Domingo, dia 18 de Setembro de 2011
25º Domingo do Tempo Comum - Ano A
S. José de Cupertino, religioso, +1663
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório Magno : «Ide também para a minha vinha»
Leituras
Is. 55,6-9.
Buscai o Senhor, enquanto se pode encontrar; invocai-o, enquanto está perto.
Deixe o ímpio os seus caminhos, e o criminoso os seus projectos. Volte-se para o SENHOR, que terá piedade dele, para o nosso Deus, que é generoso em perdoar.
Os meus planos não são os vossos planos, os vossos caminhos não são os meus caminhos oráculo do SENHOR.
Tanto quanto os céus estão acima da terra, assim os meus caminhos são mais altos que os vossos, e os meus planos, mais altos que os vossos planos.
Salmos 145(144),2-3.8-9.17-18.
quero Bendizer-Vos, dia após dia,
e louvar o vosso nome para sempre.
SENHOR é grande e digno de todo o louvor;
a sua grandeza é insondável.
O Senhor é clemente e compassivo,
é paciente e cheio de bondade.
o Senhor é bom para com todos
a suamesiricórdia se estende a todas as suas obras.
O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e misericordioso em todas as suas obras.
O Senhor está perto de todos os que O invocam,
dos que O invocam sinceramente.
Filip. 1,20c-24.27a.
Irmãos: Cristo será engrandecido no meu corpo, quer pela vida quer pela morte.
É que, para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro.
Se, entretanto, eu viver corporalmente, isso permitirá que dê fruto a obra que realizo. Que escolher então? Não sei.
Estou pressionado dos dois lados: tenho o desejo de partir e estar com Cristo, já que isso seria muitíssimo melhor;
mas continuar a viver é mais necessário por causa de vós.
Só isto é necessário: comportai-vos em comunidade de um modo digno do Evangelho de Cristo, para que quer eu vá ter convosco, quer esteja ausente ouça dizer isto de vós: que permaneceis firmes num só espírito, lutando juntos, numa só alma, pela fé no Evangelho
Mateus 20,1-16a.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Com efeito, o Reino do Céu é semelhante a um proprietário que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar trabalhadores para a sua vinha.
Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para a sua vinha.
Saiu depois pelas nove horas, viu outros na praça, que estavam sem trabalho,
e disse-lhes: 'Ide também para a minha vinha e tereis o salário que for justo.'
E eles foram. Saiu de novo por volta do meio-dia e das três da tarde, e fez o mesmo.
Saindo pelas cinco da tarde, encontrou ainda outros que ali estavam e disse-lhes: 'Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?'
Responderam-lhe: 'É que ninguém nos contratou.' Ele disse-lhes: 'Ide também para a minha vinha.'
Ao entardecer, o dono da vinha disse ao capataz: 'Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros.'
Vieram os das cinco da tarde e receberam um denário cada um.
Vieram, por seu turno, os primeiros e julgaram que iam receber mais, mas receberam, também eles, um denário cada um.
Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo:
'Estes últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o cansaço do dia e o seu calor.'
O proprietário respondeu a um deles: 'Em nada te prejudico, meu amigo. Não foi um denário que nós ajustámos?
Leva, então, o que te é devido e segue o teu caminho, pois eu quero dar a este último tanto como a ti.
Ou não me será permitido dispor dos meus bens como eu entender? Será que tens inveja por eu ser bom?'
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório Magno (c. 540-604), papa e doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho, n°19
«Ide também para a minha vinha»
O Senhor não pára, em tempo algum, de enviar trabalhadores para cultivar a
Sua vinha [...]: através dos patriarcas, dos doutores da Lei e dos profetas
e, finalmente, através dos apóstolos, Ele procurava, por assim dizer, que a
Sua vinha fosse cultivada por intermédio dos Seus trabalhadores. Todos
aqueles que, a uma fé firme, acrescentaram boas obras, foram os
trabalhadores dessa vinha [...].
Os trabalhadores contratados desde o nascer do dia, da hora terceira, da
sexta e da nona designam portanto o antigo povo hebreu que, aplicando-se
[...], desde o começo do mundo, a prestar culto a Deus com fé firme, não
parou, por assim dizer, de se empenhar na cultura da vinha. Mas à
décima-primeira hora os pagãos foram chamados, tendo-lhes sido dirigidas
estas palavras: «Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?» De facto, ao
longo de todo aquele lapso de tempo por que o mundo passou, os pagãos
tinham negligenciado o trabalho que leva à vida eterna, e ali estavam,
daquela maneira, o dia inteiro sem nada fazer. Mas reparai bem, irmãos, o
que respondem à pergunta que lhes é feita: «É que ninguém nos contratou.»
De facto, patriarca algum ou profeta se acercara deles. E que quererão
estas palavras dizer: «Ninguém nos contratou para trabalhar», a não ser:
«Ninguém nos pregou os caminhos da vida»?
