segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 25 de Setembro de 2012
Terça-feira da 25ª semana do Tempo Comum

S. Firmino, bispo, mártir, séc. III



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Minha mãe e Meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática»

Leituras

Prov. 21,1-6.10-13.


O coração do rei é como água corrente nas mãos do Senhor, Ele o dirigirá para onde quiser.
Os caminhos do homem parecem-lhe sempre rectos, mas é o Senhor quem pesa os corações.
A prática da justiça e da equidade é mais agradável ao Senhor que os sacrifícios.
Olhares altivos, coração soberbo: a lâmpada dos ímpios é o pecado.
Os projectos do homem diligente têm êxito, mas quem se precipita cai certamente na ruína.
Os tesouros adquiridos pela mentira são vaidade passageira e laço de morte.
A alma do ímpio deseja o mal; não terá compaixão do seu próximo.
Com o castigo do insolente, o ingénuo ficará mais sábio; quando se adverte o sábio, ele adquire mais saber.
O justo está atento à família do ímpio, e precipita os maus na desventura.
Aquele que se faz surdo ao clamor do pobre, também um dia clamará e não será ouvido.


Salmos 119(118),1.27.30.34.35.44.


Conduzi-me, Senhor, pelo caminho dos vossos mandamentos.

Felizes os que seguem o caminho da rectidão
e vivem segundo a lei do Senhor.
Fazei-me compreender o caminho dos vossos preceitos
para meditar nas vossas maravilhas.

Escolhi o caminho da verdade
e decidi-me pelos vosos juízos.
Dai-me entnedimento para guardar a vossa lei
e para a cumprir de todo o coração

Conduz-me pela senda dos teus mandamentos,
porque neles estão as minhas delícias.
Quero cumprir fielmente a vossa lei,
agora e para sempre.





Lucas 8,19-21.


Naquele tempo, vieram ter com Jesus sua mãe e seus irmãos, mas não podiam aproximar-se por causa da multidão.
Anunciaram-lhe: «Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-te.»
Mas Ele respondeu-lhes: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Papa Bento XVI
Discurso de 26/02/2009 ao clero da diocese de Roma

«Minha mãe e Meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática»

Realmente Maria é a mulher da escuta: vemo-lo no encontro com o Anjo (Lc
1,26ss) e vemo-lo de novo em todas as cenas da sua vida, desde as bodas de
Caná, até à cruz e até ao dia do Pentecostes. [...] Já no momento da
Anunciação podemos captar a atitude de escuta: uma escuta verdadeira, uma
escuta que é interiorizada, que não se limita a dizer sim mas que assimila
a Palavra, que toma a Palavra, à qual se segue a verdadeira obediência,
porque a Palavra foi interiorizada, isto é, tornou-se Palavra em mim e para
mim. [...] Assim a Palavra torna-se encarnação.


Vemos o mesmo no Magnificat. Sabemos que é um tecido feito de palavras do
Antigo Testamento. Vemos que Maria é realmente uma mulher da escuta, que
conhecia a Escritura no seu coração. Não conhecia apenas alguns textos, mas
identificava-se a tal ponto com a Palavra, que as palavras do Antigo
Testamento se tornaram, sintetizadas, um cântico no seu coração e nos seus
lábios. Vemos que a sua vida estava realmente imbuída da Palavra; tinha
entrado na Palavra, tinha-a assimilado, e a Palavra tinha-se tornado vida
nela, transformando-se depois de novo em Palavra de louvor e de anúncio da
grandeza de Deus.


Nossa Senhora é palavra de escuta, palavra silenciosa, mas também palavra
de louvor, de anúncio, porque na escuta a Palavra se torna de novo carne e
assim torna-se presença da grandeza de Deus.




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domingo, 23 de setembro de 2012

Profecia do Dia

Segunda-feira, dia 24 de Setembro de 2012
Segunda-feira da 25ª semana do Tempo Comum

Nossa Senhora das Mercês,  S. Vicente Maria Strambi, bispo, +1824,  Beata Rita Amada de Jesus, religiosa, fundadora, +1913



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beata Teresa de Calcutá : «Prestai atenção ao modo como escutais»

Leituras

Prov. 3,27-34.


