Segunda-feira, dia 04 de Junho de 2012
Segunda-feira da 9ª semana do Tempo Comum
S. Pedro de Verona, presbítero, mártir, +1252, Santa Clotilde, viúva, +545
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : «Ainda lhe restava um: o seu filho bem amado»
Leituras
2 Pedro 1,2-7.
Graça e paz vos sejam concedidas em abundância por meio do conhecimento de Deus e de Jesus, Senhor nosso.
O divino poder, ao dar-nos a conhecer aquele que nos chamou pela sua glória e pelo seu poder, concedeu-nos todas as coisas que contribuem para a vida e a piedade.
Com elas, teve a bondade de nos dar também os mais preciosos e sublimes bens prometidos, a fim de que por meio deles vos torneis participantes da natureza divina, depois de vos livrardes da corrupção que a concupiscência gerou no mundo.
Por este motivo é que, da vossa parte, deveis pôr todo o empenho em juntar à vossa fé a virtude; à virtude o conhecimento;
ao conhecimento a temperança; à temperança a paciência; à paciência a piedade;
à piedade o amor aos irmãos; e ao amor aos irmãos a caridade.
Salmos 91(90),1-2.14-15ab.15c-16.
Aquele que habita sob a protecção do Altíssimo e mora à sombra do Omnipotente,
pode exclamar: "SENHOR, Tu és o meu refúgio, a minha cidadela, o meu Deus, em quem confio!"
"Porque acreditou em mim, hei de salvá lo; hei de defendê lo, porque conheceu o meu nome.
Quando me invocar, hei de responder lhe; estarei a seu lado na tribulação, para o salvar e encher de honras.
Hei de recompensá lo com longos dias e mostrar-lhe a minha salvação."
Marcos 12,1-12.
Jesus começou a falar-lhes em parábolas: «Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e construiu uma torre. Depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe.
A seu tempo enviou aos vinhateiros um servo, para receber deles parte do fruto da vinha.
Eles, porém, prenderam-no, bateram-lhe e mandaram-no embora de mãos vazias.
Enviou-lhes, novamente, outro servo. Também a este partiram a cabeça e cobriram de vexames.
Enviou outro, e a este mataram-no; mandou ainda muitos outros, e bateram nuns e mataram outros.
Já só lhe restava um filho muito amado. Enviou-o por último, pensando: 'Hão-de respeitar o meu filho'.
Mas aqueles vinhateiros disseram uns aos outros: 'Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa'.
Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha.
Que fará o dono da vinha? Regressará e exterminará os vinhateiros e entregará a vinha a outros.
Não lestes esta passagem da Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular.
Tudo isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos?»
Eles procuravam prendê-lo, mas temiam a multidão; tinham percebido bem que a parábola era para eles. E deixando-o, retiraram-se.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
11ª homilia sobre a 2ª carta aos Coríntios
«Ainda lhe restava um: o seu filho bem amado»
«Cristo confiou-nos o mistério da reconciliação» (2Co 5,18). São Paulo
realça a grandeza dos apóstolos ao mostrar-nos que mistério lhes foi
confiado, ao mesmo tempo que manifesta com que amor Deus nos amou. Depois
de os homens se terem recusado a ouvir Aquele que Ele lhes tinha enviado,
Deus não fez soar a Sua cólera, nem os rejeitou, mas persiste em chamá-los,
por Si próprio e através dos Apóstolos. [...]
«Deus pôs na nossa boca a palavra da reconciliação» (v. 19). Viemos
portanto, não para uma obra penosa, mas para fazer de todos os homens
amigos de Deus. Como não nos escutaram, diz-nos o Senhor, continuai a
exortá-los até que encontrem a fé. Eis por que razão São Paulo acrescenta:
«Nós somos embaixadores de Cristo; é o Próprio Deus que vos chama através
de nós. Suplicamos-vos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus». [...]
A que poderemos comparar tão grande amor? Depois de termos pagado estes
benefícios com insultos, longe de nos punir, Ele deu-nos o Seu Filho bem
amado, para nos reconciliar conSigo. No entanto, longe de quererem
reconciliar-se, os homens deram-Lhe a morte. Deus enviou outros
embaixadores para os exortar e, depois disso, torna-se Ele próprio
suplicante por eles. Continua a ser Ele que pede: «Reconciliai-vos com
Deus». Ele não diz: «Reconciliai Deus convosco», pois não é Ele que nos
rejeita; sois vós que recusais ser amigos d'Ele. Poderá Deus ter
sentimentos de ódio?
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domingo, 3 de junho de 2012
Profecia do Dia
sábado, 2 de junho de 2012
Profecia do Dia
Domingo, dia 03 de Junho de 2012
SANTÍSSIMA TRINIDADE - solenidade - Ano B
Domingo da Santíssima Trindade (semana II do saltério)
Beato João XXIII, papa, +1963, São Carlos Lwanga e companheiros, mártires do Uganda, +1885-87, Santo Ovídio, bispo lendário de Braga, mártir, séc. I
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Basílio : «Concedei-nos que na profissão da verdadeira fé reconheçamos a glória da eterna Trindade»
Leituras
Deut. 4,32-34.39-40.
