Segunda-feira, dia 17 de Outubro de 2011
Segunda-feira da 29ª semana do Tempo Comum
Santo Inácio de Antioquia, bispo, mártir, séc. II
Comentário ao Evangelho do dia feito por
S. Basílio : Amontoar para si próprio ou ser rico com os olhos postos em Deus?
Leituras
Romanos 4,20-25.
Irmãos: Diante da promessa de Deus, não duvidou por falta de fé. Pelo contrário, tornou-se mais forte na fé e deu glória a Deus,
plenamente convencido de que Ele tinha poder para realizar o que tinha prometido.
Esta foi exactamente a razão pela qual isso lhe foi atribuído à conta de justiça.
Não é só por causa dele que está escrito foi-lhe atribuído,
mas também por causa de nós, a quem a fé será tida em conta, nós que acreditamos naquele que ressuscitou dos mortos Jesus, Senhor nosso,
entregue por causa das nossas faltas e ressuscitado para nossa justificação.
Lucas 1,69-70.71-72.73-75.
O Senhor nos deu um Salvador poderoso,
na casa de David, seu servo,
conforme prometeu pela boca dos seus santos,
os profetas dos tempos antigos;
Para nos libertar dos nossos inimigos
e das mãos de todos os que nos odeiam;
para mostrar a sua misericórdia a favor dos nossos pais,
recordando a sua sagrada aliança;
O juramento que fizera a Abraão, nosso pai,
que nos havia de conceder esta graça:
de O servirmos um dia, sem temor,
livres das mãos dos nossos inimigos,
em santidade e justiça, na sua presença,
todos os dias da nossa vida.
Lucas 12,13-21.
Naquele tempo, alguém do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo.»
Ele respondeu-lhe: «Homem, quem me nomeou juiz ou encarregado das vossas partilhas?»
E prosseguiu: «Olhai, guardai-vos de toda a ganância, porque, mesmo que um homem viva na abundância, a sua vida não depende dos seus bens.»
Disse-lhes, então, esta parábola: «Havia um homem rico, a quem as terras deram uma grande colheita.
E pôs-se a discorrer, dizendo consigo: 'Que hei-de fazer, uma vez que não tenho onde guardar a minha colheita?'
Depois continuou: 'Já sei o que vou fazer: deito abaixo os meus celeiros, construo uns maiores e guardarei lá o meu trigo e todos os meus bens.
Depois, direi a mim mesmo: Tens muitos bens em depósito para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.'
Deus, porém, disse-lhe: 'Insensato! Nesta mesma noite, vai ser reclamada a tua vida; e o que acumulaste para quem será?'
Assim acontecerá ao que amontoa para si, e não é rico em relação a Deus.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
S. Basílio (cerca 330-379), monge e bispo em Capadócia, doutor da Igreja
Catequese 31
Amontoar para si próprio ou ser rico com os olhos postos em Deus?
«Que hei-de fazer? Vou aumentar os meus celeiros!» Porque eram as terras
deste homem tão produtivas, se ele fazia tão mau uso da sua riqueza? É para
mais intensamente se ver a manifestação da imensa bondade de um Deus que
estende a Sua graça a todos, «pois Ele faz que o sol se levante sobre os
bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores» (Mt
5,45). [...] Eram estes os benefícios de Deus para com este rico: uma terra
fecunda, um clima temperado, abundantes colheitas, bois para o trabalho, e
tudo o que assegurasse a prosperidade. E ele, que dava em troca? Mau humor,
taciturnidade e egoísmo. Era assim que agradecia ao seu benfeitor.
Esquecia que pertencemos todos à mesma natureza humana; não pensou que
devia distribuir o que lhe sobrava aos pobres; não fez nenhum caso destes
mandamentos divinos: «não negues um benefício a quem precisa dele, se
estiver nas tuas mãos concedê-lo» (Prov 3,27), «não se afastem de ti a
bondade e a fidelidade» (3,3), «partilha o teu pão com quem tem fome» (Is
58,7). Todos os profetas, todos os sábios lhe gritavam estes preceitos, mas
ele fazia ouvidos de mercador. Os seus celeiros rachavam, muito pequenos
para o trigo que lá se acumulava, mas o seu coração não estava satisfeito.
