domingo, 20 de março de 2011

Profecia do Dia

Segunda-feira, dia 21 de Março de 2011
Segunda-feira da 2ª semana da Quaresma

S. Nicolau de Flue, eremita, confessor, +1487,  Trânsito de S. Bento,  S. Serapiao de Temuis



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Isaac o Sírio : «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.»

Leituras

Dan. 9,4-10.
Supliquei ao Senhor, meu Deus, e fiz-lhe a minha confissão nestes termos:
«Ah! Senhor, Deus grande e temível, que és fiel à Aliança e que manténs o
teu favor para com os que te amam e guardam os teus mandamentos.
Todos nós
pecámos, prevaricámos, praticámos a iniquidade, fomos revoltosos,
afastámo-nos dos teus mandamentos e das tuas leis.
Não escutámos os teus
servos, os profetas, que falaram em teu nome aos nossos reis, aos nossos
chefes, aos nossos pais e a todo o povo da nação.
Para ti, Senhor, a
justiça; para nós, a infâmia, como é hoje para as gentes de Judá, para os
habitantes de Jerusalém e para todo o Israel, para aqueles que estão perto
e aqueles que estão longe, em todos os países por onde os espalhaste, em
consequência das iniquidades que cometeram contra ti.
Sim, ó Senhor, para
nós a vergonha, para os nossos reis, para os nossos chefes, para os nossos
pais, porque pecámos contra ti.
No Senhor, nosso Deus, a misericórdia e o
perdão, pois nos revoltámos contra Ele.
Recusámos escutar a voz do Senhor,
nosso Deus; não seguimos as leis que nos propunha pela boca dos seus
servos, os profetas.



Salmos 79,8.9.11.13.
Não recordes contra nós as faltas dos nossos antepassados; venha depressa
ao nosso encontro a tua misericó
Socorre nos, ó Deus, nosso salvador, para
glória do teu nome; livra nos e perdoa nos pelo amor do teu nome
Chegue
junto de ti o gemido dos cativos e, pela grande força do teu braço, salva
da morte os que estão co
Nós, que somos o teu povo e ovelhas do teu
rebanho, glorificar te emos para sempre; de geração em geração




Lucas 6,36-38.
Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.»
«Não julgueis e
não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e
sereis perdoados.
Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada,
transbordante será lançada no vosso regaço. A medida que usardes com os
outros será usada convosco.»



Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Isaac o Sírio (século VII), monge perto de Mossoul, santo das Igrejas ortodoxas
Discursos, 1ª série, n°34 (a partir da trad. cf Touraille, DDB 1981, p. 215)

«Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.»

Irmão, recomendo-te isto: que a compaixão tenha sempre a supremacia na tua
balança, até que sintas em ti a compaixão que Deus demonstra para com o
mundo. Que este estado se torne o espelho no qual vemos em nós a verdadeira
«imagem e semelhança» da natureza e do ser de Deus (Gn 1,26). É por estas
coisas e por outras idênticas que recebemos a luz, e que uma clara
resolução nos leva a imitar Deus. Um coração duro e sem piedade não será
nunca puro (Mt 5, 8). Mas o homem compassivo é o médico da sua alma; como
que por um vento violento, ele afasta para fora de si as trevas da sua
mágoa.




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sábado, 19 de março de 2011

Profecia do Dia

Domingo, dia 20 de Março de 2011
2º Domingo da Quaresma - Ano A

2º Domingo da Quaresma (semana II do saltério)
Santo Ambrósio de Sena, presbítero, séc. XIII,  S. Martinho de Braga, bispo, +580,  Alexandra,  Santa Eufémia, virgem e mártir, +300,  Santa Cláudia, mártir, +304



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Efrém : «Este é o Meu Filho muito amado»

Leituras

Gén. 12,1-4.
O Senhor disse a Abrão: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa do teu
pai, e vai para a terra que Eu te indicar.
Farei de ti um grande povo,
abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome e serás uma fonte de bênçãos.

Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te
amaldiçoarem. E todas as famílias da Terra serão em ti abençoadas.»
Abrão
partiu, como o Senhor lhe dissera, levando consigo Lot. Quando saiu de
Haran, Abrão tinha setenta e cinco anos.



Salmos 33(32),4-5.18-19.20.22.
As palavras do SENHOR são verdadeiras, as suas obras nascem da
fidelidade.
Ele ama a rectidão e a justiça; a terra está cheia da sua
bondade.
Os olhos do SENHOR velam pelos seus fiéis, por aqueles que esperam
na sua bondade,
para os libertar da morte e os manter vivos no tempo da
fome.

