sábado, 7 de julho de 2012

Profecia do Dia

Domingo, dia 08 de Julho de 2012
14º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Décimo Quarto Domingo do Tempo Comum (semana II do Saltério)
S. Gregório Grassi, bispo, e companheiros, mártires, +1900,  Santo Áquila e Santa Priscila, amigos de S. Paulo



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João XXIII : O Filho de Deus, carpinteiro na oficina de José

Leituras

Ezeq. 2,2-5.


Naqueles dias, o Espírito penetrou em mim, enquanto me falava, e mandou-me pôr de pé; e ouvia alguém que me chamava.
Disse-me: "Filho de homem, vou enviar-te aos filhos de Israel, aos rebeldes, que se insurgiram contra mim. Eles e seus antepassados têm-se revoltado contra mim, até ao presente dia.
Eles têm a cabeça dura e o coração obstinado; envio-te a eles, e deves dizer-lhes: 'Assim fala o Senhor DEUS.'
E quer te escutem quer não, porque são uma raça de gente rebelde, saberão que há um profeta entre eles.


Salmos 123(122),1-2a.2bcd.3-4.


Levanto os meus olhos para ti, Senhor,
para ti que habitas nos céus.
Como os olhos do servo
se fixam nas mãos do seu amo,

Como os da serva,
nas mãos da sua ama,
assim os nossos olhos estão postos no Senhor, nosso Deus,
até que tenha piedade de nós.

Tem piedade de nós, SENHOR, tem piedade de nós,
porque estamos saturados de desprezo.
A nossa alma está saturada da troça dos arrogantes
e do desprezo dos orgulhosos!








2 Cor. 12,7-10.


Irmãos: Para que a grandeza das revelações não me enchesse de orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás, para me ferir, a fim de que não me orgulhasse.
A esse respeito, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
Mas Ele respondeu-me: «Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza.» De bom grado, portanto, prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo.
Por isso me comprazo nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias, por Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte.


Marcos 6,1-6.


Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos seguiam-no.
Chegado o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam: «De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos?
Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?» E isto parecia-lhes escandaloso.
Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa.»
E não pôde fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos.
Estava admirado com a falta de fé daquela gente. Jesus percorria as aldeias vizinhas a ensinar.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beato João XXIII (1881-1963), papa
Mensagem radiofónica de 01/05/1960

O Filho de Deus, carpinteiro na oficina de José

São José, guardião de Jesus, esposo castíssimo de Maria, que passaste a tua
vida a cumprir o teu dever na perfeição, sustentando a Sagrada Família de
Nazaré com o trabalho das tuas mãos, digna-te proteger aqueles que se
voltam confiadamente para ti. Tu conheces as suas aspirações, as suas
angústias, as suas esperanças; eles recorrem a ti porque sabem que em ti
encontrarão alguém que os compreende e os protege. Também tu conheceste as
provações, a fadiga, o cansaço; mas, mesmo no meio das preocupações da vida
material, a tua alma, repleta da paz mais profunda, exultava com uma
alegria inexprimível devido à intimidade com o Filho de Deus, confiado aos
teus cuidados, e com Maria, Sua doce mãe.


Faz com que também aqueles que procuram a tua protecção compreendam que não
estão sós no seu trabalho; que saibam descobrir Jesus a seu lado,
acolhê-l'O com a graça, guardá-l'O fielmente como tu o fizeste. Faz com que
em cada família, em cada oficina, em cada estaleiro, onde quer que trabalhe
um cristão, todas as coisas sejam santificadas na caridade, na paciência,
na justiça, na preocupação de fazer o bem, para que desçam sobre todos com
abundância os dons do amor de Deus.




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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Profecia do Dia

Sabado, dia 07 de Julho de 2012
Sábado da 13ª semana do Tempo Comum

Beato Diogo de Carvalho, presbítero, mártir, +1624,  São Marcos Kitien Siang, mártir, +1900,  Beato Pedro To Rot, mártir, +1945



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo : O jejum dos amigos do noivo

Leituras

Amós 9,11-15.


