Terça-feira, dia 27 de Novembro de 2012
Terça-feira da 34 semana do Tempo Comum
Nossa Senhora das Graças, Dia Nacional de Acção de Graças (Brasil)
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa Benedita da Cruz : «Louvai a Deus no Seu santuário. [...] Tudo o que respira louve o Senhor!» (Sl 150, 1;6)
Leituras
Apoc. 14,14-19.
Eu, João, vi uma nuvem branca. Sobre a nuvem estava sentado alguém que se parecia com um homem. Tinha na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada.
Depois saiu do santuário um outro anjo que gritava ao que estava sentado na nuvem: «Lança a tua foice e ceifa, porque chegou o tempo de ceifar. Está madura a seara da terra.»
Então, o que estava sentado na nuvem lançou a foice à terra e a terra foi ceifada.
Depois saiu outro anjo do santuário celeste que também trazia uma foice afiada.
E, do altar, saiu ainda outro anjo, o que tem poder sobre o fogo. E gritou ao anjo que tinha a foice afiada: «Manda a tua foice afiada e vindima os cachos da vinha da terra; porque as uvas já estão maduras.»
O anjo lançou a foice à terra, vindimou a vinha da terra e lançou as uvas no grande lagar da ira de Deus.
Salmos 96(95),10.11-12.13.
O Senhor vem julgar a terra.
Dizei entre as nações:
«O Senhor é Rei.»
Sustenta o mundo e ele não vacila,
governa os povos com equidade.
Alegrem-se os céus, exulte a tera,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,
exultem os campos e quanto neles existe,
alegrem-se as árvores das florestas.
Na presença do Senhor, que se aproxima
e vem para governar a terra!
Ele governará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.
Lucas 21,5-11.
Naquele tempo, como alguns falassem do templo, comentando que estava adornado de belas pedras e de piedosas ofertas Jesus disse-lhes:
«Virá o dia em que, de tudo isto que estais a contemplar, não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.»
Perguntaram-lhe, então: «Mestre, quando sucederá isso? E qual será o sinal de que estas coisas estão para acontecer?»
Ele respondeu: «Tende cuidado em não vos deixardes enganar, pois muitos virão em meu nome, dizendo: 'Sou eu'; e ainda: 'O tempo está próximo.' Não os sigais.
Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis; é necessário que estas coisas sucedam primeiro, mas não será logo o fim.»
Disse-lhes depois: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino.
Haverá grandes terramotos e, em vários lugares, fomes e epidemias; haverá fenómenos apavorantes e grandes sinais no céu.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
A oração da Igreja
«Louvai a Deus no Seu santuário. [...] Tudo o que respira louve o Senhor!» (Sl 150, 1;6)
Já na Antiga Aliança havia uma certa compreensão do carácter eucarístico da
oração. A prodigiosa construção da Tenda da Aliança (cf Ex 25ss), tal como
mais tarde a do Templo de Salomão (cf 1Rs 5-6), é imagem de toda a Criação
agrupando-se em torno do seu Senhor para O adorar e servir. [...] Da mesma
forma que, segundo a narração da Criação, o céu foi desdobrado como um
toldo (cf Sl 104 [103],2), assim também a Tenda foi constituída por painéis
de tecido; do mesmo modo que as águas que estavam sob o firmamento foram
separadas das que estavam por cima (cf. Gn 1,7), assim também o véu do
Templo separava o Santo dos Santos dos espaços envolventes. [...] O
candelabro de sete braços era igualmente símbolo dos luzeiros do céu, tal
como cordeiros e pássaros representavam a abundância de seres vivos que
habitam as águas, os solos e os ares. E do mesmo modo que a terra foi
confiada ao homem (cf Gn 1, 28), cabia ao Sumo Sacerdote permanecer no
Santuário (Lv 21,10ss). [...]
Em lugar do Templo de Salomão, Cristo edificou um templo de pedras vivas
(cf 1Pe 2,5), a comunhão dos santos, no centro do qual Ele permanece como
Sumo Sacerdote eterno e sobre cujo altar é Ele próprio o sacrifício
oferecido eternamente. E desta liturgia é participante toda a Criação: os
frutos da terra, a ela associados em misteriosa oferenda, assim como as
flores, as lâmpadas, as tapeçarias e o reposteiro do templo, o sacerdote
consagrado, a unção e a bênção da casa de Deus.
Nem sequer os querubins estão ausentes, eles cujas figuras esculpidas
montavam guarda ao Santo dos Santos: agora são os monges que, semelhantes
aos anjos, não cessam de louvar a Deus dia e noite, na terra como no céu.