Meu filho: Não negues um benefício a quem dele precisa, se estiver nas tuas mãos poder concedê-lo.
Não digas ao teu próximo: «Vai, e volta depois, amanhã te darei», quando o puderes logo atender.
Não maquines o mal contra teu próximo, quando ele deposita confiança em ti.
Não litigues contra ninguém, sem motivo, quando não te fez mal algum.
Não invejes o homem violento, nem adoptes o seu procedimento,
porque o Senhor abomina o homem perverso, mas reserva para os rectos a sua intimidade.
A maldição do Senhor cai sobre a casa do ímpio, mas Ele abençoa a morada dos justos.
Ele escarnece dos escarnecedores, mas concede a sua graça aos humildes.


Salmos 15(14),2-3ab.3cd-4ab.5.


O justo habitará, Senhor, no vosso santuário.

Aquele que leva uma vida sem mancha,  pratica a justiça
e diz a verdade com todo o coração;
aquele cuja língua não levanta calúnias

O que não faz mal ao seu próximo,
nem causa prejuízo a ninguém;
aquele que despreza o que é desprezível,
mas estima os que temem o Senhor;

Aquele que não falta ao juramento, mesmo em seu prejuízo;
aquele que não empresta o seu dinheiro com usura,
nem se deixa subornar contra o inocente.
Quem assim proceder não há-de sucumbir para sempre.








Lucas 8,16-18.


Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém acende uma candeia para a cobrir com um vaso ou para a esconder debaixo da cama; mas coloca-a no candelabro, para que vejam a luz aqueles que entram.
Porque não há coisa oculta que não venha a manifestar-se, nem escondida que não se saiba e venha à luz.
Vede, pois, como ouvis, porque àquele que tiver, ser-lhe-á dado; mas àquele que não tiver, ser-lhe-á tirado mesmo o que julga possuir.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«No Greater Love»

«Prestai atenção ao modo como escutais»

Escuta em silêncio. Quando o teu coração transborda com um milhão de
coisas, não consegues ouvir a voz de Deus. Mas, assim que te pões à escuta
da voz de Deus no teu coração pacificado, ele enche-se de Deus. Isso requer
muitos sacrifícios, mas se temos realmente o desejo de rezar, se queremos
rezar, temos de dar este passo. Trata-se apenas do primeiro passo, mas se
não o dermos com determinação, nunca alcançaremos a última etapa, a
presença de Deus.


É por isso que a aprendizagem deve ser feita desde o início: escutar a voz
de Deus no nosso coração; e Deus põe-Se a falar no silêncio do coração.
Depois, da plenitude do coração sobe o que a boca deve dizer. Aí opera-se a
fusão. No silêncio do coração, Deus fala e tu só tens de escutar. Depois,
da plenitude do teu coração que se encontra repleto de Deus, repleto de
amor, repleto de compaixão, repleto de fé, a tua boca falará.


Lembra-te, antes de falares, que é necessário escutar e só então, das
profundezas de um coração aberto, podes falar e Deus ouvir-te-á.




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sábado, 22 de setembro de 2012

Profecia do Dia

Domingo, dia 23 de Setembro de 2012
25º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Vigésimo Quinto do Tempo Comum (semana I do saltério)
São Pio de Petrelcina (Padre Pio), presbítero, +1968



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Máximo de Turim : «Quem receber um destes meninos em Meu nome é a Mim que recebe»

Leituras

Sab. 2,12.17-20.


