sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Profecia do Dia


Sabado, dia 03 de Agosto de 2013

Sábado da 17ª semana do Tempo Comum

Santa Lídia, + cerca de 60

Comentário do dia
Liturgia bizantina: «Eis que envio o meu mensageiro diante de Ti, para Te preparar o caminho» (Mt 11,10; Mal 3,1)

Levit. 25,1.8-17.

O Senhor falou a Moisés, no monte Sinai, nestes termos:
«Contarás sete semanas de anos, isto é, sete vezes sete anos; de forma que a duração de estas sete semanas de anos corresponderá a quarenta e nove anos.
Depois, farás ressoar fortemente a trombeta, no décimo dia do sétimo mês. No dia do grande Perdão, fareis ressoar o som da trombeta através de toda a vossa terra.
Santificareis o quinquagésimo ano, proclamando na vossa terra a liberdade de todos os que a habitam. Este ano será para vós um Jubileu; cada um de vós voltará à sua propriedade, e à sua família.
O quinquagésimo ano é o ano do Jubileu: não semeareis, não colhereis do que cresce espontaneamente, nem vindimareis as vinhas que não foram podadas.
Porque é o Jubileu, deve ser uma coisa santa para vós e comereis o produto dos campos.
Neste Jubileu, cada um de vós recobrará a sua propriedade.
Quando fizeres uma venda ao teu próximo, ou se comprares alguma coisa, não vos prejudiqueis um ao outro.
Farás essa compra ao próximo, tendo em conta os anos decorridos depois do Jubileu, e ele fará essa venda tendo em conta os anos das colheitas.
Conforme os anos forem mais ou menos numerosos, assim tu pagarás mais ou menos pelo que adquirires, porque é um número de colheitas que ele te vende.
Não vos prejudiqueis uns aos outros. Teme o teu Deus, porque Eu sou o Senhor, vosso Deus.»


Salmos 67(66),2-3.5.7-8.

Deus se compadeça de nós e nos abençoe,  
faça brilhar sobre nós a luz do seu rosto.
Sejam conhecidos na terra os teus caminhos
e entre as nações, a tua salvação!

Alegrem-se e exultem as nações,
porque julgas os povos com justiça.   
e governas as nações sobre a terra.
O campo dá os seus frutos.
Deus, o nosso Deus, nos abençoa.  

Que Deus nos abençoe;
e o seu temor chegue aos confins da terra!



Mateus 14,1-12.

Por aquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos de Herodes, o tetrarca,
e ele disse aos seus cortesãos: «Esse homem é João Baptista! Ressuscitou dos mortos e, por isso, se manifestam nele tais poderes miraculosos.»
De facto, Herodes tinha prendido João, algemara-o e metera-o na prisão, por causa de Herodíade, mulher de seu irmão Filipe.
Porque João dizia-lhe: «Não te é lícito possuí-la.»
Quisera mesmo dar-lhe a morte, mas teve medo do povo, que o considerava um profeta.
Ora, quando Herodes festejou o seu aniversário, a filha de Herodíade dançou perante os convidados e agradou a Herodes,
pelo que ele se comprometeu, sob juramento, a dar lhe o que ela lhe pedisse.
Induzida pela mãe, respondeu: «Dá-me, aqui num prato, a cabeça de João Baptista.»
O rei ficou triste, mas, devido ao juramento e aos convidados, ordenou que lha trouxessem
e mandou decapitar João Baptista na prisão.
Trouxeram, num prato, a cabeça de João e deram-na à jovem, que a levou à sua mãe.
Os discípulos de João vieram buscar o corpo e sepultaram-no; depois, foram dar a notícia a Jesus.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Liturgia bizantina
Tropário e katisma do ofício de matinas de 29/08

«Eis que envio o meu mensageiro diante de Ti, para Te preparar o caminho» (Mt 11,10; Mal 3,1)

«A memória do justo será abençoada» (Prov 10,7), mas a ti, Precursor, basta-te o testemunho do Senhor. Em verdade, mostraste ser «o maior de todos os profetas» (Mt 11,9); por isso foste digno de baptizar na água Aquele que eles anunciaram. E, tendo lutado na Terra pela verdade, cheio de alegria, anunciaste, já na morada dos mortos, o Deus que Se manifestou na carne, que tira o pecado do mundo (1Tim 3,16; Jo 1,29) e que nos concede a graça da salvação.


Por vontade de Deus, nasceste de uma mulher estéril, desprendeste a língua de teu pai (Lc 1,7.64), mostraste o Sol que te iluminou, a ti, estrela da manhã. No deserto, pregaste às multidões o Criador, o cordeiro que tira o pecado do mundo. Com teu zelo repreendeste o rei e decapitaram-te a gloriosa cabeça, a ti, ilustre Precursor, verdadeiramente digno dos nossos cantos. Intercede junto de Cristo, nosso Deus, para que Ele conceda o perdão dos pecados aos que festejam de coração pleno a tua sagrada memória.







quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Profecia do Dia


Sexta-feira, dia 02 de Agosto de 2013

Sexta-feira da 17ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula

S. Pedro Julião Eymard, presbítero, +1868, S. Gaudêncio de Évora, mártir, séc. II?, Santo Eusébio de Vercelli, bispo, +370

Comentário do dia
Bento XVI: Por causa da falta de fé daquela gente

Levit. 23,1.4-11.15-16.27.34b-37.

