Quarta-feira, dia 09 de Fevereiro de 2011
Quarta-feira da 5ª semana do Tempo Comum
S. Miguel Febres Cordero Muñoz, religioso, +1910, Santa Apolónia, virgem, mártir, + 249, S. Romão, eremita, + séc. IV
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Afrates : «Cria em mim, ó Deus, um coração puro» (Sl 50, 12)
Leituras
Gén. 2,5-9.15-17.
e ainda não havia arbusto algum pelos campos, nem sequer uma planta
germinara ainda, porque o Senhor Deus ainda não tinha feito chover sobre a
terra, e não havia homem para a cultivar,
e da terra brotava uma nascente que regava toda a superfície,
então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e insuflou-lhe pelas
narinas o sopro da vida, e o homem transformou-se num ser vivo.
Depois, o Senhor Deus plantou um jardim no Éden, ao oriente, e nele colocou
o homem que tinha formado.
O Senhor Deus fez brotar da terra toda a espécie de árvores agradáveis à
vista e de saborosos frutos para comer; a árvore da Vida estava no meio do
jardim, assim como a árvore do conhecimento do bem e do mal.
O Senhor Deus levou o homem e colocou-o no jardim do Éden, para o cultivar
e, também, para o guardar.
E o Senhor Deus deu esta ordem ao homem: «Podes comer do fruto de todas as
árvores do jardim;
mas não comas o da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque, no dia
em que o comeres, certamente morrerás.»
Salmos 104(103),1-2.27-28.29-30.
Bendiz, ó minha alma, o SENHOR! SENHOR, meu Deus, como Tu és grande! Estás
revestido de esplendor e majestade!
Estás envolto num manto de luz e estendeste os céus como um véu.
Todos esperam de ti que lhes dês comida a seu tempo.
Dás-lhes o alimento, que eles recolhem, abres a tua mão e saciam-se do que
é bom.
Se deles escondes o rosto, ficam perturbados; se lhes tiras o alento,
morrem e voltam ao pó donde saíram.
Se lhes envias o teu espírito, voltam à vida. E assim renovas a face da
terra.
Marcos 7,14-23.
Chamando de novo a multidão, dizia: «Ouvi-me todos e procurai entender.
Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que
sai do homem, isso é que o torna impuro.
Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça.»
Quando, ao deixar a multidão, regressou a casa, os discípulos
interrogaram-no acerca da parábola.
Ele respondeu: «Também vós não compreendeis? Não percebeis que nada do que,
de fora, entra no homem o pode tornar impuro,
porque não penetra no coração mas sim no ventre, e depois é expelido em
lugar próprio?» Assim, declarava puros todos os alimentos.
E disse: «O que sai do homem, isso é que torna o homem impuro.
Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos, as
prostituições, roubos, assassínios,
adultérios, ambições, perversidade, má fé, devassidão, inveja,
maledicência, orgulho, desvarios.
Todas estas maldades saem de dentro e tornam o homem impuro.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Afrates (?-c. 345), monge e bispo perto de Mossul, santo das igrejas ortodoxas
Demonstrações (Epístolas), n°4 (a partir da trad. SC 349, p. 292 rev.)
«Cria em mim, ó Deus, um coração puro» (Sl 50, 12)
A pureza do coração é uma oração mais excelente do que todas as orações
recitadas em voz alta, e o silêncio, conjugado com uma consciência sincera,
ultrapassa a voz alta do homem que grita. Portanto agora, meu amigo, dá-me
o teu coração e a tua inteligência: ouve-me falar-te da força da oração
pura e vê como os nossos pais, os justos de antigamente, ganharam prestígio
pela sua oração diante de Deus, e como esta se tornou para eles numa
oferenda pura.
Com efeito, foi pela oração que as oferendas foram aceites. Foi ela que fez
parar o dilúvio, curou a esterilidade, fez retirar exércitos, desvendou
mistérios, fendeu o mar e abriu um caminho no Jordão, reteve o sol e
imobilizou a lua, exterminou os impuros e fez cair fogo, conteve o céu,
permitiu sair da fossa, libertou do fogo e salvou do mar. A sua força é
muitíssimo considerável, como era considerável o poder do jejum puro. [...]
