segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 23 de Setembro de 2014

Terça-feira da 25ª semana do Tempo Comum

São Pio de Petrelcina (Padre Pio), presbítero, +1968

Comentário do dia
Isaac da Estrela : «Repassando com o olhar os que estavam sentados ao seu redor, disse: "Eis a minha mãe e os meus irmãos"» (Mc 3,34)

Prov. 21,1-6.10-13.

O coração do rei é como água corrente nas mãos do Senhor, Ele o dirigirá para onde quiser.
Os caminhos do homem parecem-lhe sempre rectos, mas é o Senhor quem pesa os corações.
A prática da justiça e da equidade é mais agradável ao Senhor que os sacrifícios.
Olhares altivos, coração soberbo: a lâmpada dos ímpios é o pecado.
Os projectos do homem diligente têm êxito, mas quem se precipita cai certamente na ruína.
Os tesouros adquiridos pela mentira são vaidade passageira e laço de morte.
A alma do ímpio deseja o mal; não terá compaixão do seu próximo.
Com o castigo do insolente, o ingénuo ficará mais sábio; quando se adverte o sábio, ele adquire mais saber.
O justo está atento à família do ímpio, e precipita os maus na desventura.
Aquele que se faz surdo ao clamor do pobre, também um dia clamará e não será ouvido.


Salmos 119(118),1.27.30.34.35.44.

Felizes os que seguem o caminho da rectidão
e vivem segundo a lei do Senhor.
Fazei-me compreender o caminho dos vossos preceitos
para meditar nas vossas maravilhas.

Escolhi o caminho da verdade
e decidi-me pelos vossos juízos.
Dai-me entendimento para guardar a vossa lei
e para a cumprir de todo o coração.

Conduz-me pela senda dos teus mandamentos,
porque neles estão as minhas delícias.
Assim, cumprirei continuamente a tua lei,
para todo o sempre.




Lucas 8,19-21.

Naquele tempo, vieram ter com Jesus sua mãe e seus irmãos, mas não podiam aproximar-se por causa da multidão.
Anunciaram-lhe: «Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-te.»
Mas Ele respondeu-lhes: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Isaac da Estrela (?-c. 1171), monge cisterciense
Sermon 51; PL 194, 1862 (trad. Breviário, sábado da II semana do Advento)

«Repassando com o olhar os que estavam sentados ao seu redor, disse: "Eis a minha mãe e os meus irmãos"» (Mc 3,34)

Maria, imune de todo o pecado, deu à luz a Cabeça do corpo; a Igreja, para remissão de todos os pecados, deu à luz o corpo da Cabeça. […] Nas Escrituras divinamente inspiradas, o que se atribui em geral à Igreja, Virgem e Mãe, aplica-se em especial à Virgem Maria; e o que se atribui em especial a Maria, Virgem e Mãe, aplica-se em geral à Igreja, Virgem e Mãe; e quando um texto fala de uma ou de outra, pode ser aplicado, quase indistinta e indiferentemente, a uma e à outra.

Além disso, cada alma fiel é igualmente, a seu modo, esposa do Verbo de Deus, mãe de Cristo, filha e irmã, virgem e mãe fecunda. Tudo isso o refere a mesma sabedoria de Deus, que é o Verbo do Pai, ora à Igreja em sentido universal, ora a Maria em sentido especial, ora a cada alma fiel em particular. Assim se lê na Escritura: «E habitarei na herança do Senhor» (Ecli 24,12). A herança do Senhor é, em termos universais, a Igreja, em termos especiais Maria, e em termos singulares cada alma fiel. No tabernáculo do ventre de Maria, Cristo habitou durante nove meses; no tabernáculo da fé da Igreja, permanecerá até ao fim do mundo; no conhecimento e amor da alma fiel, habitará pelos séculos dos séculos.







domingo, 21 de setembro de 2014

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 22 de Setembro de 2014

Segunda-feira da 25ª semana do Tempo Comum

S. Maurício e companheiros (soldados romanos), mártires, séc. III

Comentário do dia
São João Crisóstomo : A luz na lamparina

Prov. 3,27-34.