A nossa alma espera no SENHOR; Ele é o nosso amparo e o nosso escudo.
Venha
sobre nós, SENHOR, o teu amor, pois depositamos em ti a nossa confiança.



2 Tim. 1,8-10.
Portanto, não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem de mim,
seu prisioneiro, mas compartilha o meu sofrimento pelo Evangelho, apoiado
na força de Deus.
Ele salvou-nos e chamou-nos, por santo chamamento, não
em atenção às nossas obras, mas segundo o seu próprio desígnio e a graça a
nós concedida em Cristo Jesus, antes dos séculos eternos,
e agora revelada
na manifestação do nosso Salvador, Cristo Jesus, que destruiu a morte e
irradiou vida e imortalidade, por meio do Evangelho,



Mateus 17,1-9.
Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e
levou-os, só a eles, a um alto monte.
Transfigurou-se diante deles: o seu
rosto resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a
luz.
Nisto, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele.
Tomando a
palavra, Pedro disse a Jesus: «Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres,
farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.»

Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua
sombra, e uma voz dizia da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual
pus todo o meu agrado. Escutai-o.»
Ao ouvirem isto, os discípulos caíram
com a face por terra, muito assustados.
Aproximando-se deles, Jesus
tocou-lhes, dizendo: «Levantai-vos e não tenhais medo.»
Erguendo os olhos,
os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém.
Enquanto desciam do
monte, Jesus ordenou-lhes: «Não conteis a ninguém o que acabastes de ver,
até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.»



Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Efrém (c. 306-373), diácono na Síria, Doutor da Igreja
Opera Omnia, p. 41 (a partir da trad. Brésard, 2000 ans C, p. 292)

«Este é o Meu Filho muito amado»

Simão Pedro diz: «Senhor, é bom estarmos aqui». Que dizes, Pedro? Se
ficarmos aqui, quem realizará então o que predisseram os profetas. Quem
confirmará as palavras dos arautos? Quem levará a bom termo os mistérios
dos justos? Se ficarmos aqui, a quem se referirão as palavras:
«Trespassaram as Minhas mãos e os Meus pés»? A quem se aplicarão as
afirmações: «Repartiram entre si as Minhas vestes e deitaram sortes sobre a
Minha túnica»? (Sl 21, 17.19; Jo 19, 24). Quem realizará o anúncio do
salmo: «Deram-Me fel, em vez de comida, e vinagre, quando tive sede»? (68,
22; Mt 27, 34; Jo 19, 29) Quem dará vida à expressão: «Estou abandonado
entre os mortos»? (Sl 87,6) Como se consumarão as Minhas promessas, como
construiremos a Igreja?


E Pedro diz mais: façamos «aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e
outra para Elias». Enviado para erigir a Igreja no mundo, Pedro quer
levantar três tendas na montanha. Ainda não vê a Cristo senão como homem e
classifica-O juntamente com Moisés e com Elias. Mas Jesus em breve lhe
mostra que não precisa de tenda. Fora Ele que, durante quarenta anos,
erguera para os Patriarcas uma tenda de nuvem, enquanto eles permaneciam no
deserto (Ex 40, 34).


«Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua
sombra». Vês, Simão, esta tenda montada sem esforço? Ela afasta o calor sem
comportar as trevas, é uma tenda brilhante e resplandecente! Enquanto os
discípulos estão surpresos, uma voz vinda do Pai faz-Se ouvir da nuvem:
«Este é o Meu Filho muito amado, no qual pus todo o Meu agrado. Escutai-o.»
[...] O Pai ensinava aos discípulos que a missão de Moisés estava
concluída: de então em diante é ao Filho que deverão escutar. O Pai, na
montanha, revelava aos apóstolos aquilo que ainda lhes estava oculto:
«Aquele que é» revelava «Aquele que é» (Ex 3, 14), o Pai dava a conhecer o
Seu Filho.




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sexta-feira, 18 de março de 2011

Profecia do Dia

Sabado, dia 19 de Março de 2011
S. JOSÉ, esposo da Virgem Santa Maria, padroeiro da Igreja universal - solenidade

S. José, Esposo da Virgem Maria (ofício próprio)



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Josemaría Escrivá de Balaguer : A vocação de José

Leituras

2 Sam. 7,4-5.12-14.16.
Mas, naquela mesma noite, o Senhor falou a Natan, dizendo-lhe:
«Vai dizer
ao meu servo David: Diz o Senhor: "És tu que me vais construir uma casa
para Eu habitar?
Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus
pais, manterei depois de ti a descendência que nascerá de ti e consolidarei
o seu reino.
Ele construirá um templo ao meu nome, e Eu firmarei para
sempre o seu trono régio.
Eu serei para ele um pai e ele será para mim um
filho. Se ele cometer alguma falta, hei-de corrigi-lo com varas e com
açoites, como fazem os homens,
A tua casa e o teu reino permanecerão para
sempre diante de mim, e o teu trono estará firme para sempre".»