Disseram os ímpios: «Armemos laços ao justo porque nos incomoda, e se opõe à nossa forma de actuar. Censura-nos as transgressões da Lei, acusa-nos de sermos infiéis à nossa educação.
Vejamos, pois, se as suas palavras são verdadeiras, e que lhe acontecerá no fim da vida.
Porque, se o justo é filho de Deus, Deus há-de ampará-lo e tirá-lo das mãos dos seus adversários.
Provemo-lo com ultrajes e torturas para avaliar da sua paciência e comprovar a sua resistência.
Condenemo-lo a uma morte infame, pois, segundo ele diz, Deus o protegerá.»


Salmos 54(53),3-4.5.6.8.


O Senhor sustenta a minha vida.

Ó meu Deus, salva-me, pelo teu nome;
pelo teu poder, faz-me justiça!
Ouve, ó Deus, a minha oração,
presta atenção às palavras da minha boca!

Os soberbos levantam se contra mim
e os tiranos procuram tirar me a vida,
sem fazerem nenhum caso de Deus.
Mas Deus é o meu auxílio,
o Senhor é quem conserva a minha vida.
De bom grado, eu te oferecerei sacrifícios
e louvarei o teu nome, Senhor.




Tiago 3,16-18.4,1-3.


Caríssimos: Onde há inveja e espírito faccioso também há perturbação e todo o género de obras más.
Mas a sabedoria que vem do alto é, em primeiro lugar, pura; depois, é pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia;
e é com a paz que uma colheita de justiça é semeada pelos obreiros da paz.
De onde vêm as guerras e as lutas que há entre vós? Não vêm precisamente das vossas paixões que se servem dos vossos membros para fazer a guerra?
Cobiçais, e nada tendes? Então, matais! Roeis-vos de inveja, e nada podeis conseguir? Então, lutais e guerreais-vos! Não tendes, porque não pedis.
Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para satisfazer os vossos prazeres.


Marcos 9,30-37.


Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos  atravessaram a Galileia, mas Ele não queria que ninguém o soubesse,
porque ia instruindo os seus discípulos e dizia-lhes: «O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens que o hão-de matar; mas, três dias depois de ser morto, ressuscitará.»
Mas eles não entendiam esta linguagem e tinham receio de o interrogar.
Chegaram a Cafarnaúm e, quando estavam em casa, Jesus perguntou: «Que discutíeis pelo caminho?»
Ficaram em silêncio porque, no caminho, tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior.
Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: «Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos.»
E, tomando um menino, colocou-o no meio deles, abraçou-o e disse-lhes:
«Quem receber um destes meninos em meu nome é a mim que recebe; e quem me receber, não me recebe a mim mas àquele que me enviou.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo
Sermão 58; PL 57, 363

«Quem receber um destes meninos em Meu nome é a Mim que recebe»

Todos nós, cristãos, somos o corpo de Cristo e Seus membros, afirma o
apóstolo Paulo (1Co 12,27). Aquando da ressurreição de Cristo, todos os
Seus membros ressuscitaram com Ele; passando dos infernos para a Terra, Ele
fez-nos passar da morte para a vida. O termo «páscoa» em hebraico significa
passagem ou partida. Ora, este mistério é o da passagem do mal ao bem. E
que passagem! Do pecado para a justiça, do vício para a virtude, da velhice
para a infância. Refiro-me à infância que está ligada à simplicidade e não
à idade. Pois também as virtudes têm a sua idade própria. Ontem a
decrepitude do pecado conduzia-nos ao declínio. Mas a ressurreição de
Cristo faz-nos renascer na inocência das crianças. A simplicidade cristã
torna sua a infância.


A criança não sente rancor, não conhece a fraude, não ousa bater. Assim
sendo, esta criança que é o cristão não se exalta se for insultada, não se
defende se for despojada, não devolve os golpes se lhe baterem. O Senhor
exige mesmo que ela reze pelos seus inimigos, que entregue a túnica e o
casaco aos ladrões e que ofereça a outra face aos que a esbofeteiam (Mt
5,39ss).


A infância de Cristo ultrapassa a infância dos homens. [...] Esta deve a
sua inocência à fraqueza, aquela à virtude. E ela é ainda digna de mais
elogios: o seu ódio ao mal emana da vontade e não da impotência.




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