quarta-feira, 27 de abril de 2011

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 28 de Abril de 2011
5ª-FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA

5ª feira na Oitava de PáscoaNossa Senhora, Mãe do Divino Pastor5ª feira na oitava da Páscoa (ofício próprio)
S. Luís Maria Grignion de Montfort, presbítero, +1716,  S. Pedro Chanel, presbítero, mártir, padroeiro da Oceânia, +1841,  Santa Gianna Beretta Molla



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Inácio de Antioquia : «Vede as Minhas mãos e os Meus pés. [...] Tocai-Me»

Leituras

Actos 3,11-26.

E, como ele não deixasse Pedro e João, todo o povo, cheio de assombro, se juntou a eles sob o chamado pórtico de Salomão.
Ao ver isto, Pedro dirigiu a palavra ao povo: «Homens de Israel, porque vos admirais com isto? Porque nos olhais, como se tivéssemos feito andar este homem por nosso próprio poder ou piedade,?
O Deus de Abraão, de Isaac e Jacob, o Deus dos nossos pais, glorificou o seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes na presença de Pilatos, estando ele resolvido a libertá-lo.
Negastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação de um assassino.
Destes a morte ao Príncipe da Vida, mas Deus ressuscitou-o dos mortos, e disso nós somos testemunhas.
Pela fé no seu nome, este homem, que vedes e conheceis, recobrou as forças. Foi a fé que dele nos vem que curou completamente este homem na vossa presença.
Agora, irmãos, sei que agistes por ignorância, como também os vossos chefes.
Dessa forma, Deus cumpriu o que antecipadamente anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Messias havia de padecer.
Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam apagados;
e, assim, o Senhor vos conceda os tempos de conforto, quando Ele enviar aquele que vos foi destinado, o Messias Jesus,
que deve permanecer no Céu até ao momento da restauração de todas as coisas, de que Deus falou outrora pela boca dos seus santos profetas.
Moisés disse: 'O Senhor Deus suscitar-vos-á um Profeta como eu, de entre os vossos irmãos. Escutá-lo-eis em tudo quanto vos disser.
Quem não escutar esse Profeta, será exterminado do meio do povo.'
E, por outro lado, todos os profetas que falaram desde Samuel anunciaram igualmente estes dias.
Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus concluiu com os vossos pais, quando disse a Abraão: 'Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da Terra.'
Foi primeiramente para vós que Deus suscitou o seu Servo e o enviou para vos abençoar e para se afastar cada um de vós das suas más acções.»


Salmos 8,2a.5.6-7.8-9.

Ó SENHOR, nosso Deus, como é admirável o teu nome em toda a terra! Adorarei a tua majestade, mais alta que os céus.
que é o homem para te lembrares dele, o filho do homem para com ele te preocupares?
Quase fizeste dele um ser divino; de glória e de honra o coroaste.
Deste lhe domínio sobre as obras das tuas mãos, tudo submeteste a seus pés:

rebanhos e gado, sem excepção, e até mesmo os animais bravios;
as aves do céu e os peixes do mar, tudo o que percorre os caminhos do oceano.


Lucas 24,35-48.

E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o pão.
Enquanto isto diziam, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!»
Dominados pelo espanto e cheios de temor, julgavam ver um espírito.
Disse-lhes, então: «Porque estais perturbados e porque surgem tais dúvidas nos vossos corações?
Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo. Tocai-me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que Eu tenho.»
Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.
E como, na sua alegria, não queriam acreditar de assombrados que estavam, Ele perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa que se coma?»
Deram-lhe um bocado de peixe assado;
e, tomando-o, comeu diante deles.
Depois, disse-lhes: «Estas foram as palavras que vos disse, quando ainda estava convosco: que era necessário que se cumprisse tudo quanto a meu respeito está escrito em Moisés, nos Profetas e nos Salmos.»
Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras
e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dentre os mortos, ao terceiro dia;
que havia de ser anunciada, em seu nome, a conversão para o perdão dos pecados a todos os povos, começando por Jerusalém.
Vós sois as testemunhas destas coisas.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Inácio de Antioquia (?-c. 110), bispo e mártir
Carta à Igreja de Esmirna

