Quarta-feira, dia 23 de Janeiro de 2013
Quarta-feira da 2ª semana do Tempo Comum
S. João Esmoler, b., +616, Santo Ildefonso, b., +667
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Hilário : Tudo é recriado por Cristo todos os dias, visto que o Pai tudo opera pelo Filho
Leituras
Heb. 7,1-3.15-17.
Irmãos: Melquisedec, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, foi ao encontro de Abraão quando ele voltava da derrota infligida aos reis e abençoou-o;
Abraão concedeu-lhe o dízimo de todas as coisas; o seu nome significa, em primeiro lugar, rei de justiça, e depois, «rei de Salém», que quer dizer «rei de paz».
Sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias nem fim de vida, assemelha-se ao Filho de Deus e permanece sacerdote para sempre.
E isto é ainda mais evidente, quando aparece outro sacerdote à semelhança de Melquisedec,
instituído, não segundo o mandamento de uma lei humana, mas segundo o poder de uma vida indestrutível.
Na verdade, dele se testemunha: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec.
Salmos 110(109),1.2.3.4.
Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.
Disse o Senhor ao meu senhor:
«Senta-te à minha direita,
e Eu farei dos teus inimigos um estrado para os teus pés.»
De Sião, o Senhor estenderá
o ceptro do teu poder.
Dominarás os teus inimigos na batalha!
A tua família é de nobres, desde o dia em que nasceste;
no esplendor do santuário,
das entranhas da madrugada, como orvalho, Eu te gerei.
O Senhor jurou e não voltará atrás:
«Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedec.»
Marcos 3,1-6.
Jesus entrou novamente na sinagoga onde estava um homem que tinha uma das mãos paralisada.
Ora eles observavam-no, para ver se iria curá-lo ao sábado, a fim de o poderem acusar.
Jesus disse ao homem da mão paralisada: «Levanta-te e vem para o meio.»
E a eles perguntou: «É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la?» Eles ficaram calados.
Então, olhando-os com indignação e magoado com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão.» Estendeu-a, e a mão ficou curada.
Assim que saíram, os fariseus reuniram-se com os partidários de Herodes para deliberar como haviam de matar Jesus.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja
Tratado sobre o Salmo 91, 3
Tudo é recriado por Cristo todos os dias, visto que o Pai tudo opera pelo Filho
Em dia de sábado era imposto a todos, sem excepção, que não fizessem nenhum
trabalho e que mesmo o descanso fosse levado a cabo em perfeita
inactividade. Como pôde então o Senhor romper a norma do sábado? [...] Em
verdade, como são grandes as obras de Deus, que sustenta os céus, fornece
luz ao sol e a todos os astros, faz crescer as plantas da terra e conserva
a vida aos homens. [...] Sim, tudo o que existe na terra e debaixo do céu
fica a dever-se a Deus Pai; tudo vem de Deus e tudo existe pelo Filho. Com
efeito, Ele é a cabeça e o princípio de tudo; n'Ele tudo foi criado (Cl 1,
16-18). E foi da Sua plenitude que, por iniciativa do Seu eterno poder, Ele
tudo criou em seguida.
Ora, se Cristo opera em tudo, é necessariamente pela acção d'Aquele que
opera em Cristo. Por isso, diz Ele: «o Meu Pai trabalha a cada momento e eu
também» (Jo 5,17), porque tudo o que faz Cristo, Filho de Deus em Quem o
Pai mora, é obra do Pai. Assim, todos os dias tudo é recriado pelo Filho,
visto que o Pai tudo opera pelo Filho. Por conseguinte, é diária a acção de
Cristo e, segundo penso, as leis da Natureza, as formas dos corpos, o
desenvolvimento e o crescimento de tudo o que existe são manifestações
dessa mesma acção.
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Profecia do Dia
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Profecia do Dia
Terça-feira, dia 22 de Janeiro de 2013
Terça-feira da 2ª semana do Tempo Comum
S. Vicente, diác., m., +304, S. Vicente Pallotti, presb., fundador, +1850, Beata Laura Vicunha, v., +1904
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «O Filho do Homem até do sábado é Senhor»: a libertação trazida por Cristo
Leituras
Heb. 6,10-20.
