domingo, 27 de maio de 2012

Profecia do Dia

Segunda-feira, dia 28 de Maio de 2012
Segunda-feira da 8ª semana do Tempo Comum

Santa Maria Ana de Paredes, virgem, +1645,  São Germano, bispo de Paris, +576



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : «Que devo fazer para alcançar a vida eterna?»

Leituras

1 Pedro 1,3-9.


Bendito seja Deus, Pai do Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua grande misericórdia nos gerou de novo através da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma esperança viva,
para uma herança incorruptível, imaculada e indefectível, reservada no Céu para vós,
a quem o poder de Deus guarda, pela fé, até alcançardes a salvação que está pronta para se manifestar no momento final.
É por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações;
deste modo, a qualidade genuína da vossa fé – muito mais preciosa do que o ouro perecível, por certo também provado pelo fogo – será achada digna de louvor, de glória e de honra, na altura da manifestação de Jesus Cristo.
Sem o terdes visto, vós o amais; sem o ver ainda, credes nele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante,
alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas.


Salmos 111(110),1-2.5-6.9.10c.


Louvarei o Senhor de todo o coração,
no conselho dos justos e na assembleia.
Grandes são as obras do Senhor,
dignas de meditação para quem as ama.

Dá sustento aos que o temem
e jamais se esquece da sua aliança.
Revelou ao seu povo o poder das suas obras,
dando-lhe a herança das nações.

Enviou a redenção ao seu povo,
firmou com ele uma aliança para sempre;
Santo e venerável é o seu nome.
O seu louvor permanece eternamente.







Marcos 10,17-27.


Naquele tempo, ia Jesus pôr-se a caminho, quando um homem correu para Ele e ajoelhou-se, perguntando: «Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?»
Jesus disse: «Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um só: Deus.
Sabes os mandamentos: Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes, honra teu pai e tua mãe.»
Ele respondeu: «Mestre, tenho cumprido tudo isso desde a minha juventude.»
Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele e disse: «Falta-te apenas uma coisa: vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.»
Mas, ao ouvir tais palavras, ficou de semblante anuviado e retirou-se pesaroso, pois tinha muitos bens.
Olhando em volta, Jesus disse aos discípulos: «Quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que têm riquezas!»
Os discípulos ficaram espantados com as suas palavras. Mas Jesus prosseguiu: «Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!
É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus.»
Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode, então, salvar-se?»
Fitando neles o olhar, Jesus disse-lhes: «Aos homens é impossível, mas a Deus não; pois a Deus tudo é possível.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homília 63 sobre São Mateus; PG 58, 603ss.

«Que devo fazer para alcançar a vida eterna?»

Não foi um ardor medíocre que o jovem revelou; estava como que apaixonado.
Enquanto outros se aproximavam de Cristo para O pôr à prova ou para Lhe
falar das suas doenças, das dos seus pais ou ainda de outras pessoas, ele
aproxima-se de Jesus para conversar sobre a vida eterna. O terreno era rico
e fértil, mas estava cheio de espinhos prontos para sufocar as sementes (Mt
13,7). Reparai como o jovem estava disposto a obedecer aos mandamentos:
«Que devo fazer para alcançar a vida eterna?» [...] Nunca nenhum fariseu
manifestou tais sentimentos; pelo contrário estavam furiosos por terem sido
reduzidos ao silêncio. O nosso jovem, porém, partiu de olhos baixos de
tristeza, sinal inegável de que não tinha vindo com más intenções.
Simplesmente, era demasiado fraco; tinha o desejo da Vida, mas deteve-o uma
paixão muito difícil de superar. [...]


«'Falta-te apenas uma coisa, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos
pobres e terás um tesouro no Céu; depois vem e segue-Me.' [...] Ao ouvir
tais palavras, [...] retirou-se pesaroso». O Evangelista mostra qual é a
causa desta tristeza: é que «tinha muitos bens». Os que têm pouco e os que
vivem mergulhados na abundância não possuem os seus bens da mesma maneira.
Nos últimos, a avareza pode ser uma paixão violenta, tirânica; qualquer
nova posse acende neles uma chama mais viva, e os que são atingidos por ela
ficam mais pobres do que antes. Têm mais desejos e, no entanto, sentem com
mais força a sua pretensa indigência. Em todo o caso, reparai como aqui a
paixão mostrou a sua força: [...] «Como é difícil entrar no Reino de Deus!
É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico
entrar no Reino de Deus.» Cristo não condena as riquezas, mas condena
aqueles que as possuem.




