segunda-feira, 13 de abril de 2015

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 14 de Abril de 2015

Terça-feira da 2ª semana da Páscoa

S. Pedro Gonçalves Telmo, confessor, +1246

Comentário do dia
São Basílio : «Para que todo aquele que acredita tenha nele a vida eterna»

Actos 4,32-37.

A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma; ninguém considerava seu o que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum.
Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus com grande poder e gozavam todos de muita simpatia.
Não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas,
que depunham aos pés dos Apóstolos, e distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade.
José, um levita natural de Chipre, a quem os Apóstolos chamaram Barnabé —que quer dizer «Filho da Consolação»
possuía um campo. Vendeu-o e trouxe o dinheiro, que depositou aos pés dos Apóstolos.


Salmos 93(92),1ab.1c-2.5.

O Senhor é rei,
revestiu-Se de majestade,
revestiu-Se e cingiu-Se de poder.
Firmou o universo, que não vacilará.

É firme o vosso trono desde sempre,
Vós existis desde toda a eternidade.
Os vossos testemunhos são dignos de toda a fé,
a santidade habita na vossa casa

por todo o sempre.




João 3,7b-15.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Não te admires por Eu te haver dito que todos devem nascer de novo.
O vento sopra onde quer: ouves a sua voz, mas não sabes donde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito».
Nicodemos perguntou: «Como pode ser isso?»
Jesus respondeu-lhe: «Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas?
Em verdade, em verdade te digo: Nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho.
Se vos disse coisas da terra e não acreditais, como haveis de acreditar, se vos disser coisas do Céu?
Ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem.
Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado,
para que todo aquele que acredita tenha n'Ele a vida eterna».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja
Tratado sobre o Espírito Santo, 14

«Para que todo aquele que acredita tenha nele a vida eterna»

A imagem é uma forma de mostrar, por analogia, as coisas que esperamos. Por exemplo, Adão é a prefiguração do Adão que havia de vir (cf 1Cor 15,45) e a pedra [no deserto, durante o Êxodo] prefigura Cristo; a água que jorra da pedra é a imagem do poder vivificante do Verbo (Ex 17,6; 1Cor 10,4), pois Ele disse: «Se alguém tem sede, venha a Mim; e quem crê em Mim que sacie a sua sede» (Jo 7,37); o maná é a prefiguração do «pão vivo que desceu do céu» (Jo 6,51); e a serpente colocada num poste é a figura da Paixão, da nossa salvação consumada na cruz, uma vez que quem olhasse para ela era salvo (Nm 21,9). Do mesmo modo, o que a Escritura diz sobre a saída dos israelitas do Egipto foi narrado como prefiguração daqueles que se salvam através do baptismo; pois os primogénitos dos israelitas foram salvos […] pela graça dada àqueles que tinham sido marcados com o sangue do cordeiro pascal, e esse sangue prefigurava o sangue de Cristo. […]


Nesses tempos, o mar e a nuvem (Ex 14) conduziam à fé pela admiração; mas, em relação ao futuro, prefiguravam a graça que estava para vir. «Aquele que for sábio refletirá em tudo isto e compreenderá o amor do Senhor» (Sl 107,43). Compreenderá que o mar, prefigurando o baptismo, separava os judeus do faraó, tal como o baptismo nos faz escapar à tirania do diabo. Outrora, o mar afogou o inimigo; hoje, morre a inimizade que nos separava de Deus. Do mar, o povo saiu são e salvo; e nós elevamo-nos das águas, como se ressuscitássemos de entre os mortos, salvos pela graça daquele que nos chamou. Por sua vez, a nuvem era a sombra do dom do Espírito, que refresca os nossos membros, apagando a chama das paixões.







domingo, 12 de abril de 2015

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 13 de Abril de 2015

Segunda-feira da 2ª semana da Páscoa

S. Martinho I, papa, +656, Santo Hermenegildo, rei visigótico, mártir, +585

Comentário do dia
Catecismo da Igreja Católica: «Nascer da água e do Espírito»

Actos 4,23-31.

