quarta-feira, 19 de junho de 2013

Profecia do Dia


Quinta-feira, dia 20 de Junho de 2013

Quinta-feira da 11ª semana do Tempo Comum

Beata Teresa, viúva, religiosa, +1250, Beata Mafalda, virgem, +1256, Beato Francisco Pacheco, presbítero e mártir, +1626, Beata Sancha, virgem, +1229

Comentário do dia
São Francisco de Assis : «Eu sou o pão da vida» (Jo 6,35)

2 Cor. 11,1-11.

Irmãos: Oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez da minha parte! Mas, de certo, ma suportareis.
Sinto por vós um ciúme semelhante ao ciúme de Deus, pois vos desposei com um único esposo, Cristo, a quem devo apresentar-vos como virgem pura.
Mas receio que, como a serpente seduziu Eva com a sua astúcia, os vossos pensamentos se deixem corromper, desviando-se da simplicidade que é devida a Cristo.
Pois de boamente aceitais alguém que surge a pregar-vos outro Jesus diferente daquele que nós pregámos, ou acolheis um espírito diferente daquele que recebestes, ou um Evangelho diverso daquele que abraçastes.
Ora, eu penso que em nada sou inferior a esses superapóstolos.
E embora seja menos perito na palavra, não o sou, certamente, na ciência. Em tudo e de todas as maneiras vo-lo temos demonstrado.
Porventura cometi alguma falta, ao humilhar-me para vos exaltar, quando vos anunciei gratuitamente o Evangelho de Deus?
Despojei outras igrejas, recebendo delas o sustento para vos servir,
e encontrando-me necessitado no meio de vós, não fui pesado a ninguém, pois os irmãos vindos da Macedónia é que proveram às minhas necessidades. Em tudo me guardei de vos ser molesto e continuarei a fazê-lo.
Pela verdade de Cristo que está em mim, não me será tirado este motivo de glória nas regiões da Acaia.
E porquê? Porque não vos amo? Deus o sabe!


Salmos 111(110),1-2.3-4.7-8.

Louvarei o Senhor de todo o coração,
no conselho dos justos e na assembleia.
Grandes são as obras do Senhor,
dignas de meditação para quem as ama.

As suas obras têm majestade e esplendor;
a sua justiça permanece para sempre.  
Deixou-nos um memorial das suas maravilhas:
o Senhor é bondoso e compassivo;

As obras das suas mãos são rectas e justas,
são imutáveis todos os seus preceitos.
Foram estabelecidos pelos séculos dos séculos
e baseiam-se na verdade e na rectidão.



Mateus 6,7-15.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:« Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos.
Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.»
«Rezai, pois, assim:'Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome,
venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na terra.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia;
perdoa as nossas ofensas, como nós perdoámos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.'
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós.
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Francisco de Assis (1182-1226), fundador da Ordem dos Frades Menores
Paráfrase ao Pai Nosso

«Eu sou o pão da vida» (Jo 6,35)

«O pão nosso de cada dia nos dai hoje»,
teu dilecto Filho, nosso Senhor Jesus Cristo,
para que melhor possamos lembrar,
compreender e venerar
o amor que teve por nós,
e tudo o por nós disse, fez e sofreu.


«Perdoai as nossas ofensas»
por tua inexprimível misericórdia,
por virtude da Paixão do teu bem-amado Filho,
pelos méritos e intercessão da Virgem Maria
E de todos os teus santos.


«Como nós perdoamos a quem nos tem ofendido»
e o que não conseguimos perdoar plenamente
faz, Senhor, que plenamente perdoemos;
e que por amor a Ti amemos de verdade os inimigos,
que junto a Ti consigamos interceder com sinceridade por eles;
que a ninguém paguemos o mal com o mal,
mas que procuremos a todos fazer o bem, em Ti.


«E não nos deixeis cair em tentação»,
seja ela visível ou oculta,
súbita, lancinante e contínua.


