Terça-feira, dia 09 de Abril de 2013
Terça-feira da 2ª semana da Páscoa
Santo Acácio de Amida, bispo, séc. V, Beata Celestina Faron, mártir, 1944
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Efrém : «Pois ninguém subiu ao Céu a não ser Aquele que desceu do Céu»
Leituras
Actos 4,32-37.
A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum.
Com grande poder, os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e uma grande graça operava em todos eles.
Entre eles não havia ninguém necessitado, pois todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas, traziam o produto da venda
e depositavam-no aos pés dos Apóstolos. Distribuía-se, então, a cada um conforme a necessidade que tivesse.
Assim, um levita cipriota, de nome José, a quem os Apóstolos chamaram Barnabé, isto é, «filho da consolação»,
possuía uma terra; vendeu-a e trouxe a importância, que depositou aos pés dos Apóstolos.
Salmos 93(92),1ab.1c-2.5.
O Senhor é rei,
revestiu-Se de majestade.
revestido e cingido de poder está o Senhor.
Firmou o universo, que não vacilará.
Firmou o universo, que não vacilará.
O teu trono, Senhor, está firme desde sempre;
e Tu existes desde a eternidade.
São dignos de fé os teus testemunhos,
a tua casa está adornada de santidade
por todo o sempre, ó Senhor!
João 3,7b-15.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Não te admires por Eu te ter dito: 'Vós tendes de nascer do Alto.'
O vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito.»
Nicodemos interveio e disse-lhe: «Como pode ser isso?»
Jesus respondeu-lhe: «Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas?
Em verdade, em verdade te digo: nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho.
Se vos falei das coisas da terra e não credes, como é que haveis de crer quando vos falar das coisas do Céu?
Pois ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem.
Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto,
a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja
Hino 1 sobre a Ressurreição
«Pois ninguém subiu ao Céu a não ser Aquele que desceu do Céu»
O Pastor de todos desceu,
Procurou Adão, ovelha perdida,
Levou-o aos ombros e subiu.
Fez de Si mesmo sacrifício oferecido ao Senhor do rebanho (cf Lc 15,4; Jo
10,11).
Bendita seja a Sua descida até nós!
Ele veio, orvalho e chuva vivificante,
A Maria, essa terra sedenta.
O grão de trigo desceu à terra
E dela voltou a subir, ramo e pão novo (Jo 12,24).
Bendita seja a Sua oferenda! [...]
Do alto, o poder desceu para nós;
Do seio da Virgem, a esperança brilhou para nós;
Do sepulcro, a vida surgiu para nós,
À direita do Pai, Ele Se senta como rei para nós.
Bendita seja a Sua honra!
Do alto jorrou como um rio;
De Maria saiu como um rebento;
Do bosque suspendeu-Se como um fruto,
E subiu ao céu, oferenda das primícias.
Bendita seja a Sua vontade!
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segunda-feira, 8 de abril de 2013
Profecia do Dia
domingo, 7 de abril de 2013
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 08 de Abril de 2013
ANUNCIAÇÃO DO SENHOR, solenidad
Anunciação do Senhor (ofício próprio)
Santa Júlia Billiart, virgem, fundadora, +1816, Santa Cacilda, princesa moura, eremita, +1007
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II : «Eis a serva do Senhor»
Leituras
Is. 7,10-14.8,10b.
Naqueles dias, o Senhor mandou dizer ao rei Acaz a seguinte mensagem:
«Pede ao SENHOR teu Deus um sinal, quer no fundo dos abismos, quer lá no alto dos céus.»
Acaz respondeu: «Não pedirei tal coisa, não tentarei o SENHOR.»
Isaías respondeu: «Escuta, pois, casa de David: Não vos basta já ser molestos para os homens, senão que também ousais sê-lo para o meu Deus?
Por isso, o Senhor, por sua conta e risco, vos dará um sinal. Olhai: a jovem está grávida e vai dar à luz um filho, e há-de pôr-lhe o nome de Emanuel.
Traçai planos, que serão frustrados; ordenai ameaças, que não serão executadas, pois temos o Emanuel: «Deus-connosco.»
Salmos 40(39),7-8a.8b-9.10.11.
Não quiseste sacrifícios nem oblações,
mas abriste-me os ouvidos para escutar;
não pediste holocaustos nem vítimas.
Então eu disse: «Aqui estou!»
