quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 11 de Novembro de 2010
Quinta-feira da 32ª semana do Tempo Comum

S. Martinho (de Tours), bispo, +397



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurado John Henry Newman : «O Reino de Deus está no meio de vós»

Leituras

Filémon 1,7-20.
De facto, foi grande a alegria e a consolação que tive com o teu amor,
porque os corações dos santos foram reconfortados por meio de ti, irmão.
Por isso, embora tenha toda a autoridade em Cristo para te impor o que mais
convém,
levado pelo amor, prefiro pedir como aquele que sou: Paulo, um ancião e,
agora, até prisioneiro por causa de Cristo Jesus.
Peço-te pelo meu filho, que gerei na prisão: Onésimo,
que outrora te era inútil, mas agora é, para ti e para mim, bem útil.
É ele que eu te envio: ele, isto é, o meu próprio coração.
Eu bem desejava mantê-lo junto de mim, para, em vez de ti, se colocar ao
meu serviço nas prisões que sofro por causa do evangelho.
Porém, nada quero fazer sem o teu consentimento, para que o bem que fazes
não seja por obrigação, mas de livre vontade.
É que, afinal, talvez tenha sido por isto que ele foi afastado por breve
tempo: para que o recebas para sempre,
não já como escravo, mas muito mais do que um escravo: como irmão querido;
isto especialmente para mim, quanto mais para ti, que com ele estás
relacionado tanto humanamente como no Senhor.
Se, pois, me consideras em comunhão contigo, recebe-o como a mim próprio.
E se ele te causou algum prejuízo ou alguma coisa te deve, põe isso na
minha conta.
Sou eu, Paulo, que o escrevo pela minha própria mão: serei eu a pagar.
Isto, para não te dizer que me deves a tua própria pessoa.
Sim, irmão, possa eu sentir-me satisfeito contigo no Senhor: reconforta o
meu coração em Cristo.


Salmos 146(145),7-10.
Ele é eternamente fiel à sua palavra; salva os oprimidos, dá pão aos que
têm fome; o SENHOR liberta os prisioneiros.
SENHOR dá vista aos cegos, o SENHOR levanta os abatidos; o SENHOR ama o
homem justo.
SENHOR protege os que vivem em terra estranha e ampara o órfão e a viúva,
mas entrava o caminho aos pecadores.
SENHOR reinará eternamente! O teu Deus, ó Sião, reinará por todas as
gerações!


Lucas 17,20-25.
Interrogado pelos fariseus sobre quando chegaria o Reino de Deus, Jesus
respondeu-lhes: «O Reino de Deus não vem de maneira ostensiva.
Ninguém poderá afirmar: 'Ei-lo aqui' ou 'Ei-lo ali', pois o Reino de Deus
está entre vós.»
Depois, disse aos discípulos: «Tempo virá em que desejareis ver um dos dias
do Filho do Homem e não o vereis.
Vão dizer-vos: 'Ei-lo ali', ou então: 'Ei-lo aqui.' Não queirais ir lá nem
os sigais.
Porque, como o relâmpago, ao faiscar, brilha de um extremo ao outro do céu,
assim será o Filho do Homem no seu dia.
Mas, primeiramente, Ele tem de sofrer muito e ser rejeitado por esta
geração.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Bem-aventurado John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador de comunidade religiosa, teólogo
Sermão «The Invisible Word», PPS vol. 4, nº13

«O Reino de Deus está no meio de vós»

É difícil à fé admitir as palavras da Escritura respeitantes às nossas
relações com um mundo que nos é superior? [...] Esse mundo espiritual está
presente, ainda que invisível; ele está no presente e não no futuro, não
distante. Não está acima do céu, não está além do túmulo; está aqui e
agora: «O Reino de Deus está entre nós». É disto que fala São Paulo: «Não
olhamos para as coisas visíveis, mas para as invisíveis, porque as visíveis
são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas» (2 Cor 4, 18).
[...]


Assim é o Reino escondido de Deus; e, tal como ele está agora escondido,
assim será revelado no momento desejado. Os homens julgam ser os senhores
do mundo e poder fazer dele o que querem. Julgam ser seus proprietários e
deter poder sobre o seu curso. [...] Mas este mundo é habitado pelos
humildes de Cristo, que eles desprezam, e pelos Seus anjos, nos quais não
acreditam. No fim serão estes que tomarão posse dele, quando forem
manifestados. Agora «todas as coisas», em aparência, «continuam como eram
depois do começo da criação» e os ridicularizadores perguntam: «Onde está a
promessa da Sua vinda?» (2 Ped 3, 4). Mas, no tempo marcado, haverá uma
«manifestação dos filhos de Deus» e os santos escondidos «resplandecerão
como o sol no Reino de seu Pai» (Rom 8, 19; Mt 13, 43).


