Domingo, dia 18 de Março de 2012
4º Domingo da Quaresma - Ano B
Quarto Domingo da Quaresma (semana IV do saltério)
S. Cirilo de Jerusalém, bispo, Doutor da Igreja, +386, Santo Eduardo, rei de Inglaterra, mártir, +978
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI] : «Assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que n'Ele crê tenha a vida eterna»
Leituras
2 Crónicas 36,14-16.19-23.
Naqueles dias, todos os príncipes dos sacerdotes e o povo multiplicaram as suas infidelidades, imitando os costumes abomináveis das nações pagãs, e profanaram o templo que o Senhor tinha consagrado para Si em Jerusalém.
O Senhor, Deus de seus pais, desde o princípio e sem cessar, enviou-lhes mensageiros, pois queria poupar o povo e a sua própria morada.
Mas eles escarneciam dos mensageiros de Deus, desprezavam as suas palavras e riam-se dos profetas, a tal ponto que deixou de haver remédio, perante a indignação do Senhor contra o seu povo.
Os caldeus incendiaram o templo de Deus, demoliram as muralhas de Jerusalém. Lançaram fogo aos seus palácios e destruíram todos os objectos preciosos.
O rei dos caldeus deportou para Babilónia todos os que tinham escapado ao fio da espada; e foram escravos deles e de seus filhos, até que se estabeleceu o reino dos persas.
Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pela boca de Jeremias: «Enquanto o país não descontou os seus sábados, esteve num sábado contínuo, durante todo o tempo da sua desolação, até que se completaram setenta anos».
No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para se cumprir a palavra do Senhor, o Senhor inspirou Ciro, rei da Pérsia, que mandou publicar, em todo o seu reino, de viva voz e por escrito, a seguinte proclamação:
«Assim fala Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus do Céu, deu-me todos os reinos da terra e Ele próprio me confiou o encargo de Lhe construir um templo em Jerusalém, na terra de Judá. Quem de entre vós fizer parte do seu povo ponha-se a caminho e que Deus esteja com ele».
Salmos 137(136),1-2.3.4-5.6.
Junto aos rios da Babilónia
nos sentámos a chorar,
recordando-nos de Sião.
Nos salgueiros das suas margens,
pendurámos as nossas harpas.
Os que nos levaram para ali cativos
pediam-nos um cântico;
e os nossos opressores, uma canção de alegria:
«Cantai-nos um cântico de Sião.»
Como poderíamos nós
cantar um cântico do Senhor,
estando numa terra estranha?
Se me esquecer de ti, Jerusalém,
fique ressequida a minha mão direita!
Pegue-se-me a língua ao paladar,
se eu não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém
a minha suprema alegria!
Efésios 2,4-10.
Irmãos: Deus, que é rico em misericórdia, pelo amor imenso com que nos amou,
precisamente a nós que estávamos mortos pelas nossas faltas, deu-nos a vida com Cristo é pela graça que vós estais salvos
com Ele nos ressuscitou e nos sentou no alto do Céu, em Cristo.
Pela bondade que tem para connosco, em Cristo Jesus, quis assim mostrar, nos tempos futuros, a extraordinária riqueza da sua graça.
Porque é pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus;
não vem das obras, para que ninguém se glorie.
Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas obras que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos.
João 3,14-21.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto,
a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna.
De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.
Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no Filho Unigénito de Deus.
E a condenação está nisto: a Luz veio ao mundo, e os homens preferiram as trevas à Luz, porque as suas obras eram más.
De facto, quem pratica o mal odeia a Luz e não se aproxima da Luz para que as suas acções não sejam desmascaradas.
Mas quem pratica a verdade aproxima-se da Luz, de modo a tornar-se claro que os seus actos são feitos segundo Deus.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]
Sermões para a Quaresma de 1981
«Assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que n'Ele crê tenha a vida eterna»
«Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus: Ele, que
é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus,
mas esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-Se
semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-Se, identificado como homem,
rebaixou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz.