[...] Ele não queria desfazer-se de nada, mesmo não chegando a armazenar
tudo. Este problema incomodava-o: «Que hei-de fazer?» perguntava
constantemente. Quem não teria piedade de um homem assim obcecado? A
abundância tornava-o infeliz [...]; lamentava-se tal e qual como os
indigentes: «Que hei-de fazer? Como hei-de alimentar-me, vestir-me?» [....]
Observa, homem, quem foi que te cumulou de dons. Reflecte um pouco sobre ti
próprio: Quem és tu? O que é que te foi confiado? De quem recebeste esse
encargo? Porque fostes tu o escolhido? Tu és servo do bom Deus; tu estás
encarregado dos teus companheiros de serviço. [... «Que hei-de fazer?» A
resposta é simples: «Saciarei os famintos, convidarei os pobres. [...] Vós
todos a quem falta o pão, vinde possuir os dons concedidos por Deus, que
jorram como que de uma fonte».
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domingo, 16 de outubro de 2011
Profecia do Dia
sábado, 15 de outubro de 2011
Profecia do Dia
Domingo, dia 16 de Outubro de 2011
29º Domingo do Tempo Comum - Ano A
XXIX Domingo Comum (semana I do saltério)
Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa, +1690, Santa Edviges, viúva, +1243
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Lourenço de Brindisi : Ser realmente uma imagem de Deus
Leituras
Is. 45,1.4-6.
Assim fala o Senhor a Ciro, seu ungido, a quem tomou pela mão direita: «Vou derrubar as nações diante de ti, desatar o cinturão dos reis, abrir-te as portas da cidade, sem que nenhuma te seja fechada.
Por amor do meu servo Jacob e de Israel que escolhi, chamei-te pelo teu nome e dei-te um título, embora não me conhecesses.
Eu sou o SENHOR e não há outro, não existe outro Deus além de mim. Concedo-te a insígnia do poder, embora não me conheças.
Assim saberão, do Oriente ao Ocidente, que não há outro fora de mim. Eu é que sou o SENHOR. Não há outro.
Salmos 96(95),1.3.4-5.7-8.9-10a.10c.
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira!
Anunciai aos pagãos a sua glória
e a todos os povos, as suas maravilhas.
Porque o Senhor é grande e digno de louvor,
mais temível que todos os deuses.
Os deuses dos pagãos não valem nada;
foi o Senhor quem criou os céus.
Dai ao Senhor, famílias das nações,
dai ao Senhor glória e poder.
Dai ao Senhor a glória do seu nome,
entrai nos seus átrios e fazei-lhe ofertas.
Adorai o SENHOR com vestes sagradas.
Trema diante d'Ele a terra inteira!
Proclamai entre os povos:«O Senhor é rei»
governa os povos com equidade.
1 Tess. 1,1-5b.
Paulo, Silvano e Timóteo à igreja de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo, que está em Tessalónica. A vós, graça e paz.
Damos continuamente graças a Deus por todos vós, recordando-vos sem cessar nas nossas orações;
a vosso respeito, guardamos na memória a actividade da fé, o esforço da caridade e a constância da esperança, que vêm de Nosso Senhor Jesus Cristo, diante de Deus e nosso Pai,
conhecendo bem, irmãos amados de Deus, a vossa eleição,
pois o nosso Evangelho não se apresentou a vós apenas como uma simples palavra, mas também com poder e com muito êxito pela acção do Espírito Santo; vós sabeis como estivemos entre vós para vosso bem.
Mateus 22,15-21.
