sexta-feira, 11 de março de 2011

Profecia do Dia

Sabado, dia 12 de Março de 2011
Sábado depois das Cinzas

S. Luís Orione, sacerdote, fundador, +1940, Santo Inocêncio I, papa, +417, Santa Josefina, penitente, +1353



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Richard Rolle : «Não foram os justos que Eu vim chamar ao arrependimento, mas os pecadores»

Leituras

Is. 58,9-14.
Então invocarás o SENHOR e Ele te atenderá, pedirás auxílio e te dirá:
«Aqui estou!»
se repartires o teu pão com o faminto e matares a fome ao pobre, a tua luz
brilhará na tua escuridão, e as tuas trevas tornar-se-ão como o meio dia.
O SENHOR te guiará constantemente, saciará a tua alma no árido deserto,
dará vigor aos teus ossos. Serás como um jardim bem regado, como uma fonte
de águas inesgotáveis.
Reconstruirás ruínas antigas, levantarás sobre antigas fundações. Serás
chamado: «Reparador de brechas, restaurador de casas em ruínas.»
Se te abstiveres de trabalhar ao sábado, de te ocupares dos teus negócios
no meu dia santo, se chamares ao sábado a tua delícia, consagrando-o à
glória do SENHOR; se o solenizares, abstendo-te de viagens, de procurares
os teus interesses, e de tratares os teus negócios,
então, encontrarás a tua felicidade no SENHOR. Far-te-ei desfilar sobre as
alturas da terra, alimentar-te-ei com a herança do teu pai Jacob. É o
próprio SENHOR quem o diz!


Salmos 86(85),1-2.3-4.5-6.
Inclina, SENHOR, os teus ouvidos e responde me, porque estou triste e
necessitado.
Protege a minha vida, porque te sou fiel; salva o teu servo, que em ti
confia.
Senhor, tem compaixão de mim, que a ti clamo todo o dia.
Alegra o espírito do teu servo, pois para ti, Senhor, elevo a minha alma.
Porque Tu, Senhor, és bom e indulgente, cheio de misericórdia para quantos
te invocam.
Senhor, ouve a minha oração, atende os gritos da minha súplica.


Lucas 5,27-32.
Depois disto, Jesus saiu e viu um cobrador de impostos, chamado Levi,
sentado no posto de cobrança. Disse-lhe: «Segue-me.»
E ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu-o.
Levi ofereceu-lhe, em sua casa, um grande banquete; e encontravam-se com
eles, à mesa, grande número de cobradores de impostos e de outras pessoas.
Os fariseus e os doutores da Lei murmuravam, dizendo aos discípulos:
«Porque comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?»
Jesus tomou a palavra e disse-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam
de médico, mas os que estão doentes.
Não foram os justos que Eu vim chamar ao arrependimento, mas os pecadores.»



Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Richard Rolle (c. 1300-1349), eremita inglês
Canto de amor, 7 32 (a partir da trad. SC 168, p. 357/Orval rev.)

«Não foram os justos que Eu vim chamar ao arrependimento, mas os pecadores»

Cristo na cruz clama em alta voz. [...] Oferece a paz, dirige-se a ti,
desejoso de te ver abraçar o amor [...]: Contempla isto, bem amado! Eu, o
Criador sem limites, desposei a carne para ser capaz de nascer de uma
mulher. Eu, Deus, apresentei-Me aos pobres como o seu companheiro. Escolhi
uma mãe humilde. Comi com publicanos. Os pecadores não Me inspiraram
aversão. Suportei os perseguidores. Fiz a experiência do chicote, e
«rebaixei-Me a Mim mesmo até à morte e morte de cruz» (cf Fil 2, 8). «Que
mais poderia Eu fazer [...] que não tenha feito?» (Is 5, 4) Abri o Meu lado
à lança. Deixei que trespassassem as Minhas mãos e os Meus pés. Porque não
olhas para o Meu corpo ensanguentado? Porque não dás atenção à Minha cabeça
inclinada (Jo 19, 30)? Aceitei ser contado entre o número dos condenados e,
submerso em sofrimentos, morri por ti, para que tu vivesses para Mim. Se
não te preocupas contigo, se não procuras libertar-te das teias da morte,
pensa, pelo menos agora, em Mim que derramei por ti o tão precioso bálsamo
do Meu próprio sangue. Olha-Me no momento da morte, e detém essa tua
tendência para o pecado. Sim, cessa de pecar: custaste-Me demasiado
caro!


