sábado, 23 de fevereiro de 2013

Profecia do Dia

Domingo, dia 24 de Fevereiro de 2013
2º Domingo da Quaresma - Ano C

S. Sérgio, mártir, +304,  S. Lázaro, monge, séc. IX



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Alexandria : «Moisés e Elias [...] falavam da Sua morte, que ia acontecer em Jerusalém»

Leituras

Gén. 15,5-12.17-18.


E, conduzindo-o para fora, disse-lhe: «Levanta os olhos para o céu e conta as estrelas, se fores capaz de as contar.» E acrescentou: «Pois bem, será assim a tua descendência.»
Abrão confiou no Senhor, e Ele considerou-lhe isso como mérito.
O Senhor disse-lhe depois: «Eu sou o Senhor que te mandou sair de Ur, na Caldeia, para te dar esta terra.»
Perguntou-lhe Abrão: «Senhor Deus, como saberei que tomarei posse dela?»
Disse-lhe o Senhor: «Toma uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, uma rola e um pombo ainda novo.»
Abrão foi procurar todos estes animais, cortou-os ao meio e dispôs cada metade em frente uma da outra; não cortou, porém, as aves.
As aves de rapina desciam sobre as carnes mortas, mas Abrão afugentava-as.
Ao pôr-do-sol, apoderou-se dele um sono profundo; ao mesmo tempo, sentiu-se apavorado e foi envolvido por densa treva.
Quando o Sol desapareceu, e sendo completa a escuridão, surgiu um braseiro fumegante e uma chama ardente, que passou entre as metades dos animais.
Naquele dia, o Senhor concluiu uma aliança com Abrão, dizendo-lhe: «Dou esta terra à tua descendência, desde o rio do Egipto até ao grande rio, o Eufrates,


Salmos 27(26),1.7-8.9abc.13-14.


O Senhor é minha luz e salvação:
de quem terei medo?
O Senhor é o baluarte da minha vida:
quem me assustará?

Ouve, Senhor, a voz da minha súplica,
tem compaixão de mim e responde-me.
O meu coração murmura por ti,
os meus olhos te procuram;
é a tua face que eu procuro, Senhor.

Não desvies de mim o teu rosto,
nem afastes, com ira, o teu servo.
Tu és o meu amparo: não me rejeites nem abandones,
ó Deus, meu salvador!

Creio, firmemente, vir a contemplar
a bondade do Senhor na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte,
tem coragem e confia no Senhor.



Filip. 3,17-21.4,1.


Sede todos meus imitadores, irmãos, e olhai atentamente para aqueles que procedem conforme o modelo que tendes em nós.
É que muitos –de quem várias vezes vos falei e agora até falo a chorar – são, no seu procedimento, inimigos da cruz de Cristo:
o seu fim é a perdição, o seu Deus é o ventre, e gloriam-se da sua vergonha – esses que estão presos às coisas da terra.
É que, para nós, a cidade a que pertencemos está nos céus, de onde certamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.
Ele transfigurará o nosso pobre corpo, conformando-o ao seu corpo glorioso, com aquela energia que o torna capaz de a si mesmo sujeitar todas as coisas.
Portanto, meus caríssimos e saudosos irmãos, minha coroa e alegria, permanecei assim firmes no Senhor, caríssimos.


Lucas 9,28b-36.


Uns oito dias depois destas palavras, levando consigo Pedro, João e Tiago, Jesus subiu ao monte para orar.
Enquanto orava, o aspecto do seu rosto modificou-se, e as suas vestes tornaram-se de uma brancura fulgurante.
E dois homens conversavam com Ele: Moisés e Elias,
os quais, aparecendo rodeados de glória, falavam da sua morte, que ia acontecer em Jerusalém.
Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele.
Quando eles iam separar-se de Jesus, Pedro disse-lhe: «Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.» Não sabia o que estava a dizer.
Enquanto dizia isto, surgiu uma nuvem que os cobriu e, quando entraram na nuvem, ficaram atemorizados.
E da nuvem veio uma voz que disse: «Este é o meu Filho predilecto. Escutai-o.»
Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou só. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, nada contaram a ninguém do que tinham visto.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja
Homilias sobre a Transfiguração, 9; PG 77, 1011

«Moisés e Elias [...] falavam da Sua morte, que ia acontecer em Jerusalém»

