Segunda-feira, dia 15 de Novembro de 2010
Segunda-feira da 33ª semana do Tempo Comum
Santo Alberto Magno, bispo, Doutor da Igreja, +1280
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Josemaría Escrivá de Balaguer : «Os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais.»
Leituras
Apoc. 1,1-4.2,1-5.
Revelação de Jesus Cristo. Deus encarregou-o de manifestar aos seus servos
as coisas que brevemente devem acontecer e que Ele comunicou pelo anjo que
enviou ao seu servo João,
o qual atesta que tudo o que viu é Palavra de Deus e testemunho de Jesus
Cristo.
Feliz o que lê e os que escutam a mensagem desta profecia e põem em prática
o que nela está escrito, porque o tempo está próximo.
João saúda as sete igrejas da província da Ásia: graça e paz da parte
daquele que é, que era e que há-de vir, da parte dos sete espíritos que
estão diante do seu trono
Ao anjo da igreja de Éfeso, escreve: «Isto diz o que tem na mão direita as
sete estrelas, o que caminha no meio dos sete candelabros de ouro:
'Conheço as tuas obras, as tuas fadigas e a tua constância. Sei também que
não podes tolerar os malvados e que puseste à prova os que se dizem
apóstolos mas não o são e os achaste mentirosos;
tens constância, sofreste por causa de mim e não perdeste a coragem.
No entanto, tenho uma coisa contra ti: abandonaste o teu primitivo amor.
Lembra-te, pois, donde caíste, arrepende-te e torna a proceder como ao
princípio. Se não procederes assim e não te arrependeres, Eu virei ter
contigo e retirarei o teu candelabro do seu lugar.
Salmos 1,1-2.3.4.6.
Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho
dos pecadores, nem toma parte na reunião dos libertinos;
antes põe o seu enlevo na lei do SENHOR e nela medita dia e noite.
É como a árvore plantada à beira da água corrente: dá fruto na estação
própria e a sua folhagem não murcha; em tudo o que faz é bem sucedido.
Mas os ímpios não são assim! São como a palha que o vento leva.
O SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios conduz à
perdição.
Lucas 18,35-43.
Quando se aproximavam de Jericó, estava um cego sentado a pedir esmola à
beira do caminho.
Ouvindo a multidão que passava, perguntou o que era aquilo.
Disseram-lhe que era Jesus de Nazaré que ia a passar.
Então, bradou: «Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim!»
Os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse. Mas ele gritava
cada vez mais: «Filho de David, tem misericórdia de mim!»
Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Quando o cego se aproximou,
perguntou-lhe:
«Que queres que te faça?» Respondeu: «Senhor, que eu veja!»
Jesus disse-lhe: «Vê. A tua fé te salvou.»
Naquele mesmo instante, recobrou a vista e seguia-o, glorificando a Deus. E
todo o povo, ao ver isto, deu louvores a Deus.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero, fundador
Homilia «Vida de fé», em «Amigos de Deus», nº 195
«Os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais.»
Ouvindo aquele grande vozear das pessoas, o cego perguntou: o que é isto?
Responderam-lhe: é Jesus de Nazaré. Então inflamou-se-lhe tanto a alma na
fé em Cristo, que gritou: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim.»Não te dá vontade de gritar, a ti que também estás parado na
berma do caminho, desse caminho da vida que é tão curta; a ti, a quem
faltam luzes; a ti, que necessitas de mais graça para te decidires a
procurar a santidade? Não sentes urgência em clamar: «Jesus, Filho de
David, tem piedade de mim»? Que bela jaculatória para repetires com
frequência!Aconselho-vos a meditar com vagar sobre as
circunstâncias que precedem o prodígio, a fim de que conserveis bem gravada
na vossa mente uma ideia muito nítida: como os nossos pobres corações são
diferentes do Coração misericordioso de Jesus! Isto ser-vos-á sempre muito
útil, de modo especial na hora da prova, da tentação, e também na hora da
resposta generosa nos pequenos afazeres do dia-a-dia ou nas ocasiões
heróicas.Muitos repreendiam-no para o fazer calar. Tal
como a ti, quando suspeitaste de que Jesus passava a teu lado. Acelerou-se
o bater do teu coração e começaste também a clamar, movido por uma íntima
inquietação. E amigos, costumes, comodidade, ambiente, todos te
aconselharam: cala-te, não grites! Porque é que hás-de chamar por Jesus?
Não o incomodes!Mas o pobre Bartimeu não os ouvia e
continuava ainda com mais força: «Filho de David, tem piedade de mim». O
Senhor, que o ouviu desde o começo, deixou-o perseverar na sua oração.
