Domingo, dia 06 de Março de 2011
9º Domingo do Tempo Comum - Ano A
9º Domingo Comum - Ano A (semana I do saltério)
Santo Olegário, bispo, +1136, Santa Rosa de Viterbo, religiosa, +1252
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bernardo : Edificada sobre a rocha
Leituras
Deut. 11,18.26-28.32.
«Gravai, pois, estas minhas palavras no vosso coração e no vosso espírito;
atai-as aos braços como um símbolo, trazei-as como filactérias entre os
olhos.
Vede: proponho-vos hoje a bênção ou a maldição:
a bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Senhor, vosso Deus, que hoje
vos prescrevo;
a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor, vosso Deus, e vos
afastardes do caminho que hoje vos indico, para seguirdes deuses
estrangeiros que não conheceis.»
Cuidarás, então, de pôr em prática todas estas leis e preceitos que hoje
ponho na tua frente.»
Salmos 31(30),2-3.4.17.25.
Em ti, SENHOR, me refugio; que eu nunca seja confundido. Salva me pela tua
justiça.
Inclina para mim os teus ouvidos; apressa te a libertar me. Sê para mim uma
rocha de refúgio, uma fortaleza que me salve.
Tu és o meu rochedo e a minha fortaleza; por amor do teu nome, guia me e
conduz me.
Brilhe sobre o teu servo a luz da tua face; salva me pela tua
misericórdia."
Tende coragem e fortalecei o vosso coração, todos vós, que esperais no
SENHOR!
Romanos 3,21-25.28.
Mas agora foi sem a Lei que se manifestou a justiça de Deus, testemunhada
pela Lei e pelos Profetas:
a justiça que vem para todos os crentes, mediante a fé em Jesus Cristo. É
que não há diferença alguma:
todos pecaram e estão privados da glória de Deus.
Sem o merecerem, são justificados pela sua graça, em virtude da redenção
realizada em Cristo Jesus.
Deus ofereceu-o para, nele, pelo seu sangue, se realizar a expiação que
actua mediante a fé; foi assim que ele mostrou a sua justiça, ao perdoar os
pecados cometidos outrora,
Pois estamos convencidos de que é pela fé que o homem é justificado,
independentemente das obras da lei.
Mateus 7,21-27.
«Nem todo o que me diz: 'Senhor, Senhor' entrará no Reino do Céu, mas sim
aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu.
Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não foi em teu nome que
profetizámos, em teu nome que expulsámos os demónios e em teu nome que
fizemos muitos milagres?'
E, então, dir-lhes-ei: 'Nunca vos conheci; afastai-vos de mim, vós que
praticais a iniquidade.'»
«Todo aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o
homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.
Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa;
mas não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.
Porém, todo aquele que escuta estas minhas palavras e não as põe em prática
poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia.
Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa;
ela desmoronou-se, e grande foi a sua ruína.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e Doutor da Igreja
Sermões sobre o Cântico dos Cânticos, 61, 2-3 (trad. da ed. bilingue Leclercq, Roma, 1977/BAC, Madrid 1987)
Edificada sobre a rocha
Diz [o Esposo]: «Minha pomba nos buracos das rochas, nas cavidades dos
penhascos, mostra-me o teu rosto e soe a tua voz aos meus ouvidos» (Ct 2,
14). (...) Alguém reconheceu nesses buracos as chagas de Cristo, e com toda
a razão, porquanto Cristo é uma rocha (1 Cor 10, 4). Felizes cavidades, ao
afiançarem a fé na ressurreição e na divindade de Cristo! «Meu Senhor e meu
Deus!», disse [S. Tomé, Jo 20, 28], e donde se inspirou esta exclamação
senão dos buracos dessa rocha? Ali «fazem os pardais para si uma casa e as
rolas um ninho para colocar as suas crias» [Sl 84 (83), 4]; ali se refugia
a pomba e observa, intrépida, a ave de rapina que por ela voa em círculos.