Moisé falou ao seu povo dizendo: «Na verdade, interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra. Pergunta se jamais houve, de uma extremidade à outra do céu, coisa tão extraordinária como esta, ou se jamais se ouviu coisa semelhante.
Sabes, porventura, de algum povo que tenha ouvido a voz de Deus falando do meio do fogo, como tu ouviste, e tenha continuado a viver?
Algum experimentou Deus a escolher para si um povo dentre outros povos, por meio de milagres, sinais e prodígios, combatendo com mão forte e braço estendido, com terríveis portentos, conforme tudo o que fez por vós o Senhor, vosso Deus, no Egipto, diante dos teus olhos?
Reconhece, agora, e medita no teu coração, que só o Senhor é Deus, tanto no alto do céu como em baixo, sobre a terra, e que não há outro.
Cumprirás, pois, as suas leis e os seus mandamentos, que eu hoje te prescrevo, para seres feliz, tu e os teus filhos depois de ti, e para que se prolongue a tua existência sobre a terra que o Senhor, teu Deus, te dará para sempre».
Salmos 33(32),4-5.6.9.18-19.20.22.
As palavras do Senhor são verdadeiras,
as suas obras nascem da fidelidade.
Ele ama a rectidão e a justiça;
a terra está cheia da sua bondade.
A palavra do Senhor criou os céus,
e o sopro da sua boca, todos os astros.
Porque Ele disse e tudo foi feito,
Ele ordenou e tudo foi criado.
Os olhos do Senhor estão voltaos
para os que O temem
para os que esperam na sua bondade
para libertyar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome.
A nossa alma espera o Senhor:
Ele é o nosso amparo e protector.
Venha sobre nós a vossa bondade,
porque em Vós esperamos, Senhor
Romanos 8,14-17.
Irmãos: De facto, todos os que se deixam guiar pelo Espírito, esses é que são filhos de Deus.
Vós não recebestes um Espírito que vos escravize e volte a encher-vos de medo; mas recebestes um Espírito que faz de vós filhos adoptivos. É por Ele que clamamos: Abbá, ó Pai!
Esse mesmo Espírito dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus.
Ora, se somos filhos de Deus, somos também herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, pressupondo que com Ele sofremos, para também com Ele sermos glorificados. A glória que nos espera
Mateus 28,16-20.
Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha indicado.
Quando o viram, adoraram-no; alguns, no entanto, ainda duvidavam.
Aproximando-se deles, Jesus disse-lhes: «Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra.
Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Basílio (c. 330-379), monge e bispo de Cesareia na Capadócia, doutor da Igreja
Homilia sobre a fé, 1-3
«Concedei-nos que na profissão da verdadeira fé reconheçamos a glória da eterna Trindade»
A alma que ama a Deus nunca está saciada, embora falar de Deus seja tanto
mais audacioso quanto o nosso espírito se encontra muito longe de tão alta
tarefa; [...] e, quanto mais avançamos no conhecimento de Deus, tanto mais
sentimos a sua impotência. Assim foi com Abraão, assim com Moisés, que,
quando puderam ver a Deus, pelo menos do modo como tal visão é concedida
aos homens, tanto um como o outro se faziam o mais pequeno de todos: Abraão
considerava-se «cinza e pó» (Gn 18,27) e Moisés dizia de si próprio que
tinha «a boca e a língua pesadas» (Ex 4,10), comprovando a fraqueza das
suas palavras em traduzir a imensidão d'Aquele que a sua alma
experimentava, já que não falamos de Deus tal como Ele é, mas como somos
capazes de O alcançar.
Quanto a ti, se quiseres dizer ou escutar seja o que for de Deus, abandona
a tua corporalidade, repudia os teus sentidos [...], eleva a tua alma acima
de tudo o que foi criado e contempla a natureza divina: encontrá-la-ás
imutável, indivisa, a luz inacessível, a glória resplandecente, a bondade
almejada, a beleza inigualável que fere a alma sem que ela possa
explicá-La.
Assim encontrarás o Pai, o Filho e o Espírito Santo. [...] O Pai como
princípio de tudo, causa do ser de tudo quanto existe e raiz de todos os
seres vivos; d'Ele corre a Fonte da vida, a Sabedoria e o Poder (1Cor
1,24), a Imagem perfeita e fiel do Deus invisível (Heb 1,3): o Filho gerado
do Pai, o Verbo eterno que é Deus e voltado para Deus (Jo 1,1). Por este
nome de Filho temos a certeza de que Ele partilha a mesma natureza, uma vez
que não foi criado por uma ordem, mas brilha sem cessar a partir da Sua
substância, unido ao Pai desde toda a eternidade, igual a Ele em bondade,
igual em poder, compartilhando da Sua glória. [...] E quando a nossa
inteligência for purificada das paixões terrenas e puser de lado toda e
qualquer criatura sensível, qual peixe que emerge das profundezas até à
superfície entregue à pureza da sua criação, então contemplará o Espírito
Santo onde estão o Filho e o Pai. Este Espírito, sendo da mesma essência
segundo a Sua natureza, possui também todos os bens: a bondade, a rectidão,
a santidade e a vida. [...] E, tal como queimar é próprio do fogo e alumiar
da luz, também do Espírito Santo são próprias a bondade e a rectidão, e não
Lhe pode ser tirada a capacidade de santificar ou fazer viver.
