Terça-feira, dia 16 de Novembro de 2010
Terça-feira da 33ª semana do Tempo Comum
Santa Gertrudes, Magna, monja, +1303, Santa Margarida, rainha da Escócia, +1093, São José Moscati, médico, +1927
Comentário ao Evangelho do dia feito por
João Paulo II : «Hoje veio a salvação a esta casa»
Leituras
Apoc. 3,1-6.14-22.
Ao anjo da igreja de Sardes, escreve: «Isto diz o que tem os sete espíritos
de Deus e as sete estrelas: 'Conheço as tuas obras; tens fama de estar
vivo, mas estás morto.
Sê vigilante e fortifica aquilo que está a morrer, pois não encontrei
perfeitas as tuas obras, diante do meu Deus.
Recorda, portanto, o que recebeste e ouviste. Guarda-o e arrepende-te. Pois
se não estiveres vigilante, virei como um ladrão, sem que saibas a que hora
virei ter contigo.
No entanto, tens em Sardes algumas pessoas que não mancharam as suas
vestes; esses caminharão comigo, vestidos de branco, pois são dignos disso.
Assim, o que vencer andará vestido com vestes brancas e não apagarei o seu
nome do livro da Vida, mas o darei a conhecer diante de meu Pai e dos seus
anjos.'
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.»
Ao anjo da igreja de Laodiceia, escreve: «Isto diz o Ámen, a Testemunha
fiel e verdadeira, o Princípio da Criação de Deus:
'Conheço as tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou
quente.
Assim, porque és morno e não és frio nem quente vou vomitar-te da minha
boca.
Porque dizes: 'Sou rico, enriqueci e nada me falta' e não te dás conta de
que és um infeliz, um miserável, um pobre, um cego, um nu
aconselho-te a que me compres ouro purificado no fogo, para enriqueceres,
vestes brancas para te vestires, a fim de não aparecer a vergonha da tua
nudez e, finalmente, o colírio para ungir os teus olhos e recobrares a
vista.
Aos que amo, eu os repreendo e castigo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.
Olha que Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a
porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo.'
Ao que vencer, farei que se sente comigo no meu trono, assim como Eu venci
e estou sentado com meu Pai, no seu trono.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.»
Salmos 15(14),2-3.4.5.
Aquele que leva uma vida sem mancha, pratica a justiça e diz a verdade com
todo o coração;
aquele cuja língua não levanta calúnias e não faz mal ao seu próximo, nem
causa prejuízo a ninguém;
aquele que despreza o que é desprezível, mas estima os que temem o SENHOR;
aquele que não falta ao juramento, mesmo em seu prejuízo;
aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem se deixa subornar
contra o inocente. Quem assim proceder não há-de sucumbir para sempre.
Lucas 19,1-10.
Tendo entrado em Jericó, Jesus atravessava a cidade.
Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de
impostos.
Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena
estatura.
Correndo à frente, subiu a um sicómoro para o ver, porque Ele devia passar
por ali.
Quando chegou àquele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu,
desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.»
Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria.
Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido
hospedar-se em casa de um pecador.
Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: «Senhor, vou dar metade dos meus bens aos
pobres e, se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro
vezes mais.»
Jesus disse-lhe: «Hoje veio a salvação a esta casa, por este ser também
filho de Abraão;
pois, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
João Paulo II, Papa entre 1978 e 2005
Carta aos sacerdotes por ocasião da Quinta-Feira Santa de 2002, §§ 4-6
«Hoje veio a salvação a esta casa»
Tenho a impressão de que o sucedido entre Jesus e o «chefe dos publicanos»
de Jericó se parece em vários aspectos com uma celebração do sacramento da
misericórdia. [...] Cada um dos nossos encontros com um fiel que nos pede
para se confessar [...] pode ser sempre, pela graça surpreendente de Deus,
aquele «local» junto do sicómoro onde Jesus levantou os olhos para Zaqueu.
