Quinta-feira, dia 02 de Maio de 2013
Quinta-feira da 5ª semana da Páscoa
Nossa Senhora dos Prazeres
Santo Atanásio, bispo, Doutor da Igreja, +373
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beata Teresa de Calcutá : «Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a Minha alegria»
Leituras
Actos 15,7-21.
Naqueles dias, depois de longa discussão, Pedro ergueu-se e disse-lhes: «Irmãos, sabeis que Deus me escolheu, desde os primeiros dias, para que os pagãos ouvissem da minha boca a palavra do Evangelho e abraçassem a fé.
E Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, concedendo-lhes o Espírito Santo como a nós.
Não fez qualquer distinção entre eles e nós, visto ter purificado os seus corações pela fé.
Porque tentais agora a Deus, querendo impor aos discípulos um jugo que nem os nossos pais nem nós tivemos força para levar?
Além disso, é pela graça do Senhor Jesus que acreditamos que seremos salvos, exactamente como eles.»
Toda a assembleia ficou em silêncio e se pôs a ouvir Barnabé e Paulo a descrever os milagres e prodígios que Deus realizara entre os pagãos, por intermédio deles.
Quando acabaram de falar, Tiago tomou a palavra e disse: «Irmãos, escutai-me.
Simão contou como Deus, desde o princípio, se dignou intervir para tirar de entre os pagãos um povo que fosse consagrado ao seu nome.
E com isto concordaram as palavras dos profetas, conforme está escrito:
Depois disto, hei-de voltar a reconstruir a tenda de David, que estava caída; reconstruirei as suas ruínas e erguê-la-ei de novo,
a fim de que o resto dos homens procure o Senhor, bem como todos os povos que foram consagrados ao meu nome diz o Senhor, que dá a conhecer
estas coisas desde a eternidade.
Por isso, sou de opinião que não se devem importunar os pagãos convertidos a Deus.
Que se lhes diga apenas para se absterem de tudo quanto foi conspurcado pelos ídolos, da imoralidade, das carnes sufocadas e do sangue.
Desde os tempos antigos, Moisés tem em cada cidade os seus pregadores e é lido todos os sábados nas sinagogas.»
Salmos 96(95),1-2a.2b-3.10.
Cantai ao Senhor um cântico novo.
Cantai ao Senhor, terra inteira.
Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.
Anunciai dia a dia a sua salvação.
Publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos, as suas maravilhas.
Dizei entre as nações: «O Senhor é Rei!»
sustenta o mundo e ele não vacila,
governa os povos com equidade.
João 15,9-11.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai me tem amor, assim Eu vos amo a vós. Permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu, que tenho guardado os mandamentos do meu Pai, também permaneço no seu amor.
Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«No Greater Love»
«Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a Minha alegria»
«Deus ama quem dá com alegria», diz São Paulo (2Cor 9,7). A melhor maneira
de expressardes a vossa gratidão para com Deus, tal como para com os
outros, é aceitar tudo com alegria. Um coração alegre é o resultado normal
de um coração ardente de amor. A alegria é força. Os pobres foram atraídos
por Jesus porque havia Nele algo maior do que Ele; Ele irradiava essa força
nos Seus olhos, nas Suas mãos, em todo o Seu corpo. Todo o Seu ser
manifestava a oferta que fazia de Si mesmo a Deus e aos homens.
Que nada nos preocupe, nos encha de tristeza e de desânimo, a ponto de
deixarmos que nos tire a alegria da ressurreição. Quando se trata de servir
a Deus e as almas, a alegria não é apenas uma questão de temperamento;
requer sempre algum esforço. Mais uma razão para tentarmos adquiri-la e
fazê-la crescer em nosso coração. Mesmo que não tenhamos muito para dar,
podemos sempre dar a alegria que brota de um coração amante de Deus.
Em todos os lugares do mundo as pessoas têm fome e sede do amor de Deus.
Nós respondemos a esta fome quando semeamos alegria. A alegria é uma das
melhores defesas contra a tentação. Jesus não pode tomar posse plena de
nossa alma se ela não se lhe abandonar alegremente.
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quarta-feira, 1 de maio de 2013
Profecia do Dia
terça-feira, 30 de abril de 2013
Profecia do Dia
Quarta-feira, dia 01 de Maio de 2013
Quarta-feira da 5ª semana da Páscoa
São José Operário, Santa Comba do Alentejo, martir, +300
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Isaac da Estrela : A parábola da vinha
Leituras
Actos 15,1-6.
Naqueles dias, alguns homens que tinham descido da Judeia ensinavam aos irmãos: «Se não vos circuncidardes, de harmonia com o uso herdado de Moisés, não podereis ser salvos.»
Depois de muita confusão e de uma controvérsia bastante viva de Paulo e Barnabé contra eles, foi resolvido que Paulo, Barnabé e mais alguns outros subissem a Jerusalém para consultarem, sobre esta questão, os Apóstolos e os Anciãos.
Então, depois de despedidos pela igreja, atravessaram a Fenícia e a Samaria, relatando a conversão dos pagãos, o que causava imensa alegria a todos os irmãos.
Chegados a Jerusalém, foram recebidos pela igreja, pelos Apóstolos e Anciãos e contaram tudo o que Deus fizera com eles.
Levantaram-se alguns do partido dos fariseus, que tinham abraçado a fé, dizendo que era preciso circuncidar os pagãos e impor-lhes a observância da Lei de Moisés.
Os Apóstolos e os Anciãos reuniram-se para examinarem a questão.
Salmos 122(121),1-2.3-4a.4b-5.
Que alegria, quando me disseram:
«Vamos para a casa do Senhor!»
Os nossos pés detêm-se
às tuas portas, ó Jerusalém!
Jerusalém, cidade bem construída,
harmoniosamente edificada.
