Segunda-feira, dia 04 de Fevereiro de 2013
Segunda-feira da 4ª semana do Tempo Comum
S. João de Brito, presbítero e mártir, +1693
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato Charles de Foucauld : «Vai para tua casa, para junto dos teus, e conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti»
Leituras
Heb. 11,32-40.
Irmãos: Que mais direi? Faltar-me-ia o tempo se quisesse falar acerca de Gedeão, Barac, Sansão, Jefté, David e Samuel e dos profetas,
os quais, pela fé, conquistaram reinos, exerceram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca de leões,
extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza, recobraram a força, tornaram-se fortes na guerra, e puseram em fuga exércitos estrangeiros.
Algumas mulheres recuperaram os seus mortos por meio da ressurreição. Alguns foram torturados, não querendo aceitar a libertação, para obterem uma ressurreição melhor;
outros sofreram a prova dos escárnios e dos flagelos, das cadeias e da prisão.
Foram apedrejados, serrados ao meio, mortos ao fio da espada; andaram errantes cobertos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, atribulados e maltratados;
homens de quem o mundo não era digno, andaram vagueando pelos desertos, pelos montes, pelas grutas e pelas cavidades da terra.
E todos estes, apesar de terem recebido um bom testemunho, graças à sua fé, não alcançaram a realização da promessa,
porque Deus tinha previsto algo de melhor para nós, de modo que eles não alcançassem a perfeição sem nós.
Salmos 31(30),20.21.22.23.24.
Tende coragem e animai-vos, vós todos que esperais no Senhor.
Como é grande, Senhor, a tua bondade,
que tens reservada para os que Te temem!
À vista dos homens Tu a concedes
àqueles que em Ti confiam.
Ao abrigo da tua face, Tu os guardas
das intrigas dos homens;
na tua tenda os defendes
contra as línguas maldizentes.
Bendito seja o SENHOR, que, pelo seu amor,
fez maravilhas por mim na cidade fortificada.
Na minha ansiedade, eu dizia:
"Fui banido da tua presença."
Tu, porém, ouviste o brado da minha súplica,
quando eu te invoquei.
Amai o Senhor,
todos vós, que sois seus amigos!
O Senhor protege os seus fiéis,
mas castiga com rigor os orgulhosos.
Marcos 5,1-20.
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos chegaram à outra margem do mar, à região dos gerasenos.
Logo que Jesus desceu do barco, veio ao seu encontro, saído dos túmulos, um homem possesso de um espírito maligno.
Tinha nos túmulos a sua morada, e ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo com uma corrente,
pois já fora preso muitas vezes com grilhões e correntes, e despedaçara os grilhões e quebrara as correntes; ninguém era capaz de o dominar.
Andava sempre, dia e noite, entre os túmulos e pelos montes, a gritar e a ferir-se com pedras.
Avistando Jesus ao longe, correu, prostrou-se diante dele
e disse em alta voz: «Que tens a ver comigo, ó Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te, por Deus, que não me atormentes!»
Efectivamente, Jesus dizia: «Sai desse homem, espírito maligno.»
Em seguida, perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?» Respondeu: «O meu nome é Legião, porque somos muitos.»
E suplicava-lhe insistentemente que não o expulsasse daquela região.
Ora, ali próximo do monte, andava a pastar uma grande vara de porcos.
E os espíritos malignos suplicaram a Jesus: «Manda-nos para os porcos, para entrarmos neles.»
Jesus consentiu. Então, os espíritos malignos saíram do homem e entraram nos porcos, e a vara, cerca de uns dois mil, precipitou-se do alto no mar e ali se afogou.
Os guardas dos porcos fugiram e levaram a notícia à cidade e aos campos. As pessoas foram ver o que se passara.
Ao chegarem junto de Jesus, viram o possesso sentado, vestido e em perfeito juízo, ele que estivera possuído de uma legião; e ficaram cheias de temor.
As testemunhas do acontecimento narraram-lhes o que tinha sucedido ao possesso e o que se passara com os porcos.