A nós, é-nos impossível medir quanto tenham penetrado os olhos de Cristo no
íntimo do publicano de Jericó. Sabemos, porém, que aqueles são os mesmos
olhos que fixam cada um dos nossos penitentes. No sacramento da
reconciliação, somos instrumentos dum encontro sobrenatural com leis
próprias, que devemos apenas respeitar e favorecer. Deverá ter sido, para Zaqueu, uma experiência impressionante ouvir chamar
pelo seu nome. Na boca de muitos conterrâneos, aquele nome era pronunciado
com grande desprezo. Agora ouve proferi-lo com uma ternura tal, que exprime
não só confiança, mas familiaridade e de algum modo urgência duma amizade.
Sim, Jesus fala a Zaqueu como a um velho amigo, que talvez O esquecera, mas
nem por isso Ele renunciara à sua fidelidade e, por conseguinte, entra com
a doce pressão do afecto na vida e na casa do amigo reencontrado: «Desce
depressa, pois tenho de ficar em tua casa» (Lc 19, 5). No relato de Lucas,
impressiona o tom da linguagem: tudo é tão personalizado, delicado,
afectuoso! Não se trata apenas de comoventes traços de humanidade. Há,
neste texto, uma urgência intrínseca, expressa por Jesus enquanto expressão
reveladora da misericórdia de Deus.
Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Profecia do Dia
domingo, 14 de novembro de 2010
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 15 de Novembro de 2010
Segunda-feira da 33ª semana do Tempo Comum
Santo Alberto Magno, bispo, Doutor da Igreja, +1280
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Josemaría Escrivá de Balaguer : «Os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais.»
Leituras
Apoc. 1,1-4.2,1-5.
Revelação de Jesus Cristo. Deus encarregou-o de manifestar aos seus servos
as coisas que brevemente devem acontecer e que Ele comunicou pelo anjo que
enviou ao seu servo João,
o qual atesta que tudo o que viu é Palavra de Deus e testemunho de Jesus
Cristo.
Feliz o que lê e os que escutam a mensagem desta profecia e põem em prática
o que nela está escrito, porque o tempo está próximo.
João saúda as sete igrejas da província da Ásia: graça e paz da parte
daquele que é, que era e que há-de vir, da parte dos sete espíritos que
estão diante do seu trono
Ao anjo da igreja de Éfeso, escreve: «Isto diz o que tem na mão direita as
sete estrelas, o que caminha no meio dos sete candelabros de ouro:
'Conheço as tuas obras, as tuas fadigas e a tua constância. Sei também que
não podes tolerar os malvados e que puseste à prova os que se dizem
apóstolos mas não o são e os achaste mentirosos;
tens constância, sofreste por causa de mim e não perdeste a coragem.
No entanto, tenho uma coisa contra ti: abandonaste o teu primitivo amor.
Lembra-te, pois, donde caíste, arrepende-te e torna a proceder como ao
princípio. Se não procederes assim e não te arrependeres, Eu virei ter
contigo e retirarei o teu candelabro do seu lugar.
Salmos 1,1-2.3.4.6.
Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho
dos pecadores, nem toma parte na reunião dos libertinos;
antes põe o seu enlevo na lei do SENHOR e nela medita dia e noite.
É como a árvore plantada à beira da água corrente: dá fruto na estação
própria e a sua folhagem não murcha; em tudo o que faz é bem sucedido.
Mas os ímpios não são assim! São como a palha que o vento leva.
O SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios conduz à
perdição.
Lucas 18,35-43.
Quando se aproximavam de Jericó, estava um cego sentado a pedir esmola à
beira do caminho.
Ouvindo a multidão que passava, perguntou o que era aquilo.
Disseram-lhe que era Jesus de Nazaré que ia a passar.
Então, bradou: «Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim!»
Os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse. Mas ele gritava
cada vez mais: «Filho de David, tem misericórdia de mim!»
Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Quando o cego se aproximou,
perguntou-lhe:
«Que queres que te faça?» Respondeu: «Senhor, que eu veja!»
Jesus disse-lhe: «Vê. A tua fé te salvou.»
Naquele mesmo instante, recobrou a vista e seguia-o, glorificando a Deus. E
todo o povo, ao ver isto, deu louvores a Deus.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero, fundador
Homilia «Vida de fé», em «Amigos de Deus», nº 195
«Os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais.»
Ouvindo aquele grande vozear das pessoas, o cego perguntou: o que é isto?
Responderam-lhe: é Jesus de Nazaré. Então inflamou-se-lhe tanto a alma na
fé em Cristo, que gritou: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim.»Não te dá vontade de gritar, a ti que também estás parado na
berma do caminho, desse caminho da vida que é tão curta; a ti, a quem
faltam luzes; a ti, que necessitas de mais graça para te decidires a
procurar a santidade? Não sentes urgência em clamar: «Jesus, Filho de
David, tem piedade de mim»? Que bela jaculatória para repetires com
frequência!Aconselho-vos a meditar com vagar sobre as
circunstâncias que precedem o prodígio, a fim de que conserveis bem gravada
na vossa mente uma ideia muito nítida: como os nossos pobres corações são
diferentes do Coração misericordioso de Jesus! Isto ser-vos-á sempre muito
útil, de modo especial na hora da prova, da tentação, e também na hora da
resposta generosa nos pequenos afazeres do dia-a-dia ou nas ocasiões
heróicas.Muitos repreendiam-no para o fazer calar. Tal
como a ti, quando suspeitaste de que Jesus passava a teu lado. Acelerou-se
o bater do teu coração e começaste também a clamar, movido por uma íntima
inquietação. E amigos, costumes, comodidade, ambiente, todos te
aconselharam: cala-te, não grites! Porque é que hás-de chamar por Jesus?
Não o incomodes!Mas o pobre Bartimeu não os ouvia e
continuava ainda com mais força: «Filho de David, tem piedade de mim». O
Senhor, que o ouviu desde o começo, deixou-o perseverar na sua oração.
Contigo, procede da mesma maneira. Jesus apercebe-Se do primeiro apelo da
nossa alma, mas espera. Quer que nos convençamos de que precisamos Dele;
quer que Lhe roguemos, que sejamos teimosos, como aquele cego que estava à
beira do caminho, à saída de Jericó. Imitemo-lo. Ainda que Deus não nos
conceda imediatamente o que Lhe pedimos e, apesar de muitos procurarem
afastar-nos da oração, não cessemos de Lhe implorar.
Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org
sábado, 13 de novembro de 2010
Profecia do Dia
Domingo, dia 14 de Novembro de 2010
33º Domingo do Tempo Comum - Ano C
Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum (semana I do saltério)
S. José Pignatelli, presbítero, +1811
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio : A vinda de Cristo
Leituras
Malaquias 3,19-20.
Pois, eis que vem um dia abrasador como uma fornalha. Todos os soberbos e
todos os que cometem a iniquidade serão como a palha; este dia que vai
chegar queimá-los-á diz o Senhor do universo e nada ficará deles: nem
raiz, nem ramos.
Mas, para vós que respeitais o meu nome, brilhará o sol de justiça,
trazendo a cura nos seus raios; saireis e saltareis como bezerros para fora
do estábulo.
Salmos 98(97),5-6.7-8.9.
Cantai hinos ao SENHOR, ao som da harpa, ao som da harpa e da lira;
ao som de cornetins e trombetas, aclamai o nosso rei e SENHOR.
Ressoe o mar e tudo o que ele contém, o mundo inteiro e os que nele
habitam.
Batam palmas os rios, e as montanhas, em coro, gritem de alegria
diante do SENHOR, que vem julgar a terra. Ele governará o mundo com
justiça e os povos com rectidão.