Por isso mesmo é que Deus O elevou acima de tudo e Lhe concedeu o nome que
está acima de todo o nome» (Fl 2,5-9). [...] Este texto, de uma riqueza
extraordinária, faz claramente alusão à primeira queda [...]. Jesus Cristo
trilha os passos de Adão. Contrariamente a Adão, Ele é verdadeiramente
«como Deus» (cf. Gn 3,5). Mas ser como Deus, ser igual a Deus, é «ser
Filho» e, portanto, relação total: «o Filho, por Si mesmo, não pode fazer
nada» (Jo 5,19). Por isso, Aquele que é verdadeiramente igual a Deus não Se
agarra à Sua própria autonomia, ao carácter ilimitado do Seu poder e do Seu
querer. Porque percorre o caminho inverso, torna-Se o dependente-mor,
torna-Se o servo. Porque não segue o caminho do poder, mas o do amor, pode
humilhar-Se até à mentira de Adão, até à morte e, então aí, erigir a
verdade, dar a vida.
Assim, Cristo torna-Se o novo Adão por Quem a vida toma um novo rumo [...]
A Cruz, lugar da Sua obediência, torna-se a verdadeira árvore da vida.
Cristo torna-Se a imagem oposta à serpente, tal como diz João no seu
evangelho. Dessa árvore não vem a palavra da tentação, mas a palavra do
amor salvador, a palavra da obediência, pela qual o próprio Deus Se faz
obediente e nos oferece assim a Sua obediência como campo da liberdade. A
cruz é a árvore da vida que de novo se torna acessível. Na Paixão, Cristo
afastou, por assim dizer, a espada flamejante (Gn 3, 24), atravessou o fogo
e levantou a cruz como verdadeiro eixo do mundo, sobre o qual o mundo se
reergue. Por isso a eucaristia, enquanto presença da cruz, é a árvore da
vida que está sempre no meio de nós e nos convida a receber os frutos da
vida verdadeira.
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sábado, 17 de março de 2012
Profecia do Dia
sexta-feira, 16 de março de 2012
Profecia do Dia
Sabado, dia 17 de Março de 2012
Sábado da 3ª semana da Quaresma
S. Patrício, bispo, +461, Beata Bárbara Maix, religiosa, +1873
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Jean Tauler : «Dois homens subiram ao templo para orar»
Leituras
Oseias 6,1-6.
«Vinde, voltemos para o Senhor; Ele feriu-nos, Ele nos curará; Ele fez a ferida, Ele fará o penso.
Dar-nos-á de novo a vida em dois dias, ao terceiro dia nos levantará, e viveremos na sua presença.
Conheçamos, esforcemo-nos por conhecer o SENHOR; iminente, como a aurora, está a sua vinda; Ele virá para nós como a chuva, como a chuva da Primavera que irriga a terra.»
Que posso fazer por ti, ó Efraim? Que posso fazer por ti, ó Judá? O vosso amor é como a nuvem da manhã, como o orvalho matutino que logo se dissipa.
Por isso os castiguei duramente pelos profetas, e os matei pelas palavras da minha boca, e o meu julgamento resplandece como a luz.
Porque Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus mais que os holocaustos.
Salmos 51(50),3-4.18-19.20-21ab.
Tem compaixão de mim,
ó Deus, pela tua bondade;
pela tua grande misericórdia,
apaga o meu pecado.
Lava-me de toda a iniquidade;
purifica-me dos meus delitos.
Não te comprazes nos sacrifícios
nem te agrada qualquer holocausto que eu te ofereça.
O sacrifício agradável a Deus
é o espírito contrito;
ó Deus, não desprezes
um coração contrito e arrependido.
Pela tua bondade,
trata bem a Sião;
reconstrói os muros de Jerusalém.
Então aceitarás com agrado os sacrifícios devidos, os holocaustos e as ofertas;
então serão oferecidos vítimas
sobre o vosso altar
Lucas 18,9-14.
Naquele tempo, Jesus disse também a seguinte parábola, a respeito de alguns que confiavam muito em si mesmos, tendo-se por justos e desprezando os demais:
«Dois homens subiram ao templo para orar: um era fariseu e o outro, cobrador de impostos.