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sábado, 26 de maio de 2012

Profecia do Dia

Domingo, dia 27 de Maio de 2012
SOLENIDADE DE PENTECOSTES - Ano B

Domingo de Pentecostes (semana I do saltério)
Santo Agostinho de Cantuária, bispo, +605



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ireneu de Lião : «Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco»

Leituras

Actos 2,1-11.


Quando chegou o dia do Pentecostes, encontravam-se todos reunidos no mesmo lugar.
De repente, ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde eles se encontravam.
Viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles.
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem.
Ora, residiam em Jerusalém judeus piedosos provenientes de todas as nações que há debaixo do céu.
Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou estupefacta, pois cada um os ouvia falar na sua própria língua.
Atónitos e maravilhados, diziam: «Mas esses que estão a falar não são todos galileus?
Que se passa, então, para que cada um de nós os oiça falar na nossa língua materna?
Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia,
da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia cirenaica, colonos de Roma,
judeus e prosélitos, cretenses e árabes ouvimo-los anunciar, nas nossas línguas, as maravilhas de Deus!»


Salmos 104(103),1ab.24ac.29bc-30.31.34.


Bendiz, ó minha alma, o Senhor!
Senhor, meu Deus, como Tu és grande!
Senhor, como são grandes as tuas obras!
A terra está cheia das tuas criaturas!
Se lhes tiras o alento, morrem
e voltam ao pó donde saíram.
Se lhes envias o teu espírito, voltam à vida.
E assim renovas a face da terra.

Glória ao Senhor por toda a eternidade!
Que o Senhor se alegre em suas obras!
Que o meu cântico lhe seja agradável,
pois no Senhor encontro a minha alegria.









Gálatas 5,16-25.


Irmãos: Caminhai no Espírito, e não realizareis os apetites carnais.
Porque a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito, o que é contrário à carne; são, de facto, realidades que estão em conflito uma com a outra, de tal modo que aquilo que quereis, não o fazeis.
Ora, se sois conduzidos pelo Espírito, não estais sob o domínio da Lei.
Mas as obras da carne estão à vista. São estas: fornicação, impureza, devassidão,
idolatria, feitiçaria, inimizades, contenda, ciúme, fúrias, ambições, discórdias, partidarismos,
invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a estas. Sobre elas vos previno, como já preveni: os que praticarem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.
Por seu lado, é este o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade,
mansidão, auto-domínio. Contra tais coisas não há lei.
Mas os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e desejos.
Se vivemos no Espírito, sigamos também o Espírito.


João 15,26-27.16,12-15.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, e que Eu vos hei-de enviar da parte do Pai, Ele dará testemunho a meu favor.
E vós também haveis de dar testemunho, porque estais comigo desde o princípio.»
«Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora.
Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir.
Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer.
Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que Eu disse: 'Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer'.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Ireneu de Lião (c. 130-c. 208), bispo, teólogo e mártir
Contra as heresias, livro III, 17, 2

«Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco»

Depois de o Senhor ter dado aos Seus discípulos o poder de fazer renascer
os homens para Deus (Jo 3,3 ss.), disse-lhes: «Ide, fazei discípulos de
todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo»
(Mt 28,19). Com efeito, Deus havia prometido pelos Profetas que nos últimos
tempos derramaria o Seu Espírito sobre os Seus servos e servas, para que
recebessem o dom da profecia (Jl 3,1). [...] Assim fez Nosso Senhor com a
Samaritana, a quem prometeu dar «água viva» para que nunca mais tivesse
sede nem se visse obrigada a tirar com esforço água do poço, mas que nela
se tornasse «fonte de água que dá a vida eterna» (Jo 4,10-14). Trata-se da
mesma água que o próprio Senhor recebeu de Deus e que, por seu turno, o
Senhor dá a todos os que permanecerem n'Ele, ao enviar-lhes o Espírito
Santo sobre a terra inteira. [...]


Gedeão havia profetizado que por sobre toda a terra se espalharia o
orvalho, ou seja, o Espírito de Deus (Jz 6,39). Foi precisamente este
Espírito que desceu sobre o Senhor como «Espírito de sabedoria e de
enten¬dimento, espírito de conselho e de forta¬leza, espírito de ciência e
de piedade, Espírito de temor de Deus» (Is 11,2) e que, por sua vez, o
Senhor deu à Igreja, ao enviar do alto dos Céus o Paráclito sobre toda a
terra, de onde também Satanás fora precipitado como o relâmpago, segundo a
palavra do Senhor (Lc 10,18). É por isso que nos é necessário esse orvalho
de Deus, para que não sejamos tornados estéreis nem consumidos pelo fogo e
para que tenhamos também um Advogado onde temos um Acusador (Ap 12,10).


