quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 12 de Agosto de 2011
Sexta-feira da 19ª semana do Tempo Comum

Santa Joana Francisca de Chantal, viúva, religiosa, fundadora, +1641,  Beato Amadeu da Silva, religioso, +1482,  Santa Beatriz, virgem, mártir, +304



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II : «O Criador, desde o princípio, fê-los homem e mulher»

Leituras

Josué 24,1-13.


Naqueles dias, Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém, e convocou os seus anciãos, chefes, juízes e oficiais; todos se apresentaram diante de Deus.
Então, Josué disse a todo o povo: «Eis o que diz o SENHOR, Deus de Israel: 'Vossos pais, Tera, pai de Abraão e de Naor, habitavam ao princípio do outro lado do rio e serviam outros deuses.
Tomei o vosso pai Abraão do outro lado do Jordão, e conduzi-o à terra de Canaã. Multipliquei a sua posteridade, dando-lhe Isaac.
A Isaac dei Jacob e Esaú e dei a Esaú a montanha de Seir; Jacob, porém, e os seus filhos foram para o Egipto.
Depois, enviei Moisés e Aarão e feri o Egipto com tudo o que fiz no meio dele; por fim, tirei-vos de lá.
Tirei os vossos pais do Egipto e chegastes ao mar. Os egípcios perseguiram os vossos pais com carros e cavaleiros até ao Mar dos Juncos.
Eles, porém, clamaram ao SENHOR, e o SENHOR pôs trevas entre vós e os egípcios e fez avançar o mar sobre eles, cobrindo-os. Os vossos olhos viram o que fiz aos egípcios e, depois disto, passastes largo tempo no deserto.
Levei-vos, em seguida, para a terra dos amorreus que habitavam do outro lado do Jordão. Eles combateram contra vós, mas Eu entreguei-os nas vossas mãos. Tomastes posse da sua terra, e Eu exterminei-os na vossa frente.
Balac, filho de Cipor, rei de Moab, levantou-se para lutar contra Israel e mandou chamar Balaão, filho de Beor, para vos amaldiçoar.
Eu, porém, não quis ouvir Balaão, e ele teve de vos abençoar repetidas vezes, e assim vos tirei das mãos de Balac.
Atravessastes o Jordão e chegastes a Jericó. Combateram contra vós os homens de Jericó, os amorreus, os perizeus, os cananeus, os hititas, os guirgaseus, os heveus e os jebuseus; mas Eu entreguei-os nas vossas mãos.
Mandei diante de vós insectos venenosos que expulsaram os dois reis dos amorreus. Não foi com a vossa espada, nem com o vosso arco.
Dei-vos, pois, uma terra que não lavrastes, cidades que não edificastes e que agora habitais, vinhas e oliveiras que não plantastes e de cujos frutos vos alimentais'.


Salmos 136(135),1-3.16-18.21-22.24.


Louvai o SENHOR, porque Ele é bom,
porque o seu amor é eterno!  
Louvai o Deus dos deuses,
porque o seu amor é eterno!


Louvai o Senhor dos senhores,
porque o seu amor é eterno!  
Conduziu o seu povo pelo deserto,
porque o seu amor é eterno!  

Feriu grandes reis,
porque o seu amor é eterno!  
Matou reis poderosos,
porque o seu amor é eterno!

Deu a terra deles como herança,
porque o seu amor é eterno!  
Como herança a Israel, seu servo,
porque o seu amor é eterno!  

livrou-nos dos nossos opressores,
porque o seu amor é eterno!  


Mateus 19,3-12.


naquele tempo, alguns fariseus, para O experimentarem, aproximaram-se d'Ele e disseram-Lhe: «É permitido a um homem divorciar-se da sua mulher por qualquer motivo?»
Ele respondeu: «Não lestes que o Criador, desde o princípio, fê-los homem e mulher,
e disse: Por isso, o homem deixará o pai e a mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois um só?
Portanto, já não são dois, mas um só. Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem.»
Eles, porém, objectaram: «Então, porque é que Moisés preceituou dar-lhe carta de divórcio, ao repudiá-la?»
Respondeu Jesus: «Por causa da dureza do vosso coração, Moisés permitiu que repudiásseis as vossas mulheres; mas, ao princípio, não foi assim.
Ora Eu digo-vos: Se alguém se divorciar da sua mulher excepto em caso de união ilegal e casar com outra, comete adultério.»
Os discípulos disseram-lhe: «Se é essa a situação do homem perante a mulher, não é conveniente casar-se!»
Respondeu-lhes Jesus: «Nem todos compreendem esta linguagem, mas apenas aqueles a quem isso é dado.
Há eunucos que nasceram assim do seio materno, há os que se tornaram eunucos pela interferência dos homens e há aqueles que se fizeram eunucos a si mesmos, por amor do Reino do Céu. Quem puder compreender, compreenda.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beato João Paulo II
Angelus, 6 de Fevereiro de 1994

«O Criador, desde o princípio, fê-los homem e mulher»

Tal como tinha planeado desde o princípio, Deus criou o homem e a mulher à
Sua imagem. A Escritura diz: «Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o
à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher» (Gn 1,27). É assim
importante que compreendamos, no livro do Génesis, esta grande verdade: a
imagem de Si mesmo que Deus pôs no homem e na mulher passa também através
da complementaridade dos sexos. O homem e a mulher, unidos em matrimónio,
reflectem a imagem de Deus e são, de algum modo, a revelação do Seu amor.
Não só do amor que Deus nutre pelo ser humano, mas também da misteriosa
comunhão que caracteriza a vida íntima das três Pessoas divinas.