Meu filho: Não negues um benefício a quem dele precisa, se estiver nas tuas mãos poder concedê-lo.
Não digas ao teu próximo: «Vai, e volta depois, amanhã te darei», quando o puderes logo atender.
Não maquines o mal contra teu próximo, quando ele deposita confiança em ti.
Não litigues contra ninguém, sem motivo, quando não te fez mal algum.
Não invejes o homem violento, nem adoptes o seu procedimento,
porque o Senhor abomina o homem perverso, mas reserva para os rectos a sua intimidade.
A maldição do Senhor cai sobre a casa do ímpio, mas Ele abençoa a morada dos justos.
Ele escarnece dos escarnecedores, mas concede a sua graça aos humildes.


Salmos 15(14),2-3ab.3cd-4ab.5.

Aquele que leva uma vida sem mancha,
pratica a justiça e diz a verdade com todo o coração;
aquele cuja língua
não levanta calúnias  

e não faz mal ao seu próximo,
nem causa prejuízo a ninguém;
aquele que despreza o que é desprezível,
mas estima os que temem o Senhor;

O que não falta ao seu juramento mesmo em seu prejuízo
e que não empresta o seu dinheiro com usura,
nem se deixa subornar contra o inocente.
Quem assim proceder não há-de sucumbir para sempre.




Lucas 8,16-18.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém acende uma candeia para a cobrir com um vaso ou para a esconder debaixo da cama; mas coloca-a no candelabro, para que vejam a luz aqueles que entram.
Porque não há coisa oculta que não venha a manifestar-se, nem escondida que não se saiba e venha à luz.
Vede, pois, como ouvis, porque àquele que tiver, ser-lhe-á dado; mas àquele que não tiver, ser-lhe-á tirado mesmo o que julga possuir.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o evangelho de Mateus, n°15

A luz na lamparina

«Ninguém acende uma candeia para a cobrir com um vaso.» Com estas palavras, Jesus incita os seus discípulos a levarem uma vida irrepreensível, aconselhando-os a que velem constantemente sobre si mesmos, dado que estão postos sob o olhar de todos os homens, quais atletas num estádio, vistos de todo o universo (1Cor 4,9).

E declara-lhes também: «Não penseis: "Podemos sentar-nos calmamente porque estamos escondidos num cantinho do mundo", porque sereis visíveis a todos os homens, qual cidade situada no alto de uma montanha (Mt 5,14), qual luz que, no interior de uma casa, se colocou sobre uma lamparina. […] Eu alumiei a luz da vossa lamparina, mas a vós compete mantê-la, não apenas para vossa vantagem pessoal, mas também no interesse de todos quantos a virem e forem por ela conduzidos à verdade. As piores maldades não poderão nunca lançar uma sombra sobre a vossa luz, se viverdes na vigilância daqueles que são chamados a levar o mundo inteiro ao bem. Assim pois, que a vossa vida corresponda à santidade do vosso ministério, para que a graça de Deus seja anunciada por toda a parte.»







sábado, 20 de setembro de 2014

Profecia do Dia


Domingo, dia 21 de Setembro de 2014

25º Domingo do Tempo Comum - Ano A
XXV Domingo Comum (semana I do saltério)

S. Mateus, apóstolo e evangelista

Comentário do dia
Santo Efrém : «Não me será permitido dispor dos meus bens como entender?»

Is. 55,6-9.

Buscai o Senhor, enquanto se pode encontrar; invocai-O, enquanto está perto.
Deixe o ímpio os seus caminhos, e o criminoso os seus projectos. Volte-se para o SENHOR, que terá piedade dele, para o nosso Deus, que é generoso em perdoar.
Os meus planos não são os vossos planos, os vossos caminhos não são os meus caminhos oráculo do SENHOR.
Tanto quanto os céus estão acima da terra, assim os meus caminhos são mais altos que os vossos, e os meus planos, mais altos que os vossos planos.


Salmos 145(144),2-3.8-9.17-18.

Quero bendizer-Vos, dia após dia,
e louvar o vosso nome para sempre.
O Senhor é grande e digno de todo o louvor;
a sua grandeza é insondável.    

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos,
a sua misericórdia se estende a todas as criaturas,

O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e misericordioso em todas as suas obras.
O Senhor está perto de todos os que O invocam,
dos que O invocam sinceramente.




Filip. 1,20c-24.27a.