[...] Os seus cânticos de louvor convidam desde a aurora toda a Criação a
enaltecer em uníssono o Senhor: montanhas e colinas, rios e cursos de água,
mares e terra firme e tudo o que aí habita, nuvens e ventos, chuva e neve,
todos os povos da terra, homens de todas as raças e condições, habitantes
do Céu, todos os Santos e Anjos de Deus (cf Dn 3, 57-90). [...] Devemos
associar-nos, na nossa liturgia, a este louvor eterno de Deus. Nós, quem?
Não apenas os religiosos regulares [...], mas todo o povo cristão.
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Profecia do Dia
domingo, 25 de novembro de 2012
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 26 de Novembro de 2012
Segunda-feira da 34ª semana do Tempo Comum
S. João Berchmans, jovem seminarista, +1621, Beato Tiago Alberione, presbítero, fundador, +1971
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato Charles de Foucauld : «Ela [...] deitou tudo o que tinha para viver»
Leituras
Apoc. 14,1-3.4b-5.
Eu, João, vi o cordeiro de pé no Monte Sião e, com Ele, estavam cento e quarenta e quatro mil pessoas que tinham o seu nome e o nome de seu Pai escrito nas frontes.
Ouvi também uma voz que vinha do céu que era como o fragor do mar ou como estrondo de forte trovão. A voz que eu ouvira era ainda semelhante à música de harpas tocadas por harpistas.
E cantavam um cântico novo diante do trono, diante dos quatro seres viventes e diante dos anciãos. Ninguém podia aprender aquele cântico a não ser os cento e quarenta e quatro mil que tinham sido resgatados da terra.
Estes são os que não se perverteram com mulheres, porque são virgens; estes são os que seguem o Cordeiro para toda a parte. Foram resgatados, como primícias da humanidade, para Deus e para o Cordeiro.
Na sua boca não se achou mentira: são irrepreensíveis.
Salmos 24(23),1-2.3-4ab.5-6.
Esta é a geração dos que procuram o Senhor.
Ao Senhor pertence a terra e o que nela existe,
o mundo inteiro e os que nele habitam.
pois Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre os abismos.
Quem poderá subir à montanha do Senhor
e apresentar-se no seu santuário?
O que tem as mãos inocentes e o coração limpo,
o que não ergue o espírito para as coisas vãs.
Este há-de receber a bênção do Senhor
e a recompensa de Deus, seu salvador.
Esta é a geração dos que O procuram,
dos que buscam a face do Deus de Jacob.
Lucas 21,1-4.
Naquele tempo, Jesus levantou os olhos e viu os ricos deitarem no cofre do tesouro as suas ofertas.
Viu também uma viúva pobre deitar lá duas moedinhas
e disse: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou mais do que todos os outros;
pois eles deitaram no tesouro do que lhes sobejava, enquanto ela, da sua indigência, deitou tudo o que tinha para viver.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Meditações sobre as passagens dos santos Evangelhos relativas às quinze virtudes, Nazaré 1897-98; nº 263
«Ela [...] deitou tudo o que tinha para viver»
Como sois divinamente bom, meu Deus! Se tivésseis chamado os ricos em
primeiro lugar, os pobres não teriam ousado aproximar-se de Vós; pensariam
que estavam obrigados a manter-se à distância por causa da sua pobreza;
ter-Vos-iam olhado de longe, deixando que os ricos Vos rodeassem. Mas
haveis chamado para junto de Vós toda a gente, toda a gente: os pobres, uma
vez que assim lhes mostrais, até ao fim dos séculos, que eles são os
primeiros a ser chamados, os favoritos, os privilegiados; os ricos porque,
por um lado, não são tímidos e por outro, depende deles tornarem-se tão
pobres como os pastores. Num minuto, se o quiserem, se tiverem o desejo de
se assemelhar a Vós, se temerem que as riquezas os afastem de Vós, podem
tornar-se perfeitamente pobres.
Como sois bom! Como agistes da melhor forma para chamar ao mesmo tempo,
para o vosso redor, todos os Vossos filhos, sem nenhuma excepção! E que
bálsamo colocastes, até ao fim dos tempos, no coração dos pobres, dos
pequenos, dos desdenhados deste mundo, mostrando-lhes, desde o Vosso
nascimento, que eles são os Vossos privilegiados, os Vossos favoritos, os
primeiros a ser chamados os sempre chamados para junto de Vós, que
quisestes ser um dos seus e estar, desde o Vosso nascimento e toda a vossa
vida, rodeado por eles.