Quando os anjos apareceram aos pastores, foi uma aparição súbita: «De
repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste» (Lc 2, 13).
Anteriormente, a noite era como qualquer outra noite – os pastores
guardavam os seus rebanhos; observavam o curso da noite; as estrelas
seguiam o seu curso; era meia-noite; não pensavam de todo em algo parecido
quando o anjo apareceu. Tais são o poder e a força escondidas nas coisas
visíveis. Elas manifestam-se quando Deus quer.




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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 10 de Novembro de 2010
Quarta-feira da 32ª semana do Tempo Comum

S. Leão I Magno, papa, Doutor da Igreja, +461



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Francisco de Assis : «Voltar para glorificar a Deus»

Leituras

Tito 3,1-7.
Recorda-lhes que sejam submissos e obedientes aos governantes e
autoridades, que estejam prontos para qualquer boa obra,
que não digam mal de ninguém, nem sejam conflituosos, mas sejam afáveis,
mostrando sempre amabilidade para com todos os homens.
Pois também nós éramos outrora insensatos, rebeldes, extraviados, escravos
de toda a espécie de paixões e prazeres, vivendo na maldade e na inveja,
odiados e odiando-nos uns aos outros.
Mas, quando se manifestou a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor
para com os homens,
Ele salvou-nos, não em virtude de obras de justiça que tivéssemos
praticado, mas da sua misericórdia, mediante um novo nascimento e renovação
do Espírito Santo,
que Ele derramou abundantemente sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador,

a fim de que, justificados pela sua graça, nos tornemos, segundo a nossa
esperança, herdeiros da vida eterna.


Salmos 23(22),1-6.
O SENHOR é meu pastor: nada me falta.
Em verdes prados me faz descansar e conduz me às águas refrescantes.
Reconforta a minha alma e guia me por caminhos rectos, por amor do seu
nome.
Ainda que atravesse vales tenebrosos, de nenhum mal terei medo porque Tu
estás comigo. A tua vara e o teu cajado dão me confiança.
Preparas a mesa para mim à vista dos meus inimigos; ungiste com óleo a
minha cabeça; a minha taça transbordou.
Na verdade, a tua bondade e o teu amor hão de acompanhar me todos os dias
da minha vida, e habitarei na casa do SENHOR para todo o sempre.


Lucas 17,11-19.
Quando caminhava para Jerusalém, Jesus passou através da Samaria e da
Galileia.
Ao entrar numa aldeia, dez homens leprosos vieram ao seu encontro;
mantendo-se à distância,
gritaram, dizendo: «Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós!»
Ao vê-los, disse-lhes: «Ide e mostrai-vos aos sacerdotes.» Ora, enquanto
iam a caminho, ficaram purificados.
Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em voz alta;
caiu aos pés de Jesus com a face em terra e agradeceu-lhe. Era um
samaritano.
Tomando a palavra, Jesus disse: «Não foram dez os que ficaram purificados?
Onde estão os outros nove?
Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?»
E disse-lhe: «Levanta-te e vai. A tua fé te salvou.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Francisco de Assis (1182-1226), fundador dos  Frades Menores
Primeira regra, 23 (a partir da trad. Desbonnets et Vorreux, Documents, p. 78)

«Voltar para glorificar a Deus»

Todo-poderoso, santíssimo, altíssimo e soberano Deus,
Pai santo e justo, Senhor, Rei do céu e da terra,
Por Ti a Ti damos graças,
Pois que, por Tua santa vontade,
E por Teu Filho unigénito, com o Espírito Santo,
Criaste todas as coisas espirituais e corporais.
À Tua imagem e semelhança nos fizeste,
O paraíso por morada nos deste,
Donde, por nossa culpa, caímos.


A Ti damos graças pois que,
Como por Teu Filho nos criaste,
Assim também, pelo santo amor com que nos amaste,
Fizeste que Teu Filho, verdadeiro Deus e verdadeiro homem,
Nascesse da gloriosa Virgem Santa Maria,
E, pela Sua cruz, Seu sangue e Sua morte,
Quiseste resgatar-nos a nós, os cativos.


E a Ti damos graças porque esse mesmo Teu Filho
De novo há-de vir na glória da Sua majestade
Para lançar ao fogo eterno os malditos
Que recusaram converter-se e conhecer-Te
E para dizer a todos quantos Te conheceram,
Te adoraram e Te serviram em penitência:
«Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está
preparado desde a criação do mundo» (Mt 25, 34).


E porque somos, nós todos, indigentes e pecadores,
Dignos não somos de pronunciar o Teu nome;
Aceita pois, Te suplicamos,
Que Nosso Senhor Jesus Cristo,
Teu Filho muito amado, em Quem puseste todo o Teu agrado,
Com o Santo Espírito Paráclito
Te dê graças por tudo,
Como a Ti e a Ele agradar,
Ele, que é Quem sempre em tudo Te basta,
Ele, por Quem tanto fizeste por nós. Aleluia!