No Livro da Lei está escrito
aquilo que devo fazer.»
Esse é o meu desejo, ó meu Deus;
a tua lei está dentro do meu coração.
Anunciei a tua justiça na grande assembleia;
Tu bem sabes, Senhor, que não fechei os meus lábios.
Não escondi a tua justiça no fundo do coração;
proclamei a tua fidelidade e a tua salvação.
Não ocultei à grande assembleia
a tua bondade e a tua verdade.
Heb. 10,4-10.
Irmãos: Uma vez que é impossível que o sangue dos touros e dos bodes apague os pecados.
Por isso, ao entrar no mundo, Cristo diz: Tu não quiseste sacrifício nem oferenda, mas preparaste-me um corpo.
Não te agradaram holocaustos nem sacrifícios pelos pecados.
Então, Eu disse: Eis que venho como está escrito no livro a meu respeito para fazer, ó Deus, a tua vontade.
Disse primeiro: Não quiseste nem te agradaram sacrifícios, oferendas e holocaustos pelos pecados e, no entanto, eram oferecidos segundo a Lei.
Disse em seguida: Eis que venho para fazer a tua vontade. Suprime, assim, o primeiro culto, para instaurar o segundo.
E foi por essa vontade que nós fomos santificados, pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre.
Lucas 1,26-38.
Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,
a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria.
Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.»
Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação.
Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus.
Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus.
Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David,
reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.»
Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?»
O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus.
Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril,
porque nada é impossível a Deus.»
Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II
Constituição dogmática sobre a Igreja «Lumen gentium», § 56
«Eis a serva do Senhor»
O Pai das misericórdias quis que a Encarnação fosse precedida de uma
aceitação por parte daquela que Ele predestinara para ser a Mãe. Ele quis
assim que, como uma mulher contribuiu para a morte (Gn 3), também outra
mulher contribuísse para a vida. É o que se verifica de modo sublime na Mãe
de Jesus: dando à luz ao mundo a própria Vida, que tudo renova, Deus
adornou-a com dons dignos de uma tão grande missão; e, por isso, não é de
admirar que os santos Padres chamem com frequência à Mãe de Deus «toda
santa» e «imune de toda a mancha de pecado», visto que o próprio Espírito
Santo a modelou e dela fez uma nova criatura. Enriquecida, desde o primeiro
instante da sua conceição, com os esplendores duma santidade singular, a
Virgem de Nazaré é saudada pelo Anjo, da parte de Deus, como «cheia de
graça»; e responde ao mensageiro celeste: «Eis a escrava do Senhor, faça-se
em mim segundo a tua palavra».
Deste modo, Maria, filha de Adão, dando o seu consentimento à palavra
divina, tornou-se Mãe de Jesus e, não retida por qualquer pecado, abraçou
de todo o coração o desígnio salvador de Deus, consagrou-se totalmente,
como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, subordinada a Ele e
juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus omnipotente o mistério da
Redenção. Por isso, consideram com razão os Santos Padres que Maria não foi
utilizada por Deus como instrumento meramente passivo, mas que cooperou
livremente, pela fé e a obediência, na salvação dos homens. Como diz Santo
Ireneu, «obedecendo, Ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o
género humano».
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sábado, 6 de abril de 2013
Profecia do Dia
Domingo, dia 07 de Abril de 2013
2º Domingo da Páscoa (Divina Misericórdia) - Ano C
S. João Baptista de la Salle, presbítero, fundador, +1719, S. Pedro Nguyen Van Luu, presbítero, mártir, +1861
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II : «Recebei o Espírito Santo»
Leituras
Actos 5,12-16.
Pelas mãos dos Apóstolos, realizavam-se muitos milagres e prodígios entre o povo. Unidos pelos mesmos sentimentos, reuniam-se todos no Pórtico de Salomão
e, dos restantes, ninguém se atrevia a juntar-se a eles, mas o povo não cessava de os enaltecer.
Sempre em maior número, juntavam-se, em massa, homens e mulheres, acreditando no Senhor,
a tal ponto que traziam os doentes para as ruas e colocavam-nos em enxergas e catres, a fim de que, à passagem de Pedro, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles.
A multidão vinha também das cidades próximas de Jerusalém, transportando enfermos e atormentados por espíritos malignos, e todos eram curados.
Salmos 118(117),2-4.22-24.25-27a.
Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Aarão:
é eterna a sua misericórdia.
Digam os que temem o Senhor:
é eterna a sua misericórdia.
