quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Profecia do Dia


Quinta-feira, dia 23 de Janeiro de 2014

Quinta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

S. João Esmoler, b., +616, Santo Ildefonso, b., +667

Comentário do dia
Juliana de Norwich : «Todos os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para Lhe tocarem»

1 Sam. 18,6-9.19,1-7.

Naqueles dias, quando David regressava, depois de ter matado o filisteu, saíram as mulheres de todas as cidades de Israel ao encontro de Saul, a cantar e a dançar alegremente, ao som de sistros e tamborins.
E, à medida que dançavam, cantavam em coro: «Saul matou mil, mas David matou dez mil.»
Saul irritou-se em extremo e ficou sumamente desgostoso por isso. E disse: «Dão dez mil a David e a mim apenas mil! Só lhe falta a coroa!»
A partir daquele dia, não voltou a olhar para David com bons olhos.
Saul falou ao seu filho Jónatas e a todos os seus servos da sua intenção de matar David. Mas Jónatas, filho de Saul, amava cordialmente David
e preveniu-o, dizendo: «Saul, meu pai, quer matar-te. Procura fugir amanhã de manhã; foge para um lugar oculto e esconde-te.
Sairei em companhia de meu pai, até ao lugar onde tu te encontrares; falarei com ele a teu respeito, para ver o que ele pensa, e depois avisar-te-ei.»
Jónatas falou bem de David a seu pai e acrescentou: «Não faças mal algum ao teu servo David, pois ele nunca te fez mal; pelo contrário, prestou-te grandes serviços.
Arriscou a vida, matando o filisteu, e o Senhor deu, assim, uma grande vitória a Israel. Foste testemunha e alegraste-te. Porque queres pecar contra o sangue inocente, matando David sem motivo?»
Saul ouviu as palavras de Jónatas e fez este juramento: «Pela vida do Senhor, David não morrerá!»
Então, Jónatas chamou David, contou-lhe tudo isto e apresentou-o novamente a Saul. David voltou a estar ao seu serviço como antes.


Salmos 56(55),2-3.9-10ab.10c-11.12-13.

Tem compaixão de mim, ó Deus,
pois há quem me queira destruir,
oprimindo-me e fazendo-me guerra todo o dia.
Os meus adversários perseguem-me continuamente;
são numerosos, ó Altíssimo, os que lutam contra mim!

Tu contaste os passos do meu peregrinar,
recolheste e guardaste as minhas lágrimas.
No dia em que eu Te invocar,
os meus inimigos hão de retroceder;

Bem sei que im Senhor está por mim.
porque é de Deus, celebrarei a Sua palavra,
no Senhor louvarei a Sua promessa.
Em Deus confio, nada temo:
que mal me poderão fazer os homens?

Sobre mim,ó Deus, o peso dos Teus votos,
cumprirei em tua honra os sacrifícios de louvor.



Marcos 3,7-12.

Naquele tempo, Jesus retirou-Se para o mar com os discípulos. Seguiu-O uma imensa multidão vinda da Galileia. E da Judeia,
de Jerusalém, da Idumeia, de além-Jordão e das cercanias de Tiro e de Sídon, uma grande multidão veio ter com Ele, ao ouvir dizer o que Ele fazia.
E disse aos discípulos que lhe aprontassem um barco, a fim de não ser molestado pela multidão,
pois tinha curado muita gente e, por isso, os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para lhe tocarem.
Os espíritos malignos, ao vê-lo, prostravam-se diante dele e gritavam: «Tu és o Filho de Deus!»
Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Juliana de Norwich (1342-depois de 1416), mística inglesa
Revelações do amor divino, cap. 36

«Todos os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para Lhe tocarem»

Durante toda a nossa vida, quando, na nossa loucura, voltamos o olhar para o que é reprovável, Nosso Senhor toca-nos com ternura e chama-nos com grande alegria, dizendo na nossa alma: «Deixa o que amas, minha querida criança. Volta-te para mim, Eu sou tudo o que tu queres. Rejubila no teu salvador e na tua salvação.» Tenho a certeza de que a alma, tornada perspicaz pela acção da graça, verá e sentirá que Nosso Senhor opera assim em nós. Porque se esta obra diz respeito à humanidade em geral, nenhum homem em particular está dela excluído. […]