«Vede as Minhas mãos e os Meus pés. [...] Tocai-Me»

Dou graças a Jesus Cristo nosso Deus por nos ter inspirado tal sabedoria.
Descobri que estáveis unidos numa fé inabalável, pregados de corpo e alma,
se assim posso dizer, à cruz do Senhor Jesus Cristo, fortalecidos pelo Seu
sangue no amor, inteiramente convencidos de que Nosso Senhor é
verdadeiramente «filho de David pela carne» (Rom 1, 3), filho de Deus pela
vontade e o poder divinos; verdadeiramente nascido de uma virgem, baptizado
por João «para cumprir toda a justiça» (Mt 3, 15); verdadeiramente
trespassado por pregos por nós na Sua carne por ordem de Pôncio Pilatos e
do tetrarca Herodes. E é ao fruto da cruz, à Sua divina e bem aventurada
Paixão, que nós devemos a nossa existência. Pois pela Sua ressurreição Ele
«eleva o Seu estandarte» (Is 5, 26) sobre os séculos vindouros, a fim de
escolher os Seus santos e os Seus fiéis de entre judeus e pagãos e
reuni-los num só corpo, o da Sua Igreja (Ef 2, 16).


Ele aceitou todos estes sofrimentos por nós, pela nossa salvação. E sofreu
verdadeiramente, tal como verdadeiramente ressuscitou. E a Sua Paixão não
foi, como afirmam certos descrentes, uma simples aparência. [...] Quanto a
mim, sei e acredito que, mesmo após a Sua ressurreição, Jesus era carne.
Quando Se aproximou de Pedro e dos seus companheiros, disse-lhes: «Tocai-Me
e olhai que um espírito não tem carne nem ossos». Eles tocaram n'Ele e
acreditaram. Esta comunhão estreita com a Sua carne e o Seu espírito
ajudou-os a enfrentar a morte e a ser mais fortes do que ela. Após a
ressurreição, Jesus comeu e bebeu com eles, como um ser de carne, quando Se
tinha tornado um só espírito com o Pai. Recordo-vos estas verdades,
bem-amados, sabendo que esta é também a vossa profissão de fé.




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terça-feira, 26 de abril de 2011

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 27 de Abril de 2011
4ª-FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA

4ª-Feira na Oitava da Páscoa 4ª feira na oitava da Páscoa (ofício próprio)
Santa Zita, virgem, +1278,  S. Pedro Canísio, presbítero, doutor da Igreja, +1597



Comentário ao Evangelho do dia feito por
João Paulo II : «Tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então, os seus olhos abriram-se»

Leituras

Actos 3,1-10.

Pedro e João subiam ao templo, para a oração das três horas da tarde.
Era para ali levado um homem, coxo desde o ventre materno, que todos os dias colocavam à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola àqueles que entravam.
Ao ver Pedro e João entrarem no templo, pediu-lhes esmola.
Pedro, juntamente com João, olhando-o fixamente, disse-lhe: «Olha para nós.»
O coxo tinha os olhos nos dois, esperando receber alguma coisa deles.
Mas Pedro disse-lhe: «Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!»
E, segurando-o pela mão direita, ergueu-o. No mesmo instante, os pés e os artelhos se lhe tornaram firmes.
De um salto, pôs-se de pé, começou a andar e entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus.
Todo o povo o viu caminhar e louvar a Deus.
Bem o conheciam, como sendo aquele que costumava sentar-se à Porta Formosa do templo a mendigar; ficaram cheios de assombro e estupefactos com o que lhe acabava de suceder.


Salmos 105(104),1-2.3-4.6-7.8-9.

Louvai o SENHOR, aclamai o seu nome, anunciai entre os povos as suas obras.
Cantai-lhe hinos e salmos, proclamai as suas maravilhas.
Orgulhai-vos do seu nome santo; alegre-se o coração dos que procuram o SENHOR.
Recorrei ao SENHOR e ao seu poder e buscai sempre a sua face.

vós, descendentes de Abraão, seu servo, filhos de Jacob, seu escolhido.
Ele é o SENHOR, nosso Deus, e governa sobre a terra!
Ele recordará sempre a sua aliança, a promessa que jurou manter por mil gerações,
pacto que fez com Abraão e aquele juramento que fez a Isaac.