O fariseu, de pé, fazia interiormente esta oração: 'Ó Deus, dou-te graças por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos, adúlteros; nem como este cobrador de impostos.
Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo.'
O cobrador de impostos, mantendo-se à distância, nem sequer ousava levantar os olhos ao céu; mas batia no peito, dizendo: 'Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador.'
Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano em Estrasburgo
Sermão 48, para o 11º domingo depois da Trindade
«Dois homens subiram ao templo para orar»
Estes dois homens subiram ao Templo. O Templo é o amoroso fundo interior da
nossa alma, no qual a Santíssima Trindade vive tão cheia de amor, trabalha
tão nobremente, no qual depositou tão generosamente todo o Seu tesouro,
onde Se compraz e Se alegra no gozo da Sua nobre imagem e semelhança (cf.
Gn 1,26). Ninguém pode exprimir de maneira perfeita a nobreza e a alta
dignidade desse Templo; é nele que temos de entrar para orar. E, para que a
oração seja bem feita, tem de haver dois homens a subir [...], o homem
exterior e o homem interior. A oração que faz o homem exterior de pouco ou
nada serve sem o homem interior. Para avançar, realmente, no caminho da
oração verdadeira e bem feita, nada é de maior ajuda e maior utilidade que
o precioso corpo eucarístico de Nosso Senhor Jesus Cristo. [...] Meus
queridos filhos, deveis sentir-vos extraordinariamente reconhecidos por
essa grande graça vos ser agora dada mais frequentemente que antes, e
deveis preferi-la a qualquer outro auxílio. [...]
Portanto, um dos dois homens era um fariseu e o Evangelho diz-nos o que lhe
aconteceu. O outro era um publicano que se mantinha afastado e, sem ousar
levantar os olhos para o céu, dizia: «Ó Deus tem piedade de mim, que sou
pecador»; para este, a oração terminou de modo feliz. Na verdade, gostaria
de agir como ele e ter sempre em consideração a minha pequenez. Seria,
absolutamente, a via mais nobre e útil que poderíamos seguir. Esse caminho
traz Deus ao homem, sem cessar e sem intermediários, pois, onde Deus chega
com a Sua misericórdia, chega com todo o Seu ser, chega Ele mesmo.
Ora, acontece que os sentimentos desse publicano entram na alma de algumas
pessoas que então, conscientes dos seus pecados, querem fugir de Deus e do
Santíssimo Sacramento, dizendo que não ousam aproximar-se dele. Não, meus
queridos filhos, deveis, pelo contrário, ir com muito mais vontade à
comunhão, para serdes perdoados das vossas faltas e dizerdes: «Vem, Senhor,
vem depressa, antes que a minha alma morra em pecado; é necessário que
venhas rapidamente, antes que ela morra de todo» (cf Jo 4,49).
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quinta-feira, 15 de março de 2012
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 16 de Março de 2012
Sexta-feira da 3ª semana da Quaresma
Santa Margarida de Cortona, religiosa, penitente, +1297, Santo Abraão, eremita, séc. V, Santa Eusébia, abadessa, +680
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Afonso Maria de Ligório : «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração»
Leituras
Oseias 14,2-10.
Assim fala o Senhor: «Volta, Israel, ao Senhor teu Deus, porque caíste por causa dos teus pecados.
Tomai convosco palavras de arrependimento. E voltai ao SENHOR, dizendo-lhe: «Perdoa todos os nossos pecados, e acolhe favoravelmente o sacrifício que oferecemos, a homenagem dos nossos lábios.
A Assíria não nos salvará; não montaremos a cavalo, e nunca mais chamaremos nosso Deus a uma obra das nossas mãos, pois só junto de ti o órfão encontra compaixão.»
Curarei a sua infidelidade, amá-los-ei de todo o coração, porque a minha cólera se afastou deles.
Serei para Israel como o orvalho: florescerá como um lírio e deitará raízes como um cedro do Líbano.
Os seus ramos estender-se-ão ao longe, a sua opulência será como a da oliveira, o seu perfume como o odor do Líbano.