Então, pediram a Jesus que se retirasse do seu território.
Jesus voltou para o barco e o homem que fora possesso suplicou-lhe que o deixasse andar com Ele.
Não lho permitiu. Disse-lhe antes: «Vai para tua casa, para junto dos teus, e conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti e como teve misericórdia de ti.»
Ele retirou-se, começou a apregoar na Decápole o que Jesus fizera por ele, e todos se maravilhavam.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Meditações sobre os Evangelhos, n°194
«Vai para tua casa, para junto dos teus, e conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti»
Quando desejarmos seguir Jesus, não nos espantemos se Ele não no-lo
permitir de imediato, ou mesmo se não no-lo permitir nunca. [...] Com
efeito, a Sua visão tem maior alcance do que a nossa; Ele quer, não só o
nosso bem, mas o bem de todos. [...]
É evidente que partilharmos a nossa vida com e como os apóstolos é um bem e
uma graça, e devemos tentar sempre aproximar-nos desta imitação da Sua
vida. Mas esta é apenas uma graça exterior; ao cumular-nos interiormente de
graça, Deus pode tornar-nos muito mais santos sem essa imitação perfeita
[...] do que com ela. Ele pode, aumentando em nós a fé, a esperança e a
caridade, tornar-nos muito mais perfeitos no mundo, ou numa ordem
[religiosa] moderada, do que o seríamos no deserto ou numa ordem austera.
[...] Se Deus não permitir que O sigamos, não fiquemos surpreendidos, nem
temerosos, nem tristes. Pensemos, antes, que Ele nos trata como tratou o
geraseno e que tem motivos muito sábios e muito ocultos para tal. O que
devemos fazer é obedecer-Lhe e fazer a Sua vontade. Aliás [...], talvez
Jesus tenha permitido que o geraseno se juntasse aos apóstolos alguns meses
ou alguns anos mais tarde.
Sempre que nos seja possível, tentemos ter a vida mais perfeita e, por
agora, viver com perfeição a vida que Jesus nos destina, aquela onde Ele
nos quer. Vivamo-la como Ele próprio a viveria se essa fosse a vontade de
Seu Pai; façamos tudo como Ele o faria, se Seu Pai o colocasse nesta
situação. [...] A verdadeira perfeição é fazer a vontade de Deus.
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domingo, 3 de fevereiro de 2013
Profecia do Dia
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Profecia do Dia
Domingo, dia 03 de Fevereiro de 2013
4º Domingo do Tempo Comum - Ano C
S. Brás, bispo e mártir, +316, S. Oscar (Ansgário), bispo, +865
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Passando pelo meio deles, Jesus seguiu o Seu caminho»
Leituras
Jer. 1,4-5.17-19.
No tempo de Josias, rei de Judá, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
«Antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constituí profeta das nações.»
Tu, porém, cinge os teus rins, levanta-te e diz-lhes tudo o que Eu te ordenar. Não temas diante deles; se não, serei Eu a fazer-te temer na sua presença.
E eis que hoje te estabeleço como cidade fortificada, como coluna de ferro e muralha de bronze, diante de todo este país, dos reis de Judá e de seus chefes, dos sacerdotes e do povo da terra.
Far-te-ão guerra, mas não hão-de vencer, porque Eu estou contigo para te salvar» oráculo do Senhor.
Salmos 71(70),1-2.3-4a.5-6ab.15ab.17.
A minha boca proclamará a vossa salvação.
Em ti, Senhor, me refugio,
jamais serei confundido.
Pela tua justiça, livra-me e protege-me;
inclina para mim os teus ouvidos e salva-me.
Sê a minha protecção e o refúgio,
A fortaleza da minha salvação.
Tu és a minha defesa e o meu refúgio:
Meu Deus, livra-me das mãos do ímpio.
Tu és a minha esperança, ó Senhor Deus,
e a minha confiança desde a juventude.
