segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 18 de Agosto de 2015

Terça-feira da 20 semana do Tempo Comum

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, +328, Santo Alberto Hurtado Cruchaga, presbítero, +1952, Beata Vitória Rasoamanarivo, +1894

Comentário do dia
São Pedro Damião : «Receberá cem vezes mais agora, no tempo presente» (Mc 10, 30)

Juízes 6,11-24a.

Naqueles dias, o Anjo do Senhor veio sentar-se debaixo do carvalho de Ofra, que pertencia a Joás, da família de Abiezer. Seu filho Gedeão estava a malhar trigo no lagar, para o esconder dos madianitas.
O Anjo do Senhor apareceu-lhe e disse-lhe: «O Senhor está contigo, valente guerreiro».
Gedeão respondeu-lhe: «Perdão, meu senhor. Se o Senhor está connosco, porque nos têm sucedido todas estas desgraças? Onde estão todos esses prodígios, que os nossos pais nos contaram, dizendo: 'O Senhor libertou-nos da terra do Egipto'? Mas agora o Senhor abandonou-nos e entregou-nos nas mãos de Madiã».
Então o Senhor voltou-Se para ele e disse-lhe: «Vai com essa tua força salvar Israel das mãos de Madiã. Não sou Eu que te envio?».
Gedeão respondeu: «Perdão, meu Senhor. Como poderei salvar Israel? A minha família é a mais humilde de Manassés e eu sou o último da casa de meu pai».
O Senhor disse-lhe: «Eu estarei contigo e tu vencerás Madiã como se ele fosse um só homem».
Disse Gedeão: «Se encontrei graça a vossos olhos, dai-me um sinal de que sois Vós que me falais.
Não Vos afasteis daqui, até que eu volte para junto de Vós, trazendo a minha oferta, para a colocar na vossa presença». O Senhor respondeu: «Ficarei até que voltes».
Gedeão entrou em casa, preparou um cabrito e com uma medida de farinha fez pães ázimos. Colocou a carne num cesto, deitou o molho num tacho, levou tudo para debaixo do carvalho e ofereceu-Lho.
Disse-lhe o Anjo do Senhor: «Toma a carne e os pães ázimos, coloca-os sobre essa pedra e derrama o molho sobre eles». Gedeão assim fez.
O Anjo do Senhor estendeu a ponta da vara que tinha na mão e tocou na carne e nos pães ázimos. Saiu então fogo da rocha e consumiu a carne e os pães. E o Anjo do Senhor desapareceu da sua vista.
Gedeão reconheceu que era o Anjo do Senhor e disse: «Ai de mim, Senhor Deus! Eu vi face a face o Anjo do Senhor».
Mas o Senhor respondeu-lhe: «A paz esteja contigo. Não tenhas medo, porque não morrerás».
Gedeão ergueu ali um altar ao Senhor e chamou-lhe «O Senhor é a paz».


Salmos 85(84),9.11-12.13-14.

Escutemos o que diz o Senhor:
Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a quantos de coração a Ele se convertem.
Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade, abraçaram-se a paz e a justiça.

A fidelidade vai germinar da terra
e a justiça descerá do Céu.
O Senhor dará ainda o que é bom
e a nossa terra produzirá os seus frutos.

A justiça caminhará à sua frente
e a paz seguirá os seus passos.



Mateus 19,23-30.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade vos digo: Um rico dificilmente entrará no reino dos Céus.
É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no reino de Deus».
Ao ouvirem estas palavras, os discípulos ficaram muito admirados e disseram: «Quem poderá então salvar-se?».
Jesus olhou para eles e respondeu: «Aos homens isso é impossível, mas a Deus tudo é possível».
Então Pedro tomou a palavra e disse-Lhe: «Nós deixámos tudo para Te seguir. Que recompensa teremos?».
Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: No mundo renovado, quando o Filho do homem vier sentar-Se no seu trono de glória, também vós que Me seguistes vos sentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna.
Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Pedro Damião (1007-1072), eremita, bispo, doutor da Igreja
Sermão 9; PL 1, 54-553

«Receberá cem vezes mais agora, no tempo presente» (Mc 10, 30)

Temos de viver desligados das coisas que possuímos e da nossa própria vontade, se quisermos seguir Aquele que não tinha «onde reclinar a cabeça» (Lc 9,58), e que não veio para fazer a sua vontade mas, como Ele próprio disse, «a vontade daquele que Me enviou» (Jo 6,38). [...]. Conheceremos assim por experiência própria o que a Vontade promete a todo aquele que tudo abandona e que caminha seguindo os seus passos: «Receberá cem vezes mais agora [...] e no tempo futuro, a vida eterna» (Mc 10,30). De facto, o dom do cêntuplo é um grande conforto para a nossa caminhada, e a posse da vida eterna será a felicidade infinita na pátria celeste.