Por isso diz: «Minha pomba nos buracos das rochas», e a pomba: «Colocou-me
no alto de um rochedo» [Sl 27 (26), 5], ou ainda: «assentou os meus pés
sobre a rocha» [Sl 40 (39), 3].
O homem sensato edifica a sua casa sobre a rocha (Mt 7, 24) e não teme as
investidas dos ventos nem as inundações, porque qual é o proveito que não
advém dessa rocha? Sobre ela me ergo eu [Sl 27 (26), 6], me sinto seguro e
mantenho firme; seguro perante o inimigo, firme à vista da queda, porque
estou erguido acima da terra (Jo 12, 32), e tudo o que é da terra é
duvidoso e caduco. A nossa estirpe é do céu e não tememos nem cair, nem que
nos derrubem, porque a nossa rocha está no céu e nela toda a segurança que
não falha. «Nos rochedos encontram refúgio os roedores» [Sl 104 (103), 18].
E onde poderá encontrar refúgio a nossa frágil constância se não for nas
chagas do Salvador? Lá dentro posso habitar tanto mais seguro e confiante
quanto maior é o Seu poder para me salvar. O mundo agita-se, o corpo
oprime-nos, o diabo coloca-nos armadilhas: não caio, porque me encontro
fundado sobre rocha firme (Lc 6, 48); turba-se-me a consciência se cometo
algum pecado grave, mas não se perturba, porque me recordo das chagas do
meu Senhor, que «foi ferido por causa das nossas iniquidades» (Is 53, 5).
Pois o que haverá de tão mortífero que não tenha sido aniquilado pela morte
de Cristo?
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sábado, 5 de março de 2011
Profecia do Dia
sexta-feira, 4 de março de 2011
Profecia do Dia
Sabado, dia 05 de Março de 2011
Sábado da 8a semana do Tempo Comum
S. João José da Cruz, religioso, +1737, Santo Adriano, mártir, +308
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Hilário : «Com que autoridade fazes estas coisas?»
Leituras
Sirac 51,12-20.
Por isso, eu te glorificarei, cantarei os teus louvores, e bendirei o nome
do Senhor.
Quando eu era ainda jovem, antes de ter viajado, busquei abertamente a
sabedoria na oração.
Pedi-a a Deus, diante do santuário, e buscá-la-ei até ao fim.
Na sua flor, como uva sazonada, o meu coração nela se alegrou; os meus pés
andaram por caminho recto; desde a minha juventude tenho seguido os seus
rastos.
Apliquei um pouco o meu ouvido, e logo a percebi; encontrei em mim mesmo
muita sabedoria.
Nela fiz grandes progressos. Tributarei glória àquele que me deu a
sabedoria,
porque resolvi pô-la em prática; tive zelo do bem e não serei confundido.
Lutou minha alma por ela e pus toda a atenção em observar a Lei. Levantei
as minhas mãos ao alto e deplorei a minha ignorância acerca dela.
Dirigi para ela a minha alma, e na pureza a encontrei. Graças a ela,
adquiri inteligência desde o princípio; por isso nunca serei abandonado.
Salmos 19,8.9.10.11.
A lei do SENHOR é perfeita, reconforta o espírito; as ordens do SENHOR são
firmes, dão sabedoria ao homem simples.
Os mandamentos do SENHOR são rectos, alegram o coração; os preceitos do
SENHOR são claros, iluminam os olhos.
O temor do SENHOR é puro, permanece para sempre. As sentenças do SENHOR são
verdadeiras, todas elas são justas.
São mais desejáveis que o ouro, o ouro mais fino; são mais doces que o mel,
o puro mel dos favos.
Marcos 11,27-33.
Regressaram a Jerusalém e, andando Jesus pelo templo, os sumos sacerdotes,
os doutores da Lei e os anciãos aproximaram-se dele
e perguntaram-lhe: «Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu
autoridade para as fazeres?»
Jesus respondeu: «Também Eu vos farei uma pergunta; respondei-me e
dir-vos-ei, então, com que autoridade faço estas coisas:
O baptismo de João era do Céu, ou dos homens? Respondei-me.»
