quarta-feira, 18 de julho de 2012

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 19 de Julho de 2012
Quinta-feira da 15ª semana do Tempo Comum

Santas Justa e Rufina, mártires, +287,  Santo Arsénio, eremita, +séc. V



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beata Teresa de Calcutá : «Aprendei de Mim porque sou manso e humilde de coração»

Leituras

Is. 26,7-9.12.16-19.


O caminho do justo é recto; é o Senhor quem prepara o caminho do justo.
Seguindo os caminhos dos teus desejos, SENHOR, esperamos em ti. E com que ansiedade pronunciamos o teu nome e nos lembramos de ti!
A minha alma suspira por ti de noite, e do mais profundo do meu espírito, eu te procuro pela manhã, porque quando exerces sobre a terra os teus julgamentos, os habitantes do mundo aprendem a justiça.
SENHOR, dá-nos a paz, porque és Tu que realizas todos os nossos empreendimentos.
SENHOR, na tribulação, nós recorríamos a ti, quando a força do teu castigo nos abatia.
Como a mulher grávida, prestes a dar à luz, se torce e grita nas suas dores, assim éramos nós na tua presença, SENHOR.
Nós concebemos, sofremos dores de parto, e o que demos à luz foi vento. Não demos a salvação ao nosso país, nem nasceram novos habitantes na terra.
Os teus mortos reviverão, os seus cadáveres ressuscitarão. Despertai e rejubilai vós que jazeis no sepulcro! Pois o teu orvalho é um orvalho de luz, que fará renascer os que não passavam de sombras.


Salmos 102(101),13-14ab.15.16-18.19-21.


Do alto do Céu, o Senhor olhou para a terra.

Tu, porém, Senhor, permaneces para sempre
e o teu nome será lembrado por todas as gerações.
Levanta-te, tem piedade de Sião;
já é tempo de lhe perdoares.
Os teus servos amam as suas pedras,
sentem pena das suas ruínas.

Os povos temerão, Senhor, o vosso nome,
todos os reis da terra a vossa glória.
Quando o Senhor resconstruir Sião
e manifestar a sua glória,
atenderá a súplica do infeliz
e não desprezará a sua oração.

Escrevam-se estas coisas para as gerações futuras,
e os que hão-de nascer louvarão o Senhor.  
Senhor observa do alto do seu santuário;
lá do céu, Ele olha para a terra,
para escutar os gemidos dos cativos
e livrar os condenados à morte.  










Mateus 11,28-30.


Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
No Greater Love, p. 53

«Aprendei de Mim porque sou manso e humilde de coração»

Para nos tornarmos santos, precisamos de humildade e oração. Jesus
ensinou-nos a rezar e também nos disse para aprendermos, seguindo o Seu
exemplo, a ser mansos e humildes de coração. Só alcançaremos uma e outra
coisa se soubermos o que é o silêncio. Tanto a humildade como a oração
provêm de um ouvido, de uma inteligência e de uma língua que provaram o
silêncio junto de Deus, pois Deus fala no silêncio do coração.
Esforcemo-nos verdadeiramente por aprender a lição de santidade de Jesus,
cujo coração era manso e humilde. A primeira lição dada por este coração é
a de examinarmos a nossa consciência, sendo que o resto – amar, servir –
surge logo a seguir. Este exame não é exclusivamente da nossa competência,
mas releva de uma colaboração entre nós e Jesus. Não vale a pena perder
tempo a contemplar inutilmente as nossas misérias; trata-se, isso sim, de
elevar o coração a Deus e deixar que a Sua luz nos ilumine.


Se fores humilde, nada te afectará, nem a lisonja, nem a desgraça, pois
saberás o que és. Se te repreenderem, não te sentirás desencorajado; e se
alguém te disser que és santo, não te colocarás num pedestal. Se fores
santo, agradece a Deus; se fores pecador, não te fiques por aí. Cristo
diz-te para aspirares muito alto: não para seres como Abraão ou David, ou
como qualquer outro santo, mas como o nosso Pai celeste (Mt 5,48). «Não
fostes vós que Me escolhestes, fui Eu que vos escolhi» (Jo 15,16).




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terça-feira, 17 de julho de 2012

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 18 de Julho de 2012
Quarta-feira da 15ª semana do Tempo Comum

Beato Bartolomeu dos Mártires, bispo, +1590



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : «E as revelaste aos pequeninos»

Leituras

Is. 10,5-7.13-16.