Além disso, Deus iluminou a minha inteligência e mostrou-me como realiza os milagres: «É sabido que realizei aqui em baixo muitos milagres impressionantes e maravilhosos, gloriosos e magníficos. O que fiz então, faço-o ainda continuamente, e fá-lo-ei nos tempos vindouros». Sabemos que qualquer milagre é precedido de sofrimentos, angústias e tribulações. Isso acontece para que tomemos consciência da nossa fraqueza e dos erros que cometemos por causa do nosso pecado e, através disso, nos tornemos humildes e nos voltemos para Deus, implorando o seu auxílio e a sua graça. Os milagres surgem em seguida: provêm do poder, da sabedoria e da bondade de Deus, e revelam a sua força e as alegrias do céu, tanto quanto é possível conhecê-las nesta vida passageira. Assim, a nossa fé torna-se mais forte e a nossa esperança cresce no amor. Eis porque agrada a Deus ser conhecido e glorificado através dos milagres. Ele quer que não fiquemos acabrunhados pela tristeza e pelas tempestades que se abatem sobre nós; isto acontece sempre antes dos milagres!







terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 22 de Janeiro de 2014

Quarta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

S. Vicente, diác., m., +304, S. Vicente Pallotti, presb., fundador, +1850, Beata Laura Vicunha, v., +1904

Comentário do dia
Papa Francisco: «Se Deus nos reconciliou consigo pela morte de seu Filho quando ainda éramos pecadores, muito mais [...] seremos salvos pela vida de Cristo ressuscitado» (Rom 5,10)

1 Sam. 17,32-33.37.40-51.

Naqueles dias, David foi levado à presença do rei Saul e disse-lhe: «Ninguém desanime por causa de Golias! O teu servo irá lutar contra esse filisteu..»
Disse-lhe Saul: «Não poderás ir lutar contra esse filisteu. Não passas de uma criança, e ele é um homem de guerra desde a sua mocidade.»
E acrescentou: «O Senhor, que me livrou das garras do leão e do urso, há-de salvar-me igualmente das mãos desse filisteu.» Disse-lhe o rei: «Vai, e que o Senhor esteja contigo.»
E tirou a armadura. Tomou o seu cajado e escolheu no regato cinco pedras lisas, pondo-as no alforge de pastor que lhe servia de bolsa. Depois, com a funda na mão, avançou contra o filisteu.
Este, precedido do escudeiro, aproximou-se de David,
mediu-o com os olhos e, vendo que era jovem, louro e de aspecto delicado, desprezou-o.
Disse-lhe: «Sou eu, porventura, um cão, para vires contra mim de pau na mão?» E amaldiçoou David em nome dos seus deuses.
E acrescentou: «Vem, que eu darei a tua carne às aves do céu e aos animais da terra!»
David respondeu: «Tu vens para mim de espada, lança e escudo; eu, porém, vou a ti em nome do Senhor do universo, do Deus dos esquadrões de Israel, a quem tu desafiaste.
O Senhor vai entregar-te hoje nas minhas mãos e eu vou matar-te, cortar-te a cabeça e dar os cadáveres do campo dos filisteus às aves do céu e aos animais da terra, para que todo o mundo saiba que há um Deus em Israel.
E toda essa multidão de gente saberá que não é com a espada nem com a lança que o Senhor triunfa, porque Ele é o árbitro da guerra e Ele vos entregará nas nossas mãos!»
Levantou-se o filisteu e avançou contra David. Este também correu para as linhas inimigas ao encontro do filisteu.
Meteu a mão no alforge, tomou uma pedra e arremessou-a com a funda, ferindo o filisteu na fronte. A pedra penetrou-lhe na cabeça, e o gigante tombou com o rosto por terra.
Assim venceu David o filisteu, ferindo-o de morte com uma funda e uma pedra. E, como não tinha espada na mão,
David correu para o filisteu e, quando já estava junto dele, arrancou-lhe a espada da bainha e acabou de o matar, cortando-lhe a cabeça. Vendo morto o seu guerreiro mais valente, os filisteus fugiram.


