domingo, 19 de julho de 2015

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 20 de Julho de 2015

Segunda-feira da 16ª semana do Tempo Comum

Santo Elias, profeta, séc. IX a.C., S. Apolinário, bispo, mártir, séc. II

Comentário do dia
São Pedro Crisólogo : «Aqui está quem é maior do que Jonas»

Ex. 14,5-18.

Naqueles dias, quando anunciaram ao rei do Egipto que o povo israelita fugira, mudou-se o coração do faraó e dos seus servos contra o povo e disseram: «Que fizemos nós, deixando partir Israel, que não mais nos servirá?».
O faraó mandou atrelar o carro e tomou a sua gente consigo.
Prepararam seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egipto cada qual com os seus combatentes.
O Senhor permitiu que se endurecesse o coração do faraó, rei do Egipto, o qual perseguiu os filhos de Israel, que partiram de mão erguida.
Os egípcios perseguiram-nos, – com os cavalos e carros do faraó, com os seus cavaleiros e o seu exército – e alcançaram-nos, quando eles estavam acampados junto ao mar, junto de Piairot, em frente de Baalsefon.
Quando o faraó se aproximava, os filhos de Israel levantaram os olhos e viram que os egípcios vinham atrás deles. Cheios de pavor, os filhos de Israel clamaram ao Senhor
e disseram a Moisés: «Foi por falta de túmulos no Egipto que nos trouxeste para morrermos no deserto? Que nos fizeste, tirando-nos do Egipto?
Não era isto que te dizíamos no Egipto: 'Deixa-nos servir em paz os egípcios; mais vale servir os egípcios que morrer no deserto'?».
Então Moisés disse ao povo: «Não temais. Permanecei firmes e vereis a salvação que o Senhor nos dará neste dia, pois aqueles egípcios que hoje vedes, nunca mais os vereis.
O Senhor combaterá por vós e vós nada tereis que fazer».
O Senhor disse a Moisés: «Porque estás a bradar por Mim? Diz aos filhos de Israel que se ponham em marcha.
E tu ergue a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel entrem nele a pé enxuto.
Entretanto vou permitir que se endureça o coração dos egípcios, que hão-de perseguir os filhos de Israel. Manifestarei então a minha glória, triunfando do faraó, de todo o seu exército, dos seus carros e dos seus cavaleiros.
Os egípcios reconhecerão que Eu sou o Senhor, quando Eu manifestar a minha glória, vencendo o faraó, os seus carros e os seus cavaleiros».


Ex. 15,1-2.3-4.5-6.

Cantarei ao Senhor, que fez brilhar a sua glória:
precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro.
O Senhor é a minha força e a minha proteção:
foi Ele quem me salvou

Ele é o meu Deus: eu O exalto
Ele é o Deus de meu pai: eu O glorifico.
O Senhor é um guerreiro, Omnipotente é o seu nome;
precipitou no mar os carros do Faraó e o seu exército.

Os seus melhores combatentes afogaram-se no Mar Vermelho,
foram engolidos pelas ondas,
caíram como pedra no abismo.
A vossa mão direita, Senhor, revelou a sua força,

a vossa mão direita, Senhor, destroçou o inimigo.



Mateus 12,38-42.

Naquele tempo, alguns escribas e fariseus disseram a Jesus: «Mestre, queremos ver um sinal da tua parte».
Mas Jesus respondeu-lhes: «Esta geração perversa e infiel pretende um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas.
Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no seio da terra.
No dia do Juízo, os homens de Nínive levantar-se-ão com esta geração e hão-de condená-la, porque fizeram penitência quando Jonas pregou; e aqui está quem é maior do que Jonas.
No dia do Juízo, a rainha do Sul erguer-se-á com esta geração e há de condená-la, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está quem é maior do que Salomão».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 3

«Aqui está quem é maior do que Jonas»

Foi o próprio Jonas que pediu que o atirassem para fora do navio: «Pegai em mim e lançai-me ao mar», disse (Jn 1,12), anunciando a Paixão voluntária do Senhor Jesus. Então porque foi que os marinheiros esperaram por essa ordem? Porque, embora a salvação de todos requeira a morte de apenas um, essa morte requer uma decisão livre da pessoa. Assim, nesta história em que a morte do Senhor é completamente prefigurada, espera-se pela vontade daquele que vai morrer, para que a sua morte não seja uma necessidade suportada, mas um acto de liberdade: «Ninguém ma tira, mas sou Eu que a ofereço livremente. Tenho poder de a oferecer e poder de a retomar», diz o Senhor (Jo 10,18). Porque, se Cristo entregou o espírito (Jo 19,30), não foi porque a vida Lhe tivesse fugido. Aquele que tem na mão as almas de todos os homens não poderia perder a sua. «A minha vida está continuamente em perigo, mas não me esqueço da tua lei» diz o profeta (Sl 119,109); e noutra passagem: «Nas tuas mãos entrego o meu espírito» (Sl 31,6; Lc 23,46).