Em ti me apoio desde o seio materno,
desde o ventre materno és o meu protector.
A minha boca proclamará a tua justiça,
e todo o dia anunciarei a tua salvação,
Desde a juventude Vós me ensinais
e até hoje anunciei sempre os vossos prodígios.
1 Cor. 12,31.13,1-13.
Irmãos: Aspirai, porém, aos melhores dons. Aliás, vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros.
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará. As profecias terão o seu fim, o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Mas, quando me tornei homem, deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face. Agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior de todas é o amor.
Lucas 4,21-30.
Naquele tempo, Jesus começou a falar na sinagoga de Nazaré dizendo: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.»
Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam com as palavras repletas de graça que saíam da sua boca. Diziam: «Não é este o filho de José?»
Disse-lhes, então: «Certamente, ides citar-me o provérbio: 'Médico, cura-te a ti mesmo.' Tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaúm, fá-lo também aqui na tua terra.»
Acrescentou, depois: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria.
Posso assegurar-vos, também, que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra;
contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas sim a uma viúva que vivia em Sarepta de Sídon.
Havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi purificado senão o sírio Naaman.»
Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor.
E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de o precipitarem dali abaixo.
Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu-o seu caminho.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão Delbeau 61, 14-18
«Passando pelo meio deles, Jesus seguiu o Seu caminho»
Veio até nós um médico para nos restituir a saúde: Nosso Senhor, Jesus
Cristo. Tendo encontrado a cegueira do nosso coração, prometeu-nos a luz
que «os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, o coração do homem não
pressentiu» (1Cor 2,9).
A humildade de Jesus Cristo é o remédio do nosso orgulho. Não duvides nunca
de Quem te traz a cura e sê humilde, tu por quem Deus Se fez humilde. Com
efeito, Ele bem sabia que o remédio da humildade seria a tua cura, porque
conhece muito bem a enfermidade e sabe muito bem como curá-la. Uma vez que
não podias ser tu a visitar o Médico, foi o Médico Quem veio visitar-te.
[...] Veio ver-te e veio em teu socorro porque sabe muito bem do que
necessitas.
Deus veio na Sua humildade para que o homem O pudesse imitar, pois se
tivesse permanecido inacessível, como poderíamos nós imitá-Lo? E, sem O
imitar, como poderíamos nós ser curados? Veio na humildade porque sabia
muito bem qual o remédio que devia receitar: um pouco amargo, por certo,
mas salutar. E tu? Continuas a duvidar d'Ele, de Quem te oferece a Sua
taça, e murmuras: «Mas que Deus é este, Senhor? Nasceu, sofreu, foi coberto
de escarros, coroado de espinhos, cravado numa cruz!» Miserável alma, que
vês a humildade do médico mas não o cancro do teu orgulho! E é por isso que
a humildade não te agrada. [...]
Por vezes acontece aos doentes mentais baterem nos médicos, mas neste caso
o Médico, misericordioso, não só não fica indignado com quem Lhe bate, mas
também cuida de o tratar. [...] O nosso Médico não teme ser atacado por
pacientes dementes. Ele fez da Sua morte o seu remédio. Com efeito, Ele
morreu e ressuscitou.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Profecia do Dia
Sabado, dia 02 de Fevereiro de 2013
Apresentação do Senhor, festa.
Nossa Senhora dos Navegantes
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bernardo : «Maria e José levaram Jesus a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor»
Leituras
Malaquias 3,1-4.
Assim fala o Senhor: «Vou enviar o meu mensageiro, a fim de que ele prepare o caminho à minha frente. E imediatamente entrará no seu santuário o Senhor, que vós procurais, e o mensageiro da aliança, que vós desejais. Ei-lo que chega! , diz o Senhor do universo.
Quem suportará o dia da sua chegada? Quem poderá resistir, quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor e como a barrela das lavadeiras.
Ele sentar-se-á como fundidor e purificador. Purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata. E assim eles serão para o Senhor os que apresentam a oferta legítima.