Irmãos: Deus não é injusto, para esquecer as vossas obras e o amor que mostrastes pelo seu nome, pondo-vos ao serviço dos santos e servindo-os ainda agora.
Desejamos, porém, que cada um de vós mostre o mesmo zelo para a plena realização da sua esperança até ao fim,
de modo que não vos torneis preguiçosos, mas imiteis aqueles que, pela fé e pela perseverança, se tornam herdeiros das promessas.
Quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha ninguém maior por quem jurar, jurou por si mesmo,
dizendo: Na verdade, Eu te abençoarei e multiplicarei a tua descendência.
E assim, Abraão, tendo esperado com paciência, alcançou a promessa.
Ora, os homens juram por alguém maior do que eles, e o juramento é para eles uma garantia que põe fim a toda a controvérsia.
Por isso, querendo Deus mostrar mais claramente aos herdeiros da promessa que a sua decisão era imutável, interveio com um juramento,
para que, graças a duas acções imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, encontrássemos grande estímulo, nós os que procurámos refúgio nele, agarrando-nos à esperança proposta.
Nessa esperança temos como que uma âncora segura e firme da alma, que penetra até ao interior do véu
onde Jesus entrou como nosso precursor, tornando-se Sumo Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec.
Salmos 111(110),1-2.4-5.9.10c.
O Senhor jamais esquecerá a sua aliança.
Louvarei o Senhor de todo o coração,
no conselho dos justos e na assembleia.
Grandes são as obras do Senhor,
dignas de meditação para quem as ama.
Instituiu um memorial das suas maravilhas:
o Senhor é misericordioso e compassivo.
Deu sustento àqueles que O temem
e jamais se esquecerá da sua aliança.
Enviou a redenção ao seu povo,
firmou com ele uma aliança eterna,
santo e venerável é o seu nome,
o louvor do Senhor permanece para sempre.
Marcos 2,23-28.
Ora num dia de sábado, indo Jesus através das searas, os discípulos puseram-se a colher espigas pelo caminho.
Os fariseus diziam-lhe: «Repara! Porque fazem eles ao sábado o que não é permitido?»
Ele disse: «Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele?
Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele?»
E disse-lhes: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.
O Filho do Homem até do sábado é Senhor.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI
Exortação apostólica «Sacramentum caritatis» §72 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana rev.)
«O Filho do Homem até do sábado é Senhor»: a libertação trazida por Cristo
Esta novidade radical que a Eucaristia introduz na vida do homem revelou-se
à consciência cristã desde o princípio; prontamente os fiéis compreenderam
a influência profunda que a celebração eucarística exercia sobre o seu
estilo de vida. Santo Inácio de Antioquia exprimia esta verdade designando
os cristãos como «aqueles que chegaram à nova esperança», e apresentava-os
como aqueles que vivem «segundo o domingo». Esta expressão do grande mártir
antioqueno põe claramente em evidência a ligação entre a realidade
eucarística e a vida cristã no seu dia-a-dia. O costume característico que
os cristãos têm de se reunir no primeiro dia depois do sábado para celebrar
a ressurreição de Cristo conforme a narração do mártir São Justino é
também o dado que define a forma da vida renovada pelo encontro com Cristo.
Mas a expressão de Santo Inácio «viver segundo o domingo» sublinha
também o valor paradigmático que este dia santo tem para os restantes dias
da semana. De facto, o domingo não se distingue com base na simples
suspensão das actividades habituais, como se fosse uma espécie de
parêntesis dentro do ritmo normal dos dias; os cristãos sempre sentiram
este dia como o primeiro da semana, porque nele se faz memória da novidade
radical trazida por Cristo. Por isso, o domingo é o dia em que o cristão
reencontra a forma eucarística própria da sua existência, segundo a qual é
chamado a viver constantemente; «viver segundo o domingo» significa viver
consciente da libertação trazida por Cristo e realizar a própria existência
como oferta de si mesmo a Deus, para que a Sua vitória se manifeste
plenamente a todos os homens através duma conduta intimamente renovada.
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domingo, 20 de janeiro de 2013
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 21 de Janeiro de 2013
Segunda-feira da 2ª semana do Tempo Comum
Santa Inês, v. m., +304
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo : «O vinho novo das bodas do Filho»
Leituras
Heb. 5,1-10.
Todo o Sumo Sacerdote tomado de entre os homens é constituído em favor dos homens, nas coisas respeitantes a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados.