Mas nós, que invocaremos então em desculpa própria, se nos abstivermos de
realizar boas obras? Pensai bem: recebemos a fé ao sair do seio de nossa
mãe, escutámos as palavras de vida desde o berço e fomos alimentados ao
peito da Santa Igreja, dela bebendo, ao mesmo tempo que o leite materno, o
néctar da doutrina celeste.
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sábado, 17 de setembro de 2011
Profecia do Dia
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Profecia do Dia
Sabado, dia 17 de Setembro de 2011
Sábado da 24ª semana do Tempo Comum
S. Roberto Belarmino, bispo, Doutor da Igreja, +1621
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Amadeu de Lausana : «Deu fruto centuplicado»
Leituras
1 Tim. 6,13-16.
Caríssimo: Na presença de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Jesus Cristo, que deu testemunho perante Pôncio Pilatos numa bela profissão de fé,
recomendo-te que guardes o mandato, sem mancha nem culpa, até à manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Esta manifestação será feita nos tempos estabelecidos, pelo bem-aventurado e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores,
o único que possui a imortalidade, que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu nem pode ver. A Ele, honra e poder eterno! Ámen!
Salmos 100(99),2.3.4.5.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi ao SENHOR com alegria,
vinde à sua presença com cânticos de júbilo!
Sabei que o SENHOR é Deus;
foi Ele quem nos criou e nós pertencemos-lhe,
somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho.
Entrai pelas suas portas em acção de graças;
entrai nos seus átrios com hinos de louvor;
glorificai-O e bendizei o seu nome.
O SENHOR é bom!
O seu amor é eterno!
É eterna a sua fidelidade!
Lucas 8,4-15.
Naquele tempo, como estivesse reunida uma grande multidão, e de todas as cidades viessem ter com Ele, disse esta parábola:
«Saiu o semeador para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, foi pisada e as aves do céu comeram-na.
Outra caiu sobre a rocha e, depois de ter germinado, secou por falta de humidade.
Outra caiu no meio de espinhos, e os espinhos, crescendo com ela, sufocaram-na.
Uma outra caiu em boa terra e, uma vez nascida, deu fruto centuplicado.» Dizendo isto, clamava: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!»
Os discípulos perguntaram-lhe o significado desta parábola.
Disse-lhes: «A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus; mas aos outros fala-se-lhes em parábolas, a fim de que, vendo, não vejam e, ouvindo, não entendam.»
«O significado da parábola é este: a semente é a Palavra de Deus.
Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas em seguida vem o diabo e tira-lhes a palavra do coração, para não se salvarem, acreditando.
Os que estão sobre a rocha são os que, ao ouvirem, recebem a palavra com alegria; mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se na hora da provação.
A que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, indo pelo seu caminho, são sufocados pelos cuidados, pela riqueza, pelos prazeres da vida e não chegam a dar fruto.
E a que caiu em terra boa são aqueles que, tendo ouvido a palavra, com um coração bom e virtuoso, conservam-na e dão fruto com a sua perseverança.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Amadeu de Lausana (1108-1159), monge cisterciense, mais tarde bispo
Homilias Marianas, n.º 6, SC 72
«Deu fruto centuplicado»
Lançado à terra, morreu e deu muito fruto (Jo 12, 24). Deixou-Se lançar
como a semente para recolher, em colheita, o género humano. Feliz o ventre
de Maria, onde uma tal semente germinou! Feliz aquela a quem foi dito: «O
teu ventre é monte de trigo, todo cercado de lírios» (Ct 7, 3). Com efeito,
não será monte de trigo esse ventre da Virgem, que se dilatou pela acção
d'Aquele que nele foi lançado, e no qual cresceu toda a colheita dos
resgatados? Sim, mortos para o pecado desde a fonte baptismal pelo banho da
regeneração, renascemos em Cristo a fim de vivermos n'Aquele que por nós
morreu. Por isso diz o Apóstolo Paulo: «Todos os que fostes baptizados em
Cristo, revestistes-vos de Cristo» (Gl 3, 27). De um só grão nascido da
Virgem Maria provém assim uma colheita inumerável.
Por isso se chama monte de trigo, não tanto por causa do número de
resgatados, mas pela força da semente e da eficácia do semeador, mais do
que pela multiplicidade dos recolhidos. [...] Ele é teu filho, Maria! Foi
Ele Quem ao terceiro dia por ti ressuscitou dos mortos e na tua carne subiu
acima dos céus para reconciliar todas as coisas. Por isso, ó
bem-aventurada!, és a detentora de toda a alegria, pois recebeste em
partilha o fruto da tua vontade e a coroa da tua cabeça. [...] Alegra-te e
exulta, pois Aquele que é a tua glória ressuscitou. Tu, que te alegraste
com a Sua concepção e te afligiste na Sua Paixão, rejubila agora com a Sua
Ressurreição e ninguém poderá tirar-te a tua alegria, porque Cristo
ressuscitado já não morrerá mais, a morte não tem poder algum sobre Ele (Rm
6, 9).