«Mas livrai-nos do mal»,
passado, presente e futuro. Amen!







terça-feira, 18 de junho de 2013

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 19 de Junho de 2013

Quarta-feira da 11ª semana do Tempo Comum

Santa Juliana de Falconieri, religiosa, fundadora, +1341, São Romualdo, abade, +1027

Comentário do dia
Concílio Vaticano II: «Ora a teu Pai em segredo»

2 Cor. 9,6-11.

Irmãos: Ficai sabendo: Quem pouco semeia, também pouco colherá; mas quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá.
Cada um dê como dispôs em seu coração, sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria.
E Deus tem poder para vos cumular de toda a espécie de graça, para que, tendo sempre e em tudo quanto vos é necessário, ainda vos sobre para as boas obras de todo o género.
Como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.
Aquele que dá a semente ao semeador e o pão em alimento, também vos dará a semente em abundância e multiplicará os frutos da vossa justiça.
Assim, sereis enriquecidos em tudo, para exercer toda a espécie de generosidade que suscitará, por nosso intermédio, a acção de graças a Deus.


Salmos 112(111),1-2.3-4.9.

Feliz o homem que teme o Senhor
e se compraz nos seus mandamentos.
A sua descendência será poderosa sobre a terra,
e bendita, a geração dos justos.  

Haverá na sua casa abundância e riqueza
e a sua prosperidade durará para sempre.
Brilha para os homens rectos como luz nas trevas:
ele é piedoso, clemente e compassivo.

Feliz o homem que se compadece e empresta
e administra os seus bens com justiça.  
Reparte do que é seu com os pobres;
a sua generosidade subsistirá para sempre
e o seu poder crescerá em glória.



Mateus 6,1-6.16-18.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles; de outro modo, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está no Céu.
Quando, pois, deres esmola, não permitas que toquem trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: Já receberam a sua recompensa.
Quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua direita,
a fim de que a tua esmola permaneça em segredo; e teu Pai, que vê o oculto, há-de premiar-te.»
«Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há-de recompensar-te.
«E, quando jejuardes, não mostreis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto para que os outros vejam que eles jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto,
para que o teu jejum não seja conhecido dos homens, mas apenas do teu Pai que está presente no oculto; e o teu Pai, que vê no oculto, há-de recompensar-te.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Constituição sobre a sagrada liturgia «Sacrosantum Concilium» §§10-12

«Ora a teu Pai em segredo»

A Liturgia é simultaneamente a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força. […] Da Liturgia, pois, em especial da Eucaristia, corre sobre nós, como de sua fonte, a graça, e por meio dela conseguem os homens com total eficácia a santificação em Cristo e a glorificação de Deus a que se ordenam, como a seu fim, todas as outras obras da Igreja.


Para assegurar esta eficácia plena, é necessário, porém, que os fiéis celebrem a Liturgia com rectidão de espírito, unam a sua mente às palavras que pronunciam, cooperem com a graça de Deus, não aconteça que a recebam em vão (2Cor 6,1). Por conseguinte, devem os pastores de almas vigiar por que, não só se observem na acção litúrgica as leis que regulam a celebração válida e lícita, mas também que os fiéis participem nela consciente, activa e frutuosamente.


A participação na sagrada Liturgia não esgota, todavia, a vida espiritual. O cristão, chamado a rezar em comum, deve entrar também no seu quarto para rezar a sós (Mt 6,6) ao Pai; e, segundo ensina o Apóstolo, deve rezar sem cessar (1Tim 5,17). E o mesmo Apóstolo nos ensina a trazer sempre no nosso corpo os sofrimentos da morte de Jesus, para que a sua vida se revele na nossa carne mortal (2Cor 4,10-11). É por essa razão que no Sacrifício da Missa pedimos ao Senhor que, tendo aceite a oblação da vítima espiritual, faça de nós uma «oferta eterna» (or. eucarística III) a Ele consagrada.