Lucas 24,13-35.

Nesse mesmo dia, dois dos discípulos iam a caminho de uma aldeia chamada Emaús, que ficava a cerca de duas léguas de Jerusalém;
e conversavam entre si sobre tudo o que acontecera.
Enquanto conversavam e discutiam, aproximou-se deles o próprio Jesus e pôs-se com eles a caminho;
os seus olhos, porém, estavam impedidos de o reconhecer.
Disse-lhes Ele: «Que palavras são essas que trocais entre vós, enquanto caminhais?» Pararam entristecidos.
E um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único forasteiro em Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias!»
Perguntou-lhes Ele: «Que foi?» Responderam-lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo;
como os sumos sacerdotes e os nossos chefes o entregaram, para ser condenado à morte e crucificado.
Nós esperávamos que fosse Ele o que viria redimir Israel, mas, com tudo isto, já lá vai o terceiro dia desde que se deram estas coisas.
É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram perturbados, porque foram ao sepulcro de madrugada
e, não achando o seu corpo, vieram dizer que lhes apareceram uns anjos, que afirmavam que Ele vivia.
Então, alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas, a Ele, não o viram.»
Jesus disse-lhes, então: «Ó homens sem inteligência e lentos de espírito para crer em tudo quanto os profetas anunciaram!
Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?»
E, começando por Moisés e seguindo por todos os Profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, tudo o que lhe dizia respeito.
Ao chegarem perto da aldeia para onde iam, fez menção de seguir para diante.
Os outros, porém, insistiam com Ele, dizendo: «Fica connosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso.» Entrou para ficar com eles.
E, quando se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho.
Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no; mas Ele desapareceu da sua presença.
Disseram, então, um ao outro: «Não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?»
Levantando-se, voltaram imediatamente para Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os seus companheiros,
que lhes disseram: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!»
E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o pão.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

João Paulo II
Carta apostólica «Mane nobiscum Domine» §§ 2, 11, 12 (trad. DC 2323 7/11/04 © copyright Libreria Editrice Vaticana)

«Tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então, os seus olhos abriram-se»

O ícone dos discípulos de Emaús presta-se bem para nortear um ano que verá
a Igreja particularmente empenhada na vivência do mistério da sagrada
Eucaristia. Ao longo do caminho das nossas dúvidas, inquietações e às vezes
amargas desilusões, o divino Viajante continua a fazer-Se nosso companheiro
para nos introduzir, com a interpretação das Escrituras, na compreensão dos
mistérios de Deus. Quando o encontro se torna pleno, à luz da Palavra
segue-se a luz que brota do «Pão da vida», pelo qual Cristo cumpre de modo
supremo a Sua promessa de «estar connosco todos os dias até ao fim do
mundo» (cf. Mt 28, 20).A narração da aparição de Jesus ressuscitado aos
dois discípulos de Emaús ajuda-nos a pôr em destaque um primeiro aspecto do
mistério eucarístico, que deve estar sempre presente na devoção do povo de
Deus: a Eucaristia, mistério de luz! [...] Jesus designou-Se a Si mesmo
como «luz do mundo» (Jo 8, 12), e esta Sua propriedade aparece bem
evidenciada em momentos da Sua vida como a Transfiguração e a Ressurreição,
onde refulge claramente a Sua glória divina. Diversamente, na Eucaristia a
glória de Cristo está velada. O sacramento eucarístico é o «mysterium
fidei» por excelência. E, todavia, precisamente através deste sacramento da
sua total ocultação, Cristo torna-Se mistério de luz, mediante o qual o
fiel é introduzido nas profundezas da vida divina. [...]A Eucaristia é luz
antes de mais nada porque, em cada Missa, a liturgia da Palavra de Deus
precede a liturgia Eucarística, na unidade das duas «mesas» — a da Palavra
e a do Pão. [...] Na narração dos discípulos de Emaús, o próprio Cristo
intervém para mostrar, «começando por Moisés e seguindo por todos os
profetas», como «todas as Escrituras» conduzem ao mistério da Sua Pessoa
(cf. Lc 24, 27). As Suas palavras fazem «arder» os corações dos discípulos,
tiram-nos da obscuridade da tristeza e do desânimo, suscitam neles o desejo
de permanecer com Ele: «Fica connosco, Senhor» (cf. Lc 24, 29).