O Senhor falou assim a Moisés, dizendo:
Eis aqui as festas do Senhor, as assembleias sagradas que proclamareis na devida data.
No décimo quarto dia do primeiro mês, ao crepúsculo, é a Páscoa do Senhor.
E no décimo quinto dia desse mês, terá lugar a festa do Pão Ázimo em honra do Senhor; durante sete dias comereis pão sem fermento.
No primeiro dia, fareis uma assembleia sagrada. Não fareis nenhum trabalho servil.
Oferecereis ao Senhor uma oferta queimada em cada um dos sete dias. No sétimo dia, haverá uma assembleia sagrada. Não fareis nenhum trabalho servil.'»
O Senhor falou assim a Moisés:
«Fala aos filhos de Israel e diz-lhes: 'Quando chegardes à terra que vos concedo, e procederdes à ceifa, levareis ao sacerdote o primeiro molho da vossa colheita,
e ele fará o ritual de apresentação diante do Senhor, para que vos seja aceite; o sacerdote fará essa apresentação no dia seguinte ao sábado.
«Depois, contareis sete semanas completas, a partir do dia seguinte ao do sábado, isto é, do dia em que tiverdes feito o rito da apresentação do molho de espigas.
Contareis até ao dia seguinte da sétima semana, isto é, cinquenta dias, e oferecereis ao Senhor uma nova oblação.
«No décimo dia deste sétimo mês, que é o dia do perdão, fareis uma assembleia sagrada; fareis penitência, e apresentareis uma oferta queimada em honra do Senhor.
«Fala assim aos filhos de Israel: 'No décimo quinto dia deste sétimo mês, celebrar-se-á a festa das Tendas, em honra do Senhor, durante sete dias.
No primeiro dia haverá uma assembleia sagrada, não fareis nenhum trabalho servil.
Em cada um dos sete dias, apresentareis uma oferta queimada ao Senhor. No oitavo dia, fareis ainda uma assembleia sagrada e apresentareis uma oferta queimada ao Senhor: é uma reunião festiva e não fareis nenhum trabalho servil.'»
«São estas as festas em honra do Senhor, em que deveis convocar assembleias sagradas, apresentando uma oferta queimada ao Senhor, um holocausto e uma oblação, sacrifícios e libações, segundo o ritual de cada dia,


Salmos 81(80),3-4.5-6ab.10-11ab.

Cantai ao som do tamborim,
da cítara harmoniosa e da lira.
Tocai a trombeta na festa da Lua-nova
e na Lua-cheia, dia da nossa festa.

Isto é um preceito para Israel,
uma ordem do Deus de Jacob.
Lei que Ele deu a José,
quando saiu da terra do Egipto.  

Ouço uma língua desconhecida, que diz:
Não terás contigo um deus estrangeiro,
nem te prostrarás diante de um deus estranho.
Eu sou o Senhor, teu Deus,

que te tirou da terra do Egipto.



Mateus 13,54-58.

Naquele tempo, Jesus foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga , de tal modo que todos se enchiam de assombro e diziam: «De onde lhe vem esta sabedoria e o poder de fazer milagres?
Não é Ele o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?
Suas irmãs não estão todas entre nós? De onde lhe vem, pois, tudo isto?»
E estavam escandalizados por causa dele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria e em sua casa.»
E não fez ali muitos milagres, por causa da falta de fé daquela gente.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Bento XVI, papa de 2005 a 2013
Encíclica «Spe Salvi», § 47 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)

Por causa da falta de fé daquela gente

Alguns teólogos recentes são de parecer de que o fogo que simultaneamente queima e salva é o próprio Cristo, o Juiz e Salvador. O encontro com Ele é o acto decisivo do Juízo. Ante o seu olhar, funde-se toda a falsidade. É o encontro com Ele que, queimando-nos, nos transforma e liberta para nos tornar verdadeiramente nós mesmos. As coisas edificadas durante a vida podem então revelar-se palha seca, pura fanfarronice e desmoronar-se. Porém, na dor deste encontro, em que o impuro e o nocivo do nosso ser se tornam evidentes, está a salvação. O seu olhar, o toque do seu coração, cura-nos através de uma transformação certamente dolorosa, «como pelo fogo». Contudo, é uma dor feliz, em que o poder santo do seu amor nos penetra como chama, consentindo-nos no final sermos totalmente nós mesmos e, por isso mesmo totalmente de Deus. Deste modo, torna-se evidente também a compenetração entre justiça e graça: o nosso modo de viver não é irrelevante, mas a nossa baixeza não nos mancha para sempre, se ao menos continuámos inclinados para Cristo, para a verdade e para o amor. No fim de contas, esta baixeza já foi queimada na Paixão de Cristo. No momento do Juízo, experimentamos e acolhemos este prevalecer do seu amor sobre todo o mal que há no mundo e em nós. A dor do amor torna-se a nossa salvação e a nossa alegria.







quarta-feira, 31 de julho de 2013

Profecia do Dia


Quinta-feira, dia 01 de Agosto de 2013

Quinta-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Santo Afonso Maria de Ligório, bispo, Doutor da Igreja, +1787

Comentário do dia
Bento XVI: Puxam-na para a praia

Ex. 40,16-21.34-38.

