terça-feira, 15 de maio de 2012

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 16 de Maio de 2012
Quarta-feira da 6ª semana da Páscoa

São João Nepomuceno, mártir, +1383,  S. Simão Stock, religioso, +1265



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Simeão : «Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa»

Leituras

Actos 17,15.22-34.18,1.


Naqueles dias, os que acompanhavam Paulo levaram-no a Atenas e regressaram, incumbidos de transmitir a Silas e a Timóteo a ordem de irem reunir-se a Paulo o mais rapidamente possível.
De pé, no meio do Areópago, Paulo disse, então: «Atenienses, vejo que sois, em tudo, os mais religiosos dos homens.
Percorrendo a vossa cidade e examinando os vossos monumentos sagrados, até encontrei um altar com esta inscrição: 'Ao Deus desconhecido.' Pois bem! Aquele que venerais sem o conhecer é esse que eu vos anuncio.
O Deus que criou o mundo e tudo quanto nele se encontra, Ele, que é o Senhor do Céu e da Terra, não habita em santuários construídos pela mão do homem,
nem é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa, Ele, que a todos dá a vida, a respiração e tudo mais.
Fez, a partir de um só homem, todo o género humano, para habitar em toda a face da Terra; e fixou a sequência dos tempos e os limites para a sua habitação,
a fim de que os homens procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo, mesmo tacteando, embora não se encontre longe de cada um de nós.
É nele, realmente, que vivemos, nos movemos e existimos, como também o disseram alguns dos vossos poetas: 'Pois nós somos também da sua estirpe.'
Se nós somos da raça de Deus, não devemos pensar que a Divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e engenho do homem.
Sem ter em conta estes tempos de ignorância, Deus faz saber, agora, a todos os homens e em toda a parte, que todos têm de se arrepender,
pois fixou um dia em que julgará o universo com justiça, por intermédio de um Homem, que designou, oferecendo a todos um motivo de crédito, com o facto de o ter ressuscitado de entre os mortos.»
Ao ouvirem falar da ressurreição dos mortos, uns começaram a troçar, enquanto outros disseram: «Ouvir-te-emos falar sobre isso ainda outra vez.»
Foi assim que Paulo saiu do meio deles.
Alguns dos homens, no entanto, concordaram com ele e abraçaram a fé, entre os quais Dionísio, o areopagita, e também uma mulher de nome Dâmaris e outros com eles.
Depois disso, Paulo afastou-se de Atenas e foi para Corinto.


Salmos 148(147),1-2.11-12ab.12c-14a.14bcd.


Louvai ao Senhor do alto dos céus;
louvai-O nas alturas!
Louvai-O, todos os seus anjos.
Louvai-O, reis do mundo e todos os povos;
todos os chefes e governantes do mundo;
os jovens e as donzelas, os velhos e as crianças!

Louvem todos o nome do Senhor,
pois só o seu nome é sublime
e a sua glória está acima do céu e da terra.
Ele engrandeceu a força do seu povo,
Ele é a honra de todos os seus fiéis,
dos filhos de Israel, seu povo amigo.











João 16,12-15.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora.
Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir.
Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer.
Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que Eu disse: 'Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer'.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego, santo das Igrejas Ortodoxas
Catequeses, 33; SC 113

«Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa»

A «chave do conhecimento» (Lc 11,52) não é senão a graça do Espírito Santo,
que é dada pela fé. Pela iluminação, ela produz um conhecimento muito real,
e mesmo o conhecimento completo. Ela abre o nosso espírito fechado na
obscuridade, muitas vezes com parábolas e símbolos, mas também com
declarações mais claras. [...] Prestai pois muita atenção ao sentido
espiritual da palavra. Se a chave não for adequada, a porta não se abrirá.
Porque, disse o Bom Pastor, «é a ele que o porteiro abre» (Jo 10,3). Mas,
se a porta não se abrir, ninguém entra na casa do Pai, porque Cristo disse:
«Ninguém vai ao Pai senão por Mim» (Jo 14,6).


Ora, é o Espírito Santo Quem primeiro abre o nosso espírito e nos ensina o
que se refere ao Pai e ao Filho. Cristo disse-nos: «O Espírito da Verdade,
que procede do Pai, e que Eu vos hei-de enviar da parte do Pai, dará
testemunho a Meu favor, e guiar-vos-á a toda a verdade» (Jo 15,26; 16,13).
Vede como, pelo Espírito, ou melhor, no Espírito, o Pai e o Filho Se dão a
conhecer inseparavelmente. [...]


Se chamamos ao Espírito Santo uma chave, é porque é primeiramente por Ele e
n'Ele que o nosso espírito é iluminado. Uma vez purificados, somos
iluminados pela luz do conhecimento. Somos baptizados do alto, recebemos um
novo nascimento e tornamo-nos filhos de Deus, como disse São Paulo: «O
Espírito Santo intercede por nós com gemidos inefáveis» (Rom 8,26). E
ainda: «Deus enviou aos nossos corações o Espírito que clama: 'Abba, Pai'»
(Gal 4,6). É por conseguinte Ele que nos mostra a porta, porta que é luz, e
a porta ensina-nos que Aquele que habita esta casa é também luz
inacessível.