Imagem de Deus pode considerar-se, também, a própria geração, que faz de
cada família um santuário da vida. O apóstolo Paulo diz-nos que toda a
paternidade e maternidade recebem o nome de Deus (Ef 3,15). É Ele a fonte
última da vida. Por isso, pode-se afirmar que a genealogia de cada pessoa
tem as suas raízes no eterno. Ao gerar um filho, os pais actuam como
colaboradores de Deus. Missão verdadeiramente sublime! Não nos
surpreendamos, consequentemente, de que Jesus tenha querido elevar o
casamento à dignidade de sacramento, e de que São Paulo se lhe refira como
um «grande mistério», pondo-o em relação com a união de Cristo com a Igreja
(Ef 5,32).




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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 11 de Agosto de 2011
Quinta-feira da 19ª semana do Tempo Comum

Santa Clara de Assis, virgem, fundadora, +1253



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II : «Não devias também ter piedade do teu companheiro?»

Leituras

Josué 3,7-10a.11.13-17.


Naqueles dias, o Senhor disse a Josué: «Hoje começarei a exaltar-te na presença de todo o Israel, para que se saiba que, assim como estive com Moisés, assim estarei também contigo.
Hás-de mandar aos sacerdotes que levam a Arca da aliança: 'Quando chegardes ao Jordão, deter-vos-eis junto das suas águas.'»
Então, Josué disse aos israelitas: «Aproximai-vos para ouvir as palavras do SENHOR, vosso Deus.»
E prosseguiu: «Com isto, sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e não deixará de expulsar diante de vós os cananeus, os hititas, os heveus, os perizeus, os guirgaseus, os amorreus e os jebuseus.
Eis que a Arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão diante de vós.
Mal os sacerdotes que transportam a Arca do SENHOR, o Senhor de toda a terra, tenham tocado com os pés as águas do Jordão, estas hão-de dividir-se, e as que correm de cima amontoar-se-ão, parando.»
Então, o povo, dobrando as suas tendas, preparou-se para passar o Jordão com os sacerdotes que caminhavam diante dele, transportando a Arca.
Quando chegaram ao Jordão, e os pés dos sacerdotes que transportavam a Arca entraram na água da margem do rio – de facto, o Jordão transborda e alaga as suas margens durante todo o tempo da ceifa –
então, as águas que vinham de cima pararam e amontoaram-se numa grande extensão, até perto de Adam, localidade situada nas proximidades de Sartan; as águas que desciam para o mar da Arabá, o Mar Salgado, essas ficaram completamente separadas. E o povo atravessou o rio em frente de Jericó.
Os sacerdotes que transportavam a Arca da aliança do SENHOR conservaram-se de pé, sobre o leito seco do Jordão, e todo o Israel o atravessou sem se molhar. Permaneceram ali até todo o povo ter acabado de atravessar o Jordão.


Salmos 114(113A),1-2.3-4.5-6.


Quando Israel saiu do Egipto,
e a casa de Jacob, do meio de um povo estranho,  
Judá tornou-se o santuário do Senhor
e Israel o seu domínio.  

Em vista disso, o mar afastou-se
e o Jordão voltou atrás.  
Os montes saltaram como carneiros,
e as colinas, como cordeiros.  

Que tens, ó mar, para assim fugires,
e tu, Jordão, para retrocederes?  
Montes, porque saltais como carneiros,
e vós, colinas, como cordeiros?



Mateus 18,21-35.19,1.


Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?»
Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida.
O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e tudo te pagarei.'
Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o que me deves!'
O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu te pagarei.'
Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia.
Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor.
O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste;
não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?'
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.»
Quando acabou de dizer estas palavras, Jesus partiu da Galileia e veio para a região da Judeia, na outra margem do Jordão.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beato João Paulo II
Encíclica «Dives in misericordia» cap. 17, §14

«Não devias também ter piedade do teu companheiro?»

Se Paulo VI por mais de uma vez indicou que a «civilização do amor» é o fim
para o qual devem tender todos os esforços, tanto no campo social e
cultural, como no campo económico e político, é preciso acrescentar que
este fim nunca será alcançado se, nas nossas concepções e nas nossas
actuações, relativas às amplas e complexas esferas da convivência humana,
nos detivermos no critério do «olho por olho e dente por dente» (Ex 21,24;
Mt 5,38) e, ao contrário, não tendermos para transformá-lo essencialmente,
completando-o com outro espírito. É nesta direcção que nos conduz também o
Concílio Vaticano II quando, ao falar repetidamente da necessidade de
«tornar o mundo mais humano» (GS 40), centraliza a missão da Igreja no
mundo contemporâneo precisamente na realização desta tarefa. O mundo dos
homens só se tornará mais humano se introduzirmos, no quadro multiforme das
relações interpessoais e sociais, juntamente com a justiça, o «amor
misericordioso» que constitui a mensagem messiânica do Evangelho.