Mas o que é este cêntuplo? É, muito simplesmente, o consolo do Espírito, que é doce como mel, as visitas que Ele nos faz e os seus primeiros frutos. É o testemunho da nossa consciência, é a feliz e muito alegre espera dos justos, é a memória da bondade generosa de Deus, e é também, na verdade, a imensidão da sua doçura. Os que experienciaram estes dons não precisam que deles lhes falemos; mas como descrevê-los, por simples palavras, a quem não os conhece?







domingo, 16 de agosto de 2015

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 17 de Agosto de 2015

Segunda-feira da 20ª semana do Tempo Comum

Santa Beatriz da Silva, religiosa, +1490, S. Jacinto, presbítero, apóstolo da Polónia, +1257

Comentário do dia
São Gregório Magno : «Terás um tesouro nos céus»

Juízes 2,11-19.

Naqueles dias, os filhos de Israel procederam mal aos olhos do Senhor e prestaram culto aos ídolos.
Abandonaram o Senhor, Deus dos seus pais, que os tinha feito sair da terra do Egipto, e seguiram outros deuses dos povos vizinhos; adoraram-nos e provocaram a indignação do Senhor.
Abandonaram o Senhor e prestaram culto a Baal e a Astarté.
A ira do Senhor inflamou-se contra os israelitas. O Senhor deixou-os à mercê de salteadores que os saquearam, entregou-os nas mãos dos inimigos que os rodeavam e a quem nunca mais puderam resistir.
Em todas as suas expedições, a mão do Senhor estava contra eles, como o Senhor tinha dito e jurado. E assim se viram na maior aflição.
Então o Senhor suscitava juízes, que livravam os israelitas das mãos dos salteadores.
Mas eles nem sequer escutavam os juízes: prostituíam-se no culto de outros deuses e prostravam-se diante deles. Depressa se desviaram do caminho que seus pais tinham seguido, na obediência aos mandamentos do Senhor. Mas eles não os imitavam.
Quando o Senhor lhes suscitava um juiz, o Senhor estava com o juiz. Salvava-os das mãos dos inimigos durante o tempo em que o juiz vivia, porque o Senhor compadecia-Se quando eles gemiam por causa dos seus opressores e tiranos.
Mas quando o juiz morria, voltavam a corromper-se mais do que os seus pais, seguindo outros deuses, prestando-lhes culto e prostrando-se diante deles, sem abandonarem as suas más ações nem o seu comportamento perverso.


Salmos 106(105),34-35.36-37.39-40.43ab.44.

Não exterminaram os povos,
como o Senhor lhes tinha mandado,
mas misturaram-se com os pagãos
e imitaram os seus costumes.

Prestaram culto aos seus ídolos,
que foram para eles uma armadilha;
e imolaram seus filhos
e suas filhas aos demónios.

Contaminaram-se com as suas próprias obras, prostituíram-se com seus crimes.
Por isso se inflamou a ira do Senhor contra o seu povo
e Ele abominou a sua herança.
Muitas vezes Deus os libertou,

mas eles mostraram-se rebeldes nos seus caprichos
e mergulharam sempre mais na sua maldade.
Contudo, Ele reparou na sua aflição
e ouviu os seus lamentos.  




Mateus 19,16-22.

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um jovem que Lhe perguntou: «Mestre, que hei-de fazer de bom, para alcançar a vida eterna?»
Jesus respondeu-lhe: «Porque Me interrogas sobre o que é bom? Bom é um só. Mas se queres entrar na vida, guarda os mandamentos».
Ele perguntou: «Que mandamentos?». Jesus respondeu-lhe: «Não matarás, não cometerás adultério; não furtarás; não levantarás falso testemunho;
honra pai e mãe; ama o teu próximo como a ti mesmo».
Disse-lhe o jovem: «Tudo isso tenho eu guardado. Que me falta ainda?».
Jesus respondeu-lhe: «Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro nos Céus. Depois vem e segue-Me».
Ao ouvir estas palavras, o jovem retirou-se entristecido, porque tinha muitos bens.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Homilia 5 sobre o Evangelho

«Terás um tesouro nos céus»

Que ninguém diga, ao ver como outros deixam grandes bens: «Gostaria de imitar aqueles que assim se desprendem do mundo, mas não tenho nada para deixar.» Deixais muito, meus irmãos, quando renunciais aos desejos terrenos. Com efeito, os nossos bens exteriores, mesmo sendo pequenos, são suficientes aos olhos do Senhor, pois Ele vê o coração e não a fortuna. Ele não pesa o valor mercantil do sacrifício, mas a intenção daquele que o oferece. [...] O Reino de Deus não tem preço e, no entanto, para ti custa exactamente aquilo que tens. [...] A Pedro e a André custou o abandono duma barca e dumas redes; à viúva, duas pequenas moedas; a outro, um copo de água fresca (Mt l0,42). O Reino de Deus, como dissemos, custa aquilo que tens. Vedes, meus irmãos, como é fácil adquiri-lo e precioso possuí-lo?


