segunda-feira, 10 de junho de 2013

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 11 de Junho de 2013

S. Barnabé, apóstolo - Memória Obrigatória

S. Barnabé, Apóstolo, séc. I

Comentário do dia
Concílio Vaticano II: «Proclamai que está próximo o Reino dos Céus»

Actos 11,21-26.13,1-3.

Naqueles dias,  foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor.
A notícia chegou aos ouvidos da igreja de Jerusalém, e mandaram Barnabé a Antioquia.
Assim que ele chegou e viu a graça concedida por Deus, regozijou-se com isso e exortou-os a todos a que se conservassem unidos ao Senhor, de coração firme;
ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Assim, uma grande multidão aderiu ao Senhor.
Então, Barnabé foi a Tarso procurar Saulo.
Encontrou-o e levou-o para Antioquia. Durante um ano inteiro, mantiveram-se juntos nesta igreja e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, os discípulos começaram a ser tratados pelo nome de «cristãos.»
Havia na igreja, estabelecida em Antioquia, profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado 'Níger', Lúcio de Cirene, Manaen, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo.
Estando eles a celebrar o culto em honra do Senhor e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que Eu os chamei.»
Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.


Salmos 98(97),1.2-3.3-4.5-6.

Cantai ao Senhor um cântico novo,
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.
Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.


Aclamai a Deus, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.
Cantai hinos ao Senhor, ao som da harpa,
ao som da harpa e da lira;

ao som de cornetins e trombetas,
aclamai o nosso rei e Senhor.



Mateus 10,7-13.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus .
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.
Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos;
nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento.
Em qualquer cidade ou aldeia onde entrardes, procurai saber se há nela alguém que seja digno, e permanecei em sua casa até partirdes.
Ao entrardes numa casa, saudai-a.
Se essa casa for digna, a vossa paz desça sobre ela; se não for digna, volte para vós.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Constituição sobre a Igreja, «Lumen gentium», § 35

«Proclamai que está próximo o Reino dos Céus»

Cristo, o grande profeta, que pelo testemunho da vida e a força da palavra
proclamou o reino do Pai, realiza a sua missão profética até à total
revelação da glória, não só por meio da hierarquia, que em seu nome e
com a sua autoridade ensina, mas também por meio dos leigos; para isso os
constituiu testemunhas, e lhes concedeu o sentido da fé e o dom da palavra
(cf Act 2,17-18; Apoc 19,10), a fim de que a força do Evangelho
resplandeça na vida quotidiana, familiar e social. Os leigos
mostrar-se-ão filhos da promessa se, firmes na fé e na esperança,
aproveitarem bem o tempo presente (cf Ef 5,16; Col 4,5) e com paciência
esperarem a glória futura (cf Rom 8,25). [...] Este modo de evangelizar,
proclamando a mensagem de Cristo com o testemunho da vida e com a palavra,
adquire um certo carácter específico e uma particular eficácia por se
realizar nas condições ordinárias da vida no mundo.


Nesta obra, desempenha grande papel aquele estado de vida que é
santificado por um sacramento próprio: a vida matrimonial e familiar. Aí
se encontra um exercício e uma admirável escola de apostolado dos leigos,
se a religião penetrar toda a vida e a transformar cada vez mais. Aí
encontram os esposos a sua vocação própria, de serem um para o outro e
para os filhos as testemunhas da fé e do amor de Cristo. A família
cristã proclama em alta voz as virtudes presentes do Reino de Deus e a
esperança na vida bem-aventurada. E deste modo, pelo exemplo e pelo
testemunho, argui o mundo do pecado e ilumina aqueles que buscam a verdade.
Por isso, ainda mesmo quando ocupados com os cuidados temporais, podem e
devem os leigos exercer valiosa acção para a evangelização do mundo.







domingo, 9 de junho de 2013

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 10 de Junho de 2013

Segunda-feira da 10ª semana do Tempo Comum

Santo Anjo da Guarda de Portugal

Comentário do dia
São Francisco de Assis : «Deles é o Reino do Céu»

2 Cor. 1,1-7.

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto, como a todos os santos que estão na Acaia inteira,
a vós, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação!
Ele nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nós possamos consolar aqueles que estão em qualquer tribulação, mediante a consolação que nós mesmos recebemos de Deus.
Na verdade, assim como abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também, por meio de Cristo, é abundante a nossa consolação.
Se somos atribulados, é, pois, para vossa consolação e salvação. Se somos consolados, é para vossa consolação, que vos faz suportar os mesmos sofrimentos que também nós padecemos.
E a nossa esperança a respeito de vós é firme, porque sabemos que, assim como sois participantes dos nossos sofrimentos, também o haveis de ser da nossa consolação.


