Sexta-feira, dia 11 de Fevereiro de 2011
Sexta-feira da 5ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora de Lourdes
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Oxalá ouvísseis hoje a Sua voz» (Sl 94,7)
Leituras
Gén. 3,1-8.
A serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor
Deus fizera; e disse à mulher: «É verdade ter-vos Deus proibido comer o
fruto de alguma árvore do jardim?»
A mulher respondeu-lhe: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim;
mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse:
'Nunca o deveis comer, nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes,
morrereis.'
A serpente retorquiu à mulher: 'Não, não morrereis;
porque Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos
e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal'.»
Vendo a mulher que o fruto da árvore devia ser bom para comer, pois era de
atraente aspecto e precioso para esclarecer a inteligência, agarrou do
fruto, comeu, deu dele também a seu marido, que estava junto dela, e ele
também comeu.
Então, abriram-se os olhos aos dois e, reconhecendo que estavam nus,
coseram folhas de figueira umas às outras e colocaram-nas, como se fossem
cinturas, à volta dos rins.
Ouviram, então, a voz do Senhor Deus, que percorria o jardim pela brisa da
tarde, e o homem e a sua mulher logo se esconderam do Senhor Deus, por
entre o arvoredo do jardim.
Salmos 32(31),1-2.5.6.7.
Feliz aquele a quem é perdoada a culpa e absolvido o pecado.
Feliz o homem a quem o SENHOR não acusa de iniquidade e em cujo espírito
não há engano.
Confessei te o meu pecado e não escondi a minha culpa; disse: "Confessarei
ao SENHOR a minha falta"; e Tu me perdoaste a culpa do pecado.
Por isso, todo o fiel te invoca no tempo da angústia. E, mesmo que
transbordem águas caudalosas, jamais o hão de atingir.
Tu és o meu refúgio: livras me da angústia e me envolves em cânticos de
libertação.
Marcos 7,31-37.
Tornando a sair da região de Tiro, veio por Sídon para o mar da Galileia,
atravessando o território da Decápole.
Trouxeram-lhe um surdo tartamudo e rogaram-lhe que impusesse as mãos sobre
ele.
Afastando-se com ele da multidão, Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos e
fez saliva com que lhe tocou a língua.
Erguendo depois os olhos ao céu, suspirou dizendo: «Effathá», que quer
dizer «abre-te.»
Logo os ouvidos se lhe abriram, soltou-se a prisão da língua e falava
correctamente.
Jesus mandou-lhes que a ninguém revelassem o sucedido; mas quanto mais lho
recomendava, mais eles o apregoavam.
No auge do assombro, diziam: «Faz tudo bem feito: faz ouvir os surdos e
falar os mudos.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI
Discurso aos seminaristas 17/02/2007 (trad. © libreria Editrice Vaticana)
«Oxalá ouvísseis hoje a Sua voz» (Sl 94,7)
Como podemos discernir a voz de Deus entre as mil vozes que ouvimos todos
os dias neste nosso mundo? Diria: Deus fala connosco de modos muito
diferentes. Fala através de outras pessoas, através dos amigos, dos pais,
do pároco, dos sacerdotes. [...] Fala por meio dos acontecimentos da nossa
vida, nos quais podemos discernir um gesto de Deus; fala também através da
natureza, da criação, e fala, naturalmente e sobretudo, na Sua Palavra, na
Sagrada Escritura, lida na comunhão da Igreja e pessoalmente em diálogo com
Deus.
É importante ler a Sagrada Escritura, por um lado de modo muito pessoal, e
realmente, como diz São Paulo, não como palavra de um homem ou como um
documento do passado, como lemos Homero ou Virgílio, mas como uma Palavra
de Deus que é sempre actual e fala comigo; aprender a ouvir um texto, que é
historicamente do passado mas que é a Palavra viva de Deus, ou seja, entrar
em oração, e assim fazer da leitura da Sagrada Escritura um diálogo com
Deus.
Santo Agostinho, nas suas homilias, diz com frequência: «Bati várias vezes
à porta desta Palavra, até que pude compreender o que o próprio Deus me
dizia»; por um lado, esta leitura muito pessoal, este diálogo pessoal com
Deus, no qual procuro o que o Senhor me diz; e, juntamente com esta leitura
pessoal, é muito importante a leitura comunitária, porque o sujeito vivo da
Sagrada Escritura é o Povo de Deus, é a Igreja.
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Profecia do Dia
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 10 de Fevereiro de 2011
Quinta-feira da 5ª semana do Tempo Comum
Santa Escolástica, virgem, +543
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Isaac de l'Étoile : «Jesus foi para a região de Tiro»
Leituras
Gén. 2,18-25.
O Senhor Deus disse: «Não é conveniente que o homem esteja só; vou dar-lhe
uma auxiliar semelhante a ele.»