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 16 de Setembro de 2011
Sexta-feira da 24ª semana do Tempo Comum
S. Cornélio, papa, mártir, +253, S. Cipriano, bispo, mártir, +258
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : Acompanhavam-No os Doze e algumas mulheres
Leituras
1 Tim. 6,2c-12.
Caríssimo. Eis o que deves ensinar e recomendar:
Se alguém ensinar outra doutrina e não aderir às sãs palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo e ao ensinamento conforme à piedade,
é um obcecado pelo orgulho, um ignorante, um espírito doentio dado a querelas e contendas de palavras. Daí nascem invejas, rixas, injúrias, suspeitas maldosas,
altercações entre homens de espírito corrompido e desprovidos de verdade, que julgam ser a piedade uma fonte de lucro.
A piedade é, realmente, uma grande fonte de lucro para quem se contenta com o que tem.
Pois nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele.
Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isso.
Mas os que querem enriquecer caem na tentação, na armadilha e em múltiplos desejos insensatos e nocivos que precipitam os homens na ruína e na perdição.
Porque a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro. Arrastados por ele, muitos se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições.
Mas tu, ó homem de Deus, foge dessas coisas. Procura antes a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão.
Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e da qual fizeste uma bela profissão na presença de muitas testemunhas.
Salmos 49(48),6-7.8-10.17-18.19-20.
Porque hei de temer os dias maus,
quando me cercar a maldade dos meus inimigos?
Eles confiam na sua opulência
e vangloriam se nas suas riquezas.
Infelizmente, o homem não consegue escapar
nem pagar a Deus o seu resgate.
O resgate da sua vida é muito caro
e nunca se pagaria o suficiente,
nunca chegaria para poder viver para sempre,
sem chegar a ver a sepultura.
Não te preocupes, se alguém enriquece
e se aumenta a fortuna da sua casa.
Quando morrer, nada levará consigo,
a sua fortuna não há-de acompanhá-lo.
Ainda que em vida o tenham lisonjeado:
"Serás famoso, porque és um homem rico",
há-de juntar-se na morte aos antepassados,
que jamais verão a luz.
Lucas 8,1-3.
Naqueles dias, Jesus ia de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Acompanhavam-no os Doze
e algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demónios;
Joana, mulher de Cuza, administrador de Herodes; Susana e muitas outras, que os serviam com os seus bens.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI
Audiência geral de 14/02/07 (trad. © Libreria Editrice Vaticana) (rev.)
Acompanhavam-No os Doze e algumas mulheres
Também no âmbito da Igreja primitiva a presença feminina não é de modo
algum secundária. [...] Devemos a São Paulo uma mais ampla documentação
sobre a dignidade e sobre o papel eclesial da mulher. Ele parte do
princípio fundamental segundo o qual, para os baptizados, não só «não há
judeu nem grego, não há escravo nem livre», mas também «não há homem nem
mulher». O motivo é que «todos somos um só em Cristo Jesus» (Gal 3,28), ou
seja, estamos todos irmanados pela mesma dignidade de fundo, embora cada um
tenha funções específicas (cf 1 Cor 12,27-30). O Apóstolo admite como algo
normal que na comunidade cristã a mulher possa «profetizar» (1 Cor 11,5),
isto é, pronunciar-se abertamente sob o influxo do Espírito, contanto que
isto seja para a edificação da comunidade e feito de modo digno. [...] Já
encontrámos a figura de Prisca ou Priscila, esposa de Áquila, que em dois
casos é surpreendentemente mencionada antes do marido (cf Act 18,18; Rom
16,3); de qualquer maneira, ambos são explicitamente qualificados por Paulo
como seus «colaboradores» (Rom 16,3). [...] É necessário reconhecer também
que a breve Carta a Filémon é na realidade endereçada por Paulo também a
uma mulher chamada «Ápia» (cf Film 1,2). [...] Na comunidade de Colossos,
ela devia ocupar um lugar de relevo; de qualquer forma, é a única mulher
mencionada por Paulo entre os destinatários de uma carta sua. Noutro lugar,
o Apóstolo menciona uma certa «Febe», qualificada como diákonos da Igreja
de Cêncreas (cf Rom 16,1-2). [...] Embora o título não tenha, naquele
tempo, um específico valor ministerial de tipo hierárquico, ele expressa um
autêntico exercício de responsabilidade desta mulher em favor daquela
comunidade cristã. [...] No mesmo contexto epistolar, o Apóstolo recorda
com traços de delicadeza outros nomes de mulheres: uma certa Maria, depois
Trifena, Trifosa e a «querida» Pérside, além de Júlia (Rom 16,
6.12a.12b.15). [...] Depois, na Igreja de Filipos, deviam distinguir-se
duas mulheres chamadas «Evódia e Síntique» (Fil 4,2): a exortação que Paulo
faz à concórdia recíproca deixa entender que as duas mulheres tinham uma
função importante no interior daquela comunidade. Em síntese, a história do
cristianismo teria tido um desenvolvimento muito diferente, se não fosse o
generoso contributo de muitas mulheres.
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