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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 09 de Novembro de 2010
Dedicação da Basílica de Latrão – Festa

Dedicação da Basílica de S. João de Latrão
Dedicação da Basílica de Latrão



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurado John Henry Newman : Festa da dedicação de uma catedral, festa da Igreja

Leituras

Ezeq. 47,1-2.8-9.12.
Conduziu-me para a entrada do templo, e eis que saía água da sua parte
subterrânea, em direcção ao oriente, porque o templo estava voltado para
oriente. A água brotava da parte de baixo do lado direito do templo, a sul
do altar.
Fez-me sair pelo pórtico setentrional e contornar o templo por fora, até ao
pórtico exterior oriental; vi rebentar a água do lado direito.
Ele disse-me: "Esta água corre para o território oriental, desce para a
Arabá e dirige-se para o mar; quando chegar ao mar, as suas águas
tornar-se-ão salubres.
Por onde quer que a torrente passar, todo o ser vivo que se move viverá. O
peixe será muito abundante, porque aonde quer que esta água chegar,
tornar-se-á salubre; e a vida desenvolver-se-á por toda a parte aonde ela
chegar.
Ao longo da torrente, nas suas margens, crescerá toda a sorte de árvores
frutíferas, cuja folhagem não murchará e cujos frutos nunca cessam:
produzirão todos os meses frutos novos, porque esta água vem do Santuário.
Os frutos servirão de alimento e as folhas, de remédio."


Salmos 46(45),2-3.5-6.8-9.
Deus é o nosso refúgio e a nossa força, ajuda permanente nos momentos de
angústia.
Por isso, não temos medo, mesmo que a terra trema, mesmo que as montanhas
se afundem no mar;
Um rio, com os seus canais, alegra a cidade de Deus, a mais santa entre as
moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela, não pode vacilar; Deus irá em seu auxílio, ao
romper do dia.
O SENHOR do universo está connosco! O Deus de Jacob é a nossa fortaleza!
Vinde e contemplai as obras do SENHOR, as maravilhas que Ele realizou na
terra.


João 2,13-22.
Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
Encontrou no templo os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas
nos seus postos.
Então, fazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo com as
ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas pelo chão e
derrubou-lhes as mesas;
e aos que vendiam pombas, disse-lhes: «Tirai isso daqui. Não façais da Casa
de meu Pai uma feira.»
Os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me
devora.
Então os judeus intervieram e perguntaram-lhe: «Que sinal nos dás de
poderes fazer isto?»
Declarou-lhes Jesus, em resposta: «Destruí este templo, e em três dias Eu o
levantarei!»
Replicaram então os judeus: «Quarenta e seis anos levou este templo a
construir, e Tu vais levantá-lo em três dias?»
Ele, porém, falava do templo que é o seu corpo.
Por isso, quando Jesus ressuscitou dos mortos, os seus discípulos
recordaram-se de que Ele o tinha dito e creram na Escritura e nas palavras
que tinha proferido.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Bem-aventurado John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador de comunidade religiosa, teólogo
PPS, vol 6, n° 19

Festa da dedicação de uma catedral, festa da Igreja

Uma catedral é fruto de um desejo momentâneo ou é algo que se pode realizar
pela vontade? [...] Com toda a certeza, as igrejas que herdámos não
resultam apenas da gestão de capitais, nem são uma pura criação do génio;
são fruto do martírio, de grandes feitos e de sofrimentos. As suas
fundações são muito profundas; elas assentam sobre a pregação dos
apóstolos, sobre a confissão da fé dos santos, e sobre as primeiras
conquistas do Evangelho no nosso país. Tudo o que é nobre na sua
arquitectura, que cativa os olhos e chega ao coração, não é um puro
resultado da imaginação dos homens, é um dom de Deus, é uma obra
espiritual.


A cruz assenta sempre no risco e no sofrimento, é sempre regada com
lágrimas e sangue. Em parte alguma cria raízes e dá fruto se a pregação não
for acompanhada de renúncia. Os detentores do poder podem fazer um decreto,
favorecer uma religião, mas não a podem estabelecer, podem apenas impô-la.
Só a Igreja pode estabelecer a Igreja. Só os santos, os homens
mortificados, os pregadores da rectidão, os confessores da verdade, podem
criar uma verdadeira casa para a verdade.


É por isso que os templos de Deus são também os monumentos dos Seus santos.
[...] A sua simplicidade, a sua grandeza, a sua solidez, a sua graça e a
sua beleza não fazem senão recordar a paciência e a pureza, a coragem e a
doçura, a caridade e a fé daqueles que não adoraram a Deus apenas nas
montanhas e nos desertos; eles sofreram, mas não em vão, porque outros
herdaram os frutos do seu sofrimento (cf Jo 4, 38). Efectivamente, a longo
prazo, a sua palavra deu fruto; fez-se Igreja, esta catedral onde a Palavra
vive desde há muito tempo. [...] Felizes os que entram nesta relação de
comunhão com os santos do passado e com a Igreja universal. [...] Felizes
os que, entrando nesta igreja, penetram de coração no céu.




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