Naqueles dias, Pedro e João, tendo sido postos em liberdade, voltaram para junto dos seus e contaram-lhes tudo o que os príncipes dos sacerdotes e os anciãos lhes tinham dito.
Depois de os ouvirem, invocaram a Deus numa só alma, dizendo: «Senhor, Vós fizestes o céu, a terra, o mar e tudo o que neles se encontra;
Vós dissestes, mediante o Espírito Santo, pela boca do nosso pai David, vosso servo: 'Porque se agitaram em tumulto as nações e os povos intentaram vãos projetos?
Revoltaram-se os reis da terra e os príncipes conspiraram juntos contra o Senhor e contra o seu Ungido'.
Na verdade, Herodes e Pôncio Pilatos uniram-se nesta cidade com as nações pagãs e os povos de Israel contra o vosso santo servo Jesus, a quem ungistes.
Assim cumpriram tudo o que o vosso poder e sabedoria tinham de antemão determinado.
E agora, Senhor, vede como nos ameaçam e concedei aos vossos servos que possam anunciar com toda a confiança a vossa palavra.
Estendei a vossa mão, para que se realizem curas, milagres e prodígios, em nome do vosso santo servo Jesus».
Depois de terem rezado, tremeu o lugar onde estavam reunidos: todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a anunciar com firmeza a palavra de Deus.


Salmos 2,1-3.4-6.7-9.

Porque se agitam em tumulto as nações
e os povos intentam vãos projetos?
Revoltam-se os reis da terra
e os príncipes conspiram juntos
contra o Senhor e contra o seu Ungido:
«Quebremos as suas algemas

e atiremos para longe o seu jugo».
Aquele que mora nos céus sorri,
o Senhor escarnece deles.
Então lhes fala com ira
e com sua cólera os atemoriza:
«Fui Eu quem ungiu o meu Rei

sobre Sião, minha montanha sagrada».
Vou proclamar o decreto do Senhor.
Ele disse-me: «Tu és meu filho, Eu hoje te gerei.
Pede-me e te darei as nações como herança
e os confins da terra para teu domínio.
Hás de governá-los com cetro de ferro,

quebrá-los como vasos de barro».



João 3,1-8.

Havia um fariseu chamado Nicodemos, que era um dos principais entre os judeus.
Foi ter com Jesus de noite e disse-Lhe: «Rabi, nós sabemos que vens da parte de Deus como mestre, pois ninguém pode realizar os milagres que Tu fazes se Deus não está com ele».
Jesus respondeu-lhe: «Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer de novo não pode ver o reino de Deus».
Disse-Lhe Nicodemos: «Como pode um homem nascer, sendo já velho? Pode entrar segunda vez no seio materno e voltar a nascer?»
Jesus respondeu: «Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.
O que nasceu da carne é carne e o que nasceu do Espírito é espírito.
Não te admires por Eu te haver dito que todos devem nascer de novo.
O vento sopra onde quer: ouves a sua voz, mas não sabes donde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Catecismo da Igreja Católica
§§ 1213-1216

«Nascer da água e do Espírito»

O santo Baptismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito e a porta que dá acesso aos outros sacramentos. Pelo Baptismo somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão: o Baptismo pode definir-se como o sacramento da regeneração pela água e pela Palavra


Como se chama este sacramento?

Chama-se Baptismo, por causa do rito central com que se realiza: baptizar («baptizein», em grego, significa «mergulhar», «imergir»); A «imersão» na água simboliza a sepultura do catecúmeno na morte de Cristo, de onde sai pela ressurreição com Ele (Rom 6,4) como «nova criatura» (2Cor 5,17; Gal 6,15). Este sacramento é também chamado «o banho da regeneração e da renovação no Espírito Santo» (Tit 3,5), pois significa e realiza aquele nascimento a partir da água e do Espírito, sem o qual «ninguém pode entrar no Reino de Deus» (Jo 3,5).