segunda-feira, 17 de junho de 2013

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 18 de Junho de 2013

Terça-feira da 11ª semana do Tempo Comum

Beata Osana, religiosa, +1505, S. Gregório Barbarigo, bispo, +1697

Comentário do dia
Santa Teresinha do Menino Jesus : Amar os inimigos

2 Cor. 8,1-9.

Queremos dar-vos a conhecer, irmãos, a graça que Deus concedeu às igrejas da Macedónia.
No meio das muitas tribulações com que foram provadas, a sua superabundante alegria e extrema pobreza transbordaram em tesouros de generosidade.
Sou testemunha de que, segundo as suas possibilidades, e até além delas, com toda a espontaneidade
e com muita insistência, pediram-nos a graça de participar neste serviço em favor dos santos.
E indo além das nossas expectativas, deram-se a si mesmos, primeiro ao Senhor e depois a nós, pela vontade de Deus.
Por isso, pedimos a Tito que, tal como a havia começado, levasse a bom termo, entre vós, esta obra de generosidade.
Mas, dado que tendes tudo em abundância fé, dom da palavra, ciência, toda a espécie de zelo e amor que em vós despertámos cuidai também de sobressair nesta obra de caridade.
Não o digo como quem manda, mas para pôr ainda à prova a sinceridade do vosso amor, servindo-me do zelo dos outros.
Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza.


Salmos 146(145),2.5-6.7.8-9a.

Hei-de louvar o Senhor, enquanto viver;
enquanto existir, hei-de cantar hinos ao meu Deus.
Felizes os que têm por ajuda o Deus de Jacob,
com a esperança no Senhor seu Deus,

Criador dos céus e da terra,
do mar e de tudo o que ele encerra.
Ele salva os oprimidos,
dá pão aos que têm fome;
o Senhor liberta os prisioneiros.  

O Senhor dá vista aos cegos,
o Senhor levanta os abatidos;
o Senhor ama o homem justo.  
O Senhor protege os que vivem em terra estranha



Mateus 5,43-48.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:«Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.
Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.
Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores.
Porque, se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem já isso os cobradores de impostos?
E, se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos?
Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico C 13 v°-14 r°

Amar os inimigos

Há na comunidade uma irmã que tem o talento de me desagradar em todas as
coisas; os seus modos, as suas palavras, o seu carácter eram-me muito
desagradáveis. No entanto é uma santa religiosa que deve ser muito
agradável ao bom Deus; assim, não querendo ceder à antipatia natural que
sentia, disse a mim própria que a caridade não devia ser composta por
sentimentos, mas por obras. Decidi então fazer por esta irmã aquilo que
faria pela pessoa que mais amasse. Cada vez que a encontrava rezava ao
Senhor por ela, oferecendo-Lhe todas as suas virtudes e méritos. Sentia
que isso agradava a Jesus, pois não existe artista que não goste de
receber louvores pelas suas obras e Jesus, o artista das almas, fica feliz
quando não nos detemos no exterior mas, penetrando até ao santuário
íntimo que Ele escolheu para morar, admiramos a sua beleza.


Não me contentava em rezar muito pela irmã que me suscitava tantos
combates, obrigava-me a fazer-lhe todos os favores possíveis e, quando
tinha a tentação de lhe responder de modo desagradável, contentava-me em
lhe fazer o meu sorriso mais amável e fazia por desviar a conversa. […]
E também muitas vezes […], tendo algumas relações de trabalho com essa
irmã, quando os embates eram demasiado violentos, fugia como um desertor.
Como ela ignorava totalmente o que eu sentia por ela, nunca desconfiou dos
motivos da minha conduta e continua persuadida de que o seu carácter me
agrada. Um dia, no recreio, disse-me mais ou menos estas palavras com um ar
muito contente: «Pode dizer-me, irmã Teresa do Menino Jesus, o que a
atrai tanto em mim, pois de cada vez que olha para mim vejo-a sorrir?» Ah,
o que me atraía era Jesus, escondido no fundo da sua alma. Jesus torna
doces as coisas mais amargas.