Jesus subiu à montanha com os três discípulos que escolheu. Depois foi
transfigurado por uma luz fulgurante e divina, a ponto de as Suas vestes
parecerem brilhar como a luz. Seguidamente, Moisés e Elias envolveram
Jesus, falaram entre eles da Sua partida, que haveria de acontecer em
Jerusalém, quer dizer, do mistério da Sua incarnação e da Sua Paixão
salvadora, que haeria de concretizar-se na cruz. Porque é verdade que a lei
de Moisés e a pregação dos profetas tinham mostrado antecipadamente o
mistério de Cristo. [...] Esta presença de Moisés e de Elias, e a conversa
entre eles, tinha como objectivo mostrar que a Lei e os profetas formavam
como que o cortejo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Senhor que tinham
profetizado. [...] Depois de terem aparecido não se calavam, falando da
glória de que o Senhor ia ser cumulado em Jerusalém pela Sua Paixão e pela
Sua cruz e, sobretudo, pela Sua ressurreição.


Talvez o bem-aventurado São Pedro, acreditando que tinha chegado o Reino de
Deus, tenha desejado permanecer na montanha, porque disse que deviam fazer
«três tendas». [...]. «Não sabia o que estava a dizer». Porque ainda não
tinha chegado o fim do mundo e não será no tempo presente que os santos
usufruirão da esperança que lhes foi prometida. É que São Paulo afirma:
«Ele transfigurará o nosso pobre corpo, conformando-o ao Seu corpo
glorioso» (Fil 3, 21).


Uma vez que o projecto da Salvação ainda não estava completo, estando
apenas no seu começo, não era possível que Cristo, que tinha vindo ao mundo
por amor, renunciasse a querer sofrer por ele. Porque Ele manteve a
natureza humana para sofrer a morte na Sua carne, e para a destruir pela
Sua ressurreição de entre os mortos.




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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Profecia do Dia

Sabado, dia 23 de Fevereiro de 2013
Sábado da 1ª semana da Quaresma

S. Policarpo, bispo, mártir, +155,  Beata Rafaela Ibarra, leiga, fundadora, +1900



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Policarpo : «Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem»

Leituras

Deut. 26,16-19.


Moisés falou ao povo, dizendo:«O Senhor, teu Deus, ordena-te hoje que cumpras estas leis e preceitos. Observa-os e cumpre-os com todo o teu coração e com toda a tua alma.
Hoje, declaraste ao Senhor que Ele seria o teu Deus e que andarias nos seus caminhos, observando as suas leis, os seus preceitos e os seus mandamentos.
Por sua vez, o Senhor declarou-te hoje que serias o seu povo particular, como te tinha dito, e que deverias observar todos os seus mandamentos;
que te tornaria superior em honra, fama e esplendor a todos os povos que Ele tinha criado; que serias um povo consagrado ao Senhor, teu Deus, como Ele tinha dito.»


Salmos 119(118),1-2.4-5.7-8.


Felizes os que seguem o caminho da rectidão
e vivem segundo a lei do Senhor.
Felizes os que cumprem os seus preceitos
e o procuram com todo o coração.

Promulgaste os teus preceitos  
para se cumprirem fielmente.  
Oxalá os meus passos sejam firmes  
no cumprimento dos teus decretos.  

Poderei louvar-te de coração sincero,  
instruído pelos teus justos juízos.  
Hei-de cumprir as tuas leis;  
não me abandones mais!   



Mateus 5,43-48.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:«Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.
Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.
Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores.
Porque, se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem já isso os cobradores de impostos?
E, se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos?
Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Policarpo (69-155), bispo, mártir
Carta aos Filipenses, 8-12

«Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem»

Permaneçamos indefectivelmente ligados à nossa esperança e ao garante da
nossa justiça, Jesus Cristo. «Ele suportou os nossos pecados no Seu corpo»;
e no entanto, «Ele que não cometeu pecado e a Sua boca não proferiu
mentira» (1P 2,24.22). Mas tudo suportou para que vivamos n'Ele. Sejamos
imitadores da Sua constância e, se sofrermos pelo Seu nome,
glorifiquemo-Lo. Tal é o exemplo que Ele próprio nos deu (Jo 13,15) e no
qual acreditámos. [...] Perseverai nestes sentimentos e segui o exemplo do
Senhor, firmes e inabaláveis na fé, amando-vos como irmãos, cheios de
afeição mútua, unidos na verdade, ajudando-vos uns aos outros com a ternura
do Senhor, sem desprezar ninguém. [...]