Salmos 34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.

A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor,
escutem e alegrem-se os humildes.

Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

O anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que nele se refugia.



Mateus 5,1-12.

Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu a um monte. Depois de se ter sentado, os discípulos aproximaram-se dele.
Então tomou a palavra e começou a ensiná-los, dizendo:
«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.
Felizes os que choram, porque serão consolados.
Felizes os mansos, porque possuirão a terra.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.
Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu.
Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim perseguiram os profetas que vos precederam.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Francisco de Assis (1182-1226), fundador da Ordem dos Frades Menores
Admonições, §§13-17

«Deles é o Reino do Céu»

«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.»
Enquanto tudo corre à medida dos seus desejos, não se consegue saber
quanta paciência e humildade tem um servo de Deus. Venham porém os tempos
em que aqueles que lhe deviam respeitar a vontade a contrariam; a
paciência será a que efectivamente tiver, e nada mais.


«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.» Há
muitos que se entregam a longas orações e ofícios, e infligem ao corpo
frequentes mortificações e abstinências. Mas por palavra que lhes
pareça afronta ou injustiça, ou por coisa mais insignificante que lhes
seja tirada, logo se indignam e perdem a paz da alma. Estes não são os
verdadeiros pobres em espírito; o verdadeiro pobre em espírito é o que
renuncia a si mesmo e não quer mal a quem lhe bate no rosto (Mc 8,34; Mt
5,39).


«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.»
Verdadeiros pacificadores são os que, apesar de todo o sofrimento por que
hão-de passar por amor a nosso Senhor Jesus Cristo, conservam a alma e o
corpo em paz.


«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.» Têm
verdadeiramente o coração puro os que desprezam os bens da Terra, os que
procuram os do Céu e, purificados assim de quaisquer amarras da alma e do
coração, adoram e contemplam incessante e unicamente o Senhor Deus, vivo
e verdadeiro.







sábado, 8 de junho de 2013

Profecia do Dia


Domingo, dia 09 de Junho de 2013

10º Domingo do Tempo Comum - Ano C
Décimo Domingo do Tempo Comum (semana II do saltério)

Santo Efrém, diácono, Doutor da Igreja, +373, Beato José de Anchieta, presbítero, +1597

Comentário do dia
Concílio Vaticano II: «O Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: 'Não chores'»

1 Reis 17,17-24.

Naqueles dias, caiu doente o filho da viúva de Sarepta e a enfermidade foi tão grave que ele morreu. Então a mãe disse a Elias: «Que tens tu a ver comigo, homem de Deus? Vieste a minha casa lembrar-me os meus pecados e causar a morte do meu filho?». Elias respondeu-lhe: «Dá-me o teu filho». Tomando-o dos braços da mãe, levou-o ao quarto de cima, onde dormia, e deitou-o no seu próprio leito. Depois invocou o Senhor, dizendo: «Senhor, meu Deus, quereis ser também rigoroso para com esta viúva, que me hospeda em sua casa, a ponto de fazerdes morrer o seu filho?». Elias estendeu-se três vezes sobre o menino e clamou de novo ao Senhor: «Senhor, meu Deus, fazei que a alma deste menino volte a entrar nele». O Senhor escutou a voz de Elias: a alma do menino voltou a entrar nele e o menino recuperou a vida. Elias tomou o menino, desceu do quarto para dentro da casa e entregou-o à mãe, dizendo: «Aqui tens o teu filho vivo». Então a mulher exclamou: «Agora vejo que és um homem de Deus e que se encontra verdadeiramente nos teus lábios a palavra do Senhor».


Salmos 30(29),2.4.5-6.11.12a.13b.

Senhor, eu te enalteço, porque me salvaste
e não permitiste que os inimigos se rissem de mim.
Senhor, livraste a minha alma da mansão dos mortos,
poupaste-me a vida, para eu não descer ao túmulo.