Então, o Senhor Deus, após ter formado da terra todos os animais dos campos
e todas as aves dos céus, conduziu-os até junto do homem, a fim de
verificar como ele os chamaria, para que todos os seres vivos fossem
conhecidos pelos nomes que o homem lhes desse.
O homem designou com nomes todos os animais domésticos, todas as aves dos
céus e todos os animais ferozes; contudo, não encontrou auxiliar semelhante
a ele.
Então, o Senhor Deus fez cair sobre o homem um sono profundo; e, enquanto
ele dormia, tirou-lhe uma das suas costelas, cujo lugar preencheu de carne.
Da costela que retirara do homem, o Senhor Deus fez a mulher e conduziu-a
até ao homem.
Então, o homem exclamou: «Esta é, realmente, osso dos meus ossos e carne da
minha carne. Chamar-se-á mulher, visto ter sido tirada do homem!»
Por esse motivo, o homem deixará o pai e a mãe, para se unir à sua mulher;
e os dois serão uma só carne.
Estavam ambos nus, tanto o homem como a mulher, mas não sentiam vergonha.
Salmos 128(127),1-2.3.4-5.
Felizes os que obedecem ao SENHOR e andam nos seus caminhos.
Comerás do fruto do teu próprio trabalho: assim serás feliz e viverás
contente.
tua esposa será como videira fecunda na intimidade do teu lar; os teus
filhos serão como rebentos de oliveira ao redor da tua mesa.
Assim vai ser abençoado o homem que obedece ao SENHOR.
SENHOR te abençoe do monte Sião! Possas contemplar a prosperidade de
Jerusalém todos os dias da tua vida,
Marcos 7,24-30.
Partindo dali, Jesus foi para a região de Tiro e de Sídon. Entrou numa casa
e não queria que ninguém o soubesse, mas não pôde passar despercebido,
porque logo uma mulher que tinha uma filha possessa de um espírito maligno,
ouvindo falar dele, veio lançar-se a seus pés.
Era gentia, siro-fenícia de origem, e pedia-lhe que expulsasse da filha o
demónio.
Ele respondeu: «Deixa que os filhos comam primeiro, pois não está bem tomar
o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos.»
Mas ela replicou: «Dizes bem, Senhor; mas até os cachorrinhos comem debaixo
da mesa as migalhas dos filhos.»
Jesus disse: «Em atenção a essa palavra, vai; o demónio saiu de tua filha.»
Ela voltou para casa e encontrou a menina recostada na cama. O demónio
tinha-a deixado.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Isaac de l'Étoile (? - c. 1171), monge cistercense
Sermão 33, 1º para o 2º Domingo de Quaresma (a partir da trad. cf. SC 207, pp. 221-227)
«Jesus foi para a região de Tiro»
«Partindo dali, Jesus foi para a região de Tiro e Sídon» (Mt 15, 21).
Quando «o Verbo Se fez homem e veio habitar connosco» (Jo 1, 14), saiu do
Pai para vir ao mundo (Jo 16, 28). «Ele, que é de condição divina», saiu da
Sua pátria para «Se esvaziar de Si mesmo, tomando a condição de servo» (Fil
2,6-7), «carne idêntica à do pecado» (Rom 8, 3), a fim de ser encontrado
pelos que saem do seu território para irem ao encontro dEle na região de
Tiro e Sídon. [...] Pois esta mulher Cananeia sai do interior do seu
território (Mt 15, 22), e encontra, na fronteira da sua região, o médico
que vem voluntariamente, que por misericórdia sai da Sua região, que com
bondade Se apresenta numa região estrangeira, ao doente que não teria
podido abordá-lO caso Ele tivesse permanecido em casa. Como Deus
bem-aventurado, justo e forte, Ele estava no alto, e era interdito ao homem
miserável subir até Ele. [...] Por conseguinte, cheio de compaixão, fez o
que correspondia à piedade: veio Ele até junto do pecador. [...]
Saiamos, por conseguinte, irmãos, saiamos, cada um por si, do lugar da
nossa própria injustiça. [...] Odiai o pecado, e então saíreis do pecado.
Odiais o pecado, e reencontrastes Cristo onde Ele se encontra. [...] Mas
direis que até isso é demasiado para vós, e que, sem a graça de Deus, é
impossível ao homem odiar o pecado, desejar a justiça, desejar não pecar e
querer arrepender-se. «Dêem graças ao Senhor, pelo seu amor e pelas suas
maravilhas em favor dos homens!» (Sl 106, 8) Com efeito, se foi pela Sua
graça que Ele Se retirou claramente para a região de Tiro e Sídon, onde a
mulher O poderia encontrar, foi também por graça que tirou secretamente
esta mulher da sua morada mais interior. [...]