«Este banho é chamado iluminação, porque aqueles que recebem este ensinamento [catequético] têm o espírito iluminado» (S. Justino). Depois de receber no Baptismo o Verbo, «a luz verdadeira que ilumina todo o homem» (Jo 1,9), o baptizado, «após ter sido iluminado» (Heb 10,32), converte-se em «filho da luz» (1Tes 5,5) e é ele próprio luz (Ef 5,8). «O Baptismo é o mais belo e magnífico dos dons de Deus. […] Chamamos-lhe dom, graça, unção, iluminação, veste de incorruptibilidade, banho de regeneração, selo, e tudo o que existe de mais precioso. Dom, porque é conferido àqueles que nada trazem; graça, porque é dado até aos culpados; baptismo, porque o pecado é sepultado na água; unção, porque é sagrado e régio (tais são os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplandecente; veste, porque cobre a nossa vergonha; banho, porque lava; selo, porque nos guarda e é o sinal do senhorio de Deus» (São Gregório de Nazianzo).







sábado, 11 de abril de 2015

Profecia do Dia


Domingo, dia 12 de Abril de 2015

2º Domingo da Páscoa (Divina Misericórdia) - Ano B
Segundo Domingo de Páscoa (da Divina Misericórdia)Nossa Senhora dos Prazeres

S. Victor de Braga, mártir, +300, Beato Lourenço Mendes, religioso, séc. XIII, Santa Teresa de Jesus Fernandez Solar, religiosa, +1920

Comentário do dia
São Cirilo de Jerusalém : «Recebei o Espírito Santo»

Actos 4,32-35.

A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma; ninguém considerava seu o que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum.
Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus com grande poder e gozavam todos de muita simpatia.
Não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas,
que depunham aos pés dos Apóstolos, e distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade.


Salmos 118(117),2-4.16ab-18.22-24.

Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Aarão:
é eterna a sua misericórdia.
Digam os que temem o Senhor:
é eterna a sua misericórdia.

A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver,
para anunciar as obras do Senhor.
Com dureza me castigou o Senhor,
mas não me deixou morrer.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.
Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria.




1 João 5,1-6.

Caríssimos: Quem acredita que Jesus é o Messias, nasceu de Deus, e quem ama Aquele que gerou ama também Aquele que nasceu d'Ele.
Nós sabemos que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus e cumprimos os seus mandamentos,
porque o amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados,
porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.
Quem é o vencedor do mundo senão aquele que acredita que Jesus é o Filho de Deus?
Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo; não só com a água, mas com a água e o sangue. É o Espírito que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.


João 20,19-31.

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco».
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».
Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».
Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco».
Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!».
Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto».
Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro.
Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém, doutor da Igreja
Catequese 21, 1-3

«Recebei o Espírito Santo»

Irmãos, baptizados em Cristo, revestidos de Cristo (Gal 3,27), vós fostes configurados ao Filho de Deus. Porque Deus, que nos predestinou à adopção (Rom 8,29), modelou-nos (Gn 2,7) segundo o corpo glorioso de Cristo. […] Vós tornastes-vos «cristos» porque recebestes a marca do Santo Espírito. Tudo o que vos aconteceu é imagem do que aconteceu a Cristo, de quem sois imagem (Gn 1, 27).

Quando, banhado nas águas do Jordão […], Cristo delas emergiu, o Espírito Santo em pessoa irrompeu sobre Ele. De igual modo, emersos da fonte baptismal, vós recebestes a confirmação: fostes ungidos com o óleo do santo crisma. Essa marca, com a qual o próprio Cristo foi ungido, é o Espírito Santo. […]. Cristo, com efeito, não foi «crismado», não foi ungido pelos homens. Foi o Pai quem O estabeleceu como Salvador de todo o universo e O ungiu com o Espírito Santo, conforme proclamou o profeta David: «Deus, o teu Deus, Te ungiu com o óleo da alegria, preferindo-Te aos teus companheiros» (Sl 44,8).

Tal como Cristo foi realmente crucificado, sepultado e ressuscitado, também vós, pelo baptismo, fostes admitidos a participar simbolicamente da sua cruz, do seu túmulo e da sua ressurreição. De igual modo na confirmação: Cristo fora ungido, com um óleo alegre e espiritual, pelo Espírito Santo […], porque Ele é fonte de alegria espiritual. E vós fostes ungidos com um óleo santo, que vos tornou participantes e companheiros do próprio Cristo. Foi primeiramente na fronte que fostes ungidos, para serdes libertados do opróbrio do primeiro Adão e poderdes contemplar com o rosto descoberto, como num espelho (2Cor 3,16), a glória de Cristo.