Cantai salmos ao Senhor, vós que O amais,
e dai-lhe graças, lembrando a sua santidade.
A sua indignação dura apenas um instante,
mas a sua benevolência é para toda a vida.
Ao cair da noite, vem o pranto;
e, ao amanhecer, volta a alegria.  

Ouve-me, Senhor, tem compaixão de mim;
Senhor, vem em meu auxílio.
Tu converteste o meu pranto em festa,
tiraste-me o luto e vestiste-me de júbilo.



Gálatas 1,11-19.

Com efeito, faço-vos saber, irmãos, que o Evangelho por mim anunciado, não o conheci à maneira humana;
pois eu não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por uma revelação de Jesus Cristo.
Ouvistes falar do meu procedimento outrora no judaísmo: com que excesso perseguia a Igreja de Deus e procurava devastá-la;
e no judaísmo ultrapassava a muitos dos compatriotas da minha idade, tão zeloso eu era das tradições dos meus pais.
Mas, quando aprouve a Deus – que me escolheu desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça –
revelar o seu Filho em mim, para que o anuncie como Evangelho entre os gentios, não fui logo consultar criatura humana alguma,
nem subi a Jerusalém para ir ter com os que se tornaram Apóstolos antes de mim. Parti, sim, para a Arábia e voltei outra vez a Damasco.
A seguir, passados três anos, subi a Jerusalém, para conhecer a Cefas, e fiquei com ele durante quinze dias.
Mas não vi nenhum outro Apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor.


Lucas 7,11-17.

Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim, indo com Ele os seus discípulos e uma grande multidão.
Quando estavam perto da porta da cidade, viram que levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva; e, a acompanhá-la, vinha muita gente da cidade.
Vendo-a, o Senhor compadeceu-se dela e disse-lhe: «Não chores.»
Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o transportavam pararam. Disse então: «Jovem, Eu te ordeno: Levanta-te!»
O morto sentou-se e começou a falar. E Jesus entregou-o à sua mãe.
O temor apoderou-se de todos, e davam glória a Deus, dizendo: «Surgiu entre nós um grande profeta e Deus visitou o seu povo!»
E a fama deste milagre espalhou-se pela Judeia e por toda a região.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Constituição da Igreja no mundo deste tempo «Gaudium et spes», § 22

«O Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: 'Não chores'»

«Imagem de Deus invisível» (Col 1,15), Ele é o homem perfeito, que
restitui aos filhos de Adão a semelhança divina, deformada desde o
primeiro pecado. Já que, nele, a natureza humana foi assumida, e não
destruída, por isso mesmo também em nós foi ela elevada a sublime
dignidade. Porque, pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de
certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, pensou com uma
inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração
humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós,
semelhante a nós em tudo, excepto no pecado (Hb 4, 15).


Cordeiro inocente, mereceu-nos a vida com a livre efusão do seu sangue;
nele nos reconciliou Deus consigo e uns com os outros e nos arrancou da
escravidão do demónio e do pecado. De maneira que cada um de nós pode
dizer com o Apóstolo: o Filho de Deus «amou-me e entregou-se por mim»
(Gal 2,20). Sofrendo por nós, não só nos deu exemplo, para que sigamos
os seus passos, mas também abriu um novo caminho (Hb 10, 20)), em que a
vida e a morte são santificadas e recebem um novo sentido.


O cristão, tornado conforme à imagem do Filho que é o primogénito entre
a multidão dos irmãos, recebe «as primícias do Espírito» (Rm
8,29.23). [...] Por meio deste Espírito, «penhor da herança» (Ef 1,14),
o homem todo é renovado interiormente, até à «redenção do corpo»:
«Se o Espírito d'Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita
em vós, Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos dará também a
vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita» (Rm
8,23.11). [...] Tal é, e tão grande, o mistério do homem, que a
revelação cristã manifesta aos que crêem. E assim, por Cristo e em
Cristo, esclarece-se o enigma da dor e da morte, o qual, fora do seu
Evangelho, nos esmaga. Cristo ressuscitou, destruindo a morte com a
própria morte, e deu-nos a vida, para que, tornados filhos no Filho,
exclamemos no Espírito: Abba, Pai (Rm 8,15).