Regressarão os que habitavam à sua sombra; renascerão como o trigo, darão rebentos como a videira e a sua fama será como a do vinho do Líbano.
Efraim, que tenho Eu ainda a ver com os ídolos? Sou Eu quem responde e olha por ele. Eu sou como um cipreste sempre verdejante; é de mim que procede o teu fruto.
Quem é sábio para compreender estas coisas, inteligente para as conhecer? Porque os caminhos do SENHOR são rectos, os justos andarão por eles, mas os pecadores tropeçarão neles.
Salmos 81(80),6c-8a.8bc-9.10-11ab.14.17.
Ouço uma língua desconhecida, que diz:
"Aliviei os seus ombros do fardo,
as suas mãos livraram-se de carregar o cesto.
Na angústia chamaste por mim e Eu salvei-te,
Respondi-te escondido no trovão,
pus-te à prova junto das águas de Meriba.
Ouve, meu povo, a minha advertência;
oxalá, Israel, me prestes ouvidos:
'Não terás contigo um deus estrangeiro,
nem te prostrarás diante de um deus estranho.
Eu sou o Senhor, teu Deus,
que te tirou da terra do Egipto.
Se o meu povo me tivesse escutado!
Se Israel tivesse seguido os meus caminhos!
Alimentaria o meu povo com a flor do trigo
e saciá-lo-ia com o mel silvestre."
Marcos 12,28b-34.
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba que os tinha ouvido discutir e, vendo que Jesus lhes tinha respondido bem, perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?»
Jesus respondeu: «O primeiro é: Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor;
amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças.
O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior que estes.»
O escriba disse-lhe: «Muito bem, Mestre, com razão disseste que Ele é o único e não existe outro além dele;
e amá-lo com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo vale mais do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios.»
Vendo que ele respondera com sabedoria, Jesus disse: «Não estás longe do Reino de Deus.» E ninguém mais ousava interrogá-lo.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Afonso Maria de Ligório (1696-1787), bispo e doutor da Igreja
6º Discurso para a novena de Natal
«Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração»
Os grandes da terra ufanam-se de possuir reinos e riquezas. Jesus Cristo
tem a Sua felicidade em reinar nos nossos corações; é este o império que
Ele almeja e que decidiu conquistar pela Sua morte na cruz: «Ele recebeu o
poder sobre os seus ombros» (Is 9,5). Por estas palavras, vários
intérpretes [...] entendem a cruz que o nosso divino Redentor carregou aos
ombros. «Este Rei do Céu, observa Cornélio a Lapídio, é um senhor bem
diferente do demónio: este carrega os ombros dos seus escravos com pesados
fardos. Jesus, pelo contrário, toma sobre Si mesmo todo o peso do Seu
império; abraça a cruz e quer morrer nela para reinar no nosso coração.» E
Tertuliano diz que enquanto os monarcas da terra «trazem o ceptro na mão e
a coroa na cabeça como emblemas do seu poder, Jesus Cristo levou a cruz aos
ombros. E a cruz foi o trono aonde Ele subiu para fundar o Seu reino de
amor». [...]
Apressemo-nos pois a consagrar todo o amor do nosso coração a esse Deus
que, para o obter, sacrificou o Seu sangue, a Sua vida, a Si próprio. «Se
conhecesses o dom de Deus, diz Jesus à samaritana, e Quem é Aquele que te
diz 'Dá-me de beber'» (Jo 4,10). Isto é: se conhecesses a grandeza da graça
que recebes de Deus. [...] Oh, se a alma compreendesse que graça
extraordinária Deus lhe faz quando lhe pede o seu amor nestes termos:
«Amarás o Senhor teu Deus». Não ficaria um súbdito que ouvisse o seu
príncipe dizer-lhe: «Ama-me» cativado por este convite? E não conseguirá
Deus conquistar o nosso coração quando nos pede com tanta bondade: «Meu
filho, dá-me o teu coração»? (Pr 23,26) Mas Deus não quer apenas metade
deste coração; quere-o todo, sem reservas; este é o Seu preceito: «Amarás o
Senhor teu Deus com todo o teu coração».
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