Efectivamente, foi, antes de mais, devido à pureza do coração Abel que a
sua oferenda foi aceite diante de Deus, enquanto a de Caim foi rejeitada
(Gn 4, 4ss.). [...] Foram os frutos do coração deste que demonstraram e
testemunharam que ele estava cheio de malícia, visto que tinha matado o seu
irmão. Com efeito, o que o seu pensamento tinha concebido, as suas mãos o
tornaram realidade; mas a pureza do coração de Abel estava na sua oração.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Profecia do Dia
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Profecia do Dia
Terça-feira, dia 08 de Fevereiro de 2011
Terça-feira da 5ª semana do Tempo Comum
S. Jerónimo Emiliano, presbítero, +1537, Santa Josefina Bakhita, religiosa, +1947
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa de Ávila : «Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim»
Leituras
Gén. 1,20-31.2,1-4.
Deus disse: «Que as águas sejam povoadas de inúmeros seres vivos, e que por
cima da terra voem aves, sob o firmamento dos céus.»
Deus criou, segundo as suas espécies, os monstros marinhos e todos os seres
vivos que se movem nas águas, e todas as aves aladas, segundo as suas
espécies. E Deus viu que isto era bom.
Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos e enchei as águas do
mar e multipliquem-se as aves sobre a terra.»
Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quinto dia.
Deus disse: «Que a terra produza seres vivos, segundo as suas espécies,
animais domésticos, répteis e animais ferozes, segundo as suas espécies.» E
assim aconteceu.
Deus fez os animais ferozes, segundo as suas espécies, os animais
domésticos, segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra, segundo
as suas espécies. E Deus viu que isto era bom.
Depois, Deus disse: «Façamos o ser humano à nossa imagem, à nossa
semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu,
sobre os animais domésticos e sobre todos os répteis que rastejam pela
terra.»
Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os
criou homem e mulher.
Abençoando-os, Deus disse-lhes: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e
dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e
sobre todos os animais que se movem na terra.»
Deus disse: «Também vos dou todas as ervas com semente que existem à
superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para
que vos sirvam de alimento.
E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus e a todos os seres
vivos que existem e se movem sobre a terra, igualmente dou por alimento
toda a erva verde que a terra produzir.» E assim aconteceu.
Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa. Assim, surgiu a tarde
e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia.
Foram assim terminados os céus e a Terra e todo o seu conjunto.
Concluída, no sétimo dia, toda a obra que tinha feito, Deus repousou, no
sétimo dia, de todo o trabalho por Ele realizado.
Deus abençoou o sétimo dia e santificou-o, visto ter sido nesse dia que Ele
repousou de toda a obra da criação.
Esta é a origem da criação dos céus e da Terra. Quando o Senhor Deus fez a
Terra e os céus,
Salmos 8,4-5.6-7.8-9.
Quando contemplo os céus, obra das tuas mãos, a Lua e as estrelas que Tu
criaste:
que é o homem para te lembrares dele, o filho do homem para com ele te
preocupares?
Quase fizeste dele um ser divino; de glória e de honra o coroaste.
Deste lhe domínio sobre as obras das tuas mãos, tudo submeteste a seus pés:
rebanhos e gado, sem excepção, e até mesmo os animais bravios;
as aves do céu e os peixes do mar, tudo o que percorre os caminhos do
oceano.
Marcos 7,1-13.
Os fariseus e alguns doutores da Lei vindos de Jerusalém reuniram-se à
volta de Jesus,
e viram que vários dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto
é, por lavar.
É que os fariseus e todos os judeus em geral não comem sem ter lavado e
esfregado bem as mãos, conforme a tradição dos antigos;
ao voltar da praça pública, não comem sem se lavar; e há muitos outros
costumes que seguem, por tradição: lavagem das taças, dos jarros e das
vasilhas de cobre.