Começaram a discorrer entre si, dizendo: «Se dissermos 'do Céu', dirá:
'Então porque não acreditastes nele?'
Se, porém, dissermos 'dos homens', tememos a multidão.» Porque todos
consideravam João um verdadeiro profeta.
Por fim, responderam a Jesus: «Não sabemos.» E Jesus disse-lhes: «Nem Eu
vos digo com que autoridade faço estas coisas.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Hilário (c. 315-367), Bispo de Poitiers e Doutor da Igreja
A Santíssima Trindade, VII, 26-27
«Com que autoridade fazes estas coisas?»
Vem do Pai, este Filho que se Lhe assemelha. Vem dEle, este Filho que
podemos comparar com Ele, pois Se parece com Ele. É Seu igual, este Filho
que faz as mesmas obras que Ele (Jo 5, 19). [...] Sim, o Filho faz as obras
do Pai; e é por isso que nos pede para acreditarmos que Ele é o Filho de
Deus. Ele não se arrogaria um título que não Lhe fosse devido; não é sobre
as Suas próprias obras que Ele apoia as Suas reivindicações. Não! Ele dá
testemunho de que não são as Suas obras, mas as de Seu Pai. E atesta assim
que o brilho das Suas acções Lhe advêm do Seu nascimento divino. Mas como é
que os homens poderiam ter reconhecido nEle o Filho de Deus, no mistério
deste corpo que Ele tinha assumido, neste homem nascido de Maria? Era para
fazer penetrar nos seus corações a fé nEle que o Senhor fazia todas estas
obras: «Se faço as obras de Meu Pai, então, mesmo que não queirais
acreditar em Mim, acreditai ao menos nas Minhas obras» (Jo 10, 38).
[...]
Se a humildade do Seu corpo parece um obstáculo para crermos na Sua
palavra, Ele pede-nos para, pelo menos, crermos nas Suas obras. De facto,
porque é que o mistério do Seu nascimento humano havia de nos impedir de
compreender o Seu nascimento divino? [...] «Se não quiserdes acreditar em
Mim, acreditai nas Minhas obras, para saberdes e reconhecerdes que o Pai
está em Mim, e Eu no Pai». [...]
Tal é a natureza que Ele possui pelo nascimento; tal é o mistério de uma fé
que nos assegurará a salvação: não dividir Os que são Um, não privar o
Filho da Sua natureza, e proclamar a verdade do Deus Vivo nascido do Deus
Vivo. [...] «Como o Pai que Me enviou vive, também Eu vivo pelo Pai» (Jo 6,
57). [...] «Como o Pai tem a vida em Si mesmo, também deu ao Filho a
possibilidade de ter também a vida em Si mesmo» (Jo 5, 26).
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quinta-feira, 3 de março de 2011
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 04 de Março de 2011
Sexta-feira da 8ª semana do Tempo Comum
S. Casimiro, príncipe da Polónia, penitente, +1484, S. Lúcio I, papa, mártir, +254
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Jerónimo : «Não façais da casa de Meu Pai um antro de comércio» (Jo 2, 16)
Leituras
Sirac 44,1.9-13.
Louvemos os homens ilustres, nossos antepassados, segundo as suas gerações.
Outros há, cuja memória já não existe; pereceram como se não tivessem
existido, nasceram como se não tivessem nascido, e da mesma maneira, os
seus filhos, depois deles.
Porém, aqueles foram homens de misericórdia, cujas obras de piedade não
foram esquecidas.
Na sua descendência permanecem os seus bens, e a sua herança passa à sua
posteridade.
Os seus descendentes mantiveram-se fiéis à Aliança, os seus filhos também,
graças a eles.
A sua posteridade permanecerá para sempre, e a sua glória não terá fim.
Salmos 149(148),1-2.3-4.5-6.9.
Cantai ao SENHOR um cântico novo; louvai-o na assembleia dos fiéis!
Alegre-se Israel no seu criador; regozije-se o povo de Sião no seu rei!
