segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 09 de Agosto de 2011
S. Teresa Benedita da Cruz, virgem e mártir, Padroeira da Europa – FESTA

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), religiosa, mártir, padroeira da Europa, +1942



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Jesus está também aqui no meio de nós»

Leituras

Oseias 2,16b.17b.21-22.


Eis o que diz o Senhor: «É assim que a vou seduzir: ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração.
Dar-lhe-ei então as suas vinhas e o vale de Acor será como porta de esperança. Aí, ela responderá como no tempo da sua juventude, como nos dias em que subiu da terra do Egipto.
Então, te desposarei para sempre; desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com amor e misericórdia.
Desposar-te-ei com fidelidade, e tu conhecerás o SENHOR.


Salmos 45(44),11-12.14-15.16-17.


Filha, escuta, vê e presta atenção;
esquece o teu povo e a casa do teu pai.
Porque o rei deixou se prender pela tua beleza;
Ele é agora o teu Senhor: presta-lhe homenagem!

A filha do rei é toda formosura,
os seus vestidos são de brocados de ouro.
Em vestes de muitas cores é apresentada ao rei;
as donzelas, suas amigas, seguem na em cortejo.

Avançam com alegria e júbilo
e entram felizes no palácio real.
No lugar de teus pais, estarão os teus filhos;
farás deles príncipes sobre toda a terra.



Mateus 25,1-13.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O Reino do Céu será semelhante a dez virgens que, tomando as suas candeias, saíram ao encontro do noivo.
Ora, cinco delas eram insensatas e cinco prudentes.
As insensatas, ao tomarem as suas candeias, não levaram azeite consigo;
enquanto as prudentes, com as suas candeias, levaram azeite nas almotolias.
Como o noivo demorava, começaram a dormitar e adormeceram.
A meio da noite, ouviu-se um brado: 'Aí vem o noivo, ide ao seu encontro!'
Todas aquelas virgens despertaram, então, e aprontaram as candeias.
As insensatas disseram às prudentes: 'Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas candeias estão a apagar-se.'
Mas as prudentes responderam: 'Não, talvez não chegue para nós e para vós. Ide, antes, aos vendedores e comprai-o.'
Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o noivo; as que estavam prontas entraram com ele para a sala das núpcias, e fechou-se a porta.
Mais tarde, chegaram as outras virgens e disseram: 'Senhor, senhor, abre-nos a porta!'
Mas ele respondeu: 'Em verdade vos digo: Não vos conheço.'
Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Papa Bento XVI
Audiência Geral de 13 de Agosto de 2008 (trad.© Libreria Editrice Vaticana)

«Jesus está também aqui no meio de nós»

Quem reza nunca perde a esperança, mesmo quando se encontra em situações
difíceis e até humanamente desesperadas. É isto que nos ensina a Sagrada
Escritura e que testemunha a história da Igreja. Com efeito, quantos
exemplos poderíamos oferecer, de situações em que foi precisamente a oração
que sustentou o caminho dos santos e do povo cristão! Entre os testemunhos
da nossa época, gostaria de citar o de dois santos, cuja memória festejamos
nestes dias: Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, cuja festa pudemos
celebrar no dia 9 de Agosto, e Maximiliano Kolbe, que recordaremos amanhã,
14 de Agosto, vigília da solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem
Maria. Ambos concluíram com o martírio a sua vicissitude terrestre, no
lager de Auschwitz. Aparentemente, a sua existência poderia considerar-se
uma derrota, mas precisamente no seu martírio resplandece o fulgor do Amor,
que vence as trevas do egoísmo e do ódio. A São Maximiliano Kolbe são
atribuídas as seguintes palavras, que ele teria pronunciado em pleno furor
da perseguição nazi: «O ódio não é uma força criativa: é-o somente o amor».
[...]


Edith Stein, no dia 6 de Agosto do ano seguinte, três dias antes da sua
morte dramática, aproximando-se de algumas religiosas do mosteiro de Echt,
na Holanda, disse-lhes: «Estou pronta para tudo. Jesus está também aqui no
meio de nós. Até agora pude rezar muito bem, dizendo de todo o coração:
»Ave, Crux, spes unica" [Ave, ó Cruz, nossa única esperança]». Testemunhas
que conseguiram fugir deste horrível massacre narraram que Teresa Benedita
da Cruz, ao vestir o hábito carmelita, caminhava conscientemente rumo à
morte, distinguindo-se pelo seu comportamento repleto de paz e pela sua
atitude tranquila e pelo seu comportamento calmo e atento às necessidades
de todos. A oração foi o segredo desta Santa, co-Padroeira da Europa, que
«mesmo depois de ter alcançado a verdade na paz da vida contemplativa, teve
de viver até ao fim o mistério da Cruz» (João Paulo II, Carta Apostólica
sob forma de Motu Proprio «Spes Aedificandi», 8).