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
Profecia do Dia
Sabado, dia 02 de Junho de 2012
Sábado da 8a semana do Tempo Comum
São Marcelino e São Pedro, mártires, +304
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo : «João Baptista veio até vós [...] e não acreditastes nele» (Mt 21,32)
Leituras
Judas 1,17.20b-25.
Caríssimos: Recordai o que vos foi predito pelos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Construí o vosso edifício espiritual sobre o fundamento da vossa fé santíssima. Orai em união com o Espírito Santo
e conservai-vos no amor de Deus, esperando na misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
Procurai convencer os que hesitam 23 e salvai-os, arrancando-os do fogo; dos outros, compadecei-vos, mas com prudência, detestando até a túnica contaminada pela sua carne.
Àquele que vos pode preservar da queda e apresentar-vos diante da sua glória, na alegria duma consciência sem mancha,
ao único Deus, nosso Salvador, por Nosso Senhor Jesus Cristo, a glória e a majestade, a força e o poder, antes de todos os séculos, agora e para sempre. Amen.
Salmos 63(62),2.3-4.5-6.
Ó Deus, Tu és o meu Deus: desde a aurora Vos procuro
A minha alma tem sede de Ti;
todo o meu ser anela por Ti,
como terra árida, sequiosa, sem água.
Quero contemplar-Te no santuário,
para ver o teu poder e a tua glória.
O teu amor vale mais do que a vida;
por isso, os meus lábios Te hão de louvar.
Quero bendizer-Tte toda a minha vida
e em teu louvor levantar as minhas mãos.
A minha alma será saciada com deliciosos manjares,
com vozes de júbilo Te louvarei.
Marcos 11,27-33.
Naquele tempo, Jesus e os discípulos regressaram a Jerusalém. Andando Jesus pelo templo, os sumos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos aproximaram-se dele
e perguntaram-lhe: «Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu autoridade para as fazeres?»
Jesus respondeu: «Também Eu vos farei uma pergunta; respondei-me e dir-vos-ei, então, com que autoridade faço estas coisas:
O baptismo de João era do Céu, ou dos homens? Respondei-me.»
Começaram a discorrer entre si, dizendo: «Se dissermos 'do Céu', dirá: 'Então porque não acreditastes nele?'
Se, porém, dissermos 'dos homens', tememos a multidão.» Porque todos consideravam João um verdadeiro profeta.
Por fim, responderam a Jesus: «Não sabemos.» E Jesus disse-lhes: «Nem Eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 167; CCL 248, 1025; PL 52, 636
«João Baptista veio até vós [...] e não acreditastes nele» (Mt 21,32)
«João Baptista proclamava: 'Arrependei-vos porque está próximo o reino dos
céus'» (Mt 3,1). [...] Bem-aventurado João, que quis que a conversão
precedesse o julgamento, que os pecadores não fossem julgados mas
recompensados, que os ímpios entrassem no Reino e não na punição. [...]
Quando proclamou João esta iminência do reino dos Céus ? O mundo estava
ainda na sua infância [...]; mas para nós, que hoje proclamamos essa
iminência, o mundo está extremamente velho e cansado. Perdeu as forças,
perde as faculdades; os sofrimentos acabrunham-no [...]; clama o seu
enfraquecimento, ostenta todos os sintomas do fim. [...]
Estamos a ir a reboque de um mundo que se evade; esquecemos os tempos que
aí vêm. Estamos ávidos de actualidade, mas não temos em consideração o
julgamento que se aproxima. Não acorremos ao encontro do Senhor que chega.
[...]
Convertamo-nos irmãos, convertamo-nos depressa. [...] O Senhor, pelo facto
de tardar, de ainda esperar, revela o Seu desejo de nos ver voltar para
Ele, o desejo de que não pereçamos. Na Sua grande bondade, dirige-nos
sempre estas palavras: «Não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim na sua
conversão, de maneira que ele tenha a vida» (Ez 33,11). Convertamo-nos,
irmãos; não tenhamos medo de o tempo estar a acabar. O tempo do Autor do
tempo não pode ser encurtado. A prova disso é aquele malfeitor do Evangelho
que, na cruz e na hora da sua morte, escamoteou o perdão, se apoderou da
vida e, ladrão do paraíso com arrombamento, conseguiu penetrar no Reino (Lc
23,43).
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