Estou seguro de que conheceis bem os livros sagrados e que eles já não têm
mistérios para vós. Não partilho a vossa erudição. Mas basta-me esta
citação das Escrituras: «Se vos irardes, não pequeis; não se ponha o sol
sobre a vossa ira» (Ef 4,26). Felizes aqueles que se recordam desta
palavra! Creio que vós estais entre eles.


Que Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, e Ele próprio, o Grande
Sacerdote eterno (He 2,17), Jesus Cristo, Filho de Deus, vos fortaleçam na
fé e na verdade, com serenidade, sem cólera, na paciência, na constância,
na coragem e na castidade. Que vos façam partilhar a herança dos santos,
tal como a nós e a todos aqueles que vivem debaixo do céu e crêem em Nosso
Senhor Jesus Cristo e no Seu Pai, que O ressuscitou dos mortos. Orai por
todos os santos. Orai também pelos reis, os príncipes, os magistrados, por
aqueles que vos perseguem e vos odeiam, pelos inimigos da cruz, e que assim
todos possam contemplar o fruto que vós trazeis e que nele sejais
perfeitos.




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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 22 de Fevereiro de 2013
Cádeira de São Pedro, apóstolo - festa

Cadeira de São Pedro
Beato Diogo Carvalho, presbítero, mártir, +1624



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja»

Leituras

1 Pedro 5,1-4.


Aos presbíteros que há entre vós, eu – presbítero como eles e que fui testemunha dos padecimentos de Cristo e também participante da glória que se há-de manifestar – dirijo-vos esta exortação:
Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, governando-o não à força, mas de boa vontade, tal como Deus quer; não por um mesquinho espírito de lucro, mas com zelo;
não com um poder autoritário sobre a herança do Senhor, mas como modelos do rebanho.
E, quando o supremo Pastor se manifestar, então recebereis a coroa imperecível da glória.


Salmos 23(22),1-3a.3b-4.5.6.


O Senhor é meu pastor: nada me faltará.
Leva-me a descansar em verdes prados,  
conduz-me às águas refrescantes,   
reconforta a minha alma,

e guia-me por caminhos rectos, por amor do seu nome.
Ainda que atravesse vales tenebrosos,
de nenhum mal terei medo
porque Tu estás comigo.
A tua vara e o teu cajado dão-me confiança.

Preparas a mesa para mim
à vista dos meus inimigos;
ungiste com óleo a minha cabeça;
a minha taça transbordou.

Na verdade, a tua bondade e o teu amor
hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.



Mateus 16,13-19.


Naquele tempo, ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?»
Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.»
Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.»
Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu.
Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela.
Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Papa Bento XVI
Audiência geral de 07/06/2006 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana rev.)

«Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja»

«Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha
Igreja. [...] Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na
terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado
no Céu.» As três metáforas às quais Jesus recorre são em si muito claras:
Pedro será o fundamento rochoso sobre o qual se apoiará o edifício da
Igreja; ele terá as chaves do Reino dos céus para abrir ou fechar a quem
melhor julgar; por fim, ele poderá ligar ou desligar, no sentido em que
poderá estabelecer ou proibir o que considerar necessário para a vida da
Igreja, que é e permanece de Cristo. É sempre a Igreja de Cristo, e não de
Pedro. Deste modo, é descrito com imagens [...] o que a reflexão posterior
qualificará com a designação de «primado de jurisdição».Esta posição de
preeminência que Jesus decidiu conferir a Pedro verifica-se também depois
da ressurreição: Jesus encarrega as mulheres de irem anunciar a Pedro;
[...] será Pedro a primeira testemunha de uma aparição do Ressuscitado (cf
Lc 24,34; 1 Cor 15,5). [...] Depois, o facto de vários textos-chave
relativos a Pedro poderem ser relacionados com o contexto da Última Ceia,
na qual Cristo confere a Pedro o ministério de confirmar os irmãos (cf Lc
22,31ss.), mostra que a Igreja, que nasce do memorial pascal celebrado na
Eucaristia, tem no ministério confiado a Pedro um dos seus elementos
constitutivos.Esta contextualização [...] indica também o sentido último
deste primado: Pedro deve ser, ao longo dos tempos, o guardião da comunhão
com Cristo; deve conduzir à comunhão com Cristo; deve preocupar-se por que
a rede não se rompa e assim possa perdurar a comunhão universal. Só juntos
podemos estar com Cristo, que é o Senhor de todos. A responsabilidade de
Pedro é, assim, garantir a comunhão com Cristo, pela caridade de Cristo,
conduzindo à realização desta caridade na vida de todos os dias.




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