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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 26 de Abril de 2011
3ª-FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA

3ª-feira na Oitava da Páscoa3ª feira na oitava da Páscoa (ofício próprio)Nossa Senhora do Bom Conselho
Santo Anacleto (Cleto), papa, mártir, séc. I,  S. Pedro de Rates, mártir, 1º bispo de Braga, séc. I (?)



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato John Henry Newman : «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.

Leituras

Actos 2,36-41.

Saiba toda a casa de Israel, com absoluta certeza, que Deus estabeleceu como Senhor e Messias a esse Jesus por vós crucificado.»
Ouvindo estas palavras, ficaram emocionados até ao fundo do coração e perguntaram a Pedro e aos outros Apóstolos: «Que havemos de fazer, irmãos?»
Pedro respondeu-lhes: «Convertei-vos e peça cada um o baptismo em nome de Jesus Cristo, para a remissão dos seus pecados; recebereis, então, o dom do Espírito Santo.
Na verdade, a promessa de Deus é para vós, para os vossos filhos, assim como para todos os que estão longe: para todos os que o Senhor nosso Deus quiser chamar.»
Com estas e muitas outras palavras, Pedro exortava-os e dizia-lhes: «Afastai-vos desta geração perversa.»
Os que aceitaram a sua palavra receberam o baptismo e, naquele dia, juntaram-se a eles cerca de três mil pessoas.


Salmos 33(32),4-5.18-19.20.22.

As palavras do SENHOR são verdadeiras, as suas obras nascem da fidelidade.
Ele ama a rectidão e a justiça; a terra está cheia da sua bondade.
Os olhos do SENHOR velam pelos seus fiéis, por aqueles que esperam na sua bondade,
para os libertar da morte e os manter vivos no tempo da fome.

A nossa alma espera no SENHOR; Ele é o nosso amparo e o nosso escudo.
Venha sobre nós, SENHOR, o teu amor, pois depositamos em ti a nossa confiança.


João 20,11-18.

Maria estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo,
e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés.
Perguntaram-lhe: «Mulher, porque choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.»
Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava conta que era Ele.
E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.»
Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» que quer dizer: «Mestre!»
Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: 'Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.'»
Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beato John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador de comunidade religiosa, teólogo
Lectures on Justification, n° 9, § 8

«Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.

«Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai.» Por que não podemos
tocar em Nosso Senhor antes da Sua ascensão, e como podemos tocar-Lhe
depois? [...]? Não Me toques porque eis que, para vosso maior bem, subo da
terra ao céu, da carne e do sangue à glória, de um corpo humano a um corpo
espiritual (1Cor 15, 44). [...] Ascender daqui de baixo, em corpo e alma,
até ao Meu Pai é descer em espírito do Meu Pai até junto de vós. Nessa
altura, estarei presente junto de vós, embora esteja invisível, mais
realmente presente do que hoje. Nessa altura, poderás tocar-Me e tomar-Me –
sem um abraço visível, mas com outro mais real, pela fé e a devoção. [...]


Viste-Me, Maria, mas não podes reter-Me. Aproximaste-te de Mim, mas apenas
o suficiente para Me beijares os pés e seres tocada pela Minha mão.
Disseste-me: «Oh, pudesse eu chegar até ele, alcançar a sua morada! Pudesse
eu tê-lo e nunca mais o perder!» (Jb 23, 3; cf Ct 5, 6). Ter-Me-ás por
inteiro e por completo. Ficarei perto de ti, em ti; virei ao teu coração,
inteiramente Salvador, inteiramente Cristo, Deus e homem em toda a Minha
plenitude, pelo prodigioso poder do Meu corpo e do Meu sangue.





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