Esta mulher simboliza a Igreja, predestinada eternamente, chamada e
justificada no tempo, destinada à glória no fim dos tempos (Rom 8, 30), que
sem interrupção roga pela sua filha, quer dizer, por cada um dos eleitos.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Profecia do Dia
Quarta-feira, dia 09 de Fevereiro de 2011
Quarta-feira da 5ª semana do Tempo Comum
S. Miguel Febres Cordero Muñoz, religioso, +1910, Santa Apolónia, virgem, mártir, + 249, S. Romão, eremita, + séc. IV
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Afrates : «Cria em mim, ó Deus, um coração puro» (Sl 50, 12)
Leituras
Gén. 2,5-9.15-17.
e ainda não havia arbusto algum pelos campos, nem sequer uma planta
germinara ainda, porque o Senhor Deus ainda não tinha feito chover sobre a
terra, e não havia homem para a cultivar,
e da terra brotava uma nascente que regava toda a superfície,
então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e insuflou-lhe pelas
narinas o sopro da vida, e o homem transformou-se num ser vivo.
Depois, o Senhor Deus plantou um jardim no Éden, ao oriente, e nele colocou
o homem que tinha formado.
O Senhor Deus fez brotar da terra toda a espécie de árvores agradáveis à
vista e de saborosos frutos para comer; a árvore da Vida estava no meio do
jardim, assim como a árvore do conhecimento do bem e do mal.
O Senhor Deus levou o homem e colocou-o no jardim do Éden, para o cultivar
e, também, para o guardar.
E o Senhor Deus deu esta ordem ao homem: «Podes comer do fruto de todas as
árvores do jardim;
mas não comas o da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque, no dia
em que o comeres, certamente morrerás.»
Salmos 104(103),1-2.27-28.29-30.
Bendiz, ó minha alma, o SENHOR! SENHOR, meu Deus, como Tu és grande! Estás
revestido de esplendor e majestade!
Estás envolto num manto de luz e estendeste os céus como um véu.
Todos esperam de ti que lhes dês comida a seu tempo.
Dás-lhes o alimento, que eles recolhem, abres a tua mão e saciam-se do que
é bom.
Se deles escondes o rosto, ficam perturbados; se lhes tiras o alento,
morrem e voltam ao pó donde saíram.
Se lhes envias o teu espírito, voltam à vida. E assim renovas a face da
terra.
Marcos 7,14-23.
Chamando de novo a multidão, dizia: «Ouvi-me todos e procurai entender.
Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que
sai do homem, isso é que o torna impuro.
Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça.»
Quando, ao deixar a multidão, regressou a casa, os discípulos
interrogaram-no acerca da parábola.
Ele respondeu: «Também vós não compreendeis? Não percebeis que nada do que,
de fora, entra no homem o pode tornar impuro,
porque não penetra no coração mas sim no ventre, e depois é expelido em
lugar próprio?» Assim, declarava puros todos os alimentos.
E disse: «O que sai do homem, isso é que torna o homem impuro.
Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos, as
prostituições, roubos, assassínios,
adultérios, ambições, perversidade, má fé, devassidão, inveja,
maledicência, orgulho, desvarios.
Todas estas maldades saem de dentro e tornam o homem impuro.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Afrates (?-c. 345), monge e bispo perto de Mossul, santo das igrejas ortodoxas
Demonstrações (Epístolas), n°4 (a partir da trad. SC 349, p. 292 rev.)
«Cria em mim, ó Deus, um coração puro» (Sl 50, 12)
A pureza do coração é uma oração mais excelente do que todas as orações
recitadas em voz alta, e o silêncio, conjugado com uma consciência sincera,
ultrapassa a voz alta do homem que grita. Portanto agora, meu amigo, dá-me
o teu coração e a tua inteligência: ouve-me falar-te da força da oração
pura e vê como os nossos pais, os justos de antigamente, ganharam prestígio
pela sua oração diante de Deus, e como esta se tornou para eles numa
oferenda pura.
Com efeito, foi pela oração que as oferendas foram aceites. Foi ela que fez
parar o dilúvio, curou a esterilidade, fez retirar exércitos, desvendou
mistérios, fendeu o mar e abriu um caminho no Jordão, reteve o sol e
imobilizou a lua, exterminou os impuros e fez cair fogo, conteve o céu,
permitiu sair da fossa, libertou do fogo e salvou do mar. A sua força é
muitíssimo considerável, como era considerável o poder do jejum puro. [...]
Efectivamente, foi, antes de mais, devido à pureza do coração Abel que a
sua oferenda foi aceite diante de Deus, enquanto a de Caim foi rejeitada
(Gn 4, 4ss.). [...] Foram os frutos do coração deste que demonstraram e
testemunharam que ele estava cheio de malícia, visto que tinha matado o seu
irmão. Com efeito, o que o seu pensamento tinha concebido, as suas mãos o
tornaram realidade; mas a pureza do coração de Abel estava na sua oração.
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