Salmos 144(143),1.2.9-10.

Bendito seja o Senhor, meu rochedo,
que adestra as minhas mãos para a luta
e os meus dedos para o combate!
Ele é o meu auxílio e fortaleza,
o meu baluarte e o meu refúgio;
Ele é o meu escudo e o meu abrigo,
que subjuga os povos aos meus pés.

Quero cantar-te, ó Deus, um cântico novo;
cantar-te-ei salmos com a harpa de dez cordas.
Tu, que concedes aos reis a vitória,
e livras o teu servo David da espada mortal.



Marcos 3,1-6.

Jesus entrou novamente na sinagoga onde estava um homem que tinha uma das mãos paralisada.
Ora eles observavam-no, para ver se iria curá-lo ao sábado, a fim de o poderem acusar.
Jesus disse ao homem da mão paralisada: «Levanta-te e vem para o meio.»
E a eles perguntou: «É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la?» Eles ficaram calados.
Então, olhando-os com indignação e magoado com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão.» Estendeu-a, e a mão ficou curada.
Assim que saíram, os fariseus reuniram-se com os partidários de Herodes para deliberar como haviam de matar Jesus.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Papa Francisco
Encíclica «Lumen fidei / A luz da fé», §§ 16-17 (trad. © Libreria Editrice Vaticana, rev)

«Se Deus nos reconciliou consigo pela morte de seu Filho quando ainda éramos pecadores, muito mais [...] seremos salvos pela vida de Cristo ressuscitado» (Rom 5,10)

A maior prova da fiabilidade do amor de Cristo encontra-se na sua morte pelo homem. Se dar a vida pelos amigos é a maior prova de amor (cf Jo 15,13), Jesus ofereceu a sua vida por todos, mesmo por aqueles que eram inimigos, para lhes transformar o coração. É por isso que os evangelistas situam na hora da Cruz o momento culminante do olhar de fé: naquela hora resplandece o amor divino em toda a sua sublimidade e amplitude. São João colocará aqui o seu testemunho solene, quando, juntamente com a Mãe de Jesus, contemplou Aquele que trespassaram (cf Jo 19,37): «Aquele que viu estas coisas é que dá testemunho delas e o seu testemunho é verdadeiro. E ele bem sabe que diz a verdade, para vós crerdes também» (Jo 19, 35). […]

É precisamente na contemplação da morte de Jesus que a fé se reforça e recebe uma luz fulgurante; é aqui que ela se revela como fé no seu amor inabalável por nós, amor que é capaz de penetrar na morte para nos salvar. É possível crer neste amor que não se subtraiu à morte para manifestar quanto me ama; a sua totalidade vence toda e qualquer suspeita e permite-nos confiar-nos plenamente a Cristo.

Ora, a morte de Cristo desvenda a total fiabilidade do amor de Deus à luz da sua ressurreição. Enquanto ressuscitado, Cristo é testemunha fiável, digna de fé (cf Ap 1,5; Heb 2,17), apoio firme para a nossa fé.







segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 21 de Janeiro de 2014

Terça-feira da 2ª semana do Tempo Comum

Santa Inês, v. m., +304

Comentário do dia
São João Crisóstomo : «O Filho do Homem até do sábado é Senhor.»