Perguntaram-lhe, pois, os fariseus e doutores da Lei: «Porque é que os teus
discípulos não obedecem à tradição dos antigos e tomam alimento com as mãos
impuras?»
Respondeu: «Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, quando
escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de
mim.
Vazio é o culto que me prestam e as doutrinas que ensinam não passam de
preceitos humanos.
Descurais o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens.»
E acrescentou: «Anulais a vosso bel-prazer o mandamento de Deus, para
observardes a vossa tradição.
Pois Moisés disse: Honra teu pai e tua mãe; e ainda: Quem amaldiçoar o pai
ou a mãe seja punido de morte.
Vós, porém, dizeis: Se alguém afirmar ao pai ou à mãe: 'Declaro Qorban'
isto é, oferta ao Senhor aquilo que poderias receber de mim...,
nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe,
anulando a palavra de Deus com a tradição que tendes transmitido. E fazeis
muitas outras coisas do mesmo género.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita, Doutora da Igreja
O Caminho da perfeição, cap. 28, 9-11 (a partir da trad. OC, Cerf 1995, p. 805)
«Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim»
Imaginemos que há em nós um palácio de imensa riqueza, todo construído em
ouro e pedras preciosas, digno do Mestre a Quem pertence. Em seguida,
pensai, minhas irmãs, que a beleza deste edifício também depende de vós. É
verdade, pois haverá edifício mais belo do que uma alma pura e cheia de
virtudes? E quanto maiores forem, mais resplandecem as pedrarias. Por fim,
pensai que neste palácio habita este grande Rei que quis tornar-Se nosso
Pai; Ele senta-Se num trono de grande valor, que é o vosso coração.
[...]
Podereis rir-vos de mim e dizer que isto é muito claro. Tendes razão, mas
isto foi obscuro para mim durante um certo tempo. Eu compreendia que tinha
uma alma, mas a estima que esta alma merecia, a dignidade d'Aquele que a
habitava era algo que eu não compreendia. As vaidades da vida eram como uma
venda que colocava sobre os olhos. Se eu tivesse percebido, como percebo
hoje, que naquele pequeno palácio da minha alma habita um Rei tão grande,
não O teria deixado só tantas vezes; teria ficado de tempos a tempos perto
d'Ele e teria feito o necessário para que o palácio estivesse menos sujo.
Como é admirável pensar que Aquele cuja grandeza encheria mil mundos, e
muito mais, cabe numa morada tão pequena!
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 07 de Fevereiro de 2011
Segunda-feira da 5ª semana do Tempo Comum
Beata Eugénia Smet (Madre Maria da Providência), religiosa. +1871, Beata Rosália Rendu, religiosa, +1856, Santa Coleta, virgem, +1447
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Quantos O tocavam ficavam curados»
Leituras
Gén. 1,1-19.
No princípio, quando Deus criou os céus e a terra,
a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo e o espírito de
Deus movia-se sobre a superfície das águas.
Deus disse: «Faça-se a luz.» E a luz foi feita.
Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas.
Deus chamou dia à luz, e às trevas, noite. Assim, surgiu a tarde e, em
seguida, a manhã: foi o primeiro dia.
Deus disse: «Haja um firmamento entre as águas, para as manter separadas
umas das outras.» E assim aconteceu.
Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam sob o firmamento das
que estavam por cima do firmamento.
Deus chamou céus ao firmamento. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a
manhã: foi o segundo dia.
Deus disse: «Reúnam-se as águas que estão debaixo dos céus, num único
lugar, a fim de aparecer a terra seca.» E assim aconteceu.
Deus chamou terra à parte sólida, e mar, ao conjunto das águas. E Deus viu
que isto era bom.
Deus disse: «Que a terra produza verdura, erva com semente, árvores
frutíferas que dêem fruto sobre a terra, segundo as suas espécies, e
contendo semente.» E assim aconteceu.
A terra produziu verdura, erva com semente, segundo a sua espécie, e
árvores de fruto, segundo as suas espécies, com a respectiva semente. Deus
viu que isto era bom.
Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o terceiro dia.