sábado, 18 de julho de 2015

Profecia do Dia


Domingo, dia 19 de Julho de 2015

16º Domingo do Tempo Comum - Ano B
Décimo Sexto Domingo do Tempo Comum (semana IV do saltério)

Santas Justa e Rufina, mártires, +287, Santo Arsénio, eremita, +séc. V

Comentário do dia
São Gregório de Nissa : «Compadeceu-Se de toda aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor»

Jer. 23,1-6.

Diz o Senhor: «Ai dos pastores que perdem e dispersam as ovelhas do meu rebanho!».
Por isso, assim fala o Senhor, Deus de Israel, aos pastores que apascentam o meu povo: «Dispersastes as minhas ovelhas e as escorraçastes, sem terdes cuidado delas. Vou ocupar-Me de vós e castigar-vos, pedir-vos contas das vossas más ações – oráculo do Senhor.
Eu mesmo reunirei o resto das minhas ovelhas de todas as terras onde se dispersaram e as farei voltar às suas pastagens, para que cresçam e se multipliquem.
Dar-lhes-ei pastores que as apascentem, e não mais terão medo nem sobressalto; nem se perderá nenhuma delas – oráculo do Senhor.
Dias virão, diz o Senhor, em que farei surgir para David um rebento justo. Será um verdadeiro rei e governará com sabedoria; há de exercer no país o direito e a justiça.
Nos seus dias, Judá será salvo e Israel viverá em segurança. Este será o seu nome: 'O Senhor é a nossa justiça'».


Salmos 23(22),1-3a.3b-4.5.6.

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo

me enchem de confiança.
Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça,

e o meu cálice transborda.
A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.



Efésios 2,13-18.

Irmãos: Foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes d'Ele, graças ao sangue de Cristo.
Cristo é, de facto, a nossa paz. Foi Ele que fez de judeus e gregos um só povo e derrubou o muro da inimizade que os separava,
anulando, pela imolação do seu corpo, a Lei de Moisés com as suas prescrições e decretos. E assim, de uns e outros, Ele fez em Si próprio um só homem novo, estabelecendo a paz.
Pela cruz reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só corpo, levando em Si próprio a morte à inimizade.
Cristo veio anunciar a boa nova da paz, paz para vós, que estáveis longe, e paz para aqueles que estavam perto.
Por Ele, uns e outros podemos aproximar-nos do Pai, num só Espírito.


Marcos 6,30-34.

Naquele tempo, os Apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado.
Então Jesus disse-lhes: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer.
Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém.
Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge, bispo
Homilias sobre o Cântico dos Cânticos

«Compadeceu-Se de toda aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor»

«Onde levas o teu rebanho a pastar» (Cant 1,7), ó bom pastor que o carregas sobre os teus ombros (Lc 15,5)? Porque toda a raça humana é uma única ovelha que Tu tomaste aos ombros. Mostra-me o lugar da tua pastagem, faz-me conhecer as águas do repouso, leva-me às ervas suculentas, chama-me pelo nome (Jo 10,3), para que eu oiça a tua voz, eu que sou tua ovelha, que a tua voz seja para mim a vida eterna.


Sim, diz-mo, «Tu a quem o meu coração ama» (Cant 1,7). É assim que Te chamo porque o teu nome está acima de todo o nome (Fil 2,9), inexprimível e inacessível a toda a criatura dotada de razão. Mas este nome, testemunho dos meus sentimentos para contigo, exprime a tua bondade. Como poderia não Te amar, a Ti que me amaste quando eu era negra (Cant 1,5), a ponto de dares a tua vida pelas ovelhas de quem és o pastor (Jo 10,11)? Não é possível imaginar maior amor do que teres dado a vida pela minha salvação (Jo 15,13).


Ensina-me pois onde levas o teu rebanho a pastar, que eu possa encontrar a pastagem da salvação, saciar-me com o alimento celeste que todo o homem deve comer se quiser entrar na vida, correr para Ti que és a fonte e beber a longos tragos a água divina que fazes brotar para os que têm sede. Essa água corre do teu lado desde que a lança aí abriu uma chaga (Jo 19,34), e todo aquele que a prova torna-se uma fonte de água brotando para a vida eterna (Jo 4,14).







sexta-feira, 17 de julho de 2015

Profecia do Dia


Sabado, dia 18 de Julho de 2015

Sábado da 15ª semana do Tempo Comum

Beato Bartolomeu dos Mártires, bispo, +1590

Comentário do dia
São Gregório de Nazianzo : «Eis o meu Servo, a quem Eu escolhi, o meu muito amado»

Ex. 12,37-42.

