Sexta-feira, dia 17 de Junho de 2011
Sexta-feira da 11ª semana do Tempo Comum
S. Bessário, eremita, séc. IV, S. Rainério de Pisa, peregrino, +1160
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II : «Não acumuleis tesouros na terra»
Leituras
2 Cor. 11,18.21b-30.
Já que muitos se gloriam por motivos humanos, também eu o vou fazer.
Para nossa vergonha o digo: como fracos nos mostramos. Mas daquilo de que alguém se faz forte eu falo como insensato também eu me pos-so fazer.
São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São descendentes de Abraão? Também eu.
São ministros de Cristo? Falo a delirar eu ainda mais: muito mais pelos trabalhos, muito mais pelas prisões, imensamente mais pelos açoites, muitas vezes em perigo de morte.
Cinco vezes recebi dos Judeus os quarenta açoites menos um.
Três vezes fui flagelado com vergastadas, uma vez apedrejado, três vezes naufraguei, e passei uma noite e um dia no alto mar.
Viagens a pé sem conta, perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte dos meus irmãos de raça, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos da parte dos falsos irmãos!
Trabalhos e duras fadigas, muitas noites sem dormir, fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez!
Além de outras coisas, a minha preocupação quotidiana, a solicitude por todas as igrejas!
Quem é fraco, sem que eu o seja também? Quem tropeça, sem que eu me sinta queimar de dor?
Se é mesmo preciso gloriar-se, é da minha fraqueza que me gloriarei.
Salmos 34(33),2-3.4-5.6-7.
Em todo o tempo, bendirei o SENHOR; o seu louvor estará sempre nos meus lábios.
A minha alma gloria se no SENHOR! Que os humildes saibam e se alegrem.
Enaltecei comigo o SENHOR; exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o SENHOR e Ele respondeu me, livrou me de todos os meus temores.
Aqueles que o contemplam ficam radiantes, não ficarão de semblante abatido.
Quando um pobre invoca o SENHOR, Ele atende o e liberta o das suas angústias.
Mateus 6,19-23.
«Não acumuleis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os corroem e os ladrões arrombam os muros, a fim de os roubar.
Acumulai tesouros no Céu, onde a traça e a ferrugem não corroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam.
Pois, onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
A lâmpada do corpo são os olhos; se os teus olhos estiverem sãos, todo o teu corpo andará iluminado.
Se, porém, os teus olhos estiverem doentes, todo o teu corpo andará em trevas. Portanto, se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão essas trevas!
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II
Mensagem aos governantes
«Não acumuleis tesouros na terra»
Neste momento solene, nós, os Padres do XXI Concílio Ecuménico da Igreja
Católica, ao dispersarmo-nos depois de quatro anos de oração e de
trabalhos, na plena consciência da nossa missão para com a humanidade,
dirigimo-nos com respeito e confiança àqueles que têm nas suas mãos o
destino dos homens na terra, a todos os depositários do poder temporal.
Nós proclamamos altamente: prestamos honra à vossa autoridade e à vossa
soberania; respeitamos a vossa função; reconhecemos as vossas leis justas;
estimamos aqueles que as fazem e aqueles que as aplicam. Mas temos uma
palavra sagrada a dizer-vos, e é esta: só Deus é grande. Só Deus é o
princípio e o fim. Só Deus é a fonte da vossa autoridade e o fundamento das
vossas leis.
É a vós que pertence ser na terra os promotores da ordem e da paz entre os
homens. Mas não esqueçais: é Deus, o Deus vivo e verdadeiro, que é o Pai
dos homens. E é Cristo, o Seu Filho eterno, Quem nos veio dizer e ensinar
que somos todos irmãos. É Ele o grande artífice da ordem e da paz na terra,
porque é Ele Quem dirige a história humana e o Único que pode levar os
corações a renunciar às más paixões que geram a guerra e a infelicidade. É
Ele Quem abençoa o pão da humanidade, Quem santifica o seu trabalho e o seu
sofrimento, Quem lhe dá alegrias que vós não podeis dar, Quem a reconforta
nas dores que vós não podeis consolar. Na vossa cidade terrestre e
temporal, Ele constrói misteriosamente a Sua cidade espiritual e eterna, a
Sua Igreja.