Deus disse: «Haja luzeiros no firmamento dos céus, para separar o dia da
noite e servirem de sinais, determinando as estações, os dias e os anos;
servirão também de luzeiros no firmamento dos céus, para iluminarem a
Terra.» E assim aconteceu.
Deus fez dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor
para presidir à noite; fez também as estrelas.
Deus colocou-os no firmamento dos céus para iluminarem a Terra,
para presidirem ao dia e à noite, e para separarem a luz das trevas. E Deus
viu que isto era bom.
Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quarto dia.
Salmos 104(103),1-2.5-6.10.12.24.35.
Bendiz, ó minha alma, o SENHOR! SENHOR, meu Deus, como Tu és grande! Estás
revestido de esplendor e majestade!
Estás envolto num manto de luz e estendeste os céus como um véu.
Fundaste a terra sobre bases sólidas, ela mantém-se inabalável para sempre.
Tu a cobriste com o manto do abismo e as águas cobriram as montanhas;
Transformas as fontes em rios, que serpenteiam entre as montanhas.
Os pássaros do céu vêm morar nas suas margens; ali chilreiam entre a
folhagem.
SENHOR, como são grandes as tuas obras! Todas elas são fruto da tua
sabedoria! A terra está cheia das tuas criaturas!
Desapareçam da terra os pecadores! Os ímpios deixem de existir! Bendiz, ó
minha alma, o SENHOR! Aleluia!
Marcos 6,53-56.
Finda a travessia, aproximaram-se de Genesaré e aportaram.
Assim que saíram do barco, reconheceram-no.
Acorreram de toda aquela região e começaram a levar os doentes nos catres
para o lugar onde sabiam que Ele se encontrava.
Nas aldeias, cidades ou campos, onde quer que entrasse, colocavam os
doentes nas praças e rogavam-lhe que os deixasse tocar pelo menos as
franjas das suas vestes. E quantos o tocavam ficavam curados.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermão 306, passim
«Quantos O tocavam ficavam curados»
Todos os homens querem ser felizes; não há ninguém que não o queira, e com
tanta intensidade que o deseja acima de tudo. Melhor ainda: tudo o que
querem para além disso querem-no para isso. Os homens perseguem paixões
diferentes, um esta, outro aquela; também existem muitas maneiras de ganhar
a vida neste mundo: cada um escolhe a sua profissão e exerce-a. Mas quer
adoptem este ou aquele género de vida, todos os homens agem nesta vida para
serem felizes. [...] O que há então nesta vida capaz de nos fazer felizes,
que todos desejam mas que nem todos alcançam? Procuremo-lo. [...]
Se eu perguntar a alguém: «Queres viver?», ninguém se sentiria tentado a
responder-me: «Não quero». [...] Do mesmo modo, se eu perguntar: «Queres
ser saudável?», ninguém me responderá: «Não quero». A saúde é um bem
precioso aos olhos do rico e, para o pobre, ela é muitas vezes o único bem
que ele possui. [...] Todos concordam no amor pela vida e pela saúde. Ora
quando o homem desfruta da vida e é saudável, poderá contentar-se com isso?
[...]
Um homem rico perguntou ao Senhor: «Mestre, que devo fazer para ter a vida
eterna?» (Mc 10, 17) Ele temia morrer e era forçado a morrer. [...] Ele
sabia que uma vida de dor e de tormentos não é vida, e que se lhe deveria
antes dar o nome de morte. [...] Apenas a vida eterna pode ser feliz. A
saúde e a vida neste mundo não a garantem, tememos demasiado perdê-las:
chamai a isto «temer sempre» e não «viver sempre». [...] Se a nossa vida
não é eterna, se não satisfaz eternamente os nossos desejos, não pode ser
feliz, nem sequer é vida. [...] Quando entrarmos nessa vida, teremos a
certeza de aí ficar para sempre. Teremos a certeza de possuir eternamente a
verdadeira vida sem qualquer temor, pois encontrar-nos-emos naquele Reino
sobre o qual se diz: «E o Seu reino não terá fim» (Lc 1, 33).
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