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 15 de Maio de 2012
Terça-feira da 6ª semana da Páscoa

S. Manços, bispo lendário de Évora, mártir (séc. I),  S. Frei Gil de Santarém, presbítero, +1265,  Santa Joana de Lestonnac, viuva, religiosa, fundadora, +1640



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bernardo : «É melhor para vós que Eu vá»

Leituras

Actos 16,22-34.


Naqueles dias, a multidão dos habitantes de Filipos amotinou-se contra Paulo e Silas; e os estrategos, arrancando-lhes as vestes, mandaram-nos açoitar.
Depois de lhes terem dado muitas vergastadas, lançaram-nos na prisão, recomendando ao carcereiro que os tivesse sob atenta vigilância.
Ao receber tal ordem, este meteu-os no calabouço interior e prendeu-lhes os pés no cepo.
Cerca da meia-noite, Paulo e Silas, em oração, entoavam louvores a Deus, e os presos escutavam-nos.
De repente, sentiu-se um violento tremor de terra que abalou os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e as cadeias de todos se desprenderam.
Acordando em sobressalto, o carcereiro viu as portas da prisão abertas e puxou da espada para se matar, pensando que os presos se tinham evadido.
Paulo, então, bradou com voz forte: «Não faças nenhum mal a ti mesmo, porque nós estamos todos aqui.»
O carcereiro pediu luz, correu para dentro da masmorra e lançou-se a tremer, aos pés de Paulo e de Silas.
Depois, trouxe-os para fora e perguntou: «Senhores, que devo fazer para ser salvo?»
Eles responderam: «Acredita no Senhor Jesus e serás salvo tu e os teus.»
E anunciaram-lhe a palavra do Senhor, assim como aos que estavam na sua casa.
O carcereiro, tomando-os consigo, àquela hora da noite, lavou-lhes as feridas e imediatamente se baptizou, ele e todos os seus.
Depois, levando-os para cima, para a sua casa, pôs-lhes a mesa e entregou-se, com a família, à alegria de ter acreditado em Deus.


Salmos 138(137),1-2a.2bc-3.7c-8.


Dou-Te graças, Senhor, de todo o coração,
porquer ouviste as palavras da minha boca.
Na presença dos anjos
hei-de cantar-Te e adorar-Te
voltado para o teu santo templo
Hei-de louvar o teu nome,
pela tua bondade e pela tua fidelidade,
porque foste mais além das tuas promessas.  
Quando te invoquei, atendeste-me
e aumentaste as forças da minha alma.

A vossa mão direita me salvará,
O Senhor completará o que em meu auxílio começou.
Senhor, a vossa bondade é eterna,
não abandoneis a obra das vossas mãos.







João 16,5-11.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: 'Para onde vais?'
Mas, por vos ter anunciado estas coisas, o vosso coração ficou cheio de tristeza.
Contudo, digo-vos a verdade: é melhor para vós que Eu vá, pois, se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas, se Eu for, Eu vo-lo enviarei.
E, quando Ele vier, dará ao mundo provas irrefutáveis de uma culpa, de uma inocência e de um julgamento:
de uma culpa, pois não creram em mim;
de uma inocência, pois Eu vou para o Pai, e já não me vereis;
de um julgamento, pois o dominador deste mundo ficou condenado.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja
3º sermão para o Pentecostes

«É melhor para vós que Eu vá»

O Espírito Santo estendeu sobre a Virgem Maria a Sua sombra (Lc 1,35) e, no
dia de Pentecostes, fortificou os apóstolos; a Ela, fê-lo para suavizar o
efeito da vinda da divindade ao seu corpo virginal e a eles, para os
revestir com a força do alto (cf. Lc 24,49), isto é, com a mais ardente
caridade. [...] Como teriam eles, na sua fraqueza, podido cumprir a sua
missão de triunfar sobre a morte sem «esse amor, mais forte que a morte», e
de não permitir que «as portas do abismo prevalecessem sobre eles» sem esse
amor mais inflexível que o abismo? (cf. Mt 16,18; Ct 8,6) Ora, ao ver esse
zelo, alguns julgavam-nos ébrios (cf. Act 2,13). Efectivamente, estavam
ébrios, mas de um vinho novo [...], aquele que a «verdadeira videira»
deixara derramar do alto do céu, aquele que «alegra o coração do homem»
(cf. Jo 15,1; Sl 103,15). [...] Era um vinho novo para os habitantes da
terra mas, no céu, encontrava-se em abundância [...], jorrava em golfadas
pelas ruas e pelas praças da cidade santa, por onde espalhava a alegria do
coração. [...]