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sábado, 24 de novembro de 2012
Profecia do Dia
Domingo, dia 25 de Novembro de 2012
NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO - Solenidade - Ano B
Domingo de Cristo Rei (semana II do saltério)
Santa Catarina de Alexandria, virgem, mártir, +305
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa de Ávila : «A Minha realeza não é deste mundo»
Leituras
Dan. 7,13-14.
Contemplando sempre a visão nocturna, vi aproximar-se, sobre as nuvens do céu, um ser semelhante a um filho de homem. Avançou até ao Ancião, diante do qual o conduziram.
Foram-lhe dadas as soberanias, a glória e a realeza. Todos os povos, todas as nações e as gentes de todas as línguas o serviram. O seu império é um império eterno que não passará jamais, e o seu reino nunca será destruído.»
Salmos 93(92),1ab.1c-2.5.
O Senhor é rei num trono de luz.
O Senhor é rei,
revestiu-Se de majestade.
revestido e cingido de poder está o Senhor.
Firmou o universo, que não vacilará.
O teu trono, Senhor, está firme desde sempre;
e Tu existes desde a eternidade.
São dignos de fé os teus testemunhos,
a tua casa está adornada de santidade por todo o sempre, ó Senhor!
Apoc. 1,5-8.
Jesus Cristo é a Testemunha fiel, o Primeiro vencedor da morte e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama e nos purificou dos nossos pecados com o seu sangue,
e fez de nós um reino, sacerdotes para Deus e seu Pai; a Ele seja dada a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Ámen!
Olhai: Ele vem no meio das nuvens! Todos os olhos o verão, até mesmo os que o trespassaram. Todas as nações da terra se lamentarão por causa dele. Sim. Ámen!
Eu sou o Alfa e o Ómega diz o Senhor Deus aquele que é, que era e que há-de vir, o Todo-Poderoso.
João 18,33b-37.
Naquele tempo, Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-lhe: «Tu és rei dos judeus?»
Respondeu-lhe Jesus: «Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram de mim?»
Pilatos replicou: «Serei eu, porventura, judeu? A tua gente e os sumos sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?»
Jesus respondeu: «A minha realeza não é deste mundo; se a minha realeza fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu reino não é de cá.»
Disse-lhe Pilatos: «Logo, Tu és rei!» Respondeu-lhe Jesus: «É como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja
Caminho de Perfeição, 22
«A Minha realeza não é deste mundo»
Tu és rei eternamente, meu Deus [...]; quando dizemos no Credo que o Teu
«reino não terá fim», sinto quase sempre uma alegria muito especial. Eu Te
louvo, Senhor, bendigo-Te para sempre! No fim, o Teu reino durará
eternamente! Não permitas nunca, Mestre, que os que Te dirigem a palavra
julguem poder fazê-lo só com os lábios. [...] Certamente, quando vamos ao
encontro de um príncipe, não lhe falamos com o mesmo à-vontade que a um
aldeão ou a uma pobre religiosa como nós: seja qual for a maneira como nos
falarem estará sempre bem.
Sem dúvida que a humildade do nosso Rei é tal que, apesar da minha
ignorância das regras da linguagem, Ele não deixa de me escutar e de me
permitir aproximar-me d'Ele. Os Seus guardas não me afastam, pois os anjos
que O rodeiam não ignoram que o seu Rei aprecia mais a simplicidade de um
humilde pastor que, se pudesse, diria mais que todos os belos raciocínios
dos maiores sábios e letrados, se não forem humildes.
Mas se o nosso Rei é bom, não é razão para nos mostrarmos grosseiros. Nem
que seja apenas para Lhe testemunhar a minha gratidão por Ele Se dignar
suportar junto a Ele uma pessoa tão repugnante como eu, é justo que eu
reconheça a Sua nobreza e grandeza. Na verdade, basta aproximarmo-nos d'Ele
para compreendermos isso. [...] Sim, aproximai-vos d'Ele minhas filhas, mas
pensai e compreendei a Quem ides falar, ou com Quem falais já. Nem em mil
vidas como a nossa chegaremos a compreender as deferências que merece um
tal Senhor, diante de Quem tremem os anjos. Ele tudo comanda, tudo pode;
para Ele, querer é operar. É justo, minhas filhas, que procuremos
alegrar-nos com as grandezas do nosso Esposo, que compreendamos de Quem
somos esposas e, assim, saibamos que santidade deve ser a da nossa vida.
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