Terça-feira, dia 27 de Julho de 2010
Terça-feira da 17ª semana do Tempo Comum
Santa Natália e companheiros, mártires, +852, S. Pantaleão, mártir, séc. III
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurada Teresa de Calcutá : «A boa semente são os filhos do Reino»
Leituras
Jer. 14,17-22.
Tu lhes dirás a seguinte mensagem: «Derramem os meus olhos lágrimas noite e
dia, sem descanso porque a jovem, filha do meu povo, foi ferida com um
golpe terrível, e sua chaga não tem cura!»
Se saio aos campos, eis os mortos à espada; se regresso à cidade, eis os
dizimados pela fome. Até profetas e sacerdotes vagueiam pelo país, sem nada
compreenderem.
Acaso, rejeitaste inteiramente Judá? Porventura, sentes nojo de Sião?
Porque nos feriste sem esperança de cura? Esperávamos a paz, mas nada há de
bom; esperávamos a hora do alívio, mas só vemos angústia!
Senhor! Conhecemos a nossa culpa e a iniquidade dos nossos pais. Pecámos
realmente contra ti.
Mas, por amor do teu nome, não nos abandones nem desonres o trono da tua
glória. Lembra-te de nós, não anules a tua aliança connosco.
Será que algum dos ídolos dos pagãos, traz a chuva? Ou é o céu que
proporciona as chuvas? Não és Tu, Senhor, o nosso Deus? Nós esperamos em
ti, pois és Tu quem faz todas estas coisas.
Salmos 79,8.9.11.13.
Não recordes contra nós as faltas dos nossos antepassados; venha depressa
ao nosso encontro a tua misericó
Socorre nos, ó Deus, nosso salvador, para glória do teu nome; livra nos e
perdoa nos pelo amor do teu nome
Chegue junto de ti o gemido dos cativos e, pela grande força do teu braço,
salva da morte os que estão co
Nós, que somos o teu povo e ovelhas do teu rebanho, glorificar te emos para
sempre; de geração em geração
Mateus 13,36-43.
Afastando-se, então, das multidões, Jesus foi para casa. E os seus
discípulos, aproximando-se dele, disseram-lhe: «Explica-nos a parábola do
joio no campo.»
Ele, respondendo, disse-lhes: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do
Homem;
o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os
filhos do maligno;
o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros
são os anjos.
Assim, pois, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do
mundo:
o Filho do Homem enviará os seus anjos, que hão-de tirar do seu Reino todos
os escandalosos e todos quantos praticam a iniquidade,
e lançá-los na fornalha ardente; ali haverá choro e ranger de dentes.
Então os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai. Aquele que
tem ouvidos, oiça!»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
A Simple Path (a partir da trad. Un chemin simple, Plon, Mame 1995, p. 69)
«A boa semente são os filhos do Reino»
Não existem dois mundos, o mundo físico e o mundo espiritual; há apenas um:
o Reino de Deus, «na Terra como no céu» (Mt 6, 10).
Muitas pessoas dizem: «Pai Nosso que estais no céu», e pensam que Deus está
lá em cima, o que reforça a ideia de uma separação entre os dois mundos. Os
ocidentais gostam de distinguir a matéria do espírito. Mas a verdade é só
uma, e o mesmo acontece com a realidade. Desde o momento em que admitimos a
incarnação de Deus, que para os cristãos se realiza na pessoa de Jesus
Cristo, começamos a levar as coisas a sério.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Profecia do Dia
domingo, 25 de julho de 2010
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 26 de Julho de 2010
Segunda-feira da 17ª semana do Tempo Comum
Santos Joaquim e Ana, pais de Nossa Senhora
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : A parábola do fermento
Leituras
Jer. 13,1-11.
O Senhor ordenou-me: «Vai comprar uma faixa de linho e cinge com ela a tua
cintura, mas não a metas na água.»
E eu comprei a faixa, de acordo com a palavra do Senhor, e com ela me
cingi.
Foi-me dirigida, pela segunda vez, a palavra do Senhor:
«Toma a faixa que compraste, e que trazes contigo, e encaminha-te para as
margens do Eufrates, e esconde-a ali na fenda de uma rocha.»
Fui e escondi-a, junto do Eufrates, como o Senhor me havia ordenado.
Passados muitos dias, disse-me o Senhor: «Põe-te a caminho, em demanda das
margens do Eufrates, a fim de buscar a faixa que, conforme as minhas
ordens, ali escondeste.»
Dirigi-me, então, ao rio e, tendo cavado, retirei a faixa do lugar onde a
escondera. Vi, porém, que a faixa apodrecera e para nada mais servia.
Então, o Senhor falou-me nestes termos:
«Isto diz o Senhor: 'Da mesma forma, farei apodrecer a soberba de Judá e o
grande orgulho de Jerusalém.
Este povo perverso, que recusa ouvir as minhas ordens, que segue a
obstinação do seu coração e vai atrás de deuses estranhos para os servir e
adorar, tornar-se-á semelhante a esta faixa, que para nada serve.
