Domingo, dia 03 de Junho de 2012
SANTÍSSIMA TRINIDADE - solenidade - Ano B
Domingo da Santíssima Trindade (semana II do saltério)
Beato João XXIII, papa, +1963, São Carlos Lwanga e companheiros, mártires do Uganda, +1885-87, Santo Ovídio, bispo lendário de Braga, mártir, séc. I
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Basílio : «Concedei-nos que na profissão da verdadeira fé reconheçamos a glória da eterna Trindade»
Leituras
Deut. 4,32-34.39-40.
Moisé falou ao seu povo dizendo: «Na verdade, interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra. Pergunta se jamais houve, de uma extremidade à outra do céu, coisa tão extraordinária como esta, ou se jamais se ouviu coisa semelhante.
Sabes, porventura, de algum povo que tenha ouvido a voz de Deus falando do meio do fogo, como tu ouviste, e tenha continuado a viver?
Algum experimentou Deus a escolher para si um povo dentre outros povos, por meio de milagres, sinais e prodígios, combatendo com mão forte e braço estendido, com terríveis portentos, conforme tudo o que fez por vós o Senhor, vosso Deus, no Egipto, diante dos teus olhos?
Reconhece, agora, e medita no teu coração, que só o Senhor é Deus, tanto no alto do céu como em baixo, sobre a terra, e que não há outro.
Cumprirás, pois, as suas leis e os seus mandamentos, que eu hoje te prescrevo, para seres feliz, tu e os teus filhos depois de ti, e para que se prolongue a tua existência sobre a terra que o Senhor, teu Deus, te dará para sempre».
Salmos 33(32),4-5.6.9.18-19.20.22.
As palavras do Senhor são verdadeiras,
as suas obras nascem da fidelidade.
Ele ama a rectidão e a justiça;
a terra está cheia da sua bondade.
A palavra do Senhor criou os céus,
e o sopro da sua boca, todos os astros.
Porque Ele disse e tudo foi feito,
Ele ordenou e tudo foi criado.
Os olhos do Senhor estão voltaos
para os que O temem
para os que esperam na sua bondade
para libertyar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome.
A nossa alma espera o Senhor:
Ele é o nosso amparo e protector.
Venha sobre nós a vossa bondade,
porque em Vós esperamos, Senhor
Romanos 8,14-17.
Irmãos: De facto, todos os que se deixam guiar pelo Espírito, esses é que são filhos de Deus.
Vós não recebestes um Espírito que vos escravize e volte a encher-vos de medo; mas recebestes um Espírito que faz de vós filhos adoptivos. É por Ele que clamamos: Abbá, ó Pai!
Esse mesmo Espírito dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus.
Ora, se somos filhos de Deus, somos também herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, pressupondo que com Ele sofremos, para também com Ele sermos glorificados. A glória que nos espera
Mateus 28,16-20.
Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha indicado.
Quando o viram, adoraram-no; alguns, no entanto, ainda duvidavam.
Aproximando-se deles, Jesus disse-lhes: «Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra.
Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Basílio (c. 330-379), monge e bispo de Cesareia na Capadócia, doutor da Igreja
Homilia sobre a fé, 1-3
«Concedei-nos que na profissão da verdadeira fé reconheçamos a glória da eterna Trindade»
A alma que ama a Deus nunca está saciada, embora falar de Deus seja tanto
mais audacioso quanto o nosso espírito se encontra muito longe de tão alta
tarefa; [...] e, quanto mais avançamos no conhecimento de Deus, tanto mais
sentimos a sua impotência. Assim foi com Abraão, assim com Moisés, que,
quando puderam ver a Deus, pelo menos do modo como tal visão é concedida
aos homens, tanto um como o outro se faziam o mais pequeno de todos: Abraão
considerava-se «cinza e pó» (Gn 18,27) e Moisés dizia de si próprio que
tinha «a boca e a língua pesadas» (Ex 4,10), comprovando a fraqueza das
suas palavras em traduzir a imensidão d'Aquele que a sua alma
experimentava, já que não falamos de Deus tal como Ele é, mas como somos
capazes de O alcançar.
Quanto a ti, se quiseres dizer ou escutar seja o que for de Deus, abandona
a tua corporalidade, repudia os teus sentidos [...], eleva a tua alma acima
de tudo o que foi criado e contempla a natureza divina: encontrá-la-ás
imutável, indivisa, a luz inacessível, a glória resplandecente, a bondade
almejada, a beleza inigualável que fere a alma sem que ela possa
explicá-La.