Assim fala o Senhor: «Ai da Assíria, vara da minha cólera, o bastão das suas mãos é o bastão do meu furor!
Eu o atirei contra uma nação ímpia, e o lancei contra o povo, objecto do meu furor, para o saquear e despojar e para o calcar aos pés como lama das ruas.
Mas ele não entendeu assim, nem eram estes os planos do seu coração. O seu propósito era destruir e exterminar muitas nações.
Realmente ele afirma: «Foi pela força da minha mão que fiz isto, com a minha sabedoria, porque sou inteligente. Mudei as fronteiras dos povos, saqueei os seus tesouros, como um herói derrubei toda aquela gente.
Apanhei com a minha mão a riqueza dos povos, como quem recolhe os ovos deixados num ninho. Juntei a terra inteira e ninguém bateu as asas, nem abriu a boca para piar.»
Acaso gloriar-se-á o machado contra quem o maneja? Ou levantar-se-á a serra contra o serrador? Um bastão não pode comandar um homem, é o homem que faz mover o bastão.
Por isso, o Senhor DEUS do universo enfraquecerá com a doença aqueles guerreiros; debaixo do fígado acender-lhes-á uma febre como um fogo de incêndio.


Salmos 94(93),5-6.7-8.9-10.14-15.


O Senhor não abandona o seu povo.

Esmagam o teu povo, Senhor,
e espezinham a tua herança.
Matam a viúva e o estrangeiro
e assassinam os órfãos.

Eles dizem: "O Senhor não vê,
o Deus de Jacob não dá por isso!
"Reflecti, ó gente imbecil!
E vós, insensatos, quando ganhareis juízo?

Porventura, quem fez o ouvido não ouvirá?
Aquele que fez os olhos não há de ver?
Aquele que corrige as nações, não castigará?
Se é Ele quem ensina aos homens a ciência?

O Senhor não abandona o seu povo
nem despreza a sua herança.
De novo há-de voltar a haver justiça,
e hão-de segui-la todos os de coração recto.







Mateus 11,25-27.


Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.
Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho de S. Mateus, n°38, 1

«E as revelaste aos pequeninos»

«Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas
coisas aos sábios e aos entendidos.» Como? Regozijar-Se-á com a perda
daqueles que não acreditam n'Ele? Nada disso: são admiráveis os desígnios
do Senhor para a salvação dos homens! Quando eles se opõem à verdade, e se
recusam a recebê-la, Deus nunca os contraria, deixa-os na sua vontade. A
perdição em que caem leva-os a encontrar o caminho; entrando em si mesmos,
procuram com ardor a graça da chamada à fé que num primeiro momento haviam
desprezado. Quanto aos que continuaram fiéis, mais forte ainda se revela,
então, o seu ardor. Cristo regozija-Se, portanto, por estas coisas serem
reveladas a alguns, mas atormenta-Se por ficarem escondidas a outros;
percebe-se bem que é assim quando, ao aproximar-Se da cidade, Ele chora
sobre ela (Lc 19,41). No mesmo espírito, escreve São Paulo: «Demos graças a
Deus: éreis escravos do pecado, mas obedecestes de coração ao ensino que
vos foi transmitido como norma de vida» (Rm 6,17).


A que sábios está Jesus a referir-Se? Aos escribas e aos fariseus. Diz isto
para encorajar os discípulos, mostrando-lhes os privilégios de foram
julgados dignos; os simples pescadores receberam as luzes que os sábios e
os entendidos desdenharam. Sábios, estes são-no só de nome; crêem-se sábios
mas não passam de falsos eruditos. É por isso que Cristo não diz:
«Revelaste-as aos insensatos» mas «aos pequeninos», isto é, a pessoas
simples e sem argúcia. [...] Ensina-nos assim a renunciar à loucura das
grandezas e a procurar a simplicidade. São Paulo vai mais longe: «Se algum
de entre vós se julga sábio à maneira deste mundo, torne-se louco para ser
sábio» (1Co 3,18).




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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 17 de Julho de 2012
Terça-feira da 15ª semana do Tempo Comum

Beato Inácio de Azevedo e companheiros, mártires, +1570,  Beato Nicolau Dinis, mártir, +1570,  Beato Bento de Castro, mártir, +1570



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica : «Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: 'Arrependei- vos, porque está próximo o reino dos céus' » (Mt 4,17)

Leituras

Is. 7,1-9.


