quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Profecia do Dia


Sexta-feira, dia 10 de Outubro de 2014

Sexta-feira da 27ª semana do Tempo Comum

S. Daniel Comboni, presbítero, fundador, +1881, S. Tomás de Vilanova, bispo, +1555

Comentário do dia
Diádoco de Foticeia : O Espírito Santo triunfa em nós dos espíritos do mal

Gálatas 3,7-14.

Irtmãos: Ficai, por isso, a saber: os que dependem da fé é que são filhos de Abraão.
E como a Escritura previu que é pela fé que Deus justifica os gentios, anunciou previamente como evangelho a Abraão: Serão abençoados em ti todos os povos.
Assim, os que dependem da fé são abençoados com o crente Abraão.
É que todos os que estão dependentes das obras da Lei estão sob maldição, pois está escrito: Maldito seja todo aquele que não persevera em tudo o que está escrito no livro da Lei, em ordem a cumpri-lo.
E que, pela Lei, ninguém é justificado diante de Deus, é coisa evidente, pois aquele que é justo pela fé é que viverá.
E a Lei não está dependente da fé; pelo contrário: Quem cumprir as suas prescrições viverá por elas.
Cristo resgatou-nos da maldição da Lei, ao fazer-se maldição por nós, pois está escrito: Maldito seja todo aquele que é suspenso no madeiro.
Isto, para que a bênção de Abraão chegasse até aos gentios, em Cristo Jesus, para recebermos a promessa do Espírito, por meio da fé.


Salmos 111(110),1-2.3-4.5-6.

Louvarei o Senhor de todo o coração,
no conselho dos justos e na assembleia.
Grandes são as obras do Senhor,
dignas de meditação para quem as ama.

As suas obras têm majestade e esplendor;
a sua justiça permanece para sempre.  
Deixou-nos um memorial das suas maravilhas:
o Senhor é bondoso e compassivo;

Deu sustento àqueles que O temem
e jamais se esquecerá da sua aliança.
Revelou ao seu povo o poder das suas obras,
dando-lhe a herança das nações.




Lucas 11,15-26.

Naquele tempo, Jesus expulsou um demónio, mas alguns dos presentes  disseram: «É por Belzebu, chefe dos demónios, que Ele expulsa os demónios.»
Outros, para o experimentarem, reclamavam um sinal do Céu.
Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse-lhes: «Todo o reino, dividido contra si mesmo, será devastado e cairá casa sobre casa.
Se Satanás também está dividido contra si mesmo, como há-de manter-se o seu reino? Pois vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios.
Se é por Belzebu que Eu expulso os demónios, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes.
Mas se Eu expulso os demónios pela mão de Deus, então o Reino de Deus já chegou até vós.
Quando um homem forte e bem armado guarda a sua casa, os seus bens estão em segurança;
mas se aparece um mais forte e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos.
Quem não está comigo está contra mim, e quem não junta comigo, dispersa.»
«Quando um espírito maligno sai de um homem, vagueia por lugares áridos em busca de repouso; e, não o encontrando, diz: 'Vou voltar para minha casa, de onde saí.'
Ao chegar, encontra-a varrida e arrumada.
Vai, então, e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele; e, entrando, instalam-se ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Diádoco de Foticeia (c. 400-?), bispo
Cem Capítulos sobre o Conhecimento, 6, 26ss.; PG 65, 1169ss.

O Espírito Santo triunfa em nós dos espíritos do mal

É luz de verdadeiro conhecimento discernir sem erro o bem do mal. […] Com efeito, aqueles que combatem devem preservar a todo o momento a calma do pensamento; assim, o espírito poderá discernir as sugestões que o atravessam, e depositará no tesouro da memória as que são boas e vêm de Deus, rejeitando as que são más e diabólicas. Quando o mar está calmo, os pescadores apercebem-se dos movimentos que têm lugar nas suas profundezas, a tal ponto que quase nenhum dos seres que as percorrem lhes escapa; mas, quando é agitado pelos ventos, esconde nessa sombria agitação aquilo que se dispõe a mostrar nos momentos de tranquilidade. […]


O Espírito Santo é o único a quem pertence purificar o espírito pois, a menos que venha algum mais forte que apanhe o ladrão, o produto do roubo não poderá ser recuperado. Devemos, pois, por todos os meios, mas em especial pela paz da alma, oferecer uma morada ao Espírito Santo, a fim de termos a lâmpada do conhecimento sempre acesa em nós. Pois, se ela brilha sem cessar em todos os recessos da alma, não somente todas as insinuações pesadas e sombrias dos demónios se tornam evidentes, como ainda enfraquecem consideravelmente, apagadas por esta luz santa e gloriosa. É por isso que o apóstolo Paulo nos diz: «Não extingais o Espírito!» (1Tes 5, 19).







quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Profecia do Dia


Quinta-feira, dia 09 de Outubro de 2014

Quinta-feira da 27ª semana do Tempo Comum

São João Leonardo, presbítero, +1609, São Dionísio, bispo, e companheiros, mártires, ++250, Beato John Henry Newman, cardeal, +1890

Comentário do dia
Simeão: «Quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!»