Assim, havia no céu um vinho especial que a terra desconhecia. Mas a terra
tinha também qualquer coisa que lhe era própria e que era a sua glória — a
carne de Cristo — e os céus tinham uma grande sede da presença dessa carne.
Quem poderia impedir essa troca tão certa e tão rica em graça entre o céu e
a terra, entre os anjos e os apóstolos, de forma que a terra possuísse o
Espírito Santo e o céu a carne de Cristo? [...] «Se Eu não for, o Paráclito
não virá a vós», disse Jesus. Quer dizer, se não deixais partir aquilo que
amais, não obtereis o que desejais. «É melhor para vós que Eu vá» e que vos
transporte da terra ao céu, da carne ao espírito; pois o Pai é espírito, o
Filho é espírito e o Espírito Santo é também espírito. [...] E o Pai «é
espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-Lo em espírito e verdade»
(Jo 4,23-24).




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org


domingo, 13 de maio de 2012

Profecia do Dia

Segunda-feira, dia 14 de Maio de 2012
S. Matias, apóstolo - festa

S. Miguel Garicoits, presbítero, +1863,  S. Matias, apóstolo



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : São Matias, testemunha da Ressurreição, escolhido por Deus

Leituras

Actos 1,15-17.20-26.


Por aqueles dias, Pedro levantou-se no meio dos irmãos encontravam-se reunidas cerca de cento e vinte pessoas e disse:
«Irmãos, era necessário que se cumprisse o que o Espírito Santo anunciou na Escritura pela boca de David a respeito de Judas, que foi o guia dos que prenderam Jesus.
Ele, efectivamente, era um dos nossos e tinha recebido uma parte do nosso ministério.
Está realmente escrito no Livro dos Salmos: 'Fique deserta a sua habitação e não haja quem nela resida'. E ainda: 'Receba outro o seu encargo.'
Portanto, de entre os homens que nos acompanharam durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu no meio de nós,
a partir do baptismo de João até ao dia em que nos foi arrebatado para o Alto, é indispensável que um deles se torne, connosco, testemunha da sua ressurreição.»
Designaram dois: José, de apelido Barsabas, chamado Justo, e Matias.
Fizeram, então, a seguinte oração: «Senhor, Tu que conheces o coração de todos, indica-nos qual destes dois escolheste
para ocupar, no ministério apostólico, o lugar abandonado por Judas, que foi para o lugar que merecia.»
Depois, tiraram à sorte, e a sorte caiu em Matias, que foi incluído entre os onze Apóstolos.


Salmos 113(112),1-2.3-4.5-6.7-8.


Louvai, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor. 
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre.  

 Desde o nascer ao pôr-do-sol,
seja louvado o nome do Senhor.  
Senhor reina sobre todas as nações,
a sua majestade está acima dos céus.  

Quem é como o SENHOR, nosso Deus,
que tem o seu trono nas alturas?
que Se inclina, lá do alto,
para observar o céu e a terra?  

Ele levanta do pó o indigente
e tira o pobre da miséria,
para o fazer sentar
com os grandes do seu povo.








João 15,9-17.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai me tem amor, assim Eu vos amo a vós. Permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu, que tenho guardado os mandamentos do meu Pai, também permaneço no seu amor.
Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa.
É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei.
Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos.
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz o seu senhor; mas a vós chamei- -vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai.
Não fostes vós que me escolhes-tes; fui Eu que vos escolhi a vós e vos destinei a ir e a dar fruto, e fruto que permaneça; e assim, tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome Ele vo-lo concederá.
É isto o que vos mando: que vos ameis uns aos outros.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São João Crisóstomo (c.345-407), presbítero em Antioquia, depois bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
3.ª Homilia sobre os Actos dos Apóstolos (trad. do breviário)

São Matias, testemunha da Ressurreição, escolhido por Deus

«Naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos» (Act 1,15ss.),
Pedro, a quem Cristo tinha confiado o rebanho, movido pelo fervor do seu
zelo e dado que era o primeiro dentro do grupo, foi o primeiro a tomar a
palavra [e] «disse: Irmãos, é necessário escolher de entre [...] os homens
que andaram connosco». Reparai como se empenha em que tenham sido
testemunhas oculares; embora o Espírito Santo houvesse de vir depois sobre
eles, dá a isso grande importância. «De entre os homens que andaram
connosco, todo o tempo que o Senhor Jesus passou no meio de nós». Refere-se
àqueles que viveram com Jesus e não aos que eram apenas discípulos. De
facto, eram muitos os que O seguiam desde o princípio [...] «até ao dia em
que nos foi levado para o alto; é necessário, pois, que um deles se torne
connosco testemunha da Sua Ressurreição».


Não disse: testemunha de tudo o mais; mas só: «testemunha da Ressurreição».
Na verdade, seria mais digno de fé quem pudesse testemunhar: Aquele que
vimos comer e beber e que foi crucificado, foi Esse que ressuscitou. Não
interessava ser testemunha do tempo anterior nem do seguinte, nem dos
milagres, mas simplesmente da Ressurreição. Porque todos os outros factos
eram manifestos e públicos; só a Ressurreição se tinha realizado
secretamente e só eles a conheciam.




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org