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domingo, 7 de agosto de 2011

Profecia do Dia

Segunda-feira, dia 08 de Agosto de 2011
Segunda-feira da 19ª semana do Tempo Comum

S. Domingos de Gusmão, presbítero, fundador, +1221



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Paciano de Barcelona : Libertados pelo Filho do Homem que Se entrega às mãos dos homens

Leituras

Deut. 10,12-22.


Naqueles dias, Moisés falou ao povo, dizendo: «E agora, Israel, o que o Senhor, teu Deus, exige de ti é que temas o Senhor, teu Deus, para seguires todos os seus caminhos, para o amares, para servires o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma,
observando os mandamentos do Senhor e os preceitos que hoje te prescrevo, para teu bem.
Ao Senhor, teu Deus, pertencem os céus e os céus dos céus, a terra e tudo o que nela existe.
No entanto, foi só a teus pais que o Senhor se apegou com amor. Elegeu a sua descendência, que sois vós, dentre todos os povos, como ainda hoje.
Circuncidai, portanto, a impureza do vosso coração e não endureçais mais a vossa cerviz,
porque o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus supremo, poderoso e temível, que não faz distinção de pessoas nem aceita presentes.
Ele faz justiça ao órfão e à viúva, ama o estrangeiro e dá-lhe pão e vestuário.
Amarás o estrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egipto.
Temerás o Senhor, teu Deus; a Ele só servirás! Apega-te a Ele e não jures senão pelo seu nome!
Ele é a tua glória; Ele é o teu Deus, que fez por ti essas grandes e prodigiosas coisas, que teus olhos viram.
Os teus antepassados eram em número de setenta, quando entraram no Egipto; mas agora o Senhor, teu Deus, tornou-vos tão numerosos como as estrelas do céu.»


Salmos 147,12-13.14-15.19-20.


Glorifica, Jerusalém, o SENHOR;
louva, Sião, o teu Deus.  
Ele reforçou os ferrolhos das tuas portas
e abençoou os teus filhos dentro de ti;  

Ele estabeleceu a paz nas tuas fronteiras
e saciou-te com a flor do trigo.  
Ele manda as suas ordens à terra,
e a sua palavra corre velozmente;  

Ele revela os seus planos a Jacob,
os seus preceitos e as suas sentenças a Israel.  
Não fez assim com nenhum outro povo,
não lhes deu a conhecer os seus mandamentos.  



Mateus 17,22-27.


Naquele tempo, estando reunidos na Galileia, Jesus disse-lhes: «O Filho do Homem tem de ser entregue nas mãos dos homens,
que o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.» E eles ficaram profundamente consternados.
Entrando em Cafarnaúm, aproximaram-se de Pedro os cobradores do imposto do templo e disseram-lhe: «O vosso Mestre não paga o imposto?»
Ele respondeu: «Paga, sim». Quando chegou a casa, Jesus antecipou-se, dizendo: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos e contribuições? Dos seus filhos, ou dos estranhos?»
E como ele respondesse: «Dos estranhos», Jesus disse-lhe: «Então, os filhos estão isentos.
No entanto, para não os escandalizarmos, vai ao mar, deita o anzol, apanha o primeiro peixe que nele cair, abre-lhe a boca e encontrarás lá um estáter. Toma-o e dá-lho por mim e por ti.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Paciano de Barcelona ( ? – c. 390), bispo
Homilia sobre o baptismo, 7

Libertados pelo Filho do Homem que Se entrega às mãos dos homens

Todos os povos foram libertados, por Nosso Senhor Jesus Cristo, das forças
que os mantinham cativos. Foi Ele, sim, Ele, quem nos resgatou. Como diz o
apóstolo Paulo: «perdoou-nos todas as nossas faltas, anulou o documento
que, com os seus decretos, era contra nós; aboliu-o inteiramente, e
cravou-o na cruz. Depois de ter despojado os Poderes e as Autoridades,
expô-los publicamente em espectáculo, e celebrou o triunfo que na cruz
obtivera sobre eles» (Col 2, 13-15). Ele libertou os presos acorrentados e
quebrou as correntes, como David dissera: «O Senhor salva os oprimidos, o
Senhor liberta os prisioneiros, o Senhor dá vista aos cegos». E ainda:
«Senhor, quebraste as minhas cadeias, hei-de oferecer-te sacrifícios de
louvor» (Sl 145, 7-8; 115, 16-17).


Sim, ficámos libertos das correntes, nós que fomos reunidos ao chamado do
Senhor pelo sacramento do baptismo [...]. Fomos libertados pelo sangue de
Cristo e pela invocação do Seu nome [...] Portanto, ó bem-amados, fomos
para todo o sempre lavados pela água do baptismo, para todo o sempre
estamos libertos, para todo o sempre acolhidos no Seu Reino imortal. Para
todo o sempre será «feliz aquele a quem é perdoada a culpa e absolvido o
pecado» (Sl 31, 1; Rm 4,7). Mantende com coragem o que haveis recebido,
conservai-o para vossa felicidade, não volteis a pecar. De ora em diante,
conservai-vos puros e irrepreensíveis para o dia do Senhor.