Gálatas 3,1-5.

Ó gálatas insensatos! Quem vos enfeitiçou, a vós, a cujos olhos foi exposto Jesus Cristo crucificado?
Só isto quero saber de vós: foi pelas obras da Lei que recebestes o Espírito ou pela pregação da fé?
Sois tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, quereis agora, pela carne, chegar à perfeição?
Foi em vão que experimentastes coisas tão grandiosas? Se é que foi mesmo em vão!
Aquele que vos concede o Espírito e opera milagres entre vós, será, pois, que o faz pelas obras da Lei ou pela pregação da fé?


Lucas 1,69-70.71-72.73-75.

O Senhor nos deu um Salvador poderoso,
na casa de David, seu servo,
conforme prometeu pela boca dos seus santos,

os profetas dos tempos antigos;
Para nos libertar dos nossos inimigos
e das mãos de todos os que nos odeiam;

para mostrar a sua misericórdia
a favor dos nossos pais,
recordando a sua sagrada aliança;

O juramento que fizera a Abraão, nosso pai,
que nos havia de conceder esta graça:
de O servirmos um dia, sem temor,

livres das mãos dos nossos inimigos,
em santidade e justiça, na sua presença,
todos os dias da nossa vida.




Lucas 11,5-13.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se algum de vós tiver um amigo e for ter com ele a meio da noite e lhe disser: 'Amigo, empresta-me três pães,
pois um amigo meu chegou agora de viagem e não tenho nada para lhe oferecer',
e se ele lhe responder lá de dentro: 'Não me incomodes, a porta está fechada, eu e os meus filhos estamos deitados; não posso levantar-me para tos dar'.
Eu vos digo: embora não se levante para lhos dar por ser seu amigo, ao menos, levantar-se-á, devido à impertinência dele, e dar-lhe-á tudo quanto precisar.»
«Digo-vos, pois: Pedi e ser-vos-á dado; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á;
porque todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra, e ao que bate, abrir-se-á.
Qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente?
Ou, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?
Pois se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego
Invocação do Espírito Santo, introdução aos hinos (SC 156)

«Quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!»

Vem, luz verdadeira. Vem, vida eterna. Vem, mistério escondido. Vem, tesouro inominável. Vem, realidade inexprimível. Vem, pessoa inconcebível. Vem, felicidade sem fim. Vem, luz sem ocaso. Vem, espera infalível de todos aqueles que virão a ser salvos. Vem, despertar dos que adormeceram. Vem, ressurreição dos mortos. Vem, Poderoso, que continuamente fazes e refazes e transformas tudo só com a tua vontade. […] Vem, Tu que permaneces inalterável, e no entanto a cada instante Te pões inteiramente a caminho para Te dirigires a nós, prostrados entre os mortos, estando Tu acima de todos os céus. […] Vem, júbilo eterno. Vem, coroa imperecível (1Cor 9,25). Vem, púrpura do grande Rei, nosso Deus. […] Vem, Tu que desejaste e desejas a minha alma miserável. Tu, que és o só, vem ao solitário, pois, como vês, estou só. […] Vem, Tu que por Ti mesmo Te tornaste o meu desejo, que me levaste a desejar-Te, a Ti, o absolutamente inacessível. Vem, minha respiração e minha vida. Vem, consolação da minha pobre alma. Vem, meu júbilo, minha glória, minha alegria sem fim.  