Por ti encarnei, por ti também nasci, por ti submeti-Me à Lei, por ti fui
baptizado, menosprezado pelas injúrias, detido, amarrado, coberto de
escarros, escarnecido, chicoteado, ferido, pregado à cruz, dessedentado com
vinagre, e por último imolado por ti. O Meu lado está aberto: agarra o Meu
coração. Corre, abraça-Me: ofereço-te um beijo. Adquiri-te como parte da
Minha herança, de modo que nenhum outro te possuísse. Entrega-te todo
inteiro a Mim, pois Eu entreguei-me todo inteiro a ti.




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quinta-feira, 10 de março de 2011

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 11 de Março de 2011
Sexta-feira depois das Cinzas

S. Constantino, rei, mártir, +598, S. Ramiro, abade, mártir, +555, Beato João Batista de Fabriano, presbítero, +1539



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Então, hão-de jejuar.»

Leituras

Is. 58,1-9.
Grita em voz alta, sem te cansares. Levanta a tua voz como uma trombeta.
Denuncia ao meu povo as suas faltas, aos descendentes de Jacob, os seus
pecados.
Consultam-me dia após dia, mostram desejos de conhecer o meu caminho, como
se fosse um povo que praticasse a justiça, e não abandonasse a lei de Deus.
Pedem-me sentenças justas, querem aproximar-se de Deus.
Dizem-me: «Para quê jejuar, se vós não fazeis caso? Para quê humilhar-nos,
se não prestais atenção?» É porque no dia do vosso jejum só cuidais dos
vossos negócios, e oprimis todos os vossos empregados.
Jejuais entre rixas e disputas, dando bofetadas sem dó nem piedade. Não
jejueis como tendes feito até hoje, se quereis que a vossa voz seja ouvida
no alto.
Acaso é esse o jejum que me agrada, no dia em que o homem se mortifica?
Curvar a cabeça como um junco, deitar-se sobre saco e cinza? Podeis chamar
a isto jejum e dia agradável ao SENHOR?
O jejum que me agrada é este: libertar os que foram presos injustamente,
livrá-los do jugo que levam às costas, pôr em liberdade os oprimidos,
quebrar toda a espécie de opressão,
repartir o teu pão com os esfomeados, dar abrigo aos infelizes sem casa,
atender e vestir os nus e não desprezar o teu irmão.
Então, a tua luz surgirá como a aurora, e as tuas feridas não tardarão a
cicatrizar-se. A tua justiça irá à tua frente, e a glória do SENHOR atrás
de ti.
Então invocarás o SENHOR e Ele te atenderá, pedirás auxílio e te dirá:
«Aqui estou!»


Salmos 51(50),3-4.5-6.18-19.
Tem compaixão de mim, ó Deus, pela tua bondade; pela tua grande
misericórdia, apaga o meu pecado.
Lava me de toda a iniquidade; purifica me dos meus delitos.
Reconheço as minhas culpas e tenho sempre diante de mim os meus pecados.
Contra ti pequei, só contra ti, fiz o mal diante dos teus olhos; por isso é
justa a tua sentença e recto o teu jul
Não te comprazes nos sacrifícios nem te agrada qualquer holocausto que eu
te ofereça.
O sacrifício agradável a Deus é o espírito contrito; ó Deus, não desprezes
um coração contrito e arrependido.


Mateus 9,14-15.
Depois, foram ter com Ele os discípulos de João, dizendo: «Porque é que nós
e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?»
Jesus respondeu-lhes: «Porventura podem os convidados para as núpcias estar
tristes, enquanto o esposo está com eles? Porém, hão-de vir dias em que
lhes será tirado o esposo e, então, hão-de jejuar.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Papa Bento XVI
Mensagem para a Quaresma de 2009 (trad. © Libreria Editrice Vaticana)

«Então, hão-de jejuar.»

No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum: [...] «Nem só
de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4,
4). O verdadeiro jejum tem portanto como finalidade comer o «verdadeiro
alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão
desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da
ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se
humildemente a Deus, confiando na Sua bondade e misericórdia. [...]Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um
pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada
pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a
cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para
os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os
impede de se conformarem com a vontade de Deus. [...]Com
o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda
que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus. Ao mesmo tempo, o
jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos
nossos. Na sua Primeira Carta, São João admoesta: «Aquele que tiver bens
deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu
coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente
ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o
irmão que sofre. Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os
outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é
indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de
atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras
comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e
comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração
e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã.