Louvem o seu nome com danças; cantem-lhe ao som de harpas e tambores!
SENHOR ama o seu povo e honra os humildes com a vitória!
Exultem de alegria os fiéis pelo triunfo de Deus e cantem jubilosos em seus
leitos!
Entoem bem alto os louvores de Deus, com a espada de dois gumes na mão,
para lhes aplicarem a sentença que estava determinada. Esta é a glória de
todos os seus fiéis.
Marcos 11,11-26.
Chegou a Jerusalém e entrou no templo. Depois de ter examinado tudo em seu
redor, como a hora já ia adiantada, saiu para Betânia com os Doze.
Na manhã seguinte, ao deixarem Betânia, Jesus sentiu fome.
Vendo ao longe uma figueira com folhas, foi ver se nela encontraria alguma
coisa; mas, ao chegar junto dela, não encontrou senão folhas, pois não era
tempo de figos.
Disse então: «Nunca mais ninguém coma fruto de ti.» E os discípulos ouviram
isto.
Chegaram a Jerusalém; e, entrando no templo, Jesus começou a expulsar os
que vendiam e compravam no templo; deitou por terra as mesas dos cambistas
e os bancos dos vendedores de pombas,
e não permitia que se transportasse qualquer objecto através do templo.
E ensinava-os, dizendo: «Não está escrito: A minha casa será chamada casa
de oração para todos os povos? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões.»
Os sacerdotes e os doutores da Lei ouviram isto e procuravam maneira de o
matar, mas temiam-no, pois toda a multidão estava maravilhada com o seu
ensinamento.
Quando se fez tarde, saíram para fora da cidade.
Ao passarem na manhã seguinte, viram a figueira seca até às raízes.
Pedro, recordando-se, disse a Jesus: «Olha, Mestre, a figueira que
amaldiçoaste secou!»
Jesus disse-lhes: «Tende fé em Deus.
Em verdade vos digo, se alguém disser a este monte: 'Tira-te daí e lança-te
ao mar', e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai
realizar, assim acontecerá.
Por isso, vos digo: tudo quanto pedirdes na oração crede que já o
recebestes e haveis de obtê-lo. Quando vos levantais para orar, se tiverdes
alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe primeiro,
para que o vosso Pai que está no céu vos perdoe também as vossas ofensas.
Porque, se não perdoardes, também o vosso Pai que está no Céu não perdoará
as vossas ofensas.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, Doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de S. Marcos, n°9 (a partir da trad. Marc commenté, DDB 1986, pp. 87ss.)
«Não façais da casa de Meu Pai um antro de comércio» (Jo 2, 16)
«Entrando no templo, Jesus começou a expulsar os que vendiam e os que
compravam.» Alguns espantam-se com a ressurreição de Lázaro; ficam
admirados com o facto de o filho de uma viúva ter ressuscitado. Outros
ficam estupefactos com outros milagres. É certamente admirável tornar a dar
vida a um corpo morto. Quanto a mim, fico mais impressionado com o
acontecimento presente. Este homem, filho de um carpinteiro, um pobre sem
morada fixa, sem sítio onde repousar, sem exército, que não era nem chefe
nem juiz que poder O autorizou a, [...] sozinho, expulsar uma multidão
tão numerosa? Ninguém protestou, ninguém ousou resistir, pois ninguém ousou
opor-se ao Filho que reparava a injúria feita a Seu Pai. [...]
«Ele começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no templo.» Se
isto foi possível entre os judeus, porque não será, e com mais razão, entre
nós? Se isto acontece no contexto da Lei, porque não acontece o mesmo no
Evangelho? [...] Cristo, um pobre, expulsa os compradores e os vendedores,
que são ricos. Aquele que vende é expulso do mesmo modo que aquele que
compra. Que ninguém diga: «Eu ofereço tudo o que possuo, dou oferendas aos
sacerdotes como Deus ordenou». Numa passagem de Mateus lemos o seguinte:
«Haveis recebido de graça, dai de graça» (Mt 10, 8). A graça de Deus não se
vende, dá-se.
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