Irmãos: Cristo será engrandecido no meu corpo, quer pela vida quer pela morte.
É que, para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro.
Se, entretanto, eu viver corporalmente, isso permitirá que dê fruto a obra que realizo. Que escolher então? Não sei.
Estou pressionado dos dois lados: tenho o desejo de partir e estar com Cristo, já que isso seria muitíssimo melhor;
mas continuar a viver é mais necessário por causa de vós.
Só isto é necessário: comportai-vos em comunidade de um modo digno do Evangelho de Cristo, para que – quer eu vá ter convosco, quer esteja ausente – ouça dizer isto de vós: que permaneceis firmes num só espírito, lutando juntos, numa só alma, pela fé no Evangelho


Mateus 20,1-16a.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Com efeito, o Reino do Céu é semelhante a um proprietário que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar trabalhadores para a sua vinha.
Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para a sua vinha.
Saiu depois pelas nove horas, viu outros na praça, que estavam sem trabalho,
e disse-lhes: 'Ide também para a minha vinha e tereis o salário que for justo.'
E eles foram. Saiu de novo por volta do meio-dia e das três da tarde, e fez o mesmo.
Saindo pelas cinco da tarde, encontrou ainda outros que ali estavam e disse-lhes: 'Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?'
Responderam-lhe: 'É que ninguém nos contratou.' Ele disse-lhes: 'Ide também para a minha vinha.'
Ao entardecer, o dono da vinha disse ao capataz: 'Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros.'
Vieram os das cinco da tarde e receberam um denário cada um.
Vieram, por seu turno, os primeiros e julgaram que iam receber mais, mas receberam, também eles, um denário cada um.
Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo:
'Estes últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o cansaço do dia e o seu calor.'
O proprietário respondeu a um deles: 'Em nada te prejudico, meu amigo. Não foi um denário que nós ajustámos?
Leva, então, o que te é devido e segue o teu caminho, pois eu quero dar a este último tanto como a ti.
Ou não me será permitido dispor dos meus bens como eu entender? Será que tens inveja por eu ser bom?'
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Efrém (c. 306-373), diácono na Síria, doutor da Igreja
Comentário ao evangelho correspondente, 15, 15-17; SC 121

«Não me será permitido dispor dos meus bens como entender?»

Estes homens estavam prontos para trabalhar, mas ninguém os contratara; eram laboriosos, mas estavam ociosos por falta de trabalho e de patrão. Foi então que uma voz os contratou, que uma palavra os pôs a caminho e, no seu zelo, não combinaram previamente o preço do seu trabalho, como tinham feito os primeiros. O senhor avaliou a sua tarefa com sabedoria e pagou-lhes o mesmo que aos outros. Nosso Senhor proferiu esta parábola para que ninguém diga: «Como não fui chamado na juventude, não posso ser recebido.» Mostrou assim que, seja qual for o momento da sua conversão, todos os homens serão acolhidos. […] Ele saiu ao romper da manhã, pelas nove horas, pelo meio-dia, pelas três da tarde e pelas cinco da tarde; podemos aplicar isto ao começo da sua pregação, depois ao curso da sua vida e finalmente à cruz, pois foi aí, à última hora, que o bom ladrão entrou no Paraíso (Lc 23,43). Para que não nos ocorra incriminar o ladrão, Nosso Senhor afirma a sua boa vontade: se tivesse sido contratado, teria trabalhado, mas ninguém o contratara.

Aquilo que damos a Deus é claramente indigno dele, e aquilo que Ele nos dá fica muito além do que merecemos. Somos contratados para um trabalho proporcional às nossas forças, mas recebemos um salário totalmente desproporcionado. […] Ele trata da mesma maneira os primeiros e os últimos: todos receberam um denário com a efígie do Rei, que significa o Pão da Vida (Jo 6,35), que é o mesmo para todos; com efeito, o remédio da vida é o mesmo para todos os que o tomam.

Não podemos censurar ao senhor da vinha a sua bondade, nem podemos comentar negativamente a sua justiça: na sua justiça, ele pagou o que tinha combinado, e na sua bondade mostrou-se misericordioso como quis. Foi para nos dar este ensinamento que Nosso Senhor proferiu esta parábola, resumindo tudo isto com estas palavras: «Não me será permitido dispor dos meus bens como entender?»