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sábado, 6 de agosto de 2011

Profecia do Dia

Domingo, dia 07 de Agosto de 2011
19º Domingo do Tempo Comum - Ano A

XIX Domingo Comum (semana III do saltério)
S. Sisto II, papa, e companheiros mártires, +258,  S. Caetano, presbítero, +1547



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : «Homem de pouca fé, porque duvidaste?»

Leituras

1 Reis 19,9a.11-13a.


Tendo chegado ao Horeb, Elias passou a noite numa caverna, onde lhe foi dirigida a
"Que fazes aí, Elias? Sai e mantém-te neste monte, na presença do Senhor; eis que
Depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma brisa suave.
Ao ouvi-lo, Elias cobriu o rosto com um manto. Saiu e pôs-se à entrada da caverna.


Salmos 85(84),9ab-10.11-12.13-14.


Deus promete paz para o seu povo e para os seus amigos
e para todos os que se voltam para Ele de coração.
A salvação está perto dos que o temem
e a sua glória habitará na nossa terra.  

O amor e a fidelidade vão encontrar-se.
Vão beijar-se a justiça e a paz.  
Da terra vai brotar a verdade
e a justiça descerá do céu.  

O próprio SENHOR nos dará os seus bens
e a nossa terra produzirá os seus frutos.  
A justiça caminhará diante d'Ele
e a paz, no rasto dos seus passos.  



Romanos 9,1-5.


Irmãos: É verdade o que vou dizer em Cristo; não minto, pois é a minha consciência que, pelo Espírito Santo, disto me dá testemunho:
tenho uma grande tristeza e uma dor contínua no meu coração.
Desejaria ser amaldiçoado, ser eu próprio separado de Cristo, pelo bem dos meus irmãos, os da minha raça, segundo a carne.
Eles são os israelitas, a quem pertence a adopção filial, a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas.
A eles pertencem os patriarcas e é deles que descende Cristo, segundo a carne. Deus que está acima de todas as coisas, bendito seja Ele pelos séculos! Ámen. Eleição dos patriarcas


Mateus 14,22-33.


Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões.
Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só.
O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo.
No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!»
Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.»
«Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!»
Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?»
E, quando entraram no barco, o vento amainou.
Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia depois bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de Mateus

«Homem de pouca fé, porque duvidaste?»

Os discípulos são de novo joguetes das vagas e uma tempestade semelhante à
primeira (Mt 8,24) desencadeia-se sobre eles; mas anteriormente tinham
Jesus com eles, enquanto desta vez estão sozinhos e entregues a si mesmos.
[...] Penso que o Salvador queria assim reanimar-lhes os corações
adormecidos; precipitando-os na angústia, inspirou-lhes um desejo mais vivo
da Sua presença e tornou a Sua lembrança constantemente presente no
pensamento deles. Por isso não foi imediatamente em auxílio deles. Em vez
disso: «de madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar».
[...]


Pedro, sempre fervoroso, adiantando-se sempre aos outros discípulos,
diz-Lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter Contigo sobre as águas». [...]
Ele não Lhe diz: «Ordena-me que caminhe sobre as águas» mas antes «que vá
ter Contigo», porque ninguém amava Jesus como ele. E fez a mesma coisa
depois da ressurreição: não podendo suportar ir tão lentamente como os
outros na barca, deitou-se à água para os ultrapassar e satisfazer o seu
amor por Cristo. [...] Descendo, portanto, da barca, Pedro avançou para
Jesus, mais feliz de se Lhe dirigir do que de caminhar sobre as águas. Mas,
no fim de superar o perigo maior, o do mar, acabou por sucumbir a um menos
grave, o do vento. Tal é a natureza humana: muitas vezes, depois de termos
dominado os perigos mais sérios, deixamo-nos abater por outros menos
importantes. [...] Pedro não estava ainda livre de todo o temor [...]
apesar da presença de Cristo perto dele. É que não serve de nada estar ao
lado de Cristo se não estivermos próximos Dele pela fé. Eis o que marca a
distância que separava o Mestre do discípulo. [...]


«Homem de pouca fé, porque duvidaste?» Se, pois, a fé de Pedro não tivesse
enfraquecido, teria resistido ao vento sem dificuldade. E a prova foi que
Jesus segurou Pedro, deixando soprar o vento. [...] Da mesma forma que a
mãe sustenta, com as suas asas, o passarinho que saiu do ninho antes do
tempo, quando ele vai a cair no chão, e o volta a pôr no ninho, assim fez
Cristo a Pedro.




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