Eu Te dou graças por Te teres tornado um só espírito comigo (Rom 8,16), sem confusão, sem alteração, sem transformação, Tu que és o Deus que está acima de tudo, e de seres para mim tudo em todos (1Cor 15,28). […] Dou-Te graças por Te tornares para mim luz sem ocaso, sol sem declínio, visto que não tens onde Te esconder porque enches o universo com a tua glória. Não, nunca Te escondeste a ninguém: somos sempre nós que nos escondemos de Ti, recusando-nos a aproximar-nos de Ti. […]


Por isso vem, Mestre, faz hoje a tua tenda em mim (Jo 1,14); faz a tua morada e habita em mim, teu servo, continuamente, inseparavelmente, até ao fim, porque Tu és bom. E que também eu, ao partir deste mundo, me encontre em Ti, ó bondade imensa, e reine contigo, Deus que estás acima de tudo.







terça-feira, 7 de outubro de 2014

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 08 de Outubro de 2014

Quarta-feira da 27ª semana do Tempo Comum

Santa Taís, penitente, séc. IV, S. Simeão, teólogo, +1022

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Senhor, ensina-nos a orar.»

Gálatas 2,1-2.7-14.

Irmãos: Catorze anos depois, subi outra vez a Jerusalém, com Barnabé, levando comigo também Tito.
Mas subi devido a uma revelação. E pus à apreciação deles – e, em privado, à dos mais considerados – o Evangelho que prego entre os gentios, não esteja eu a correr ou tenha corrido em vão.
Antes pelo contrário: tendo visto que me tinha sido confiada a evangelização dos incircuncisos, como a Pedro a dos circuncisos –
pois aquele que operou em Pedro, para o apostolado dos circuncisos, operou também em mim, em favor dos gentios –
e tendo reconhecido a graça que me havia sido dada, Tiago, Cefas e João, que eram considerados as colunas, deram-nos a mão direita, a mim e a Barnabé, em sinal de comunhão, para irmos, nós aos gentios e eles aos circuncisos.
Só nos disseram que nos devíamos lembrar dos pobres – o que procurei fazer com o maior empenho.
Mas, quando Cefas veio para Antioquia, opus-me frontalmente a ele, porque estava a comportar-se de modo condenável.
Com efeito, antes de terem chegado umas pessoas da parte de Tiago, ele comia juntamente com os gentios. Mas, quando elas chegaram, Pedro retirava-se e separava-se, com medo dos partidários da circuncisão.
E com ele também os outros judeus agiram hipocritamente, de tal modo que até Barnabé foi arrastado pela hipocrisia deles.
Mas, quando vi que não procediam correctamente, de acordo com a verdade do Evangelho, disse a Cefas diante de todos: «Se tu, sendo judeu, vives segundo os costumes gentios e não judaicos, como te atreves a forçar os gentios a viver como judeus?»


Salmos 117(116),1.2.

Louvai o Senhor, todas as nações!
Exaltai-O, todos os povos!
Porque o seu amor para connosco não tem limites,
e a fidelidade do Senhor é eterna!




Lucas 11,1-4.

Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Quando acabou, disse-Lhe um dos seus discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João também ensinou os seus discípulos.»
Disse-lhes Ele: «Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino;
dá-nos o nosso pão de cada dia;
perdoa os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixes cair em tentação.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Carta 130, a Proba, sobre a oração, 11-12 (trad. cf bréviaire 3ª feira da XXIX semana do Tempo Comum)

«Senhor, ensina-nos a orar.»

Na oração, as palavras servem para nos estimular e nos fazer compreender melhor o que pedimos ; não pensemos que são necessárias para informar o Senhor ou forçar a sua vontade. Quando dizemos: «Santificado seja o vosso nome», estimulamo-nos a desejar que o nome de Deus, que é sempre santo em Si mesmo, seja também honrado como santo entre os homens, e nunca desprezado; e isto não é para benefício de Deus, mas dos homens. Quando dizemos: «Venha a nós o vosso reino» – que há-de vir certamente, quer queiramos, quer não –, excitamos a nossa aspiração por aquele reino, para que ele de facto venha a nós e mereçamos reinar nele. Quando dizemos: «Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu», pedimos ao Senhor que nos dê a virtude para que se cumpra em nós a sua vontade, como os anjos a cumprem no céu. […]

Quando dizemos: «Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido», tomamos consciência do que pedimos, e do que devemos fazer para merecermos receber o perdão. […] Quando dizemos: «Livrai-nos do mal», recordamos que ainda não estamos naquele sumo bem onde já não é possível sofrer qualquer mal. E estas últimas palavras da oração dominical têm um significado tão amplo, que o cristão, seja qual for a tribulação em que se encontre, pode com elas exprimir os seus gemidos ou lamentações, dar início, continuar ou terminar a sua oração.

Tínhamos necessidades destas palavras para gravar na memória todas estas realidades. Quaisquer outras palavras que possamos usar na oração […] nada mais dizem para além do que se encontra já na oração do Senhor, se de facto oramos como convém.