Assim encontrarás o Pai, o Filho e o Espírito Santo. [...] O Pai como
princípio de tudo, causa do ser de tudo quanto existe e raiz de todos os
seres vivos; d'Ele corre a Fonte da vida, a Sabedoria e o Poder (1Cor
1,24), a Imagem perfeita e fiel do Deus invisível (Heb 1,3): o Filho gerado
do Pai, o Verbo eterno que é Deus e voltado para Deus (Jo 1,1). Por este
nome de Filho temos a certeza de que Ele partilha a mesma natureza, uma vez
que não foi criado por uma ordem, mas brilha sem cessar a partir da Sua
substância, unido ao Pai desde toda a eternidade, igual a Ele em bondade,
igual em poder, compartilhando da Sua glória. [...] E quando a nossa
inteligência for purificada das paixões terrenas e puser de lado toda e
qualquer criatura sensível, qual peixe que emerge das profundezas até à
superfície entregue à pureza da sua criação, então contemplará o Espírito
Santo onde estão o Filho e o Pai. Este Espírito, sendo da mesma essência
segundo a Sua natureza, possui também todos os bens: a bondade, a rectidão,
a santidade e a vida. [...] E, tal como queimar é próprio do fogo e alumiar
da luz, também do Espírito Santo são próprias a bondade e a rectidão, e não
Lhe pode ser tirada a capacidade de santificar ou fazer viver.
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sábado, 2 de junho de 2012
Profecia do Dia
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Profecia do Dia
Sabado, dia 02 de Junho de 2012
Sábado da 8a semana do Tempo Comum
São Marcelino e São Pedro, mártires, +304
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo : «João Baptista veio até vós [...] e não acreditastes nele» (Mt 21,32)
Leituras
Judas 1,17.20b-25.
Caríssimos: Recordai o que vos foi predito pelos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Construí o vosso edifício espiritual sobre o fundamento da vossa fé santíssima. Orai em união com o Espírito Santo
e conservai-vos no amor de Deus, esperando na misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
Procurai convencer os que hesitam 23 e salvai-os, arrancando-os do fogo; dos outros, compadecei-vos, mas com prudência, detestando até a túnica contaminada pela sua carne.
Àquele que vos pode preservar da queda e apresentar-vos diante da sua glória, na alegria duma consciência sem mancha,
ao único Deus, nosso Salvador, por Nosso Senhor Jesus Cristo, a glória e a majestade, a força e o poder, antes de todos os séculos, agora e para sempre. Amen.
Salmos 63(62),2.3-4.5-6.
Ó Deus, Tu és o meu Deus: desde a aurora Vos procuro
A minha alma tem sede de Ti;
todo o meu ser anela por Ti,
como terra árida, sequiosa, sem água.
Quero contemplar-Te no santuário,
para ver o teu poder e a tua glória.
O teu amor vale mais do que a vida;
por isso, os meus lábios Te hão de louvar.
Quero bendizer-Tte toda a minha vida
e em teu louvor levantar as minhas mãos.
A minha alma será saciada com deliciosos manjares,
com vozes de júbilo Te louvarei.
Marcos 11,27-33.
Naquele tempo, Jesus e os discípulos regressaram a Jerusalém. Andando Jesus pelo templo, os sumos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos aproximaram-se dele
e perguntaram-lhe: «Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu autoridade para as fazeres?»
Jesus respondeu: «Também Eu vos farei uma pergunta; respondei-me e dir-vos-ei, então, com que autoridade faço estas coisas:
O baptismo de João era do Céu, ou dos homens? Respondei-me.»
Começaram a discorrer entre si, dizendo: «Se dissermos 'do Céu', dirá: 'Então porque não acreditastes nele?'
Se, porém, dissermos 'dos homens', tememos a multidão.» Porque todos consideravam João um verdadeiro profeta.
Por fim, responderam a Jesus: «Não sabemos.» E Jesus disse-lhes: «Nem Eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 167; CCL 248, 1025; PL 52, 636
«João Baptista veio até vós [...] e não acreditastes nele» (Mt 21,32)
«João Baptista proclamava: 'Arrependei-vos porque está próximo o reino dos
céus'» (Mt 3,1). [...] Bem-aventurado João, que quis que a conversão
precedesse o julgamento, que os pecadores não fossem julgados mas
recompensados, que os ímpios entrassem no Reino e não na punição. [...]
Quando proclamou João esta iminência do reino dos Céus ? O mundo estava
ainda na sua infância [...]; mas para nós, que hoje proclamamos essa
iminência, o mundo está extremamente velho e cansado. Perdeu as forças,
perde as faculdades; os sofrimentos acabrunham-no [...]; clama o seu
enfraquecimento, ostenta todos os sintomas do fim. [...]
Estamos a ir a reboque de um mundo que se evade; esquecemos os tempos que
aí vêm. Estamos ávidos de actualidade, mas não temos em consideração o
julgamento que se aproxima. Não acorremos ao encontro do Senhor que chega.
[...]
Convertamo-nos irmãos, convertamo-nos depressa. [...] O Senhor, pelo facto
de tardar, de ainda esperar, revela o Seu desejo de nos ver voltar para
Ele, o desejo de que não pereçamos. Na Sua grande bondade, dirige-nos
sempre estas palavras: «Não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim na sua
conversão, de maneira que ele tenha a vida» (Ez 33,11). Convertamo-nos,
irmãos; não tenhamos medo de o tempo estar a acabar. O tempo do Autor do
tempo não pode ser encurtado. A prova disso é aquele malfeitor do Evangelho
que, na cruz e na hora da sua morte, escamoteou o perdão, se apoderou da
vida e, ladrão do paraíso com arrombamento, conseguiu penetrar no Reino (Lc
23,43).