Naquele tempo, os fariseus reuniram-se para combinar como haviam de surpreender Jesus nas suas próprias palavras.
Enviaram-lhe os seus discípulos, acompanhados dos partidários de Herodes, a dizer-lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não olhas à condição das pessoas.
Diz-nos, portanto, o teu parecer: É lícito ou não pagar o imposto a César?»
Mas Jesus, conhecendo-lhes a malícia, retorquiu: «Porque me tentais, hipócritas?
Mostrai-me a moeda do imposto.» Eles apresentaram-lhe um denário.
Perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?»
«De César» responderam. Disse-lhes então: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Lourenço de Brindisi (1559-1619), capuchinho, doutor da Igreja
Sermão para o 22º Domingo depois de Pentecostes
Ser realmente uma imagem de Deus
«Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». É preciso
dar a cada um o que lhe pertence. Eis uma palavra verdadeiramente cheia de
sabedoria e de ciência celestial. Porque nos ensina que há duas espécies de
poder: um humano e terreno, outro divino e celeste. [...] Ensina-nos que
devemos estar sujeitos a uma dupla obediência: às leis dos homens e às leis
divinas. [...] Temos de pagar a César a moeda que tem a efígie e a
inscrição de César, e a Deus o que recebeu o sinete da imagem e semelhança
divinas: «Resplandeça sobre nós, Senhor, a luz da Tua face!» A luz da Tua
face deixou em nós a Tua marca, Senhor (Sl 4,7).
Fomos criados à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,26). Tu és homem, ó
cristão. És, portanto, a moeda do tesouro divino; uma moeda que tem a
efígie e a inscrição do Imperador divino. Assim, pergunto com Cristo: «De
quem são esta imagem e esta inscrição?» E tu respondes: «De Deus». E eu
digo-te: «Então porque não dás a Deus o que é de Deus?»
Se queremos realmente ser imagem de Deus, devemos assemelhar-nos a Cristo,
pois Ele é a imagem da bondade de Deus e «imagem fiel da Sua substância»
(Heb 1,3). E Deus, «àqueles que Ele de antemão conheceu, também os
predestinou para serem uma imagem idêntica à do seu Filho» (Rm 8,29).
Cristo deu verdadeiramente a César o que era de César e a Deus o que era de
Deus. Observou, da maneira mais perfeita, os preceitos contidos nas duas
tábuas da lei divina «tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz»
(Fl 2,8) e, assim, foi elevado ao mais alto grau de todas as virtudes
visíveis e invisíveis.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Profecia do Dia
Sabado, dia 15 de Outubro de 2011
Sábado da 28ª semana do Tempo Comum
Santa Teresa de Ávila, virgem, doutora da Igreja, +1582
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Actas do Martírio de São Justino e dos seus companheiros : «O Espírito Santo vos ensinará, no momento próprio, o que deveis dizer»
Leituras
Romanos 4,13.16-18.
Irmãos: Não foi em virtude da Lei, mas da justiça obtida pela fé que a Abraão, ou à sua descendência, foi feita a promessa de que havia de receber o mundo em herança.
Por isso, é da fé que depende a herança. Só assim é que esta é gratuita, de tal modo que a promessa se mantém válida para todos os descendentes: não apenas para aqueles que o são em virtude da Lei, mas também para os que o são em virtude da fé de Abraão, pai de todos nós,
conforme o que está escrito: Fiz de ti o pai de muitos povos. Pai diante daquele em quem acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência o que não existe.
Foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência.
Salmos 105(104),6-7.8-9.42-43.
Descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu escolhido.
O Senhor, é o nosso Deus,
e governa sobre a terra.
Ele recordará sempre a sua aliança,
a promessa que jurou manter por mil gerações,
o pacto que fez com Abraão
e aquele juramento que fez a Isaac.
Deus lembrou-se da sua palavra sagrada,
que tinha dado a Abraão, seu servo,
e fez sair o seu povo com alegria
e os seus eleitos com gritos de júbilo.
