Terça-feira, dia 31 de Janeiro de 2012
Terça-feira da 4ª semana do Tempo Comum
S. João Bosco, presbítero, +1888
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II : «A menina não morreu, está a dormir»
Leituras
2 Sam. 18,9-10.14b.24-25a.30-33.19,1-3.
Naqueles dias, Absalão, montado numa mula, encontrou-se, de repente, em frente dos homens de David. A mula passou sob a ramagem espessa de um grande carvalho, e a cabeça de Absalão ficou presa nos ramos da árvore, de modo que ficou suspenso entre o céu e a terra enquanto a mula, em que ia montado, seguia em frente.
Alguém viu isto e informou Joab: «Vi Absalão suspenso num carvalho.»
Joab respondeu: «Não tenho tempo a perder contigo.» Tomou, pois, três dardos e cravou-os no coração de Absalão. E como ainda palpitasse com vida, suspenso do carvalho,
David estava sentado entre duas portas. A sentinela que tinha subido ao terraço da muralha por cima da porta, levantou os olhos e viu um homem que corria sozinho.
Gritou para dar a notícia ao rei, que disse: «Se vem só, traz boas notícias.» À medida que o homem se aproximava,
O rei disse-lhe: «Vem e espera aqui.» Ele afastou-se e esperou ali.
Chegou, a seguir, o etíope e disse: «Saiba o rei, meu senhor, a boa notícia: o Senhor fez hoje justiça a teu favor contra todos os que se revoltaram contra ti.»
O rei perguntou ao etíope: «Está bem o jovem Absalão?» E o etíope respondeu: «Tenham a sorte deste jovem os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para te fazer mal!»
Então, o rei, muito triste, subiu ao quarto que estava por cima da porta e pôs-se a chorar. E dizia, caminhando de um lado para o outro: «Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Porque não morri eu em teu lugar? Absalão, meu filho, meu filho!»
Disseram a Joab: «O rei chora e lamenta-se por causa de Absalão.»
E naquele dia a vitória converteu-se em luto para todo o exército, porque o povo soube que o rei estava acabrunhado de dor por causa do filho.
Salmos 86(85),1-2.3-4.5-6.
Inclina, Senhor, os teus ouvidos e responde-me,
porque estou triste e necessitado.
Protege a minha vida, porque te sou fiel;
salva o teu servo, que em ti confia.
Senhor, tem compaixão de mim,
que a ti clamo todo o dia.
Alegra o espírito do teu servo,
pois para ti, Senhor, elevo a minha alma.
Porque Tu, Senhor, és bom e indulgente,
cheio de misericórdia para quantos te invocam.
Senhor, ouve a minha oração,
atende os gritos da minha súplica.
Marcos 5,21-43.
Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado, no barco, para a outra margem, reuniu-se uma grande multidão junto dele, que continuava à beira-mar.
Chegou, então, um dos chefes da sinagoga, de nome Jairo, e, ao vê-lo, prostrou-se a seus pés
e suplicou instantemente: «A minha filha está a morrer; vem impor-lhe as mãos para que se salve e viva.»
Jesus partiu com ele, seguido por numerosa multidão, que o apertava.
Certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos,
que sofrera muito nas mãos de muitos médicos e gastara todos os seus bens sem encontrar nenhum alívio, antes piorava cada vez mais,
tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe, por detrás, nas vestes,
pois dizia: «Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada.»
De facto, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue, e sentiu no corpo que estava curada do seu mal.
Imediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou: «Quem tocou as minhas vestes?»
Os discípulos responderam: «Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: 'Quem me tocou?'»
Mas Ele continuava a olhar em volta, para ver aquela que tinha feito isso.
Então, a mulher, cheia de medo e a tremer, sabendo o que lhe tinha acontecido, foi prostrar-se diante dele e disse toda a verdade.
Disse-lhe Ele: «Filha, a tua fé salvou-te; vai em paz e sê curada do teu mal.»
Ainda Ele estava a falar, quando, da casa do chefe da sinagoga, vieram dizer: «A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre?»
Mas Jesus, que surpreendera as palavras proferidas, disse ao chefe da sinagoga: «Não tenhas receio; crê somente.»
E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a chorar e a gritar.
Entrando, disse-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir.»
Mas faziam troça dele. Jesus pôs fora aquela gente e, levando consigo apenas o pai, a mãe da menina e os que vinham com Ele, entrou onde ela jazia.
Tomando-lhe a mão, disse: «Talitha qûm!», isto é, «Menina, sou Eu que te digo: levanta-te!»
E logo a menina se ergueu e começou a andar, pois tinha doze anos. Todos ficaram assombrados.
Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido e mandou dar de comer à menina.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II
Discurso aos jovens do Chile, 02/04/1987
«A menina não morreu, está a dormir»
Queridos jovens, o futuro depende de vós; de vós depende o fim deste
milénio e o início do novo. Por conseguinte, não sejais passivos: assumi as
vossas responsabilidades em todos os domínios que se vos abrem no nosso
mundo. [...] Tomai as vossas responsabilidades! «Estai prontos», animados
pela fé no Senhor, «a dar a razão da vossa esperança» (1P 3,15). [...] Qual
é o motivo da vossa confiança? A vossa fé, o reconhecimento e a aceitação
do imenso amor que Deus revela continuamente pelos homens. [...] Jesus
Cristo, «o mesmo, ontem, hoje e pelos séculos» (Heb 13,8), continua a
revelar aos jovens o mesmo amor que o Evangelho descreve quando encontra um
ou uma jovem.
Assim, podemos contemplar a ressurreição da filha de Jairo, que «tinha doze
anos». [...] Jairo expõe a sua dor ao Mestre com sinceridade; com
insistência suplica ao seu coração: «A minha filha está a morrer; vem
impor-lhe as mãos para que se cure e viva.» «Jesus foi com ele.» O coração
Cristo, que se comoveu perante a dor humana deste homem e de sua filha, não
fica indiferente aos nossos sofrimentos. Cristo ouve-nos sempre, mas
pede-nos que recorramos a Ele com fé. [...] Todos os gestos e todas as
palavras do Senhor exprimem este amor.
Quereria debruçar-me particularmente sobre as palavras recolhidas dos
próprios lábios de Jesus: «A menina não morreu, está a dormir.» Estas
palavras profundamente reveladoras incitam-me a pensar na misteriosa
presença do Senhor da Vida num mundo que parece ter sucumbido ao impulso
descarado do ódio, da violência e da injustiça. Mas não, este mundo, que é
vosso, não morreu, está a dormir. No vosso coração, caros jovens,
percebe-se o batimento forte da vida, do amor de Deus. A juventude não
morre quando está próxima do Mestre. Sim, quando está próxima de Jesus:
estais todos próximos de Jesus. Escutai todas as Suas palavras, todas as
palavras, todas. Jovem, ama Jesus, procura Jesus. Encontra Jesus.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Profecia do Dia
domingo, 29 de janeiro de 2012
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 30 de Janeiro de 2012
Segunda-feira da 4ª semana do Tempo Comum
Santa Jacinta Mariscotti, virgem, +1640, Santa Batilde, viúva, +680
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato Charles de Foucauld : «Jesus voltou para o barco e o homem que fora possesso suplicou-Lhe que o deixasse andar com Ele. Não Lho permitiu»
Leituras
2 Sam. 15,13-14.30.16,5-13a.
Naqueles dias, foram dizer a David: «O coração dos israelitas inclinou-se para Absalão!»
David disse aos servos que estavam com ele em Jerusalém: «Fujamos depressa porque, de outro modo, não podemos escapar a Absalão! Apressemo-nos a sair, não suceda que ele se apresse, nos surpreenda e se lance sobre nós, passando a cidade ao fio da espada.»
David, chorando, subia o monte das Oliveiras, com a cabeça coberta e descalço. Todo o povo que o acompanhava subia também, chorando, com a cabeça coberta.
Chegou, pois, o rei a Baurim, e saía de lá um homem da parentela de Saul, chamado Chimei, filho de Guera, que, enquanto caminhava, ia proferindo maldições.
Lançava pedras contra David e contra os servos do rei, apesar de todo o povo e todos os guerreiros seguirem o rei, agrupados à direita e à esquerda.
E Chimei amaldiçoava-o, dizendo: «Vai, vai embora, homem sanguinário e criminoso.
O Senhor fez cair sobre ti todo o sangue da casa de Saul, cujo trono usurpaste, e entregou o reino a teu filho Absalão. Vês-te, agora, oprimido de males, por teres sido um homem sanguinário.»
Então, Abisai, filho de Seruia, disse ao rei: «Porque há-de continuar este cão morto a insultar o rei, meu senhor? Deixa-me passar, para lhe cortar a cabeça.»
Mas o rei respondeu-lhe: «Que te importa, filho de Seruia? Deixa-o amaldiçoar-me. Se o Senhor lhe ordenou que amaldiçoasse David, quem poderá dizer-lhe: ‘Porque fazes isto?’»
David disse também a Abisai e aos seus homens: «Vede! Se o meu próprio filho, fruto das minhas entranhas, conspira contra a minha vida, quanto mais agora este filho de Benjamim? Deixai-o amaldiçoar-me, conforme a permissão do Senhor.
Talvez o Senhor tenha em conta a minha miséria e me venha a dar bens em troca destes ultrajes.»