1 Sam. 16,1-13.

Naqueles dias, o Senhor disse a Samuel: «Até quando chorarás Saul, tendo-o Eu rejeitado para que não reine em Israel? Enche o teu chifre de óleo e vai. Quero enviar-te a Jessé de Belém, pois escolhi um rei entre os seus filhos.» Samuel respondeu: «Como hei-de ir? Se Saul souber, irá tirar-me a vida.»
O Senhor disse: «Levarás contigo um novilho e dirás que vais oferecer um sacrifício ao Senhor.
Convidarás Jessé para o sacrifício e Eu te revelarei o que deverás fazer. Darás por mim a unção àquele que Eu te indicar.»
Fez Samuel como o Senhor ordenara. Ao chegar a Belém, os anciãos da cidade saíram-lhe ao encontro, inquietos, e disseram: «É de paz a tua vinda?»
Ele respondeu: «Sim. Venho oferecer um sacrifício ao Senhor; purificai-vos e acompanhai-me para o sacrifício.» Ele mesmo purificou Jessé e os filhos e convidou-os para o sacrifício.
Logo que entraram, Samuel viu Eliab e pensou consigo: «Certamente é este o ungido do Senhor.»
Mas o Senhor disse a Samuel: «Que te não impressione o seu belo aspecto, nem a sua alta estatura, pois Eu rejeitei-o. O que o homem vê não importa; o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração.»
Jessé chamou Abinadab e apresentou-o a Samuel, que disse: «Não é este o que o Senhor escolheu.»
Jessé trouxe-lhe, também, Chamá. E Samuel disse: «Ainda não é este o que o Senhor escolheu.»
Jessé apresentou-lhe, assim, os seus sete filhos, mas Samuel disse: «O Senhor não escolheu nenhum deles.»
E acrescentou: «Estão aqui todos os teus filhos?» Jessé respondeu: «Resta ainda o mais novo, que anda a apascentar as ovelhas.» Samuel ordenou a Jessé: «Manda buscá-lo, pois não nos sentaremos à mesa antes de ele ter chegado.»
Jessé mandou então buscá-lo. David era louro, de belos olhos e de aparência formosa. O Senhor disse: «Ei-lo, unge-o: é esse.»
Samuel tomou o chifre de óleo e ungiu-o na presença dos seus irmãos. E, a partir daquele dia, o espírito do Senhor apoderou-se de David. E Samuel voltou para Ramá.


Salmos 89(88),20.21-22.27-28.

Falastes outrora aos vossos fíeis,
numa visão lhes dissestes:
"Impus o meu diadema a um herói;
escolhi um eleito de entre o povo.

Encontrei a David, meu servo,
e ungi-o com óleo santo.
Estarei sempre a seu lado
e com a minha força o sustentarei.»

Ele me invocará, dizendo: 'Tu és meu pai,
és o meu Deus e o rochedo da minha salvação!'
E Eu farei dele o primogénito,
o maior entre os reis da terra.



Marcos 2,23-28.

Ora num dia de sábado, indo Jesus através das searas, os discípulos puseram-se a colher espigas pelo caminho.
Os fariseus diziam-lhe: «Repara! Porque fazem eles ao sábado o que não é permitido?»
Ele disse: «Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele?
Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele?»
E disse-lhes: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.
O Filho do Homem até do sábado é Senhor.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de São Mateus, n° 39

«O Filho do Homem até do sábado é Senhor.»

«O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado» […] A lei do sábado era, no início, da maior importância, pois ensinava os judeus a serem pacíficos e cheios de humanidade para com o seu próximo; a crerem na sabedoria e na providência de Deus Criador. […] Quando Deus lhes deu a lei do sábado, fê-los compreender que apenas queria que eles se abstivessem de todo o mal: «No decurso desse dia, não realizareis trabalho algum, salvo a preparação do alimento para todos» (Ex 12,16 LXX). No Templo, havia mais trabalho nesse dia santo do que nos outros dias. […] Deste modo, a sombra da Lei preparava a luz da verdade plena (cf Col 2,17).


Cristo terá então abolido uma lei tão útil? De modo nenhum: levou-a ainda mais longe. […] Deixara de ser necessário ensinar deste modo que Deus era o Criador de tudo o que existe, e formá-los na amabilidade para com os outros, pois eram agora convidados a imitar o amor de Deus pelos homens segundo esta palavra: «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6,36). Deixara de ser necessário fixar um dia de festa para aqueles que eram convidados a fazer da sua vida uma festa: «Celebremos a festa, escreve o apóstolo Paulo, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da pureza e da verdade» (1Cor 5,8). […] Que necessidade havia de uma lei do sábado para o cristão, que passa a sua vida numa celebração contínua e sempre a pensar no céu ? Sim, irmãos, celebremos este sábado celeste e contínuo.