Então, a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor como nos dias antigos, como nos anos de outrora.
Salmos 24(23),7.8.9.10.
O Senhor do Universo é o Rei da glória.
Ó portas, levantai os vossos umbrais!
Alteai-vos, pórticos eternos,
que vai entrar o rei glorioso.
Quem é esse rei glorioso?
É o Senhor, poderoso herói,
o Senhor, herói na batalha.
Ó portas, levantai os vossos umbrais!
Alteai-vos, pórticos eternos,
que vai entrar o rei glorioso.
Quem é Ele, esse rei glorioso?
É o Senhor do universo!
É Ele o rei glorioso.
Lucas 2,22-40.
Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor,
conforme está escrito na Lei do Senhor: «Todo o primogénito varão será consagrado ao Senhor»
e para oferecerem em sacrifício, como se diz na Lei do Senhor, duas rolas ou duas pombas.
Ora, vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso e esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava nele.
Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor.
Impelido pelo Espírito, veio ao templo, quando os pais trouxeram o menino Jesus, a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito.
Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo:
«Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo,
porque meus olhos viram a Salvação
que ofereceste a todos os povos,
Luz para se revelar às nações e glória de Israel, teu povo.»
Seu pai e sua mãe estavam admirados com o que se dizia dele.
Simeão abençoou os e disse a Maria, sua mãe: «Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição;
uma espada trespassará a tua alma. Assim hão-de revelar-se os pensamentos de muitos corações.»
Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, a qual era de idade muito avançada. Depois de ter vivido casada sete anos, após o seu tempo de donzela,
ficou viúva até aos oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, participando no culto noite e dia, com jejuns e orações.
Aparecendo nessa mesma ocasião, pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.
Depois de terem cumprido tudo o que a Lei do Senhor determinava, regressaram à Galileia, à sua cidade de Nazaré.
Entretanto, o menino crescia e robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
3º Sermão para a Apresentação, §2
«Maria e José levaram Jesus a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor»
Oferece o teu Filho, Virgem santa, e apresenta ao Senhor o bendito fruto de
teu ventre (Lc 1,42). Oferece a todos, para nossa reconciliação, a vítima
santa que agrada a Deus. Deus aceitará sem dúvida esta nova oferenda, esta
vítima de grande preço, acerca de Quem disse: «Este é o Meu Filho muito
amado, no qual pus todo o Meu agrado» (Mt 3,17).
Tal oferenda, irmãos, parece contudo algo suave: foi simplesmente
apresentada ao Senhor, resgatada por pombas e imediatamente levada. Virá o
dia em que o Filho já não será oferecido ao Templo, nem tomado nos braços
de Simeão mas sê-lo-á fora da cidade, e nos braços da cruz. Virá o dia em
que Ele já não será resgatado pelo sangue de uma vítima, mas em que será
Ele a resgatar os outros com o Seu próprio sangue [...]. Será o sacrifício
da noite. E este é o sacrifício da manhã: um sacrifício alegre. Mas aquele
será total, e não será oferecido na altura do nascimento mas na plenitude
da idade. A um e a outro pode aplicar-se o que o profeta havia predito:
«[...] ofereceu-Se, porque Ele próprio assim o quis» (Is 53,7 Vulg). Hoje,
com efeito, não Se ofereceu porque tivesse necessidade de Se oferecer, ou
porque estivesse sujeito à Lei, mas porque Ele próprio o quis. E já na
cruz, igualmente, não Se oferecerá porque tenha merecido a morte, ou porque
os Seus inimigos tivessem poder sobre Ele, mas porque Ele próprio o quis.
Portanto, «de bom grado eu Te oferecerei sacrifícios», Senhor (Sl 53,8),
porque foi voluntariamente que Te ofereceste para a minha salvação [...].
Ofereçamos-Lhe também nós, irmãos, o que de melhor temos, ou seja, nós
próprios. Ele ofereceu-Se a Si próprio; quem és tu, para hesitares
ofereceres-te inteiro?
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