Pode compadecer-se dos ignorantes e dos que erram, pois também ele está cercado de fraqueza;
por isso, deve oferecer sacrifícios, tanto pelos seus pecados, como pelos do povo.
E ninguém tome esta honra para si mesmo, mas somente quem é chamado por Deus, tal como Aarão.
Assim também Cristo não se atribuiu a glória de se tornar Sumo Sacerdote, mas concedeu-lha aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, Eu hoje te gerei.
E, como diz noutro passo: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec.
Nos dias da sua vida terrena, apresentou orações e súplicas àquele que o podia salvar da morte, com grande clamor e lágrimas, e foi atendido por causa da sua piedade.
Apesar de ser Filho de Deus, aprendeu a obediência por aquilo que sofreu
e, tornado perfeito, tornou-se para todos os que lhe obedecem fonte de salvação eterna,
tendo sido proclamado por Deus Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedec.
Salmos 110(109),1.2.3.4.
Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.
Disse o Senhor ao meu senhor:
«Senta-te à minha direita,
e Eu farei dos teus inimigos um estrado para os teus pés.»
De Sião, o Senhor estenderá
o ceptro do teu poder.
Dominarás os teus inimigos na batalha!
A tua família é de nobres, desde o dia em que nasceste;
no esplendor do santuário,
das entranhas da madrugada, como orvalho, Eu te gerei.
O Senhor jurou e não voltará atrás:
«Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedec.»
Marcos 2,18-22.
Naquele tempo, os discípulos de João e os fariseus guardavam jejum. Vieram perguntar a Jesus: «Porque é que os discípulos de João e os dos fariseus guardam jejum, e os teus discípulos não jejuam?»
Jesus respondeu: «Poderão os convidados para a boda jejuar enquanto o esposo está com eles? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar.
Dias virão em que o esposo lhes será tirado; e então, nesses dias, hão-de jejuar.»
«Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha, pois o pano novo puxa o tecido velho e o rasgão fica maior.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho romperá os odres e perde-se o vinho, tal como os odres. Mas vinho novo, em odres novos.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão sobre Marcos 2; PL 52, 287
«O vinho novo das bodas do Filho»
«Porque é que nós jejuamos e os Teus discípulos não jejuam?» Porquê? Porque
para vós o jejum é uma questão de lei. Não é um dom espontâneo. Em si
mesmo, o jejum não tem valor; o que conta é o desejo daquele que jejua. Que
proveito pensais tirar do vosso jejum, se jejuais constrangidos e forçados
por uma lei? O jejum é um arado maravilhoso para lavrar o campo da
santidade. Mas os discípulos de Cristo foram enviados a trabalhar no campo
já maduro da santidade; eles comem o pão da colheita nova. Como poderiam
eles ser obrigados a praticar jejuns agora caducos? «Poderão os convidados
para a boda jejuar enquanto o Esposo está com eles?»
Aquele que se casa entrega-se inteiramente à alegria e toma parte do
banquete; mostra-se muito afável e alegre para com os convidados; faz tudo
o que lhe inspira o seu afecto pela esposa. Cristo celebra as Suas bodas
com a Igreja enquanto vive na terra. É por isso que aceita tomar parte nas
refeições para as quais é convidado. Cheio de benevolência e amor,
mostra-Se humano, acessível e amável. Não veio Ele para unir o homem a Deus
e fazer dos Seus companheiros membros da família de Deus?
Do mesmo modo, diz Jesus: «Ninguém deita remendo de pano novo em roupa
velha». Esse pano novo é o tecido do Evangelho, que está em vias de ser
entretecido com a lã do Cordeiro de Deus: uma veste real que o sangue da
Paixão irá em breve tingir de vermelho. Como aceitaria Cristo unir esse
pano novo com a vetustez do legalismo de Israel? [...] Assim como «ninguém
deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho romperá os odres e
perde-se o vinho, tal como os odres. Mas vinho novo, em odres novos.» Esses
odres novos são os cristãos. O jejum de Cristo é que purificará esses odres
de toda a sujidade, para que fique intacto o sabor do vinho novo. O cristão
torna-se assim o odre novo, pronto a receber o vinho novo, o vinho das
bodas do Filho, pisado na prensa da cruz.
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