Contigo, procede da mesma maneira. Jesus apercebe-Se do primeiro apelo da
nossa alma, mas espera. Quer que nos convençamos de que precisamos Dele;
quer que Lhe roguemos, que sejamos teimosos, como aquele cego que estava à
beira do caminho, à saída de Jericó. Imitemo-lo. Ainda que Deus não nos
conceda imediatamente o que Lhe pedimos e, apesar de muitos procurarem
afastar-nos da oração, não cessemos de Lhe implorar.
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domingo, 14 de novembro de 2010
Profecia do Dia
sábado, 13 de novembro de 2010
Profecia do Dia
Domingo, dia 14 de Novembro de 2010
33º Domingo do Tempo Comum - Ano C
Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum (semana I do saltério)
S. José Pignatelli, presbítero, +1811
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio : A vinda de Cristo
Leituras
Malaquias 3,19-20.
Pois, eis que vem um dia abrasador como uma fornalha. Todos os soberbos e
todos os que cometem a iniquidade serão como a palha; este dia que vai
chegar queimá-los-á diz o Senhor do universo e nada ficará deles: nem
raiz, nem ramos.
Mas, para vós que respeitais o meu nome, brilhará o sol de justiça,
trazendo a cura nos seus raios; saireis e saltareis como bezerros para fora
do estábulo.
Salmos 98(97),5-6.7-8.9.
Cantai hinos ao SENHOR, ao som da harpa, ao som da harpa e da lira;
ao som de cornetins e trombetas, aclamai o nosso rei e SENHOR.
Ressoe o mar e tudo o que ele contém, o mundo inteiro e os que nele
habitam.
Batam palmas os rios, e as montanhas, em coro, gritem de alegria
diante do SENHOR, que vem julgar a terra. Ele governará o mundo com
justiça e os povos com rectidão.
2 Tess. 3,7-12.
Com efeito, vós próprios sabeis como deveis imitar-nos, pois não vivemos
desordenadamente entre vós,
nem comemos o pão de graça à custa de alguém, mas com esforço e canseira,
trabalhámos noite e dia, para não sermos um peso para nenhum de vós.
Não é que não tivéssemos esse direito, mas foi para nos apresentarmos a nós
mesmos como modelo, para que nos imitásseis.
Na verdade, quando ainda estávamos convosco, era isto que vos ordenávamos:
se alguém não quer trabalhar também não coma.
Ora constou-nos que alguns vivem no meio de vós desordenadamente, não se
ocupando de nada mas vagueando preocupados.
A estes tais ordenamos e exortamos no Senhor Jesus Cristo a que ganhem o
pão que comem, com um trabalho tranquilo.
Lucas 21,5-19.
Como alguns falassem do templo, dizendo que estava adornado de belas pedras
e de ofertas votivas, respondeu:
«Virá o dia em que, de tudo isto que estais a contemplar, não ficará pedra
sobre pedra. Tudo será destruído.»
Perguntaram-lhe, então: «Mestre, quando sucederá isso? E qual será o sinal
de que estas coisas estão para acontecer?»
Ele respondeu: «Tende cuidado em não vos deixardes enganar, pois muitos
virão em meu nome, dizendo: 'Sou eu'; e ainda: 'O tempo está próximo.' Não
os sigais.
Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis; é necessário
que estas coisas sucedam primeiro, mas não será logo o fim.»
Disse-lhes depois: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino.
Haverá grandes terramotos e, em vários lugares, fomes e epidemias; haverá
fenómenos apavorantes e grandes sinais no céu.»
«Mas, antes de tudo, vão deitar-vos as mãos e perseguir-vos, entregando-vos
às sinagogas e metendo-vos nas prisões; hão-de conduzir-vos perante reis e
governadores, por causa do meu nome.
Assim, tereis ocasião de dar testemunho.
Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com a vossa
defesa,
porque Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não poderão
resistir ou contradizer os vossos adversários.
Sereis entregues até pelos pais, irmãos, parentes e amigos. Hão-de causar a
morte a alguns de vós
e sereis odiados por todos, por causa do meu nome.
Mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.
Pela vossa constância é que sereis salvos.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho segundo São Lucas X, 6-8 (SC 52, pp. 158 ss., rev.)
A vinda de Cristo
«Não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído». Estas palavras diziam
respeito ao Templo edificado por Salomão [...], uma vez que tudo o que é
construído pelas nossas mãos sucumbe ao desgaste ou à deterioração e está
sujeito a ser derrubado pela violência ou destruído pelo fogo. [...] Mas
dentro de nós também existe um templo que se desmorona se a fé faltar, em
particular se em nome de Cristo procurarmos em vão apoderar-nos de certezas
interiores, e talvez seja esta interpretação a mais útil para nós. Com
efeito, de que servirá saber o dia do Juízo? De que me servirá, tendo
consciência de todos os meus pecados, saber que o Senhor virá um dia, se
Ele não vier à minha alma, não crescer no meu espírito, se Cristo não vier
a mim, se Cristo não falar em mim? É a mim que Cristo deve vir, e é em mim
que deve realizar-se a Sua vinda.