Mas talvez nem tenhas um copo de água fresca a oferecer ao pobre que dela necessita. Mesmo então, a Palavra de Deus pacifica-nos. [...] «Paz na terra aos homens de boa vontade» (Lc 2,l4). [...] Ainda que exteriormente não tenha nada para Te oferecer, ó meu Deus, em mim mesmo encontro o que colocarei sobre o altar para teu louvor. Tu comprazes-Te com as ofertas do coração.







sábado, 15 de agosto de 2015

Profecia do Dia


Domingo, dia 16 de Agosto de 2015

20º Domingo do Tempo Comum - Ano B
XX Domingo do Tempo Comum (semana IV do saltério)Assunção de Nossa Senhora (no Brasil)

Santo Estêvão, rei da Hungria, +1038, S. Roque, peregrino, séc. XIV

Comentário do dia
São Gaudêncio de Brescia : «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.»

Prov. 9,1-6.

A Sabedoria edificou a sua casa e levantou sete colunas.
Abateu os seus animais, preparou o vinho e pôs a mesa.
Enviou as suas servas a proclamar nos pontos mais altos da cidade:
«Quem é inexperiente venha por aqui». E aos insensatos ela diz:
«Vinde comer do meu pão e beber do vinho que vos preparei.
Deixai a insensatez e vivereis; segui o caminho da prudência».


Salmos 34(33),2-3.10-11.12-13.14-15.

A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

Temei o Senhor, vós os seus fiéis,
porque nada falta aos que O temem.
Os poderosos empobrecem e passam fome,
aos que procuram o Senhor não faltará riqueza alguma.

Vinde, filhos, escutai-me,
vou ensinar-vos o temor do Senhor.
Qual é o homem que ama a vida,
que deseja longos dias de felicidade?

Guarda do mal a tua língua
e da mentira os teus lábios.
Evita o mal e faz o bem,
procura a paz e segue os seus passos.




Efésios 5,15-20.

Irmãos: Vede bem como procedeis. Não vivais como insensatos, mas como pessoas inteligentes.
Aproveitai bem o tempo, porque os dias que correm são maus.
Por isso não sejais irrefletidos, mas procurai compreender qual é a vontade do Senhor.
Não vos embriagueis com o vinho, que é causa de luxúria, mas enchei-vos do Espírito Santo,
recitando entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando em vossos corações,
dando graças, por tudo e em todo o tempo, a Deus Pai, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.


João 6,51-58.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é minha carne, que Eu darei pela vida do mundo».
Os judeus discutiam entre si: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?».
E Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia.
A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.
Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim.
Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram: quem comer deste pão viverá eternamente».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gaudêncio de Brescia (?-após 406), bispo
Homilia pascal; CSEL 68, 30

«Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.»

O sacrifício celeste instituído por Cristo é verdadeiramente a herança legada pelo seu novo testamento; Ele deixou-no-la na noite em que ia ser entregue para ser crucificado, como garante da sua presença. Ele é o viático da nossa viagem, o nosso alimento no caminho da vida, até chegarmos à outra Vida, depois de deixarmos este mundo. Era por isso que o Senhor dizia: «Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.»


Ele quis que os seus benefícios permanecessem entre nós; quis que as almas resgatadas pelo seu sangue precioso fossem sempre santificadas à imagem da sua própria Paixão. Foi por essa razão que ordenou aos seus discípulos fiéis, que estabeleceu como primeiros sacerdotes da sua Igreja, que celebrassem estes mistérios de vida eterna. [...] Com efeito, a multidão dos fiéis devia ter todos os dias diante dos olhos a representação da Paixão de Cristo; tendo-a nas mãos, recebendo-a na boca e no coração, ficaremos com uma recordação indelével da nossa redenção.


É preciso que o pão seja feito com a farinha de numerosos grãos de fermento misturada com água, e que receba do fogo o seu acabamento. Aí temos, então, uma imagem semelhante ao corpo de Cristo, pois sabemos que Ele forma um só corpo com a multidão dos homens, que recebeu o seu acabamento do fogo do Espírito Santo. [...] Do mesmo modo, o vinho do seu sangue é extraído de diversos cachos de uvas, isto é, de uvas da vinha plantada por Ele, esmagadas sob o peso da cruz; vertido no coração dos fiéis, aí borbulha pelo seu próprio poder.


É este o sacrifício da Páscoa, que traz a salvação a todos os que foram libertados da escravatura do Egipto e do Faraó, isto é, do demónio. Recebei-o em união connosco, com a avidez de um coração religioso.