Eis o que diz o Senhor."Naquele dia, levantarei a cabana arruinada de David, repararei as suas brechas, restaurarei as suas ruínas, e hei-de reconstruí-la como nos dias antigos,
para que conquistem o resto de Edom e de todas as nações sobre as quais o meu nome foi invocado - oráculo do SENHOR, que cumprirá todas estas coisas.
Eis que vêm dias -oráculo do SENHOR - em que o lavrador seguirá de perto o ceifeiro e o que pisa os cachos, seguirá o semeador. Os montes destilarão mosto; todas as colinas se derreterão.
Restaurarei o meu povo de Israel. Hão-de reconstruir e habitar as cidades devastadas. Plantarão vinhas e beberão do seu vinho, cultivarão pomares e comerão dos seus frutos.
Hei-de plantá-los na sua terra, e nunca mais serão arrancados da terra que lhes dei!" - diz o SENHOR, teu Deus.


Salmos 85(84),9.11-12.13-14.


Prestarei atenção ao que diz o Senhor Deus;
Ele promete paz
para o seu povo e para os seus amigos
e para todos os que se voltam para Ele de coração.

O amor e a fidelidade vão encontrar-se.
Vão beijar-se a justiça e a paz. 
Da terra vai brotar a verdade
e a justiça descerá do Céu.    

O próprio Senhor nos dará os seus bens
e a nossa terra produzirá os seus frutos.  
A justiça caminhará diante d'Ele
e a paz, no rasto dos seus passos.  





Mateus 9,14-17.


Naquele tempo, os discípulos de João Baptista foram ter com Ele e perguntaram-Lhe: «Porque é que nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?»
Jesus respondeu-lhes: «Porventura podem os convidados para as núpcias estar tristes, enquanto o esposo está com eles? Porém, hão-de vir dias em que lhes será tirado o esposo e, então, hão-de jejuar.»
«Ninguém põe um remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo puxa parte do tecido e o rasgão torna-se maior.
Nem se deita vinho novo em odres velhos; de contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho e estragam-se os odres. Mas deita-se o vinho novo em odres novos; e, desta maneira, ambas as coisas se conservam.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja


O jejum dos amigos do noivo

«Porque é que nós e os fariseus jejuamos e os Teus discípulos não jejuam?»
Porquê? Porque, para vós, o jejum pertence à lei e não é um dom espontâneo.
O jejum em si mesmo não tem valor, o que conta é o desejo de quem jejua.
Que proveito pensais ganhar jejuando contrariados e forçados? O jejum é um
arado maravilhoso para lavrar o campo da santidade: converte os corações,
desenraíza o mal, arranca o pecado, enterra o vício, semeia a caridade;
mantém a fecundidade e prepara a colheita da inocência. Os discípulos de
Cristo estão colocados no coração do campo maduro da santidade: recolhem
molhos de virtudes e gozam do Pão da nova colheita; por conseguinte, não
podem praticar jejuns doravante prescritos. [...]


«Porque é que os Teus discípulos não jejuam?» O Senhor responde-lhes:
«Porventura podem os convidados para as núpcias estar tristes, enquanto o
esposo está com eles?» Aquele que toma mulher põe o jejum de lado, abandona
a austeridade; entrega-se totalmente à alegria, participa nos banquetes;
mostra-se em tudo afectuoso, delicado e alegre; faz tudo o que a sua
afeição pela esposa lhe inspira. Cristo celebrava as Suas núpcias com a
Igreja: por isso, tomava parte nas refeições, não recusava convites; cheio
de benevolência e de amor, mostrava-Se humano, acessível, amável. É que Ele
desejava unir o homem a Deus, e fazer dos Seus companheiros membros da
família divina.




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terça-feira, 3 de julho de 2012

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 04 de Julho de 2012
Quarta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Santa Isabel de Portugal, rainha, +1336



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bernardo : «Vieram ao Seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros»

Leituras

Amós 5,14-15.21-24.