A pedra que os construtores rejeitaram,
tornou-se pedra angular.
Isto se fez por obra do Senhor,
e é um prodígio dos nossos olhos.
O Senhor actuou neste dia
cantemos e alegremo-nos n'Ele.
Senhor, salvai os vossos servos,
Senhor, dai-nos a vitória.
Bendito o que vem em nome do Senhor,
da casa do Senhor nós vos bendizemos.
Deus, o Senhor, é quem nos alumia
Apoc. 1,9-11a.12-13.17-19.
Eu, João, que sou vosso irmão e companheiro na perseguição, no Reino e na constância cristã, encontrava-me na ilha de Patmos por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
No dia do Senhor, o Espírito arrebatou-me e ouvi atrás de mim uma voz potente como de trombeta,
que dizia: «O que vais ver, escreve-o num livro e envia-o às sete igrejas: à de Éfeso, de Esmirna, de Pérgamo, de Tiatira, de Sardes, de Filadélfia e de Laodiceia.»
Voltei-me para ver de quem era a voz que me falava. E, ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro;
no meio dos candelabros, vi alguém com aparência humana; estava vestido de uma túnica comprida até aos pés e cingido com um cinto de ouro em torno do peito;
Ao vê-lo, caí como morto, a seus pés. Mas Ele colocou a mão direita sobre mim, dizendo: «Não tenhas medo!Eu sou o Primeiro e o Último;
aquele que vive. Estive morto; mas, como vês, estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da Morte e do Abismo!
Escreve, pois, as coisas que vês, as que estão a acontecer e as que vão acontecer, depois destas.
João 20,19-31.
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!»
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor.
E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.»
Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo.
Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.»
Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com eles quando Jesus veio.
Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.»
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!»
Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.»
Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!»
Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto».
Muitos outros sinais miraculosos realizou ainda Jesus, na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro.
Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e, acreditando, terdes a vida nele.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II (1920-2005), papa
Encíclica «Dominum et vivificantem» §2
«Recebei o Espírito Santo»
Os eventos pascais a paixão, a morte e a ressurreição de Cristo são
também o tempo da nova vinda do Espírito Santo, como Paráclito e Espírito
da verdade (Jo 14,16-17). Eles constituem o tempo do «novo princípio» da
comunicação de Si mesmo da parte de Deus uno e trino à humanidade, no
Espírito Santo, por obra de Cristo Redentor. Este novo princípio é a
Redenção do mundo: «Com efeito, Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o
Seu Filho unigénito». (Jo 3,16). Ao «dar» o Filho, no dom do Filho, já se
exprime a essência mais profunda de Deus, o qual, sendo Amor, é uma fonte
inexaurível de generosidade. No dom concedido pelo Filho completam-se a
revelação e a prodigalidade do Amor eterno: o Espírito Santo, que nas
profundezas imperscrutáveis da divindade é uma Pessoa-Dom, por obra do
Filho, isto é, mediante o mistério pascal de Cristo, é dado de uma maneira
nova aos Apóstolos e à Igreja e, por intermédio deles, à humanidade e ao
mundo inteiro.
A expressão definitiva deste mistério surge no dia da Ressurreição. Neste
dia, Jesus de Nazaré, «nascido da descendência de David segundo a carne»
como escreve o apóstolo São Paulo , é «constituído Filho de Deus com todo
o poder, segundo o Espírito de santificação, mediante a ressurreição dos
mortos» (Rm 1,3-4). Pode dizer-se, assim, que a «elevação» messiânica de
Cristo no Espírito Santo atingiu o auge na Ressurreição, quando Ele Se
revelou como Filho de Deus, «cheio de poder». E este poder, cujas fontes
jorram da imperscrutável comunhão trinitária, manifesta-se, antes de mais
nada, pelo duplo feito de Cristo Ressuscitado: realizar, por um lado, a
promessa de Deus já expressa pela boca do Profeta: «Dar-vos-ei um coração
novo. [...] Porei dentro de vós um espírito novo, o Meu espírito»; (Ez
36,26-27), e cumprir, por outro lado, a Sua própria promessa, feita aos
Apóstolos com estas palavras: «Quando Eu for, vo-Lo enviarei» (Jo 16,7). É
Ele: o Espírito da verdade, o Paráclito enviado por Cristo Ressuscitado
para nos transformar e fazer de nós a própria imagem do Ressuscitado.
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