2 Tess. 3,7-12.
Com efeito, vós próprios sabeis como deveis imitar-nos, pois não vivemos
desordenadamente entre vós,
nem comemos o pão de graça à custa de alguém, mas com esforço e canseira,
trabalhámos noite e dia, para não sermos um peso para nenhum de vós.
Não é que não tivéssemos esse direito, mas foi para nos apresentarmos a nós
mesmos como modelo, para que nos imitásseis.
Na verdade, quando ainda estávamos convosco, era isto que vos ordenávamos:
se alguém não quer trabalhar também não coma.
Ora constou-nos que alguns vivem no meio de vós desordenadamente, não se
ocupando de nada mas vagueando preocupados.
A estes tais ordenamos e exortamos no Senhor Jesus Cristo a que ganhem o
pão que comem, com um trabalho tranquilo.
Lucas 21,5-19.
Como alguns falassem do templo, dizendo que estava adornado de belas pedras
e de ofertas votivas, respondeu:
«Virá o dia em que, de tudo isto que estais a contemplar, não ficará pedra
sobre pedra. Tudo será destruído.»
Perguntaram-lhe, então: «Mestre, quando sucederá isso? E qual será o sinal
de que estas coisas estão para acontecer?»
Ele respondeu: «Tende cuidado em não vos deixardes enganar, pois muitos
virão em meu nome, dizendo: 'Sou eu'; e ainda: 'O tempo está próximo.' Não
os sigais.
Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis; é necessário
que estas coisas sucedam primeiro, mas não será logo o fim.»
Disse-lhes depois: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino.
Haverá grandes terramotos e, em vários lugares, fomes e epidemias; haverá
fenómenos apavorantes e grandes sinais no céu.»
«Mas, antes de tudo, vão deitar-vos as mãos e perseguir-vos, entregando-vos
às sinagogas e metendo-vos nas prisões; hão-de conduzir-vos perante reis e
governadores, por causa do meu nome.
Assim, tereis ocasião de dar testemunho.
Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com a vossa
defesa,
porque Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não poderão
resistir ou contradizer os vossos adversários.
Sereis entregues até pelos pais, irmãos, parentes e amigos. Hão-de causar a
morte a alguns de vós
e sereis odiados por todos, por causa do meu nome.
Mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.
Pela vossa constância é que sereis salvos.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho segundo São Lucas X, 6-8 (SC 52, pp. 158 ss., rev.)
A vinda de Cristo
«Não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído». Estas palavras diziam
respeito ao Templo edificado por Salomão [...], uma vez que tudo o que é
construído pelas nossas mãos sucumbe ao desgaste ou à deterioração e está
sujeito a ser derrubado pela violência ou destruído pelo fogo. [...] Mas
dentro de nós também existe um templo que se desmorona se a fé faltar, em
particular se em nome de Cristo procurarmos em vão apoderar-nos de certezas
interiores, e talvez seja esta interpretação a mais útil para nós. Com
efeito, de que servirá saber o dia do Juízo? De que me servirá, tendo
consciência de todos os meus pecados, saber que o Senhor virá um dia, se
Ele não vier à minha alma, não crescer no meu espírito, se Cristo não vier
a mim, se Cristo não falar em mim? É a mim que Cristo deve vir, e é em mim
que deve realizar-se a Sua vinda.
Ora, a segunda vinda de Cristo terá lugar no nadir do mundo, quando
pudermos dizer que «o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo»
(Gl 6, 14). [...] Para quem lhe morreu o mundo, Cristo é eterno; para esse,
o Templo é espiritual, a Lei espiritual, a própria Páscoa espiritual. [...]
Então, para esse, realiza-se a presença da sabedoria, a presença da virtude
e da justiça, a presença da redenção, porque Cristo na verdade morreu uma
só vez pelos pecados de todos a fim de resgatar todos os dias os pecados de
todos.
Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org