Sabado, dia 15 de Outubro de 2011
Sábado da 28ª semana do Tempo Comum
Santa Teresa de Ávila, virgem, doutora da Igreja, +1582
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Actas do Martírio de São Justino e dos seus companheiros : «O Espírito Santo vos ensinará, no momento próprio, o que deveis dizer»
Leituras
Romanos 4,13.16-18.
Irmãos: Não foi em virtude da Lei, mas da justiça obtida pela fé que a Abraão, ou à sua descendência, foi feita a promessa de que havia de receber o mundo em herança.
Por isso, é da fé que depende a herança. Só assim é que esta é gratuita, de tal modo que a promessa se mantém válida para todos os descendentes: não apenas para aqueles que o são em virtude da Lei, mas também para os que o são em virtude da fé de Abraão, pai de todos nós,
conforme o que está escrito: Fiz de ti o pai de muitos povos. Pai diante daquele em quem acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência o que não existe.
Foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência.
Salmos 105(104),6-7.8-9.42-43.
Descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu escolhido.
O Senhor, é o nosso Deus,
e governa sobre a terra.
Ele recordará sempre a sua aliança,
a promessa que jurou manter por mil gerações,
o pacto que fez com Abraão
e aquele juramento que fez a Isaac.
Deus lembrou-se da sua palavra sagrada,
que tinha dado a Abraão, seu servo,
e fez sair o seu povo com alegria
e os seus eleitos com gritos de júbilo.
Lucas 12,8-12.
Naquele tempo, disse jesus aos seus discípulos: «Todo aquele que se declarar por mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus.
Aquele, porém, que me tiver negado diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus.
E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do Homem, há-de perdoar-se; mas, a quem tiver blasfemado contra o Espírito Santo, jamais se perdoará.
Quando vos levarem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não vos preocupeis com o que haveis de dizer em vossa defesa,
pois o Espírito Santo vos ensinará, no momento próprio, o que deveis dizer.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Actas do Martírio de São Justino e dos seus companheiros (ano 163); PG 6, 1565-1572
Antologia Litúrgica do Primeiro Milénio, trad. de José de Leão Cordeiro, SNL, Fátima, 2004)
«O Espírito Santo vos ensinará, no momento próprio, o que deveis dizer»
Aqueles homens santos foram presos e levados ao prefeito de Roma, chamado
Rústico. Estando eles diante do tribunal, o prefeito Rústico disse a
Justino [...]: «Que doutrina professas?» Justino disse: «Procurei conhecer
todas as doutrinas, mas acabei por abraçar a doutrina verdadeira dos
cristãos». [...] O prefeito Rústico inquiriu: «Que verdade é essa?» Justino
explicou: «Adoramos o Deus dos cristãos, a quem consideramos como o único
Criador, desde o princípio, e autor de toda a Criação, das coisas visíveis
e invisíveis, e o Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, de Quem foi anunciado
pelos profetas que viria ao género humano como mensageiro da Salvação e
Mestre da boa doutrina. E eu, porque sou homem e nada mais, considero
insignificante tudo o que digo para exprimir a Sua divindade infinita, mas
reconheço o valor das profecias [...] e sei que eram inspirados por Deus os
profetas que vaticinaram a Sua vinda ao meio dos homens». Rústico
perguntou: «Onde vos reunis? [...] Diz-me [...] em que lugar juntas os teus
discípulos». Justino respondeu: «Eu vivo em casa de um certo Martinho, nos
banhos de Timiotino. [...] Ali, se alguém queria ir ver-me, comunicava as
palavras da verdade». Rústico perguntou: «Portanto, tu és cristão?» Justino
confirmou: «Sim, sou cristão». O prefeito Rústico perguntou a Caritão:
«Diz-me tu agora, Caritão, também és cristão?» Caritão respondeu: «Sou
cristão por graça de Deus». [...] Rústico perguntou a Evelpisto: «E tu, de
quem és, Evelpisto?» Evelpisto, escravo de César, respondeu: «Também sou
cristão, libertado por Cristo, e por graça de Cristo participo da mesma
esperança que estes». [...] O prefeito Rústico perguntou: «Foi Justino que
vos fez cristãos?» Hierax respondeu: «Eu sou cristão há muito tempo e
cristão continuarei a ser». E Peão, pondo-se de pé, disse: «Também eu sou
cristão». [...] Evelpisto disse: «Eu gostava de ouvir os discursos de
Justino, mas a ser cristão aprendi-o de meus pais». [...] O prefeito
Rústico disse a Liberiano: «E tu, que dizes? Também és cristão? Também tu
não tens religião?» Liberiano respondeu: «Também eu sou cristão e, quanto à
minha religião, só adoro o Deus verdadeiro». O prefeito disse a Justino:
«Ouve, tu que és tido por sábio e julgas conhecer a verdadeira doutrina: se
fores flagelado e decapitado, estás convencido de que subirás ao Céu?»
