Sexta-feira, dia 18 de Janeiro de 2013
Sexta-feira da 1a semana do Tempo Comum
Santa Prisca ou Priscila, v. m., +séc. I(?), Santa Margarida da Hungria, v., +1270
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica : «Filho, os teus pecados estão perdoados.»
Leituras
Heb. 4,1-5.11.
Irmãos: Temamos, pois, que, permanecendo a promessa de entrar no seu repouso, algum de vós seja considerado excluído.
Porque, a nós como a eles, foi anunciada a Boa-Nova; porém, a eles, a palavra escutada não valeu de nada, pois não permaneceram unidos na fé aos que a tinham escutado.
Quanto a nós, os que acreditámos, entraremos no descanso, como Ele disse: Tal como jurei na minha ira, não entrarão no meu repouso. No entanto, as suas obras estavam realizadas desde a fundação do mundo,
pois diz-se em qualquer parte, a propósito do sétimo dia: Deus repousou no sétimo dia, de todas as suas obras;
e ainda, neste passo: Não entrarão no meu repouso.
Apressemo-nos, então, a entrar nesse repouso para que ninguém caia no mesmo tipo de desobediência.
Salmos 78(77),3.4bc.6c-7.8.
Não esqueçais as obras de Deus.
O que ouvimos e aprendemos
os nossos antepassados nos transmitiram,
os louvores do Senhor e o seu poder
e as maravilhas que Ele realizou.
Ergam-se e transmitam a seus filhos
para que ponham em Deus a sua confiança
e nao esqueçam as obras do Senhor,
mas guardem os seus mandamentos
Para que não fossem como os seus pais,
uma geração rebelde e desobediente,
que não teve coração recto
nem espírito fiel a Deus.
Marcos 2,1-12.
Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaúm e se soube que estava em casa,
Juntou-se tanta gente que nem mesmo à volta da porta havia lugar, e anunciava-lhes a Palavra.
Vieram, então, trazer-lhe um paralítico, transportado por quatro homens.
Como não podiam aproximar-se por causa da multidão, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico.
Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados.»
Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus corações:
«Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus?»
Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e disse-lhes: «Porque discorreis assim em vossos corações?
Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, pega no teu catre e anda'?
Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados,
Eu te ordeno disse ao paralítico: levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa.»
Ele levantou-se e, pegando logo no catre, saiu à vista de todos, de modo que todos se maravilhavam e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim!»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica
§§ 976-982
«Filho, os teus pecados estão perdoados.»
«Creio na remissão dos pecados»: O Símbolo dos Apóstolos liga a fé no
perdão dos pecados à fé no Espírito Santo, mas também à fé na Igreja e na
comunhão dos santos. Foi ao dar o Espírito Santo aos Apóstolos que Cristo
ressuscitado lhes transmitiu o Seu próprio poder divino de perdoar os
pecados: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados,
ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos»
(Jo 20, 22-23).«Um só Baptismo para a remissão dos pecados»: Nosso Senhor
ligou o perdão dos pecados à fé e ao Baptismo: «Ide por todo o mundo e
proclamai a Boa-Nova a todas as criaturas. Quem acreditar e for baptizado
será salvo» (Mc 16, 15-16). O Baptismo é o primeiro e principal sacramento
do perdão dos pecados, porque nos une a Cristo, que morreu pelos nossos
pecados e ressuscitou para a nossa justificação, a fim de que «também nós
vivamos numa vida nova» (Rm 6, 4). «No momento em que fazemos a nossa
primeira profissão de fé, ao receber o santo Baptismo que nos purifica, o
perdão que recebemos é tão pleno e total, que não fica absolutamente nada
por apagar, quer da falta original, quer das faltas cometidas de própria
vontade por acção ou omissão; nem qualquer pena a suportar para as expiar
[...]. Mas apesar disso, a graça do Baptismo não isenta ninguém de nenhuma
das enfermidades da natureza. Pelo contrário, resta-nos ainda combater os
movimentos da concupiscência, que não cessam de nos arrastar para o mal»
(Cat. Rom).Neste combate contra a inclinação para o mal, quem seria
suficientemente forte e vigilante para evitar todas as feridas do pecado?