David e os seus homens prosseguiram o seu caminho, mas Chimei seguia a par dele pelo flanco da montanha, amaldiçoando-o, atirando-lhe pedras e espalhando poeira no ar.
Salmos 3,2-3.4-5.6-7.
Senhor, são tantos os meus adversários!
São tantos os que se levantam contra mim!
Muitos dizem a meu respeito:
"Nem Deus o poderá salvar!"
Mas Tu, Senhor, és o meu escudo protector,
és a minha glória e quem me faz levantar a cabeça.
Em alta voz invoco o Senhor
e Ele responde-me da sua montanha santa.
Deito-me, adormeço e acordo,
porque o Senhor é o meu sustentáculo.
Não temo as grandes multidões
que de todos os lados me cercam.
Marcos 5,1-20.
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos chegaram à outra margem do mar, à região dos gerasenos.
Logo que Jesus desceu do barco, veio ao seu encontro, saído dos túmulos, um homem possesso de um espírito maligno.
Tinha nos túmulos a sua morada, e ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo com uma corrente,
pois já fora preso muitas vezes com grilhões e correntes, e despedaçara os grilhões e quebrara as correntes; ninguém era capaz de o dominar.
Andava sempre, dia e noite, entre os túmulos e pelos montes, a gritar e a ferir-se com pedras.
Avistando Jesus ao longe, correu, prostrou-se diante dele
e disse em alta voz: «Que tens a ver comigo, ó Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te, por Deus, que não me atormentes!»
Efectivamente, Jesus dizia: «Sai desse homem, espírito maligno.»
Em seguida, perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?» Respondeu: «O meu nome é Legião, porque somos muitos.»
E suplicava-lhe insistentemente que não o expulsasse daquela região.
Ora, ali próximo do monte, andava a pastar uma grande vara de porcos.
E os espíritos malignos suplicaram a Jesus: «Manda-nos para os porcos, para entrarmos neles.»
Jesus consentiu. Então, os espíritos malignos saíram do homem e entraram nos porcos, e a vara, cerca de uns dois mil, precipitou-se do alto no mar e ali se afogou.
Os guardas dos porcos fugiram e levaram a notícia à cidade e aos campos. As pessoas foram ver o que se passara.
Ao chegarem junto de Jesus, viram o possesso sentado, vestido e em perfeito juízo, ele que estivera possuído de uma legião; e ficaram cheias de temor.
As testemunhas do acontecimento narraram-lhes o que tinha sucedido ao possesso e o que se passara com os porcos.
Então, pediram a Jesus que se retirasse do seu território.
Jesus voltou para o barco e o homem que fora possesso suplicou-lhe que o deixasse andar com Ele.
Não lho permitiu. Disse-lhe antes: «Vai para tua casa, para junto dos teus, e conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti e como teve misericórdia de ti.»
Ele retirou-se, começou a apregoar na Decápole o que Jesus fizera por ele, e todos se maravilhavam.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Meditações sobre os Evangelhos, n°194
«Jesus voltou para o barco e o homem que fora possesso suplicou-Lhe que o deixasse andar com Ele. Não Lho permitiu»
A verdadeira, a única perfeição, não é ter este ou aquele tipo de vida, é
fazer a vontade de Deus; é ter a vida que Deus quer, onde Ele quer, e
vivê-la como Ele próprio a viveria. Quando Ele nos permite escolher, então
sim, procuremos segui-l'O passo a passo o mais exactamente possível,
partilhar a Sua vida tal como ela foi, como os apóstolos o fizeram ao longo
da Sua vida e após a Sua morte: o amor leva-nos a imitá-l'O. Se Deus
permite esta escolha, esta liberdade, é precisamente porque quer que
abramos as nossas velas ao vento do amor puro e, empurrados por ele,
«corramos atrás do seu perfume» (Ct 1,4 LXX), em imitação perfeita, como
São Pedro e São Paulo. [...]
E se um dia Deus quiser tirar-nos, por algum tempo ou para sempre, deste
caminho tão belo e tão perfeito, não nos perturbemos nem nos surpreendamos.
Os Seus desígnios são insondáveis: poderá fazer por nós, a meio ou no fim
da caminho, o que fez ao geraseno no início. Obedeçamos, façamos a Sua
vontade [...], andemos por onde Ele quiser, levemos a vida que a Sua
vontade designar. Mas aproximemo-nos d'Ele com todas as nossas forças em
toda a parte, e vivamos todas as situações, todas as condições, como Ele
próprio as teria vivido, comportando-nos como Ele Se teria comportado se,
pela vontade do Pai, Se tivesse encontrado na situação em que nós nos
encontramos.