Buscai o bem e não o mal, para que vivais, e o SENHOR, Deus do universo, estará convosco, como vós dizeis.
Detestai o mal, amai o bem, fazei reinar a justiça no tribunal. Talvez, então, o SENHOR, Deus do universo, tenha compaixão do resto de José."
"Eu detesto e rejeito as vossas festas; e não sinto nenhum gosto nas vossas assembleias.
Se me ofereceis holocaustos e oblações, não as aceito, nem ponho os meus olhos nos sacrifícios das vossas vítimas gordas.
Afastai de mim o vozear dos vossos cânticos, não quero ouvir mais a música das vossas harpas.
Antes, jorre a equidade como uma fonte, e a justiça como torrente que não seca.


Salmos 50(49),7.8-9.10-11.12-13.16bc-17.


"Escuta, meu povo, sou Eu quem vai falar;
Israel, vou testemunhar contra ti:
Eu sou o Senhor, teu Deus.
Não te repreendo por causa dos teus sacrifícios;
os teus holocaustos estão sempre na minha presença.
Não reivindico os novilhos da tua casa,
nem os cabritos dos teus currais;

Pois são meus todos os animais dos bosques,
e os que se encontram nos altos montes.
Conheço todas as aves do céu
e pertencem-me os répteis do campo.

Se Eu tivesse fome, não to diria,
pois o mundo é meu e tudo o que ele contém.
Porventura Eu como a carne dos touros,
ou bebo o sangue dos cabritos?

Porque andas sempre a falar da minha lei
e trazes na boca a minha aliança,
tu que detestas os meus ensinamentos
e desprezas as minhas palavras.









Mateus 8,28-34.


Naquele tempo, quando Jesus chegou à região dos gadarenos, na outra margem do lago, vieram ao seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros. Eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho.
Vendo-o, disseram em alta voz: «Que tens a ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?»
Ora, andava a pouca distância dali, a pastar, uma grande vara de porcos.
E os demónios pediram-lhe: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos.»
Disse lhes Jesus: «Ide!» Então, eles, saindo, entraram nos porcos, que se despenharam por um precipício, no mar, e morreram nas águas.
Os guardas fugiram e, indo à cidade, contaram tudo o que se tinha passado com os possessos.
Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse daquela região.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja
Sermão 17 sobre o Salmo 90, §4; PL 183, 252

«Vieram ao Seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros»

«Estarei a seu lado na tribulação, para o salvar e encher de honras» (Sl
90,15); «as minhas delícias são estar junto dos seres humanos» (Pr 8,31).
Eis o Emanuel, Deus connosco (Mt 1,23). [...] Ele desceu para estar próximo
dos que têm o coração aflito, para estar connosco na nossa aflição. Mas
virá um dia em que «seremos arrebatados juntamente com eles sobre as
nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre
com o Senhor» (1Ts 4,17); se nos esforçarmos por tê-Lo sempre connosco como
companheiro de viagem, em troca Ele dar-nos-á a pátria. Melhor ainda:
então, Ele mesmo será a nossa pátria, desde que agora seja o nosso caminho.


Assim, é bom para mim, Senhor, estar na aflição, desde que Tu estejas
comigo; é melhor que reinar sem Ti, que alegrar-me sem Ti, que estar sem Ti
na glória. É melhor para mim agarrar-me a Ti na angústia, ter-Te comigo no
crisol, que ficar sem Ti ainda que seja no céu. Com efeito: «quem mais
tenho eu no céu? Na terra só desejo estar contigo» (Sl 72,25) «porque no
fogo se prova o ouro e os eleitos de Deus no cadinho da humilhação» (Sir
2,5). É aí que Tu estás, no meio dos que se reúnem em Teu nome, como
outrora os três jovens na fornalha da Babilónia (cf. Dan 3,92). [...] Então
por que trememos? [...] «Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?»
(Rm 8,31) Se Deus nos arranca das mãos dos nossos inimigos, quem poderá
arrancar-nos das Suas mãos?




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