«Portanto, se era necessário que a Igreja tivesse o poder de perdoar os
pecados, [...] era necessário que fosse capaz de perdoar as faltas a todos
os penitentes que tivessem pecado, até mesmo ao último dia da sua vida»
(Cat. Rom.). É pelo sacramento da Penitência que o baptizado pode ser
reconciliado com Deus e com a Igreja. [...]Não há nenhuma falta, por mais
grave que seja, que a santa Igreja não possa perdoar. «Nem há pessoa, por
muito má e culpável que seja, a quem não deva ser proposta a esperança
certa do perdão, desde que se arrependa verdadeiramente dos seus erros»
(Cat. Rom.). Cristo, que morreu por todos os homens, quer que na Sua Igreja
as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que se afastar do
pecado.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Profecia do Dia
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 17 de Janeiro de 2013
Quinta-feira da 1ª semana do Tempo Comum
Santo Antão, abade, +356
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II : «Jesus estendeu a mão e tocou-o»
Leituras
Heb. 3,7-14.
Irmãos: Como diz o Espírito Santo: 'Se hoje escutardes a voz do Senhor,
não endureçais os vossos corações, como no tempo da revolta, no dia da tentação no deserto,
quando os vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, depois de verem as minhas obras,
durante quarenta anos. Por isso me indignei contra esta geração e disse: 'Erram sempre no seu coração; não conheceram os meus caminhos.'
Assim, jurei na minha ira: 'Não entrarão no meu repouso.'
Tende cuidado, irmãos, que não haja em nenhum de vós um coração mau, a ponto de a incredulidade o afastar do Deus vivo.
Exortai-vos, antes, uns aos outros, cada dia, enquanto dura a proclamação do «hoje», a fim de que não se endureça nenhum de vós, enganado pelo pecado.
De facto, tornamo-nos companheiros de Cristo, desde que mantenhamos firme até ao fim a confiança inicial.
Salmos 95(94),6-7.8-9.10-11.
Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações.
Vinde, protremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou.
Pois ele é o nosso Deus
e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.
Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:
"Não endureçais os vossos corações,
como em Meriba, como no dia de Massá, no deserto,
quando os vossos pais me provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras.
Durante quarenta anos essa geração desgostou-Me,
e Eu disse: "É um povo de coração transviado,
que não compreendeu os meus caminhos!"
Então jurei na minha ira:
'Não entrarão no lugar do meu repouso'."
Marcos 1,40-45.
Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Caiu de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes purificar-me.»
Compadecido, Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: «Quero, fica purificado.»
Imediatamente a lepra deixou-o, e ficou purificado.
E logo o despediu, dizendo-lhe em tom severo:
«Livra-te de falar disto a alguém; vai, antes, mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que foi estabelecido por Moisés, a fim de lhes servir de testemunho.»
Ele, porém, assim que se retirou, começou a proclamar e a divulgar o sucedido, a ponto de Jesus não poder entrar abertamente numa cidade; ficava fora, em lugares despovoados. E de todas as partes iam ter com Ele.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II (1920-2005), papa
Homilia aos jovens
«Jesus estendeu a mão e tocou-o»
O gesto afectuoso de Jesus, que Se aproxima dos leprosos para os
reconfortar e curar, tem a sua expressão plena e misteriosa na Sua Paixão.
Torturado e desfigurado pelo suor de sangue, pela flagelação, pela coroação
de espinhos, pela crucifixão, abandonado por aqueles que esqueceram o bem
que Ele lhes tinha feito, na Sua Paixão Jesus identifica-Se com os
leprosos. Torna-se Sua imagem e símbolo, como o profeta Isaías intuíra ao
contemplar o mistério do Servo do Senhor: «Vimo-lo sem beleza nem
formosura, desprezado e evitado pelos homens, como homem [...] diante de
qual se tapa o rosto. [...] Nós o reputávamos como um leproso, ferido por
Deus e humilhado» (Is 53,2-4). Mas é precisamente das feridas do corpo
torturado de Jesus e do poder da Sua ressurreição que brotam a vida e a
esperança para todos os homens atingidos pelo mal e pela enfermidade.
A Igreja sempre foi fiel à sua missão de anunciar a palavra de Cristo,
unida a gestos concretos de misericórdia solidária para com os mais
humildes, para com os últimos. Ao longo dos séculos, tem havido um
crescendo de dedicação impressionante e extraordinária às pessoas afectadas
pelas doenças humanamente mais repugnantes. A história põe claramente em
evidência que os cristãos foram os primeiros a preocupar-se com o problema
dos leprosos. O exemplo de Cristo fez escola, e deu muitos frutos em actos
de solidariedade, de dedicação, de generosidade e de caridade
desinteressada.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Profecia do Dia
Quarta-feira, dia 16 de Janeiro de 2013
Quarta-feira da 1ª semana do Tempo Comum
S. Berardo, presb., e comp., mm., +1220, S. Marcelo I, papa mártir ,+309
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Jerónimo : Ele está presente pela fé
Leituras
Heb. 2,14-18.