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quinta-feira, 16 de junho de 2011
Profecia do Dia
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 16 de Junho de 2011
Quinta-feira da 11ª semana do Tempo Comum
S. Ciro, mártir, séc. IV, São João Francisco Régis, presbítero, +1640, S. Ticon
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa de Ávila : «Faça-se a Tua vontade»
Leituras
2 Cor. 11,1-11.
Oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez da minha parte! Mas, de certo, ma suportareis.
Sinto por vós um ciúme semelhante ao ciúme de Deus, pois vos desposei com um único esposo, Cristo, a quem devo apresentar-vos como virgem pura.
Mas receio que, como a serpente seduziu Eva com a sua astúcia, os vossos pensamentos se deixem corromper, desviando-se da simplicidade que é devida a Cristo.
Pois de boamente aceitais alguém que surge a pregar-vos outro Jesus diferente daquele que nós pregámos, ou acolheis um espírito diferente daquele que recebestes, ou um Evangelho diverso daquele que abraçastes.
Ora, eu penso que em nada sou inferior a esses superapóstolos.
E embora seja menos perito na palavra, não o sou, certamente, na ciência. Em tudo e de todas as maneiras vo-lo temos demonstrado.
Porventura cometi alguma falta, ao humilhar-me para vos exaltar, quando vos anunciei gratuitamente o Evangelho de Deus?
Despojei outras igrejas, recebendo delas o sustento para vos servir,
e encontrando-me necessitado no meio de vós, não fui pesado a ninguém, pois os irmãos vindos da Macedónia é que proveram às minhas necessidades. Em tudo me guardei de vos ser molesto e continuarei a fazê-lo.
Pela verdade de Cristo que está em mim, não me será tirado este motivo de glória nas regiões da Acaia.
E porquê? Porque não vos amo? Deus o sabe!
Salmos 111(110),1-2.3-4.7-8.
Louvarei o SENHOR de todo o coração, no conselho dos justos e na assembleia.
Grandes são as obras do SENHOR, dignas de meditação para quem as ama.
As suas obras têm majestade e esplendor; a sua justiça permanece para sempre.
Deixou-nos um memorial das suas maravilhas. O SENHOR é bondoso e compassivo;
As obras das suas mãos são rectas e justas, são imutáveis todos os seus preceitos.
Foram estabelecidos pelos séculos dos séculos e baseiam-se na verdade e na rectidão.
Mateus 6,7-15.
Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos.
Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.»
«Rezai, pois, assim:'Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome,
venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na terra.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia;
perdoa as nossas ofensas, como nós perdoámos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.'
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós.
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita, doutora da Igreja
O Caminho da Perfeição, cap. 32
«Faça-se a Tua vontade»
«Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu». Porque todos os
avisos que vos tenho dado neste livro vão dirigidos a este ponto de nos
darmos de todo ao Criador e pormos a nossa vontade na Sua, de nos
desapegarmos das criaturas, e já tereis entendido o muito que isto importa,
nada mais digo; somente direi o motivo porque o nosso bom Mestre põe aqui
estas sobreditas palavras, como Quem sabe quanto ganharemos em prestar este
serviço a Seu eterno Pai, a fim de nos dispormos para, com muita brevidade,
nos vermos com o caminho acabado de andar e bebendo da água viva da fonte
que fica dita. Porque, sem darmos totalmente a nossa vontade ao Senhor para
que, em tudo o que nos toca, Ele faça conforme a Sua vontade, nunca nos
deixará beber dela.
Isto é contemplação, de que me dissestes que escrevesse. E nisto [...]
nenhuma coisa fazemos da nossa parte: nem trabalhamos, nem negociamos, nada
mais é preciso; porque tudo o mais estorva e impede de dizer «fiat voluntas
tua»: cumpra-se em mim, Senhor, a Vossa vontade. Com efeito, tudo o que
quiséssemos fazer pelo nosso trabalho e pela nossa competência, tendo em
vista alcançar para nós a quietude, não nos serviria senão de obstáculo e
de impedimento.
