrer muito brevemente.»
Ezequias voltou o rosto para a parede e fez ao SENHOR esta oração:
«SENHOR, lembra-te que tenho andado fielmente diante de ti, com um coração
sincero e íntegro, pois fiz sempre a tua vontade.» E começou a chorar,
derramando lágrimas abundantes.
Então, a palavra do SENHOR foi dirigida a Isaías nestes termos:
«Vai e diz a Ezequias: 'Eis o que diz o SENHOR, o Deus de teu pai David:
Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; vou acrescentar à tua vida mais
quinze anos.
Hei-de livrar-te, a ti e a esta cidade, das mãos do rei da Assíria e
protegê-la-ei.'»
Depois, Isaías deu esta ordem: «Tragam um emplastro de figos e apliquem-no
na parte doente e ficará curado.»
E Ezequias perguntou: «Qual é o sinal que me garanta que ainda poderei ir
ao templo do SENHOR?»
Isaías disse-lhe: «É este o sinal, da parte do SENHOR, para que saibas que
Ele cumprirá a promessa:
No relógio de sol de Acaz farei retroceder a sombra dez graus, tantos
quantos tinha avançado.» E o sol retrocedeu os dez graus que já tinha
avançado.
Is. 38,10.11.12.16.
«Eu pensei: 'A meio dos meus dias vou ter de descer às portas do Abismo,
privado do resto dos meus anos'.
Eu pensei: 'Não mais verei o SENHOR na terra dos vivos. Não mais verei os
homens entre os habitantes do mundo.
A minha morada é levada para longe de mim, como uma tenda de pastor;
enrolei a minha vida como um tecelão, mas acabou-se-me por falta de fio.
Dia e noite, SENHOR, me estais consumindo,
Aqueles que o Senhor protege vivem, e entre eles viverei também eu. Tu me
curaste, ó Deus, e me conservaste a vida.
Mateus 12,1-8.
Em certa ocasião, Jesus passava, num dia de sábado, através das searas. Os
seus discípulos, que tinham fome, começaram a arrancar espigas e a
comê-las.
Ao verem isso, os fariseus disseram-lhe: «Aí estão os teus discípulos a
fazer o que não é permitido ao sábado!»
Mas Ele respondeu-lhes: «Não lestes o que fez David, quando sentiu fome,
ele e os que estavam com ele?
Como entrou na casa de Deus e comeu os pães da oferenda, que não lhe era
permitido comer, nem aos que estavam com ele, mas unicamente aos
sacerdotes?
E nunca lestes na Lei que, ao sábado, no templo, os sacerdotes violam o
sábado e ficam sem culpa?
Ora, Eu digo vos que aqui está quem é maior que o templo.
E, se compreendêsseis o que significa: Prefiro a misericórdia ao
sacrifício, não teríeis condenado estes que não têm culpa.
O Filho do Homem até do sábado é Senhor.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Aelred de Rielvaux (1110-1167), monge cisterciense
Le Miroir de la charité, III, 3,4 (a partir da trad. cf. Brésard, 2000 ans B, p. 80 e Bellefontaine 1992, p. 186)
Observar o descanso sabático
A princípio, temos de fazer o esforço de praticar as boas obras, para
seguidamente repousarmos na paz da nossa consciência. [...] É a
celebração jubilosa de um primeiro descanso sabático, em que repousamos das
obras servis do mundo [...] e deixamos de transportar o fardo das paixões.
Mas podemos deixar o quarto íntimo em que celebrámos este primeiro dia de
descanso e dirigir-nos ao albergue do nosso coração, onde temos o hábito de
nos alegrar com os que se alegram, de chorar com os que choram (cf. Rom 12,
15), e de nos perguntar: «quem é fraco, para que eu o seja também? Quem
tropeça, para que eu me sinta queimar de dor?» (cf. 2Cor 11, 29). Aí,
sentiremos a nossa alma unida à de todos os irmãos pelo cimento da
caridade; aí, deixaremos de ser perturbados pelos aguilhões da inveja, de
ser queimados pelo fogo da cólera, de ser feridos pelas flechas da
desconfiança; estaremos libertos das dentadas devoradoras da tristeza. Se
atrairmos todos os homens para o ambiente pacificado do nosso espírito, no
qual todos são acolhidos, acalentados por uma doce afeição e em que já não
somos com eles senão «um só coração e uma só alma» (Act 4, 32), nesse
momento, ao saborear esta maravilhosa mansidão, o tumulto da cobiça
imediatamente se silencia, a algazarra das paixões apazigua-se e, no
interior, opera-se um desapego total de todas as coisas prejudiciais, um
repouso alegre e sereno na doçura do amor fraterno. Na quietude deste
segundo repouso sabático, a caridade fraterna já não deixa subsistir nenhum
vício [...]. Impregnado pela mansidão tranquila deste repouso, David
explodiu num canto de júbilo: «Vede como é bom e agradável que os irmãos
vivam unidos!» [Sl 133 (132), 1].