Justino respondeu: «Espero entrar naquela morada, se tiver de sofrer o que
dizes, pois sei que a todos os que viverem santamente lhes está reservada a
recompensa de Deus até ao fim dos séculos». O prefeito Rústico perguntou:
«Então tu supões que hás-de subir ao Céu para receber algum prémio em
retribuição?» Justino disse: «Não suponho, sei-o com toda a certeza».
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Profecia do Dia
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 14 de Outubro de 2011
Sexta-feira da 28ª semana do Tempo Comum
São Calisto I, papa, mártir, +222, S. João Ogilvie, presbítero, mártir, +1615
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Catarina de Siena : «Até os cabelos da vossa cabeça estão contados»
Leituras
Romanos 4,1-8.
Irmãos: Que havemos de dizer de Abraão, nosso antepassado segundo a carne? Que obteve ele afinal?
É que, se Abraão foi justificado por causa das obras, tem um motivo para se poder gloriar, mas não diante de Deus.
Que diz, de facto, a Escritura? Que Abraão acreditou em Deus e isso foi-lhe atribuído à conta de justiça.
Ora bem, àquele que realiza obras, o salário não lhe é atribuído como oferta, mas como dívida.
Aquele, porém, que não realiza qualquer obra, mas acredita naquele que justifica o ímpio, a esse a sua fé é-lhe atribuída como justiça.
Aliás é assim que David celebra a felicidade do homem a quem Deus atribui a justiça independentemente das obras:
Felizes aqueles a quem foram perdoados os delitos e a quem foram cobertos os pecados!
Feliz o homem a quem o Senhor não tem em conta o pecado!
Salmos 32(31),1-2.5.11.
Feliz aquele a quem é perdoada a culpa
e absolvido o pecado.
Feliz o homem a quem o Senhor
não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano.
Confessei-te o meu pecado
e não escondi a minha culpa.
Disse: "Confessarei ao Senhor a minha falta";
e Tu me perdoaste a culpa do pecado.
Alegrai-vos, justos,
e regozijai vos no Senhor;
exultai todos vós,
que sois rectos de coração.
Lucas 12,1-7.
Naquele tempo, a multidão tinha-se reunido; eram milhares, a ponto de se pisarem uns aos outros. Jesus começou a dizer primeiramente aos seus discípulos: «Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.
Nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nem oculto que não venha a conhecer-se.
Porque tudo quanto tiverdes dito nas trevas há-de ouvir-se em plena luz, e o que tiverdes dito ao ouvido, em lugares retirados, será proclamado sobre os terraços.
Digo-vos a vós, meus amigos: Não temais os que matam o corpo e, depois, nada mais podem fazer.
Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem o poder de lançar na Geena. Sim, Eu vo-lo digo, a esse é que deveis temer.
Não se vendem cinco pássaros por duas pequeninas moedas? Contudo, nenhum deles passa despercebido diante de Deus.
Mais ainda, até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não temais: valeis mais do que muitos pássaros.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Catarina de Siena (1347-1380), leiga da Ordem Terceira de São Domingos, doutora da Igreja, co-padroeira da Europa
Diálogo, 18
«Até os cabelos da vossa cabeça estão contados»
[Santa Catarina ouviu Deus dizer-lhe]: «Ninguém pode escapar das Minhas
mãos. Porque Eu sou aquele que é (Ex 3,14), e vós não sois por vós
próprios; vós sois enquanto fordes feitos por Mim. Eu sou o criador de
todas as coisas que participam do ser, mas não do pecado, que não é, e
portanto não foi feito por Mim. E, porque não está em Mim, não é digno de
ser amado. A criatura apenas Me ofende na medida em que ama o que não deve
amar, o pecado. [...] É impossível aos homens saírem de Mim; ou permanecem
em Mim constrangidos pela justiça que lhes sanciona os erros, ou permanecem
em Mim guardados pela Minha misercórdia. Abre pois os olhos da tua
inteligência e olha para a Minha mão; verás que é verdade o que te digo».
Então, abrindo os olhos do espírito para obedecer ao Pai que é tão grande,
eu vi o universo inteiro fechado naquela mão divina. E Deus disse-me:
«Minha filha, vê agora e que saibas que ninguém Me pode escapar. Todos aqui
estão, seguros pela justiça ou pela misericórdia, porque são Meus, criados
por Mim, e Eu amo-os infinitamente. Seja qual for a maldade de que padeçam,
terei misericórdia para com eles, por causa dos Meus servos; e atenderei o
pedido que me fizeste com tanto amor e tanta dor». [...]