Cumpra-se em mim, Senhor, a Vossa vontade de todos os modos e maneiras que
Vós, Senhor meu, quiserdes. Se quereis com trabalhos, dai-me esforço e
venham; se com perseguições e enfermidades e desonras e necessidade, aqui
estou, não voltarei o rosto, Pai meu, nem é razão para voltar as costas.
Seria indigno de mim recuar. Pois Vosso filho Vos deu esta minha vontade
dando-Vos a vontade de todos, não é razoável que falhe por minha parte; mas
sim me façais Vós mercê de me dar o Vosso Reino para que eu possa fazê-lo,
pois Ele mo pediu, e disponde em mim como de coisa Vossa, conforme a Vossa
vontade.
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Profecia do Dia
Quarta-feira, dia 15 de Junho de 2011
Quarta-feira da 11ª semana do Tempo Comum
S. Vito, mártir, +300, Santa Maria Micaela do Santíssimo Sacramento, virgem, fundadora, +1865, Beata Albertina Berkenbrock, virgem, mártir, +1931
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : O jejum, a oração e a esmola
Leituras
2 Cor. 9,6-11.
Ficai sabendo: Quem pouco semeia, também pouco colherá; mas quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá.
Cada um dê como dispôs em seu coração, sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria.
E Deus tem poder para vos cumular de toda a espécie de graça, para que, tendo sempre e em tudo quanto vos é necessário, ainda vos sobre para as boas obras de todo o género.
Como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.
Aquele que dá a semente ao semeador e o pão em alimento, também vos dará a semente em abundância e multiplicará os frutos da vossa justiça.
Assim, sereis enriquecidos em tudo, para exercer toda a espécie de generosidade que suscitará, por nosso intermédio, a acção de graças a Deus.
Salmos 112(111),1-2.3-4.9.
Feliz o homem que teme o SENHOR e se compraz nos seus mandamentos.
sua descendência será poderosa sobre a terra, e bendita, a geração dos justos.
Haverá na sua casa abundância e riqueza e a sua prosperidade durará para sempre.
Brilha para os homens rectos como luz nas trevas: ele é piedoso, clemente e compassivo.
Reparte do que é seu com os pobres; a sua generosidade subsistirá para sempre e o seu poder crescerá em glória.
Mateus 6,1-6.16-18.
«Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles; de outro modo, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está no Céu.
Quando, pois, deres esmola, não permitas que toquem trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: Já receberam a sua recompensa.
Quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua direita,
a fim de que a tua esmola permaneça em segredo; e teu Pai, que vê o oculto, há-de premiar-te.»
«Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há-de recompensar-te.
«E, quando jejuardes, não mostreis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto para que os outros vejam que eles jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto,
para que o teu jejum não seja conhecido dos homens, mas apenas do teu Pai que está presente no oculto; e o teu Pai, que vê no oculto, há-de recompensar-te.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona, norte de África, e Doutor da Igreja
Sermão 150, 6
O jejum, a oração e a esmola
Os epicuristas, que não esperam vida alguma depois da morte, que não
esperam outra coisa senão os prazeres da carne, dizem assim: «comamos e
bebamos, que amanhã morreremos» (1Cor 15,32). Mas os cristãos, acreditando
de verdade numa outra vida depois da morte, uma vida muito mais feliz, não
digam «comamos e bebamos, que amanhã morreremos». Sem esquecer que amanhã
morreremos, digam antes «jejuemos e rezemos, que amanhã morreremos», e esse
jejum que aqui refiro vos sirva, em terceiro lugar, como preceito
irrecusável e indescurável para assim matar a fome a quem é pobre. Se não
puderdes jejuar, dai antes de comer àqueles cuja saciedade vos alcançará
misericórdia, e digam então os cristãos: «jejuemos, rezemos e demos aos
pobres, que amanhã morreremos».
Mas exijo ainda outra coisa, uma terceira condição, pois não quero
silenciar aquilo que é necessário observar acima de tudo: que o vosso jejum
sirva para saciar a fome do pobre. Se não podeis jejuar, aplicai-vos ainda
mais a alimentar aquele cuja fome apaziguada vos obterá o perdão. Eis,
pois, aquilo que os cristãos devem dizer: «jejuemos, rezemos e demos aos
pobres, que amanhã morreremos».
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