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 15 de Julho de 2010
Quinta-feira da 15ª semana do Tempo Comum
S. Boaventura, bispo, Doutor da Igreja, +1274
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa do Menino Jesus : «Tomai sobre vós o Meu jugo»
Leituras
Is. 26,7-9.12.16-19.
O caminho do justo é recto; é o Senhor quem prepara o caminho do justo.
Seguindo os caminhos dos teus desejos, SENHOR, esperamos em ti. E com que
ansiedade pronunciamos o teu nome e nos lembramos de ti!
A minha alma suspira por ti de noite, e do mais profundo do meu espírito,
eu te procuro pela manhã, porque quando exerces sobre a terra os teus
julgamentos, os habitantes do mundo aprendem a justiça.
SENHOR, dá-nos a paz, porque és Tu que realizas todos os nossos
empreendimentos.
SENHOR, na tribulação, nós recorríamos a ti, quando a força do teu castigo
nos abatia.
Como a mulher grávida, prestes a dar à luz, se torce e grita nas suas
dores, assim éramos nós na tua presença, SENHOR.
Nós concebemos, sofremos dores de parto, e o que demos à luz foi vento. Não
demos a salvação ao nosso país, nem nasceram novos habitantes na terra.
Os teus mortos reviverão, os seus cadáveres ressuscitarão. Despertai e
rejubilai vós que jazeis no sepulcro! Pois o teu orvalho é um orvalho de
luz, que fará renascer os que não passavam de sombras.
Salmos 102(101),13-14.15.16-18.19-21.
Tu, porém, SENHOR, permaneces para sempre e o teu nome será lembrado por
todas as gerações.
Levanta-te, tem piedade de Sião; já é tempo de lhe perdoares.
Os teus servos amam as suas pedras, sentem pena das suas ruínas.
Os povos honrarão, SENHOR, o teu nome, e todos os reis da terra, a tua
majestade.
Quando o SENHOR reconstruir Sião e manifestar a sua glória,
há-de voltar-se para a oração do indigente e não desprezará as suas
súplicas.
Escrevam-se estas coisas para as gerações futuras, e os que hão-de nascer
louvarão o SENHOR.
SENHOR observa do alto do seu santuário; lá do céu, Ele olha para a terra,
para escutar os gemidos dos cativos e livrar os condenados à morte.
Mateus 11,28-30.
«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de
aliviar-vos.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de
coração e encontrareis descanso para o vosso espírito.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja
Oração para alcançar a humildade, Oração nº 20
«Tomai sobre vós o Meu jugo»
Oh Jesus, quando fostes viajante neste mundo, dissestes: aprendei de Mim,
que «sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso
espírito». Oh poderoso monarca dos céus, sim, a minha alma encontra
descanso ao ver-Vos, revestido com a forma e a natureza do escravo (Fil 2,
7), abaixar-Vos a ponto de lavardes os pés aos apóstolos. Recordo-me então
das palavras que proferistes para me ensinar a praticar a humildade:
«Dei-vos o exemplo, para que façais como Eu fiz. Se compreenderdes isto,
sereis felizes se o praticardes» (Jo 13, 15-17). Compreendo-as, Senhor,
estas palavras saídas do Vosso coração manso e humilde, e desejo
praticá-las, com o auxílio da Vossa graça.
Desejo abaixar-me humildemente e submeter a minha vontade à das minhas
irmãs, em nada as contrariando, sem verificar se têm o direito de mandar em
mim. Ninguém tinha o direito de mandar em Vós, meu Bem-Amado, e contudo Vós
obedecestes, não apenas à Santíssima Virgem e a São José, mas também aos
Vossos carrascos. Agora, é na hóstia que Vos vejo assumir o cúmulo do Vosso
aniquilamento. Que humildade a Vossa, oh Divino Rei da Glória! [...] Oh meu
Bem-Amado, sob o véu da branca hóstia, que manso e humilde de coração Vos
mostrais! [...] Oh Jesus, manso e humilde de coração, tornai o meu coração
semelhante ao Vosso!
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