Pois, tal como os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Ele partilhou a condição deles, a fim de destruir, pela sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo,
e libertar aqueles que, por medo da morte, passavam toda a vida dominados pela escravidão.
Ele, de facto, não veio em auxílio dos anjos, mas veio em auxílio da descendência de Abraão.
Por isso, Ele teve de assemelhar-se em tudo aos seus irmãos, para se tornar um Sumo Sacerdote misericordioso e fiel em relação a Deus, a fim de expiar os pecados do povo.
É precisamente porque Ele mesmo sofreu e foi posto à prova, que pode socorrer os que são postos à prova.
Salmos 105(104),1-2.3-4.6-7.8-9.
O Senhor recorda a sua aliança para sempre.
Louvai o Senhor, aclamai o seu nome,
anunciai entre os povos as suas obras.
Cantai-lhe hinos e salmos,
proclamai as suas maravilhas.
Orgulhai-vos do seu nome santo;
alegre-se o coração dos que procuram o Senhor.
Recorrei ao Senhor e ao seu poder
e buscai sempre a sua face.
Descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu eleito,
O Senhor é o nosso Deus
e as suas sentenças são lei em toda a terra.
Ele recorda sempre a sua aliança,
a palavra que empenhou para mil gerações,
o pacto que estabeleceu com Abraão,
o juiramento que fez a Isaac.
Marcos 1,29-39.
Naquele tempo, Jesus saíu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André, .
A sogra de Simão estava de cama com febre, e logo lhe falaram dela.
Aproximando-se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los.
À noitinha, depois do sol-pôr, trouxeram-lhe todos os enfermos e possessos,
e a cidade inteira estava reunida junto à porta.
Curou muitos enfermos atormentados por toda a espécie de males e expulsou muitos demónios; mas não deixava falar os demónios, porque sabiam quem Ele era.
De madrugada, ainda escuro, levantou-se e saiu; foi para um lugar solitário e ali se pôs em oração.
Simão e os que estavam com Ele seguiram-no.
E, tendo-o encontrado, disseram-lhe: «Todos te procuram.»
Mas Ele respondeu-lhes: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim.»
E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expulsando os demónios.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, doutor da Igreja
Homilias sobre o evangelho de Marcos, n°2C
Ele está presente pela fé
Se Jesus Se aproximasse de nós e nos curasse da febre com uma simples
palavra! Porque cada um de nós tem a sua febre. Quando me irrito, tenho
febre tantos vícios, outras tantas febres. Peçamos aos apóstolos que
supliquem a Jesus que Se aproxime de nós, que nos toque com a mão. Se o
fizer, a febre desaparecerá imediatamente, porque Jesus é um excelente
médico. É Ele o verdadeiro, o grande médico, o primeiro de todos os
médicos. [...] Ele descobre o segredo de todas as doenças; e não nos toca
no ouvido, nem na testa, [...] mas na mão, ou seja, nas más obras.
[...]Jesus aproxima-Se da doente, porque esta não podia levantar-se e
correr para Aquele que entrava em sua casa. Mas é Ele, o médico cheio de
misericórdia, que Se aproxima do leito, Ele que trouxera a ovelha perdida
aos ombros (Lc 15,5). [...] Aproxima-Se de Sua livre vontade; é Ele que
toma a iniciativa da cura. Aproxima-Se desta mulher e diz-lhe: «Tu devias
ter vindo ter Comigo; devias ter vindo receber-Me à porta, para que a tua
cura não resultasse apenas da Minha misericórdia, mas também da tua
vontade. Mas, visto que estás prostrada pela febre e não podes levantar-te,
sou Eu que venho ter contigo.»Jesus, «aproximando-Se, tomou-a pela mão».
Quando corremos perigo, como Pedro no alto mar, e o mundo parece prestes a
desmoronar-se, Jesus toma-nos pela mão e levanta-nos (Mt 14,31). Jesus
levanta esta mulher tomando-a pela mão: toma-lhe a mão na Sua. Bendita
amizade, esplendido abraço! [...] Jesus toma esta mão como médico,
apercebendo-Se da intensidade da febre, Ele que é simultaneamente médico e
medicamento. Tocou nela e a febre deixou-a. Que Ele toque igualmente na
nossa mão, que cure as nossas obras. [...] Levantemo-nos, permaneçamos de
pé. [...] Talvez me pergunteis: «Onde está Jesus?» Está aqui, diante de
nós: «No meio de vós está Quem vós não conheceis. O reino de Deus está
entre vós (Jo 1,26; Lc 17,21).
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