Naqueles dias, Moisés obedeceu; fez tudo quanto o Senhor lhe ordenara.
No primeiro dia do primeiro mês do segundo ano, foi erigido o santuário.
Moisés erigiu o santuário: assentou as bases, as pranchas, as travessas e ergueu as colunas;
estendeu a tenda sobre o santuário e, por cima, a cobertura da tenda, como o Senhor lhe tinha ordenado.
Tomou o testemunho e depositou-o na Arca; meteu os varais na Arca, sobre a qual colocou o propiciatório.
Transportou a Arca para o santuário, fixando o véu de protecção, para vedar o acesso à Arca do testemunho, como o Senhor lhe tinha ordenado.
Então, a nuvem cobriu a tenda da reunião, e a majestade do Senhor encheu o santuário.
Moisés já não pôde entrar na tenda da reunião, porque a nuvem pairava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o santuário.
Quando a nuvem se retirava de cima do santuário, os filhos de Israel partiam de viagem,
e quando a nuvem não se retirava, não partiam, até ao instante em que ela se elevava.
Porque uma nuvem do Senhor cobria o santuário durante o dia, e um fogo brilhava ali durante a noite, aos olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas caminhadas.


Salmos 84(83),3.4.5-6a.8a.11.

A minha alma suspira
pelos átrios do Senhor;
o meu coração e a minha carne
cantam de alegria ao Deus vivo!

Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu rei e meu Deus.

Felizes os que moram em tua casa:
podem louvar-te continuamente.
Felizes os que em ti encontram a sua força,
e os que desejam peregrinar até ao monte Sião.

Um dia em teus átrios
vale por mais de mil longe de vós;
antes quero ficar no limiar da casa do meu Deus,
do que habitar nas tendas dos maus.



Mateus 13,47-53.

Naquele tempo, dise Jesus à multidão: «O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes.
Logo que ela se enche, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e escolhem os bons para as canastras, e os ruins, deitam-nos fora.
Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos,
para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes.»
«Compreendestes tudo isto?» «Sim» responderam eles.
Jesus disse-lhes, então: «Por isso, todo o doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro.»
Depois de terminar estas parábolas, Jesus partiu dali.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Bento XVI, papa de 2005 a 2013
Encíclica «Spe Salvi», §§ 45-46 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)

Puxam-na para a praia

Com a morte, a opção de vida feita pelo homem torna-se definitiva; esta sua vida está diante do Juiz. A sua opção, que tomou forma ao longo de toda a vida, pode ter caracteres diversos. Pode haver pessoas que destruíram totalmente em si próprias o desejo da verdade e a disponibilidade para o amor; pessoas nas quais tudo se tornou mentira; pessoas que viveram para o ódio e espezinharam o amor em si mesmas. Trata-se de uma perspectiva terrível, mas algumas figuras da nossa mesma história deixam entrever, de forma assustadora, perfis deste género. Em tais indivíduos, não haveria nada de remediável e a destruição do bem seria irrevogável: é já isto que se indica com a palavra «inferno». Por outro lado, podem existir pessoas puríssimas, que se deixaram penetrar inteiramente por Deus e, consequentemente, estão totalmente abertas ao próximo – pessoas em quem a comunhão com Deus orienta desde já todo o seu ser e cuja chegada a Deus apenas leva a cumprimento aquilo que já são.Mas, segundo a nossa experiência, nem um nem outro são o caso normal da existência humana. Na maioria dos homens – como podemos supor – perdura no mais profundo da sua essência uma derradeira abertura interior para a verdade, para o amor, para Deus. Nas opções concretas da vida, porém, aquela é sepultada sob repetidos compromissos com o mal. […] O que acontece a tais indivíduos quando comparecem diante do Juiz? Será que todas as coisas imundas que acumularam na sua vida se tornarão de repente irrelevantes? Ou acontecerá algo de diverso? São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios, dá-nos uma ideia da distinta repercussão do juízo de Deus sobre o homem, conforme as suas condições. […] «Se alguém edifica sobre este fundamento com ouro, prata, pedras preciosas, madeiras, feno ou palha, a obra de cada um ficará patente, pois o dia do Senhor a fará conhecer. Pelo fogo será revelada, e o fogo provará o que vale a obra de cada um. Se a obra construída subsistir, o construtor receberá a paga. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá a perda. Ele, porém, será salvo, como que através do fogo» (3,12-15).