Então a minha alma, como se estivesse embriagada e fora de si, no ardor
cada vez maior do seu desejo, sentiu-se simultaneamente feliz e cheia de
dor. Feliz pela união que tivera com Deus, gozando a Sua alegria e bondade,
completamente imersa na Sua misericórdia. Cheia de dor ao ver ofendida tão
grande bondade.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 13 de Outubro de 2011
Quinta-feira da 28ª semana do Tempo Comum
S. Eduardo III, rei de Inglaterra, +1066, Beata Alexandrina Costa, virgem, +1955
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Balduíno de Ford : «Os doutores da Lei e os fariseus começaram a pressioná-Lo fortemente»
Leituras
Romanos 3,21-30.
Irmãos: independentemente da Lei de Moisés, manifestou-se agora a justiça de Deus, testemunhada pela Lei e pelos Profetas:
a justiça que vem para todos os crentes, mediante a fé em Jesus Cristo. É que não há diferença alguma:
todos pecaram e estão privados da glória de Deus.
Sem o merecerem, são justificados pela sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus.
Deus ofereceu-o para, nele, pelo seu sangue, se realizar a expiação que actua mediante a fé; foi assim que ele mostrou a sua justiça, ao perdoar os pecados cometidos outrora,
no tempo da divina paciência. Deus mostra assim a sua justiça no tempo presente, porque Ele é justo e justifica quem tem fé em Jesus.
Onde está, pois, o motivo para alguém se gloriar? Foi excluído! Por qual lei? Pela das obras? De modo nenhum! Mas pela lei da fé.
Pois estamos convencidos de que é pela fé que o homem é justificado, independentemente das obras da lei.
Será Deus apenas Deus dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, Ele é também Deus dos gentios,
uma vez que há um só Deus. É Ele que há-de justificar pela fé os circuncidados, e os não-circuncidados, mediante a fé.
Salmos 130(129),1-2.3-4b.4c-6.
Do fundo do abismo clamo a ti, Senhor,
Senhor, ouve a minha prece.
Estejam teus ouvidos atentos
à voz da minha súplica.
Se tiveres em conta os nossos pecados,
Senhor, quem poderá resistir?
Mas em ti encontramos o perdão;
por isso te fazes respeitar.
Eu espero no Senhor!
A minha alma confia na sua palavra.
A minha alma volta-se para o Senhor,
mais do que a sentinela para a aurora.
Lucas 11,47-54.
Naquele tempo, disse O Senhor aos doutores da lei: «Ai de vós, que edificais os túmulos dos profetas, quando os vossos pais é que os mataram!
Assim, dais testemunho e aprovação aos actos dos vossos pais, porque eles mataram-nos e vós edificais-lhes sepulcros.
Por isso mesmo é que a Sabedoria de Deus disse: 'Hei-de enviar-lhes profetas e apóstolos, a alguns dos quais darão a morte e a outros perseguirão,
a fim de que se peça contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo,
desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias, que pereceu entre o altar e o santuário.' Sim, Eu vo-lo digo, serão pedidas contas a esta geração.
Ai de vós, doutores da Lei, porque vos apoderastes da chave da ciência: vós próprios não entrastes e impedistes a entrada àqueles que queriam entrar!»
Quando saiu dali, os doutores da Lei e os fariseus começaram a pressioná-lo fortemente com perguntas e a fazê-lo falar sobre muitos assuntos, armando-lhe ciladas e procurando apanhar-lhe alguma palavra para o acusarem.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Balduíno de Ford (? - c. 1190), abade cisterciense, depois bispo
O sacramento do altar, II,1; SC 93
«Os doutores da Lei e os fariseus começaram a pressioná-Lo fortemente»
Os que derramaram o sangue de Cristo não o fizeram para apagar os pecados
do mundo. [...] Mas, inconscientemente, serviram o plano de salvação. A
salvação do mundo, que se seguiu, não se realizou, nem pelo seu poder, nem
pela sua vontade, nem pela sua intenção, nem pelo seu acto, mas veio do
poder, da vontade, da intenção, do acto de Deus. Nesta efusão de sangue,
com efeito, o ódio dos perseguidores não era só à obra, mas também ao amor
do Salvador. O ódio fez o seu trabalho de ódio, o amor fez a sua obra de
amor. Não foi o ódio, mas o amor que realizou a salvação.
Ao derramar o sangue de Cristo, o ódio derramou-se a si próprio, «a fim de
se revelarem os pensamentos de muitos corações» (Lc 2,35). Também o amor,
ao verter o sangue de Cristo, se verteu a si próprio, para que o homem
soubesse como Deus o amava: «não poupou o próprio Filho» (Rom 8,32);
«porque Deus amou tanto o mundo que lhe deu o Seu Filho único» (Jo 3,16).
Este Filho único foi oferecido, não porque os Seus inimigos prevaleceram,
mas porque Ele próprio o quis. «Amou os seus e amou-os até ao fim» (Jo
13,1). O fim é a morte, aceite por aqueles que ama: eis o fim de toda a
perfeição, o fim do amor perfeito. «Ninguém tem maior amor do que aquele
que dá a vida pelos seus amigos» (Jo 15,13).
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