Ora, a segunda vinda de Cristo terá lugar no nadir do mundo, quando
pudermos dizer que «o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo»
(Gl 6, 14). [...] Para quem lhe morreu o mundo, Cristo é eterno; para esse,
o Templo é espiritual, a Lei espiritual, a própria Páscoa espiritual. [...]
Então, para esse, realiza-se a presença da sabedoria, a presença da virtude
e da justiça, a presença da redenção, porque Cristo na verdade morreu uma
só vez pelos pecados de todos a fim de resgatar todos os dias os pecados de
todos.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Profecia do Dia
Sabado, dia 13 de Novembro de 2010
Sábado da 32a semana do Tempo Comum
Santo Estanislau Kostka, religioso, +1568
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?»
Leituras
3 João 1,5-8.
Caríssimo, em tudo o que fazes aos irmãos, mesmo sendo estrangeiros, tu
procedes como é próprio de um fiel.
Eles deram testemunho da tua caridade, diante da igreja. Farás bem em os
prover do necessário para a sua viagem, de um modo digno de Deus,
pois foi pelo seu nome que eles se puseram a caminho, sem nada receberem
dos gentios.
Por isso, nós devemos acolhê-los, a fim de sermos cooperadores da causa da
verdade.
Salmos 112(111),1-2.3-4.5-6.
Feliz o homem que teme o SENHOR e se compraz nos seus mandamentos.
sua descendência será poderosa sobre a terra, e bendita, a geração dos
justos.
Haverá na sua casa abundância e riqueza e a sua prosperidade durará para
sempre.
Brilha para os homens rectos como luz nas trevas: ele é piedoso, clemente e
compassivo.
Feliz o homem que se compadece e empresta e administra os seus bens com
justiça.
Este jamais sucumbirá. O justo deixará memória eterna.
Lucas 18,1-8.
Depois, disse-lhes uma parábola sobre a obrigação de orar sempre, sem
desfalecer:
«Em certa cidade, havia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os
homens.
Naquela cidade vivia também uma viúva que ia ter com ele e lhe dizia:
'Faz-me justiça contra o meu adversário.'
Durante muito tempo, o juiz recusou-se a atendê-la; mas, um dia, disse
consigo: 'Embora eu não tema a Deus nem respeite os homens,
contudo, já que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe justiça, para que me
deixe de vez e não volte a importunar-me.'»
E o Senhor continuou: «Reparai no que diz este juiz iníquo.
E Deus não fará justiça aos seus eleitos, que a Ele clamam dia e noite, e
há-de fazê-los esperar?
Eu vos digo que lhes vai fazer justiça prontamente. Mas, quando o Filho do
Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão 115, 1; PL 38, 655 (a partir da trad. de Delhougne, Les Pères commentent, p. 447)
«Quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?»
Haverá método mais eficaz para nos encorajar à oração do que a parábola do
juiz iníquo que o Senhor nos contou? Evidentemente, o juiz iníquo nem temia
a Deus nem respeitava os homens. Não experimentava qualquer benevolência
pela viúva que a ele recorria e, no entanto, vencido pelo aborrecimento,
acabou por a escutar. Se, portanto, ele atendeu esta mulher que o
importunava com as suas súplicas, como não seremos nós atendidos por Aquele
que nos encoraja a apresentar-Lhe as nossas? Foi por isso que o Senhor nos
propôs esta comparação, conseguida por contraste, para nos dar a perceber
que é preciso «orar sempre, sem desfalecer». E depois acrescentou: «Mas,
quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?»
Se a fé desaparecer, a oração extingue-se. Com efeito, quem poderia rezar
para pedir aquilo em que não crê? Eis pois o que o Apóstolo Paulo diz,
exortando-nos à oração: «Todo o que invocar o nome do Senhor será salvo».
Depois, para mostrar que a fé é a fonte da oração e que o ribeiro não pode
correr se a fonte estiver seca, acrescenta : «Ora, como hão-de invocar
Aquele em Quem não acreditaram?» (Rom 10,13-14) Acreditemos, pois, para
podermos orar e oremos para que a fé, que é o princípio da nossa oração,
nunca nos venha a faltar. A fé expande a oração e a oração, ao expandir-se,
obtém por seu turno o fortalecimento da fé.
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