Assim como uma faixa se liga à cintura de um homem, assim Eu uni a mim toda
a casa de Israel e a casa de Judá para que fossem o meu povo, a minha
honra, a minha glória e a minha ufania. Eles, porém, não me escutaram'»
oráculo do Senhor.
Deut. 32,18-19.20.21.
Desprezaste o Rochedo que te gerou, e esqueceste o Deus que te formou.
O Senhor viu isso e irritou-se, provocado por seus filhos e filhas.
E disse: 'Vou esconder deles a minha face, verei qual será o seu futuro,
porque eles são uma geração rebelde, filhos em quem não se pode confiar.
Fazem-me ciúmes com o que não é Deus, irritam-me com seus ídolos vãos. Eu é
que lhes farei ciúmes com um que não é povo, com uma nação insensata os
irritarei.'
Mateus 13,31-35.
Jesus propôs-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante a um grão de
mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo.
É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a
maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves
do céu abrigar-se nos seus ramos.»
Jesus disse-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante ao fermento
que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo
fique fermentado.»
Tudo isto disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada lhes dizia sem ser
em parábolas.
Deste modo cumpria-se o que fora anunciado pelo profeta: Abrirei a minha
boca em parábolas e proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilias sobre São Mateus, 2-3 (a partir da trad. Véricel, L'Evangile commenté, pp. 144-145)
A parábola do fermento
O Senhor apresenta a seguir a imagem do fermento: [...] da mesma forma que
este fermento transmite a sua força à massa da farinha, também vós
transformareis o mundo inteiro. [...] Não levanteis objecções, dizendo: Que
podemos fazer, nós que somos apenas doze, no meio de tão grande multidão?
Aquilo que demonstrará o brilho do vosso poder será precisamente o facto de
enfrentardes a multidão sem recuar. [...] É Cristo que dá ao
fermento o poder que ele tem: Ele misturou na multidão aqueles que tinham
fé n'Ele, para que comuniquemos os nossos conhecimentos uns aos outros. Não
Lhe censuremos, pois, o pequeno número dos Seus discípulos, pois o poder da
mensagem é enorme; e, quando a massa tiver fermentado, tornar-se-á fermento
para o resto. [...]
Mas se doze homens fermentaram a terra inteira, que maus somos nós que,
apesar de sermos em número considerável, não conseguimos converter os que
nos rodeiam, quando tal número deveria ser suficiente para ser fermento de
milhares de mundos! Mas estes doze, dizeis vós, eram os Apóstolos! E
depois? Não estavam nas mesmas condições que nós? Não habitavam também nas
cidades? Não partilhavam também o nosso destino? Não exerciam também uma
profissão? Seriam anjos descidos do céu? Dizeis que eles fizeram milagres?
Mas não é por isso que os admiramos. Até quando falaremos dos seus milagres
para esconder a nossa preguiça? [...] Então de onde vem a grandeza dos
Apóstolos? Do seu desprezo pelas riquezas, de seu desdém pela glória.
[...] É a maneira de viver que dá o verdadeiro brilho e que faz
descer a graça do Espírito Santo.
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sábado, 24 de julho de 2010
Profecia do Dia
Domingo, dia 25 de Julho de 2010
17º Domingo do Tempo Comum - Ano C
S. Tiago Maior
S. Tiago Maior, apóstolo, mártir
Comentário ao Evangelho do dia feito por
João Paulo II : «Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu!»
Leituras
Gén. 18,20-32.
O Senhor acrescentou: «O clamor de Sodoma e Gomorra é imenso e o seu pecado
agrava-se extremamente.
Vou descer a fim de ver se, na realidade, a conduta deles corresponde ao
brado que chegou até mim. E se não for assim, sabê-lo-ei.»
Os homens partiram dali, e encaminharam-se para Sodoma. Abraão, porém,
continuava ainda na presença do Senhor.
Abraão aproximou-se e disse: «E será que vais exterminar, ao mesmo tempo, o
justo com o culpado?
Talvez haja cinquenta justos na cidade; matá-los-ás a todos? Não perdoarás
à cidade, por causa dos cinquenta justos que nela podem existir?
Longe de ti proceder assim e matar o justo com o culpado, tratando-os da
mesma maneira! Longe de ti! O juiz de toda a Terra não fará justiça?»
O Senhor disse: «Se encontrar em Sodoma cinquenta justos perdoarei a toda a
cidade, por causa deles.»
Abraão prosseguiu: «Pois que me atrevi a falar ao meu Senhor, eu que sou
apenas cinza e pó, continuarei.
Se, por acaso, para cinquenta justos faltarem cinco, destruirás toda a
cidade, por causa desses cinco homens?» O Senhor respondeu: «Não a
destruirei, se lá encontrar quarenta e cinco justos.»
Abraão insistiu ainda e disse: «Talvez não se encontrem nela mais de
quarenta.» O Senhor disse: «Não destruirei a cidade, em atenção a esses
quarenta.»