No tempo em que Acaz, filho de Jotão e neto de Uzias reinava em Judá, aconteceu que Recin, rei de Damasco e Pecá, filho de Remalias, rei de Israel, marcharam contra Jerusalém para a combater, mas não puderam apoderar-se dela.
Chegou a notícia ao herdeiro de David: «Os sírios acampam em Efraim.» Ao ouvir isto, agitou-se o coração do rei e do seu povo, como se agitam as árvores das florestas impelidas pelo vento.
Então o SENHOR disse a Isaías: «Sai ao encontro de Acaz com o teu filho Chear-Yachub, na extremidade do aqueduto da piscina superior, junto à Calçada do Bataneiro,
e diz-lhe: 'Tranquiliza-te, tem calma, não temas nem te acobardes diante do furor de Recin, rei da Síria, e de Pecá, filho de Remalias: não passam de dois tições fumegantes.
De facto, a Síria, Efraim e o filho de Remalias decidiram a tua ruína dizendo:
Vamos contra Judá e sitiemo-la, e proclamaremos rei o filho de Tabiel.'»
Assim diz o Senhor DEUS: «Tal não acontecerá nem se realizará.
Assim como é verdade que a capital da Síria é Damasco, e que o chefe de Damasco é Recin;
que a capital de Efraim é Samaria, e que o chefe da Samaria é o filho de Remalias; também é verdade que daqui a cinco ou seis anos Efraim será destruída, deixará de ser povo. Se não o acreditardes, não subsistireis.»


Salmos 48(47),2-3a.3b-4.5-6.7-8.


Guardai para sempre, Senhor, a vossa morada.

Grande é o Senhor e digno de louvor,
na cidade do nosso Deus,
no seu monte santo.
Belo em altura, alegria de toda a terra,

O monte Sião, nas alturas do Norte,
é a cidade do grande rei.
No meio das suas fortalezas,
Deus mostrou se um refúgio seguro.

Eis que os reis se coligaram
e juntos atacaram a cidade.
Mal a viram, ficaram aterrados,
perturbaram-se e puseram se em fuga.

Ali mesmo apoderou se deles o medo,
uma angústia como a da mulher que dá à luz;
era como o vento leste,
que destroça as naus de Társis.







Mateus 11,20-24.


Naqueles tempo, começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido:
«Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres realizados entre vós, tivessem sido feitos em Tiro e em Sídon, de há muito se teriam convertido, vestindo-se de saco e com cinza.
Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sídon do que para vós.
E tu, Cafarnaúm, julgas que serás exaltada até ao céu? Serás precipitada no abismo. Porque, se os milagres que em ti se realizaram tivessem sido feitos em Sodoma, ela ainda hoje existiria.
Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para os de Sodoma do que para ti.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Catecismo da Igreja Católica
§§ 1427-1432

«Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: 'Arrependei- vos, porque está próximo o reino dos céus' » (Mt 4,17)

Jesus convida à conversão. Este apelo é parte essencial do anúncio do
Reino: «Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e
crede no Evangelho» (Mc 1,15). Na pregação da Igreja, este apelo é feito em
primeiro lugar aos que ainda não conhecem a Cristo e o seu Evangelho. Além
disso, o Batismo é o principal lugar da primeira e fundamental conversão.
[...]


Ora, o apelo de Cristo à conversão continua a soar na vida dos cristãos.
Esta segunda conversão é uma tarefa ininterrupta para toda a Igreja, que
«reúne em seu próprio seio os pecadores» e que, «e ao mesmo tempo santa e
sempre na necessidade de purificar-se, busca sem cessar a penitência e a
renovação» (Vaticano II LG 8). Este esforço de conversão não é apenas uma
obra humana. É o movimento do «coração contrito» (Sl 50,19), atraído e
movido pela graça a responder ao amor misericordioso de Deus, que nos amou
primeiro (cf 1 Jo 4,10). [...]


O coração do homem apresenta-se pesado e endurecido. É preciso que Deus dê
ao homem um coração novo (Ez 36,26ss). A conversão é antes de tudo uma obra
da graça de Deus que reconduz nossos corações a Ele: «Converte-nos a Ti,
Senhor, e nos converteremos» (Lam 5,21). Deus dá-nos a força de começar de
novo. É descobrindo a grandeza do amor de Deus que o nosso coração
experimenta o horror e o peso do pecado, e começa a ter medo de ofender a
Deus pelo mesmo pecado e de ser separado dele. O coração humano converte-se
«olhando para Aquele que foi traspassado por nossos pecados» (cf Zac 12,10;
Jo 19,37).




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