Naqueles dias, os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot:eram cerca de seiscentas mil pessoas que iam a pé, sem contar as crianças.
Também uma turba numerosa partiu com eles, juntamente com ovelhas, bois e gado em grande quantidade.
Eles cozeram a farinha amassada com que tinham saído do Egipto em bolos sem fermento, pois não tinha fermento. Tinham, na verdade, sido expulsos do Egipto, e não puderam demorar-se; nem sequer fizeram provisões para eles.
A estadia dos filhos de Israel que residiram no Egipto foi de quatrocentos e trinta anos.
No final dos quatrocentos e trinta anos, precisamente naquele dia, saíram todos os exércitos do Senhor da terra do Egipto.
Aquela foi uma noite de vigília para o Senhor, quando Ele os fez sair da terra do Egipto. Esta noite do Senhor será de vigília para todos os filhos de Israel nas suas gerações.


Salmos 136(135),1.23-24.10-12.13-15.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom: é eterna a sua bondade.
Não se esqueceu de nós, na nossa humilhação,
porque o seu amor é eterno!  
E libertou-nos dos nossos opressores: é eterna a sua bondade.

Feriu os primogénitos dos egípcios,
porque o seu amor é eterno!  
Tirou Israel do meio deles,
porque o seu amor é eterno!  

Com a sua mão forte e o seu braço estendido,
porque o seu amor é eterno!  
Dividiu ao meio o Mar dos Juncos,
porque o seu amor é eterno!  

Fez passar Israel através dele,
porque o seu amor é eterno!  
Afundou o Faraó e o seu exército,
porque o seu amor é eterno!  




Mateus 12,14-21.

Naquele tempo, os fariseus reuniram conselho contra Jesus, a fim de O fazerem desaparecer.
Quando soube disso, Jesus afastou-se dali. Muitos seguiram-no e Ele curou-os a todos,
ordenando-lhes que o não dessem a conhecer.
Assim se cumpriu o que fora anunciado pelo profeta Isaías:
Aqui está o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se deleita. Derramarei sobre Ele o meu espírito, e Ele anunciará a minha vontade aos povos.
Não discutirá nem bradará, e ninguém ouvirá nas praças a sua voz.
Não há-de quebrar a cana fendida, nem apagar a mecha que fumega, até conduzir a minha vontade à vitória.
E, no seu nome, hão-de esperar os povos!



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório de Nazianzo (330-390), bispo, doutor da Igreja
Homilia pascal

«Eis o meu Servo, a quem Eu escolhi, o meu muito amado»

O Verbo de Deus, Aquele que existe desde toda a eternidade, Aquele que é invisível, incompreensível, incorpóreo, o Princípio que procede do Princípio, a Luz que nasce da Luz, a fonte da vida e da imortalidade, Aquele que é a expressão fiel do arquétipo divino, o selo inamovível, a imagem perfeitíssima, a palavra e o pensamento do Pai (Heb 1,3), é o mesmo que vem em ajuda da criatura feita à sua imagem (Gn 1,27), e que por amor do homem Se faz homem. Ele assume um corpo para salvar o corpo e une-Se a uma alma racional por amor da minha alma. Para purificar aqueles a quem Se tornou semelhante, fez-Se homem em tudo excepto no pecado. […] Aquele que enriquece os outros faz-Se pobre, aceitando a pobreza da minha condição humana para que eu possa receber as riquezas da sua divindade (2 Cor 8,9). Aquele que possui tudo em plenitude aniquila-Se a Si mesmo, privando-Se durante algum tempo da sua glória para que eu possa participar da sua plenitude.


Porquê tantas riquezas de bondade? Que significa para nós este mistério? Eu recebi a imagem divina, mas não soube conservá-la; agora Ele assume a minha condição humana, para restaurar a perfeição daquela imagem e conferir a imortalidade a esta minha condição mortal. Deste modo, estabelece connosco uma segunda aliança, mais admirável que a primeira. Convinha que o homem fosse santificado mediante a natureza assumida por Deus. Convinha que Ele triunfasse deste modo sobre o tirano que nos subjugava, para nos restituir a liberdade e nos reconduzir a Si pela mediação de seu Filho. E Cristo realizou, de facto, para glória de seu Pai, esta obra redentora que era o objectivo de todas as suas acções.