Salmos 89(88),2-3.4-5.27.29.
Hei de cantar para sempre o amor do SENHOR; a todas as gerações anunciarei
a sua fidelidade.
Proclamarei que o teu amor é para sempre, e que a tua
fidelidade é eterna como o céu.
"Fiz uma aliança com o meu eleito, jurei a
David, meu servo:
'Estabelecerei a tua descendência para sempre e o teu
trono há-de manter-se eternamente'."

Ele me invocará, dizendo: 'Tu és meu pai, és o meu Deus e o rochedo da
minha salvação!'
Hei-de assegurar lhe para sempre o meu favor e a minha
aliança com ele há-de manter-se firme.



Romanos 4,13.16-18.22.
Não foi em virtude da Lei, mas da justiça obtida pela fé que a Abraão, ou à
sua descendência, foi feita a promessa de que havia de receber o mundo em
herança.
Por isso, é da fé que depende a herança. Só assim é que esta é
gratuita, de tal modo que a promessa se mantém válida para todos os
descendentes: não apenas para aqueles que o são em virtude da Lei, mas
também para os que o são em virtude da fé de Abraão, pai de todos nós,

conforme o que está escrito: Fiz de ti o pai de muitos povos. Pai diante
daquele em quem acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à
existência o que não existe.
Foi com uma esperança, para além do que se
podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos,
conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência.
Esta foi
exactamente a razão pela qual isso lhe foi atribuído à conta de justiça.



Mateus 1,16.18-21.24.
Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama
Cristo.
Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe,
estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha
concebido pelo poder do Espírito Santo.
José, seu esposo, que era um homem
justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente.
Andando ele
a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe
disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o
que ela concebeu é obra do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho, ao
qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.»

Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu
sua esposa.



Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero, fundador
Homilia de 19/03/63 in «Cristo que passa», §§ 54-56

A vocação de José

Para São José, a vida de Jesus foi uma contínua descoberta da sua vocação.
[...] Aqueles primeiros anos [foram] cheios de circunstâncias aparentemente
contraditórias: glorificação e fuga, majestade dos magos e pobreza da
gruta, canto dos Anjos e silêncio dos homens. Quando chega o momento de
apresentar o Menino no Templo, José, que leva a modesta oferenda de um par
de rolas, vê como Simeão e Ana proclamam que Jesus é o Messias. «Seu pai e
Sua mãe ouviram com admiração», diz São Lucas (2, 33). Mais tarde, quando o
Menino fica no templo sem que Maria e José o saibam, ao encontrá-Lo de novo
depois de O procurarem três dias, o mesmo evangelista narra que «se
maravilharam» (2, 48).José surpreende-se, José admira-se. Deus vai-lhe
revelando os Seus desígnios e ele esforça-se por compreendê-los. Como toda
a alma que quer seguir de perto Jesus, rapidamente descobre que não é
possível andar com passo ronceiro, que não pode viver da rotina. Porque
Deus não Se conforma com a estabilidade num nível conseguido, com o
descanso no que já se tem. Deus exige continuamente mais e os Seus caminhos
não são os nossos caminhos humanos. São José, como nenhum outro homem antes
ou depois dele, aprendeu de Jesus a estar atento para conhecer as
maravilhas de Deus, a ter a alma e o coração abertos.Mas, se José aprendeu
de Jesus a viver de um modo divino, atrever-me-ia a dizer que, no aspecto
humano, ensinou muitas coisas ao Filho de Deus. [...] José amou Jesus como
um pai ama o seu filho, dando-Lhe tudo que de melhor tinha. José, cuidando
daquele Menino como lhe tinha sido ordenado, fez de Jesus um artesão:
transmitiu-Lhe o seu ofício. [...] José foi, no aspecto humano, mestre de
Jesus; conviveu com Ele diariamente, com carinho delicado, e cuidou dele
com abnegação alegre. Não será esta uma boa razão para considerarmos este
varão justo (Mt 1, 19), este Santo Patriarca, no qual culmina a Fé da
Antiga Aliança, Mestre de vida interior?




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