Para lá sobem as tribos,
as tribos do Senhor,
ali estão os tribunais da justiça
os tribunais da casa de David.
João 15,1-8.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai é o agricultor.
Ele corta todo o ramo que não dá fruto em mim e poda o que dá fruto, para que dê mais fruto ainda.
Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado.
Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em mim.
Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer.
Se alguém não permanece em mim, é lançado fora, como um ramo, e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo, e ardem.
Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e assim vos acontecerá.
Nisto se manifesta a glória do meu Pai: em que deis muito fruto e vos comporteis como meus discípulos.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Isaac da Estrela (?-c. 1171), monge cisterciense
Sermão 16, 1º para o domingo da Septuagésima, §§5-8; SC 130
A parábola da vinha
Professo todo o respeito pela fiel e pertinente explicação da vinha [da
parábola de Mateus 20,15] enquanto Igreja universal: a vinha como
representação de Cristo; os ramos como representação dos cristãos; o
agricultor e proprietário como representação do Pai celeste; o dia como
representação do tempo na sua totalidade ou da vida do homem; as horas
representando as idades do mundo ou do indivíduo; a praça representando a
actividade agitada do mundo, ávido de dinheiro.
Pessoalmente, porém, gosto de considerar a minha alma e o meu corpo, isto
é, a totalidade da minha pessoa, como uma vinha. Não devo negligenciá-la,
mas laborar, trabalhar para que ela não seja abafada por outros ramos ou
por raízes alheias, nem incomodada pela profusão de rebentos no seu
crescimento natural. Devo mondá-la para que não desenvolva demasiado
sarmento, podá-la para que lhe nasçam mais frutos. Devo circundá-la com uma
vedação para que não fique à mercê da pilhagem por quem passa na estrada, e
sobretudo para que o javali da selva [...] não a devaste (cf Sl 79,14).
Devo cultivá-la com o maior dos cuidados para que a cepa original da vinha
escolhida não degenere, para que não se torne uma vinha abastardada,
incapaz de alegrar Deus e os homens (cf Sl 103,15) ou talvez susceptível de
os entristecer. Devo protegê-la com aturada vigilância para que o fruto que
tanto trabalho custou e que por tanto tempo foi esperado não seja
clandestinamente roubado por aqueles que, às escondidas, devoram o infeliz
(Hab 3,14), para que não desapareça de repente numa devastação imprevista.
Eis porque o primeiro homem recebeu a ordem de cultivar e guardar o Éden
como se fosse uma vinha (Gn 2,15).
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segunda-feira, 29 de abril de 2013
Profecia do Dia
Terça-feira, dia 30 de Abril de 2013
Terça-feira da 5ª semana da Páscoa
S. Pio V, papa, +1572, S. José Bento Cottolengo, presbítero, fundador, +1842
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São : «Deixo-vos a paz; dou-vos a Minha paz»
Leituras
Actos 14,19-28.
Naqueles dias, apareceram, vindos de Antioquia e de Icónio, alguns judeus que aliciaram o povo, apedrejaram Paulo e, julgando-o morto, arrastaram-no para fora da cidade.
Mas, como os discípulos o tivessem rodeado, ele ergueu-se e voltou para a cidade. No dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé.
Depois de terem anunciado a Boa-Nova àquela cidade e de terem feito numerosos discípulos, Paulo e Barnabé voltaram a Listra, Icónio e Antioquia.
Fortaleciam a alma dos discípulos, encorajavam-nos a manterem-se firmes na fé, porque, diziam eles: «Temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus.»
Depois de lhes terem constituído anciãos em cada igreja, pela imposição das mãos, e de terem feito orações acompanhadas de jejum, recomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado.
A seguir, atravessaram a Pisídia, chegaram à Panfília e,
depois de anunciarem a palavra em Perga, desceram a Atália.
De lá, foram de barco para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para o trabalho que agora acabavam de realizar.
Assim que chegaram, reuniram a igreja e contaram tudo o que Deus fizera com eles, e como abrira aos pagãos a porta da fé.
E demoraram-se bastante tempo com os discípulos.
Salmos 145(144),10-11.12-13ab.21.
Louvem-te, Senhor, todas as tuas criaturas;
todos os teus fiéis te bendigam.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos.
Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o esplendor do vosso reino.
O teu reino é um reino para toda a eternidade
e o teu domínio estende-se por todas as gerações.
João 14,27-31a.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo, que Eu vo-la dou. Não se perturbe o vosso coração nem se acobarde.
Ouvistes o que Eu vos disse: 'Eu vou, mas voltarei a vós.' Se me tivésseis amor, havíeis de alegrar-vos por Eu ir para o Pai, pois o Pai é mais do que Eu.
Digo-vo-lo agora, antes que aconteça, para crerdes quando isso acontecer.
Já não falarei muito convosco, pois está a chegar o dominador deste mundo; ele nada pode contra mim,
mas o mundo tem de saber que Eu amo o Pai e actuo como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui!»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São (Padre) Pio de Pietrelcina (1887-1968), capuchinho
Carta, AdFP, 549
«Deixo-vos a paz; dou-vos a Minha paz»
O Espírito de Deus é espírito de paz; mesmo quando cometemos os mais graves
pecados, Ele faz-nos sentir uma dor tranquila, humilde e confiante, devido,
precisamente, à Sua misericórdia. Ao invés, o espírito do mal excita,
exaspera e faz-nos sentir, quando pecamos, uma espécie de cólera contra
nós; e no entanto o nosso primeiro gesto de caridade deveria justamente ser
para com nós próprios. Portanto, quando és atormentado por certos
pensamentos, tal agitação não te vem nunca de Deus, mas do demónio; porque
Deus, sendo espírito de paz, só pode dar-te serenidade.
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