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quinta-feira, 31 de maio de 2012
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 01 de Junho de 2012
Sexta-feira da 8ª semana do Tempo Comum
S. Justino, mártir, +167
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Jerónimo : Não era tempo de figos
Leituras
1 Pedro 4,7-13.
Caríssimos: O fim de todas as coisas está próximo. Sede, portanto, sensatos e sóbrios para vos poderdes dedicar à oração.
Acima de tudo, mantende entre vós uma intensa caridade, porque o amor cobre a multidão dos pecados.
Exercei a hospitalidade uns com os outros, sem queixas.
Como bons administradores das várias graças de Deus, cada um de vós ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu.
Se alguém tomar a palavra, que seja para transmitir palavras de Deus; se alguém exerce um ministério, faça-o com a força que Deus lhe concede, para que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo. A Ele a glória e o poder por todos os séculos dos séculos. Ámen.
Caríssimos, não estranheis a fogueira que se ateou no meio de vós para vos pôr à prova, como se vos acontecesse alguma coisa estranha.
Pelo contrário, alegrai-vos, pois assim como participais dos padecimentos de Cristo, assim também rejubilareis de alegria na altura da revelação da sua glória.
Salmos 96(95),10.11-12.13.
Dizei entre as nações:«O Senhor é Rei.»
Sustenta o mundo e ele não vacila,
governa os povos com equidade.
Alegrem se os céus, exulte a terra!
Ressoe o mar e tudo o que nele existe!
Alegrem-se os campos e todos os seus frutos,
exultem de alegria todas as árvores dos bosques
Na presença do Senhor, que se aproxima
e vem para governar a terra!
Ele governará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.
Marcos 11,11-26.
Naquele tempo, Jesus, depois de ser aclamado pela multidão, entrou em Jerusalém e foi ao templo. Depois de ter examinado tudo em seu redor, como a hora já ia adiantada, saiu para Betânia com os Doze.
Na manhã seguinte, ao deixarem Betânia, Jesus sentiu fome.
Vendo ao longe uma figueira com folhas, foi ver se nela encontraria alguma coisa; mas, ao chegar junto dela, não encontrou senão folhas, pois não era tempo de figos.
Disse então: «Nunca mais ninguém coma fruto de ti.» E os discípulos ouviram isto.
Chegaram a Jerusalém; e, entrando no templo, Jesus começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; deitou por terra as mesas dos cambistas e os bancos dos vendedores de pombas,
e não permitia que se transportasse qualquer objecto através do templo.
E ensinava-os, dizendo: «Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões.»
Os sacerdotes e os doutores da Lei ouviram isto e procuravam maneira de o matar, mas temiam-no, pois toda a multidão estava maravilhada com o seu ensinamento.
Quando se fez tarde, saíram para fora da cidade.
Ao passarem na manhã seguinte, viram a figueira seca até às raízes.
Pedro, recordando-se, disse a Jesus: «Olha, Mestre, a figueira que amaldiçoaste secou!»
Jesus disse-lhes: «Tende fé em Deus.
Em verdade vos digo, se alguém disser a este monte: 'Tira-te daí e lança-te ao mar', e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai realizar, assim acontecerá.
Por isso, vos digo: tudo quanto pedirdes na oração crede que já o recebestes e haveis de obtê-lo. Quando vos levantais para orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe primeiro,
para que o vosso Pai que está no céu vos perdoe também as vossas ofensas.
Porque, se não perdoardes, também o vosso Pai que está no Céu não perdoará as vossas ofensas.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, doutor da Igreja
Homilias sobre o evangelho de Marcos, nº 8; SC 494
Não era tempo de figos
«Não era tempo de figos». Na sua Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo
interpreta esta passagem: «Eu não quero, irmãos, que ignoreis este
mistério: é uma cegueira parcial que sobreveio a Israel, até que tenha
entrado a totalidade das nações. E assim todo o Israel será salvo» (Rom
11,25-26). Se o Senhor tivesse encontrado frutos nesta figueira, não teriam
entrado todas as nações. Mas, dado que entraram todas as nações, todo o
Israel será finalmente salvo. [...] Além disso, encontramos esta passagem
no Apocalipse de João: «Da tribo de Judá, doze mil; da tribo de Rúben, doze
mil acreditarão», e o mesmo acontece com outras tribos (Ap 7,5-8). No
total, foram cento e quarenta e quatro mil os que acreditaram. [...]
Se Israel tivesse acreditado, Nosso Senhor não teria sido crucificado, e se
o Senhor não tivesse sido crucificado, a multidão dos pagãos não teria sido
salva. Assim, os judeus tornar-se-ão crentes, mas só acreditarão no fim do
mundo. Para eles, não era tempo de acreditar na cruz. [...] A sua
incredulidade, é a nossa fé; a sua queda permitiu a nossa ascensão. Ainda
não era tempo para eles, para que fosse o nosso.
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