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sábado, 28 de janeiro de 2012
Profecia do Dia
Domingo, dia 29 de Janeiro de 2012
4º Domingo do Tempo Comum - Ano B
Quarto Domingo do Tempo Comum (domingo IV do saltério)
S. Constâncio, bispo, mártir, + 178, São José Freinademetz, presbítero, +1908
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Balduíno de Ford : «Jesus repreendeu-o, dizendo: 'Cala-te e sai desse homem'»
Leituras
Deut. 18,15-20.
Moisés falou ao povo, dizendo: «O Senhor, teu Deus, suscitará no meio de vós, dentre os teus irmãos, um profeta como eu; a ele deves escutar.
Foi o que pediste ao Senhor, teu Deus, no monte Horeb, no dia da Assembleia, quando lhe disseste: 'Não queremos mais ouvir a voz do Senhor, nosso Deus, nem tornar a ver mais este fogo enorme, para não morrer.'
O Senhor disse-me então: 'Está certo o que eles dizem.
Suscitar-lhes-ei um profeta como tu, dentre os seus irmãos; porei as minhas palavras na sua boca e ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar.
Mas aquele que não atender às palavras que ele disser em meu nome, Eu próprio lhe pedirei contas!
O profeta, porém, que tiver a insolência de anunciar em meu nome palavras que não lhe mandei dizer, e aquele que falar em nome de deuses estrangeiros, esse profeta morrerá.
Salmos 95(94),1-2.6-7.8-9.
Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos o rochedo da nossa salvação.
Vamos à sua presença com hinos de louvor,
saudemo-Lo com cânticos jubilosos.
Vinde, prostremo-nos por terra,
ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou.
Ele é o nosso Deus e nós somos o seu povo,
as ovelhas por Ele conduzidas.
"Não endureçais os vossos corações,
como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto,
quando os vossos pais Me provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras.
1 Cor. 7,32-35.
Irmãos: Eu quisera que estivésseis livres de preocupações. Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor, como há-de agradar ao Senhor.
Mas aquele que tem esposa cuida das coisas do mundo, como há-de agradar à mulher,
e fica dividido. Também a mulher não casada, tal como a virgem, cuidam das coisas do Senhor, para serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo, como há-de agradar ao marido.
Digo-vos isto para vosso bem, não para vos armar uma cilada, mas visando o que é mais nobre e favoreça uma dedicação ao Senhor, sem partilha.
Marcos 1,21-28.
Jesus chegou a Cafarnaúm e quando no sábado seguinte entrou na sinagoga começou a ensinar.
E maravilhavam-se com o seu ensinamento, pois os ensinava como quem tem autoridade e não como os doutores da Lei.
Na sinagoga deles encontrava-se um homem com um espírito maligno, que começou a gritar:
«Que tens a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus.»
Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem.»
Então, o espírito maligno, depois de o sacudir com força, saiu dele dando um grande grito.
Tão assombrados ficaram que perguntavam uns aos outros: «Que é isto? Eis um novo ensinamento, e feito com tal autoridade que até manda aos espíritos malignos e eles obedecem-lhe!»
E a sua fama logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Balduíno de Ford (? - c. 1190), abade cisterciense, depois bispo
Homilia sobre Heb 4,12; PL 204, 451-453
«Jesus repreendeu-o, dizendo: 'Cala-te e sai desse homem'»
«A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante que uma espada de dois
gumes» (Heb 4,12). Com estas palavras, o apóstolo mostra toda a grandeza,
força e sabedoria da Palavra de Deus aos que procuram a Cristo a Ele que
é a palavra, a força e a sabedoria de Deus. [...] Quando pregamos esta
Palavra de Deus, essa pregação dá à palavra exteriormente perceptível a
força da Palavra interiormente percebida. Assim, os mortos ressuscitam (Lc
7,22) e este testemunho faz surgir novos filhos de Abraão (Mt 3,9). Esta
Palavra é, por conseguinte, viva. É viva no coração do Pai, viva nos lábios
do pregador, e viva nos corações cheios de fé e de amor. E, porque é uma
Palavra viva, não há nenhuma dúvida de que também é eficaz.
Ela age com eficácia na criação do mundo, na sua governação e na sua
redenção. O que poderá ser mais eficaz ou mais forte do que ela? «Quem
poderá contar as obras do Senhor e apregoar todos os Seus louvores?» (Sl
106, 2). A eficácia desta Palavra manifesta-se nas suas obras; manifesta-se
também na pregação. Porque ela «não volta sem ter produzido o seu efeito»
(Is 55,11), mas aproveita a todos a quem foi enviada.
A Palavra é, por conseguinte, eficaz e mais penetrante que uma espada de
dois gumes, quando é recebida com fé e amor. Com efeito, nada é impossível
para quem crê, e nada é duro para quem ama.
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