Lucas 12,8-12.
Naquele tempo, disse jesus aos seus discípulos: «Todo aquele que se declarar por mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus.
Aquele, porém, que me tiver negado diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus.
E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do Homem, há-de perdoar-se; mas, a quem tiver blasfemado contra o Espírito Santo, jamais se perdoará.
Quando vos levarem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não vos preocupeis com o que haveis de dizer em vossa defesa,
pois o Espírito Santo vos ensinará, no momento próprio, o que deveis dizer.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Actas do Martírio de São Justino e dos seus companheiros (ano 163); PG 6, 1565-1572
Antologia Litúrgica do Primeiro Milénio, trad. de José de Leão Cordeiro, SNL, Fátima, 2004)
«O Espírito Santo vos ensinará, no momento próprio, o que deveis dizer»
Aqueles homens santos foram presos e levados ao prefeito de Roma, chamado
Rústico. Estando eles diante do tribunal, o prefeito Rústico disse a
Justino [...]: «Que doutrina professas?» Justino disse: «Procurei conhecer
todas as doutrinas, mas acabei por abraçar a doutrina verdadeira dos
cristãos». [...] O prefeito Rústico inquiriu: «Que verdade é essa?» Justino
explicou: «Adoramos o Deus dos cristãos, a quem consideramos como o único
Criador, desde o princípio, e autor de toda a Criação, das coisas visíveis
e invisíveis, e o Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, de Quem foi anunciado
pelos profetas que viria ao género humano como mensageiro da Salvação e
Mestre da boa doutrina. E eu, porque sou homem e nada mais, considero
insignificante tudo o que digo para exprimir a Sua divindade infinita, mas
reconheço o valor das profecias [...] e sei que eram inspirados por Deus os
profetas que vaticinaram a Sua vinda ao meio dos homens». Rústico
perguntou: «Onde vos reunis? [...] Diz-me [...] em que lugar juntas os teus
discípulos». Justino respondeu: «Eu vivo em casa de um certo Martinho, nos
banhos de Timiotino. [...] Ali, se alguém queria ir ver-me, comunicava as
palavras da verdade». Rústico perguntou: «Portanto, tu és cristão?» Justino
confirmou: «Sim, sou cristão». O prefeito Rústico perguntou a Caritão:
«Diz-me tu agora, Caritão, também és cristão?» Caritão respondeu: «Sou
cristão por graça de Deus». [...] Rústico perguntou a Evelpisto: «E tu, de
quem és, Evelpisto?» Evelpisto, escravo de César, respondeu: «Também sou
cristão, libertado por Cristo, e por graça de Cristo participo da mesma
esperança que estes». [...] O prefeito Rústico perguntou: «Foi Justino que
vos fez cristãos?» Hierax respondeu: «Eu sou cristão há muito tempo e
cristão continuarei a ser». E Peão, pondo-se de pé, disse: «Também eu sou
cristão». [...] Evelpisto disse: «Eu gostava de ouvir os discursos de
Justino, mas a ser cristão aprendi-o de meus pais». [...] O prefeito
Rústico disse a Liberiano: «E tu, que dizes? Também és cristão? Também tu
não tens religião?» Liberiano respondeu: «Também eu sou cristão e, quanto à
minha religião, só adoro o Deus verdadeiro». O prefeito disse a Justino:
«Ouve, tu que és tido por sábio e julgas conhecer a verdadeira doutrina: se
fores flagelado e decapitado, estás convencido de que subirás ao Céu?»
Justino respondeu: «Espero entrar naquela morada, se tiver de sofrer o que
dizes, pois sei que a todos os que viverem santamente lhes está reservada a
recompensa de Deus até ao fim dos séculos». O prefeito Rústico perguntou:
«Então tu supões que hás-de subir ao Céu para receber algum prémio em
retribuição?» Justino disse: «Não suponho, sei-o com toda a certeza».
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