O mundo dos homens só poderá tornar-se «cada vez mais humano» quando
introduzirmos, em todas as relações recíprocas que formam a sua fisionomia
moral, o momento do perdão, tão essencial no Evangelho. O perdão atesta
que, no mundo, está presente o amor que é mais forte que o pecado. O
perdão, além disso, é a condição fundamental para a reconciliação, não só
nas relações de Deus com o homem, mas também nas relações dos homens entre
si. Um mundo do qual se eliminasse o perdão seria apenas um mundo de
justiça fria e pouco respeitosa, em nome da qual cada um reivindicaria os
direitos próprios em relação aos demais. Deste modo, as várias espécies de
egoísmo, latentes no homem, poderiam transformar a vida e a convivência
humana num sistema de opressão dos mais fracos pelos mais fortes, ou até
numa arena de luta permanente de uns contra os outros.


Com razão a Igreja considera seu dever e objectivo da sua missão assegurar
a autenticidade do perdão, tanto na vida e no comportamento concreto, como
na educação e na pastoral. Não o protege doutro modo senão guardando a sua
fonte, isto é, o mistério da misericórdia de Deus, revelado em Jesus
Cristo.




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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 10 de Agosto de 2011
São Lourenço, Diácono e Mártir - Festa

S. Lourenço, diácono, mártir, +258



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Se morrer dá muito fruto»

Leituras

2 Cor. 9,6-10.


Irmãos: Ficai sabendo: Quem pouco semeia, também pouco colherá; mas quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá.
Cada um dê como dispôs em seu coração, sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria.
E Deus tem poder para vos cumular de toda a espécie de graça, para que, tendo sempre e em tudo quanto vos é necessário, ainda vos sobre para as boas obras de todo o género.
Como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.
Aquele que dá a semente ao semeador e o pão em alimento, também vos dará a semente em abundância e multiplicará os frutos da vossa justiça.


Salmos 112(111),1-2.5-6.7-8.9.


Feliz o homem que teme o SENHOR
e se compraz nos seus mandamentos.  
sua descendência será poderosa sobre a terra,
e bendita, a geração dos justos.  

Feliz o homem que se compadece e empresta
e administra os seus bens com justiça.  
Este jamais sucumbirá.
O justo deixará memória eterna.

Não tem receio das más notícias;
o seu coração está firme e confiante no SENHOR.
o seu coração está firme; por isso nada teme
e verá os seus opressores confundidos.  

Reparte do que é seu com os pobres;
a sua generosidade subsistirá para sempre
e o seu poder crescerá em glória.  


João 12,24-26.


Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos:«Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.
Quem se ama a si mesmo, perde-se; quem se despreza a si mesmo, neste mundo, assegura para si a vida eterna.
Se alguém me serve, que me siga, e onde Eu estiver, aí estará também o meu servo. Se alguém me servir, o Pai há-de honrá-lo.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e doutor da Igreja
Sermão 329, para a festa dos mártires, 1-2; PL 38, 1454

«Se morrer dá muito fruto»

As proezas gloriosas dos mártires, que por todo o lado ornam a Igreja,
permitem-nos compreender a verdade daquilo que foi cantado: «É preciosa,
aos olhos do Senhor, a morte dos Seus fiéis» (Sl 115,15). Com efeito, ela é
preciosa aos nossos olhos e aos olhos d'Aquele em nome de Quem eles
morreram.


Mas o preço de todas aquelas mortes é a morte de um só. Quantas mortes
resgatou ao morrer sozinho porque, se não tivesse morrido, o grão de trigo
não se teria multiplicado? Haveis ouvido o que Ele disse quando se
aproximava a Sua Paixão, isto é, quando se aproximava a nossa redenção: «Se
o grão de trigo lançado à terra não morrer, fica ele só; mas se morrer dá
muito fruto». Quando o Seu lado foi ferido pela lança, o que dele jorrou
foi o preço do universo (cf Jo 19,34).


Os fiéis e os mártires foram resgatados; mas a fé dos mártires deu provas e
o seu sangue é disso testemunho. «Cristo deu a Sua vida por nós ; também
nós devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos» (1Jo 3,16). E noutro lado
é dito ainda: «Quando te sentas a uma mesa magnífica, repara bem no que te
servem pois terás de preparar o mesmo» (cf Pr 23,1). É uma mesa magnífica,
aquela em que comemos com o Senhor do banquete. Ele é o anfitrião que
convida, Ele próprio é o alimento e a bebida. Os mártires prestaram atenção
ao que comiam e bebiam para poderem dar o mesmo. Mas como teriam eles
podido dar o mesmo se Aquele que fez a primeira oferta não lhes tivesse
dado o que eles dariam? É isso que nos recomenda o salmo de onde retirámos
esta frase: «É preciosa, aos olhos do Senhor, a morte dos Seus fiéis».




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