Com efeito, o Senhor encomendou ao Espírito Santo o cuidado da Sua
criatura, daquela humanidade que caíra nas mãos dos ladrões e a quem Ele,
cheio de compaixão, vendou as feridas, entregando dois denários reais (Lc
10, 30 ss.) para que nós, recebendo pelo Espírito a «efígie e a inscrição»
(Lc 20,23) do Pai e do Filho, façamos frutificar esse denário que nos foi
confiado e o restituamos com bons rendimentos ao Senhor (Mt 25,14 ss.)




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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Profecia do Dia

Sabado, dia 26 de Maio de 2012
Sábado da 7ª semana da Páscoa

S. Filipe Néri, presbítero,fundador, +1595



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Aelredo de Rievaulx : Pedro e João: a unidade na diversidade

Leituras

Actos 28,16-20.30-31.


Quando entrámos em Roma, Paulo foi autorizado a ficar em alojamento próprio com o soldado que o guardava.
Três dias depois, convocou os principais dos judeus e, quando estavam todos reunidos, disse-lhes: «Irmãos, embora nada tenha feito contra o povo ou contra os costumes paternos, fui preso em Jerusalém e entregue às mãos dos romanos.
Estes, depois de me terem interrogado, queriam libertar-me, por não haver em mim crime algum digno de morte.
Mas, como os judeus se opuseram, fui constrangido a apelar para César, sem querer, de modo algum, acusar o meu povo.
Foi por este motivo que pedi para vos ver e falar, pois é por causa da esperança de Israel que trago estas cadeias.»
Paulo permaneceu dois anos inteiros no alojamento que alugara, onde recebia todos os que iam procurá-lo,
anunciando o Reino de Deus e ensinando o que diz respeito ao Senhor Jesus Cristo, com o maior desassombro e sem impedimento.


Salmos 11(10),4.5.7.


O Senhor habita no seu santuário;
o Senhor tem nos céus o seu trono;
os seus olhos contemplam o mundo
e as suas pupilas observam os homens.

O Senhor perscruta o justo e o ímpio,
mas odeia os que amam a violência.
O Senhor é justo e ama a justiça;
os homens honestos contemplarão a sua face.




João 21,20-25.


Naquele tempo, Pedro voltou-se e viu que o seguia o discípulo que Jesus amava, o mesmo que na ceia se tinha apoiado sobre o seu peito e lhe tinha perguntado: 'Senhor, quem é que te vai entregar?'
Ao vê-lo, Pedro perguntou a Jesus: «Senhor, e que vai ser deste?»
Jesus respondeu-lhe: «E se Eu quiser que ele fique até Eu voltar, que tens tu com isso? Tu, segue-me!»
Foi assim que, entre os irmãos, correu este rumor de que aquele discípulo não morreria. Jesus, porém, não disse que ele não havia de morrer, mas sim: «Se Eu quiser que ele fique até Eu voltar, que tens tu com isso?»
Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas e que as escreveu. E nós sabemos bem que o seu testemunho é verdadeiro.
Há ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se elas fossem escritas, uma por uma, penso que o mundo não teria espaço para os livros que se deveriam escrever.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167), monge cistercense
A amizade espiritual, III, 115ss.

Pedro e João: a unidade na diversidade

Algumas pessoas a quem não é concedida uma promoção deduzem daí que não são
amadas; se não são envolvidas nos negócios e nas actividades, lastimam-se
por terem sido postas de lado. E isto é, sabemo-lo bem, uma fonte de grave
desentendimento entre pessoas que passavam por amigas; no cúmulo da
indignação, estas pessoas chegam a separar-se e a maldizer-se. [...]


Que ninguém diga que foi posto de lado porque não lhe foi atribuída uma
promoção. A este respeito, o Senhor Jesus preferiu Pedro a João; no
entanto, não foi por conferir a primazia a Pedro que retirou a sua afeição
a João. Confiou a Sua Igreja a Pedro; a João entregou a Sua Mãe muito amada
(Jo 19,27). Deu a Pedro as chaves do Seu reino (Mt 16,19); a João mostrou
os segredos do Seu coração (Jo 13,25). Por conseguinte, Pedro ocupa um
posto elevado, mas o lugar de João é mais seguro. Embora tivesse recebido o
poder, quando Jesus disse: «um de vós há-de entregar-me» (Jo 13,21), Pedro
treme e assusta-se como os outros; João, instigado por Pedro e encorajado
pela sua proximidade ao Senhor, interroga-O para saber de quem fala. Pedro
entrega-se à acção; João é posto à parte, para testemunhar a sua afeição,
de acordo com a palavra: «Quero que fique até Eu voltar». Ele deu-nos o
exemplo para que também nós façamos o mesmo.




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