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quarta-feira, 9 de março de 2011

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 10 de Março de 2011
Quinta-feira depois das Cinzas

Quarenta Mártires de Sebaste, +320, S. Macário de Jerusalém, patriarca, +335, S. João Ogilvie, presbítero, mártir, +1615, Santo Emiliano, pastor eremita, séc. VI



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Anastácio de Antioquia : O caminho que conduz Cristo à Sua Glória

Leituras

Deut. 30,15-20.
«Repara que coloco hoje diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal.
Assim, ordeno-te hoje que ames o Senhor, teu Deus, que andes nos seus
caminhos, que guardes os seus mandamentos, preceitos e sentenças. Assim
viverás, multiplicar-te-ás e o Senhor, teu Deus, te abençoará na terra em
que vais entrar para dela tomar posse.
Mas se o teu coração se desviar e não escutares, se te deixares arrastar e
adorares deuses estranhos e os servires,
declaro-vos hoje que, sem dúvida, morrereis; os vossos dias não se
prolongarão na terra na qual ides entrar, passando o Jordão, para dela
tomar posse.»
«Tomo hoje por testemunhas contra vós o céu e a terra; ponho diante de vós
a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe a vida para viveres, tu e
a tua descendência,
amando o Senhor, teu Deus, escutando a sua voz e apegando-te a Ele, porque
Ele é a tua vida e prolongará os teus dias para habitares na terra, que o
Senhor jurou que havia de dar a teus pais, Abraão, Isaac e Jacob.»


Salmos 1,1-2.3.4.6.
Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho
dos pecadores, nem toma parte na reunião dos libertinos;
antes põe o seu enlevo na lei do SENHOR e nela medita dia e noite.
É como a árvore plantada à beira da água corrente: dá fruto na estação
própria e a sua folhagem não murcha; em tudo o que faz é bem sucedido.
Mas os ímpios não são assim! São como a palha que o vento leva.
O SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios conduz à
perdição.


Lucas 9,22-25.
e acrescentou: «O Filho do Homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos
anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, tem de ser morto
e, ao terceiro dia, ressuscitar.»
Depois, dirigindo-se a todos, disse: «Se alguém quer vir após mim, negue-se
a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-me.
Pois, quem quiser salvar a sua vida há-de perdê la; mas, quem perder a sua
vida por minha causa há-de salvá-la.
Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, perdendo-se ou condenando-se
a si mesmo?


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Anastácio de Antioquia, monge e depois patriarca de Antioquia, 549-570 e 593-599
Homilia 4 sobre a Paixão; PG 89, 1347 (a partir da trad. breviário)

O caminho que conduz Cristo à Sua Glória

«Eis que subimos a Jerusalém. O Filho do Homem será entregue nas mãos dos
pagãos, dos sumos-sacerdotes e dos escribas para ser flagelado, humilhado e
crucificado» (cf Mt 20,18). Ao dizer isto aos Seus discípulos, Cristo
anunciava o que estava de acordo com a predições dos profetas, pois eles
tinham previsto a Sua morte, e que esta teria lugar em Jerusalém. [...]
Compreendemos porque é que o Verbo de Deus que, de outra forma não
sofreria, teve de suportar a Paixão; porque o homem não podia ter sido
salvo de outra forma. Só Ele o sabia, assim como aqueles a quem Ele o
revelara. De facto, Ele sabia tudo o que vem do Pai, porque o «Espírito
penetra até às profundezas dos mistérios divinos» (1Cor 2, 10).


«Era necessário que Cristo sofresse» (Lc 24, 26): era completamente
impossível que a Paixão não tivesse acontecido, como Ele próprio afirmou
quando chamou «lentos a acreditar» e «sem inteligência» àqueles que não
sabiam que Cristo tinha de sofrer assim para entrar na Sua Glória (Lc 24,
25). De facto, Ele veio para salvar o Seu povo, renunciando à «glória que
tinha junto do Pai antes do início do mundo» (Jo 17, 5). Esta salvação era
a perfeição que devia concretizar-se pela Paixão, e que será atribuída ao
autor da nossa vida, segundo o ensinamento de São Paulo: «Ele foi o autor
da nossa vida ao atingir a perfeição através dos Seus sofrimentos» (Heb 2,
10).


Vemos como a glória de Filho Único, da qual tinha sido afastado durante
algum tempo em nosso favor, Lhe foi devolvida pela cruz na carne que Ele
tinha adoptado. São João afirma-o de facto no seu Evangelho, quando explica
que foi sobre esta água que o Salvador disse que «brotaria como um rio do
coração do crente. Ora, ao dizer isto, Ele falava do Espírito Santo que
haviam de receber aqueles que acreditassem nEle. De facto, o Espírito Santo
não tinha ainda sido dado, porque Jesus não tinha entrado ainda na Sua
glória» (Jo 7, 38-39). Aquilo a que Ele chama a Sua glória é a Sua morte na
cruz. Esta é a razão pela qual o Senhor, quando rezava antes de padecer na
cruz, pedia ao Pai para Lhe dar esta «glória que Ele tinha junto dEle antes
do início do mundo».




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