Abraão voltou a dizer: «Que o Senhor não se irrite, por eu continuar a
insistir. Talvez lá se encontrem trinta justos.» O Senhor respondeu: «Se lá
encontrar trinta justos, não o farei.»
Abraão prosseguiu: «Perdoa, meu Senhor, a ousadia que tenho de te falar.
Talvez não se encontrem lá mais de vinte justos.» O Senhor disse: «Em
atenção a esses vinte justos, não a destruirei.»
Abraão insistiu novamente: «Que o meu Senhor não se irrite; não falarei,
porém, mais do que esta vez. Talvez lá não se encontrem senão dez.» E Deus
respondeu: «Em atenção a esses dez justos, não a destruirei.»
Salmos 138(137),1-2.3.6.7-8.
Dou-te graças, SENHOR, de todo o coração, na presença dos poderosos te
hei-de louvar.
Inclino-me voltado para o teu santo templo e louvarei o teu nome, pela tua
bondade e pela tua fidelidade, porque foste mais além das tuas promessas.
Quando te invoquei, atendeste-me e aumentaste as forças da minha alma.
SENHOR é excelso, mas repara no humilde e reconhece de longe o soberbo.
Quando estou em angústia, conservas-me a vida; estendes a mão contra a ira
dos meus inimigos, e a tua mão direita me salva.
SENHOR tudo fará por mim! Ó SENHOR, o teu amor é eterno! Não abandones a
obra das tuas mãos!
Coloss. 2,12-14.
Sepultados com Ele no Baptismo, foi também com Ele que fostes
ressuscitados, pela fé que tendes no poder de Deus, que o ressuscitou dos
mortos.
A vós, que estáveis mortos pelas vossas faltas e pela incircuncisão da
vossa carne, Deus deu-vos a vida juntamente com Ele: perdoou-nos todas as
nossas faltas,
anulou o documento que, com os seus decretos, era contra nós; aboliu-o
inteiramente, e cravou-o na cruz.
Lucas 11,1-13.
Sucedeu que Jesus estava algures a orar. Quando acabou, disse-lhe um dos
seus discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João também ensinou os
seus discípulos.»
Disse-lhes Ele: «Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome;
venha o teu Reino;
dá-nos o nosso pão de cada dia;
perdoa os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos
ofende; e não nos deixes cair em tentação.»
Disse-lhes ainda: «Se algum de vós tiver um amigo e for ter com ele a meio
da noite e lhe disser: 'Amigo, empresta-me três pães,
pois um amigo meu chegou agora de viagem e não tenho nada para lhe
oferecer',
e se ele lhe responder lá de dentro: 'Não me incomodes, a porta está
fechada, eu e os meus filhos estamos deitados; não posso levantar-me para
tos dar'.
Eu vos digo: embora não se levante para lhos dar por ser seu amigo, ao
menos, levantar-se-á, devido à impertinência dele, e dar-lhe-á tudo quanto
precisar.»
«Digo-vos, pois: Pedi e ser-vos-á dado; procurai e achareis; batei e
abrir-se-vos-á;
porque todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra, e ao que bate,
abrir-se-á.
Qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?
Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente?
Ou, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?
Pois se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos,
quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
João Paulo II, Papa entre 1978 e 2005
Encíclica «Dives in Misericórdia», cap. 8, § 15 (trad. copyright © Libreria Editrice Vaticana)
«Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu!»
Quanto mais a consciência humana, vítima da secularização, esquecer o
próprio significado da palavra «misericórdia», e quanto mais, afastando-se
de Deus, se afastar do mistério da misericórdia, tanto mais a Igreja tem o
direito e o dever de apelar «com grande clamor» (Mt 15, 23) para o Deus da
misericórdia. Este «grande clamor», elevado até Deus para implorar a Sua
misericórdia há-de caracterizar a Igreja do nosso tempo. [...]
O homem contemporâneo interroga-se com profunda ansiedade quanto à solução
das terríveis tensões que se acumulam sobre o mundo e se entrecuzam nos
caminhos da humanidade. Se algumas vezes o homem não tem a coragem de
pronunciar a palavra «misericórdia», ou não lhe encontra equivalente na sua
consciência despojada de todo o sentido religioso, ainda se torna mais
necessário que a Igreja pronuncie esta palavra, não só em nome próprio, mas
também em nome de todos os homens contemporâneos.
É, pois, necessário que tudo o que acabamos de dizer no presente
documento sobre a misericórdia se transforme continuamente em fervorosa
oração, num clamor a suplicar a misericórdia, segundo as necessidades do
homem no mundo contemporâneo. E que este clamor esteja impregnado de toda a
verdade sobre a misericórdia que tem expressão tão rica na Sagrada
Escritura e na Tradição, e também na autêntica vida de fé de tantas
gerações do Povo de Deus. Com este clamor apelamos, como fizeram os Autores
sagrados, para o Deus que não pode desprezar nada daquilo que criou (Sab
11, 24), para o Deus que é fiel a Si próprio, à Sua paternidade e ao Seu
amor.
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